segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Covid-19/ País regista mais quatro novos casos de infeção e mais nove pessoas  se recuperaram da doença

Bissau, 06 Dez 21 (ANG) – As autoridades sanitáarias testaram um total de 799 pessoas e quatro deles deram positivos para a Covid-19, nove individuos foram dados como recuperados da doença e registou-se um óbito  na região de Biombo, revela  o Secretário Adjunto do Alto Comissariado para a Covid-19.

Os dados estatisticos da semana passada do Alto Comissariado apontavam para um total de cinco novos casos de infecção por Covid-19.

Plácido Cardoso  que falava hoje na habitual conferência de imprensa semanal de  actualilização dos dados da Covid-19 revelou que a Guiné-Bissau registou mais um óbito, totalizando agora 149 vitimas  mortais, num universo de 6.444 casos de infecção associado a Covid-19.

Disse que  três  dos quatro novos casos de infecção são  do sexo feminino, para um total acumulado de 2.830 casos e um do sexo masculino, elevando assim par um total de 3.614 casos de infecções.

“Destes quatro novos casos de infecção por covid-19, um deles  foi registado na região de Biombo, dois na região de Quinará e um no Sector Autónomo de Bissau”indicou o médico guineense.  

Plácido Cardoso disse que nove pessoas se recuperaram da doença, estando em activo 12 casos e que um  paciente se encontra hospitalizado, elevando o número para 423 casos de internamentos no país.

De acordo com o Secretário Adjunto do Alto Comissariado, a covid-19 continua a afectar  mais homens do que  mulheres, sendo que 3.614 casos são do sexo masculino contra 2.830 do sexo femenino.

A doença, segundo Cardoso, já vitimou 101 pessoas de sexo masculino e 48 mulheres, desde que foi diagnosticado os primeiros casos no país  em março de 2020.

“A taxa de latelidade continua na ordem dos  dois por cento e de positividade semanal é de 0,5 por cento”, refereu Placido Cardoso.

O Secretário adjunto do Alto Comissariado para a Covid-19  revelou  que 35 por cento da população guineense elegível já estão completamente vacinados contra à pandemia.

Referiu  que o país ainda está  na terceira vaga da doença, e que, mesmo assim,  um conjunto de medidas estão a ser tomadas para se evitar a quarta vaga da doença, denominada “Òmicron”.

Conforme o Secretário do Alto Comissariado, as activdade de vigilancia dos pontos de entrada  no país vão  ser reforçadas, com  realização de testes rápidos.

De acordo com os dados do Boletim semanal do Alto Comissariado, o  Sector Autónomo de Bissau já testou 98.207 pessoas e 4.729 dos quais acusaram positvos,  4.639 recuperados, 80 vitimas mortais e seis  casos activos.

A  região de Biombo registou 324 casos de infecção associados a covid-19, dos 2.801 testes realizados, 35 mortos e 287 casos activos.

O Boletim semanal indica que a região de Gabu analisou um total acumulado de 1094 amostras e 140 deles deram positivo,quatro óbitos e 136 recuperadas.

Conforme o boletim informativo semanal  de 29 de Novembro a 05 de Dezembro, a região de Oio registou 36 casos de infecção, num total de 1005 testes realizados, seis mortos e 402 pessoas recuperadas.

“Na região de Tombali 482 pessoas foram testadas e 82 dos quais acusaram positivo, 81 recuperados e uma vitima mortal por covid-19.

Na  região de Bolama realizaram-se 91 testes e dois deles deram positivo, zero óbito”, indica o boletim semanal do Alto comissariado.

A região de Quinará testou 600 casos e 117 deles deram  positivo, dois óbitos e 110 individuos foram dados como recuprados da doença, ao passo que  a dos Bijagos analisou  1138 pessoas e 187 dos quais acusaram positivo, dois mortos e 178 recuperados.

Ainda, conforme o boletim informativo semanal, a região de Bafatá registou 187, num total de 844 amostras analisadas, 17 óbitos  por coronavírus e 169 pessoas já receberam alta. 

Os dados apontam que a região de Cacheu contabiliza 248 casos positivos,entre os 1214 testes realizados, duas vitimas mortais e 246 recuperados, ao passo que o sector de Farim continua sem registar uma vítima por coronavirus, apesar de ter registado 27 casos de infecção, num universo de 209 pessoas testadas.

A Provincia Norte, que abrange as regiões de Cacheu, Oio, Farim e Bombo, testou 5.229casos e 1,001  deles acusaram positivo, 962 individuos recuperam da doença e regista 43 óbitos.

Provincia Leste, composta pelas regiões  de Bafatá e Gabu, analisou 1.938 pessoas e regista 327 positivos, 305 recuperados e 21 mortos provocados pela covid-19.

O Sul da Guiné-Bissau é zona menos atingida pela pandemia, e já  realizou 1.082 testes e 43 deles deram positivo, 191 pessoas foram dados como recuperadas, cinco casos activos e regista três óbitos associados à Covid-19.

A pandemia da Covid-19 já afectou no país, um total de 6.644 pessoas, num total 107.685  testes realizados, 6.277 recuperados, estando em activo 12 casos,  e registado149 óbitos e 423 internamentos.    ANG/LPG//SG

Segurança sub regional/”Fórum de Dakar vai definir as prioridades de acção comum em África”, diz Umaro Sissoco Embaló

Bissau,06 Dez 21(ANG) – O Presidente da República destacou que o Fórum Internacional de Dakar sobre a Paz e Segurança irá definir, claramente, as prioridades das acções comuns, enquanto africanos, no quadro de um mundo globalizado.

Segundo Umaro Sissoco Embaló, que discursava hoje no Fórum Internacional de Dakar sobre Paz e Segurança em África,   o evento se trata, de um lado, de prosseguir o combate contra a pandemia da Covid-19 que assola o mundo desde o ano passado e que representa uma grande ameaça sanitária sem precedentes.

Por outro lado, diz o chefe de Estado guineense, o Fórum de Dakar vai relançar as economias mundiais, em particular  as africana,s dando uma atenção particular a necesidade da estabilidade  e da segurança na sub região e no continente africano, “condições necessárias para emergência e o seu desenvolvimento sócio-económica”.

“Caros participantes e convidados, como podem constatar, os desafios são enormes e difíceis, mas estou convencido e certo da nossa capacidade de resiliência, assente numa cooperação eficiente entre as forças vivas dos nossos países, sejam elas, Governo, colectividades territoriais, empresários, investidores  ou organizações internacionais”, salientou.

O Presidente da República disse que todos esses desafios serão vencidos somente “se formos capazes de assegurar a estabilidade e a segurança sub- regional, e internacional”.

“A segurança não tem fronteiras, a defesa e a segurança nacionais dependem largamente do contexto securitário sub-regional e regional. Este é o fundamento do nosso Conceito Estratégico de Defesa Nacional na Guiné-Bissau”, salientou.

Umaro Sissco Embalo sublinhou que por essa razão se  apela a comunidade internacional e à todos os Estados membros, à continuar a apoiar os esforços para se garantir a segurança na região do Sahel, nos países costeiros,  e noutras partes da África e do mundo.

O Fórum Internacional de Dakar que decorre entre os dias 6 e 7 do corrente mês, na capital senegalesa, acontece este ano sob o lema “Desafios de Estabilidade e Emergência em Àfrica e um mundo pòs Covid”.

O evento  é organizado pelo Senegal, em parceria com a União Africana e a França, e foi instituído depois da Cimeira África/França, de Dezembro de 2013, com vista a contribuir para uma reflxão e a busca de soluções e acções que criem condições para uma paz e estabilidade duráveis no continente africano.ANG/ÂC//SG

                         
                          CEDEAO
/ Parlamento adopta  “Visão 2050”

Bissau,06 Dez 21(ANG) – O parlamento da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), adoptou no sábado, dia 04 do corrente mês, a “Visão 2050”, instrumento através do qual se ambiciona  passar para uma comunidade de povos totalmente integrados numa região pacífica e próspera.

Reunido em Abuja(Nigéria), o parlamento da CEDEAO, que passa de “Visão 2020 para 2050”, pretende  tornar as instituições dos Estados membros mais fortes e que respeitem as liberdades fundamentais das populações  visando  um desenvolvimento inclusivo.

Os deputados do parlamento da CEDEAO irão discutir e eventualmente  aprovar o Orçamento Geral da organização para o próximo ano.

A delegação da Guiné-Bissau no parlamento da CEDEAO é chefiada pela segunda vice presidente da Assembleia Nacional Popular, Satu Camará.

Por Mamadú Candé, jornalista da TGB em serviço especial para a ANG

 

 

OHADA/Secretário Permanente visita Bissau no quadro de preparativos da próxima reunião de Conselho de ministros da organização

Bissau,06 dez 21(ANG) – O secretário permanente da Organização para Harmonia dos Direitos de Negócios em África(OHADA) foi recebido hoje em audiência pelo ministro da Justiça Iaia Djaló no âmbito dos preparativos da próxima reunião de Conselho de Ministros da organização.

Em declarações à imprensa à saída do encontro, Emanuel Sidibé Darancom disse que a próxima reunião do Conselho de Ministros da organização está  agendada para os dias 15,16 e 17 do corrente mês, em Bamako(Mali).

“Foi neste quadro que o Presidente do Conselho de Ministros da OHADA me confiou a missão de se encontrar com as autoridades dos países membros de forma a discutirmos a situação  da organização, nomeadamente  a situação  estratégica bem como a implemtação do Plano Nacional da OHADA nos respectivos Estados”, explicou.

Aquele responsável disse que abordaram ainda com o ministro da Justiça, as questões ligadas  a situação linguistica da organização, frisando que  existem países lusófonos membros da OHADA e que, por isso, é necessário que os textos das reuniões da organização, em diferentes idiomas, sejam traduzidos em português.

“Já iniciamos esse processo e espero que será conluído em meados de 2022 e isso vai facilitar, grandemente, os países africanos membros da OHADA, em termos de familiarização com os  dossiês”, salientou.

Emanuel Sidibé Darancom disse que abordaram ainda com o governante guineense,  a necessidade de os direitos de negócios sejam aplicados, de igual forma, em todos os 17 países membros da organização.

O secretário permanente da OHADA foi igualmente recebido hoje, em audiência pelo ministro das Finanças Aladje João Mamadu Fadiá.ANG/ÂC//SG


Comunicação social
/Sinpopucs suspende greve agendada para terça-feira devido ao acordo alcançado com o governo

Bissau,06 nov 21(ANG) – O Sindicato Nacional dos Profissionais dos Órgãos Públicos de Comunicação Social(Sinpupocs), suspendeu a greve de três dias, com o início pevisto para terça-feira(7) do corrente mês, em consequênccia do consenso alcançado hoje nas negociações com o Governo.

De acordo com a RDN, o Governo representado nas negociações pelo Secretário- geral do Ministério da Comunicação Social, Mamadú Sanó, comprometeu-se a pagar cinco meses dos 16 meses de salário em atraso, devidos aos funcionários que, há vários  anos, trabalham nos órgão públicos de comunicação social com o extatuto de “estagiarios”.

No memorando de entendimento que as partes assinam ainda hoje, consta o pagamento de dois meses de atrasados ainda no decorrer desta semana e os restantes três meses deverão  ser liquidados até ao final da segunda semana de Dezembro.

Quanto a exigência de conclusão do processo de efectivação em curso, foi acordado a criação de  uma comissão de seguimento para se inteirar, junto do Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social da fase enm que se encontra o processo de efectivação do pessoal contratado e dos estagiários dos referidos órgãos.

Também foi acordado pelas partes, o retorno do complemento sarial, aplicado desde 2010 mas suspenso e substituido, há quatro anos, com a atribuição de 60 por cento do salário que mensalmente é adicionado ao vencimento dos jornalistas e técnicos efectivos desses órgãos. E sobre a actualização da tabela salarial ficou decidida a criação de uma comissão para alistar  os funcionários afectados pela estagnação das promoções em vigor há vários anos na Administração Pública guineense.

A exigência dirigida as direções dos órgãos de assinatura de contratos de prestação de serviço público com o governo ficou sem efeito com explicações do SG da Comunicação Social, segundo as quais, só teria sentido se os órgãos estivessem a funcionar como empresas de Sociedades Anónimas, com estatuto e gestão administrativa e patrimonial independentes.

O Sindicato Nacional dos Profissionais dos Órgãos Públicos de Comunicação Social(Sinpupocs), entregou no passado dia 29 de Novembro ao patronato, um pré-aviso de greve de três dias com início previsto para  terça-feira.

Entre outras reivindicações  constam a conclusão  imediata do processo de efectivação dos funcionários com contrato de provimento administrativo, e dos que encontram no regime de estagiário.

O pagamento  imediato dos 16 meses de subsídio  em atraso, actualização das letras da tabela salarial em vigor na função pública e dos funcionários efectivos dos órgãos públicos, e o retorno do subsídio de complemento salarial, suspenso há quatro anos.ANG/ÂC//SG

 

 

Portugal/SEDES propõe força lusófona de manutenção de paz e “Erasmus” da CPLP

Bissau, 06 Dez 21(ANG) – A criação de uma força lusófona de manutenção de paz que possa actuar em casos como o do conflito no norte de Moçambique, um “Erasmus” lusófono ou uma CiberUniversidade da CPLP foram propostas apresentadas pela SEDES para o reforço da comunidade lusófona.

No V Congresso da SEDES –Associação para o Desenvolvimento Económico e Social -, que decorre este fim de semana em Carcavelos, concelho de Cascais, a organização apresentou uma série de propostas em diversas áreas que serão depois publicadas em livro e que visam estimular cidadãos e a classe política a pensarem o futuro de Portugal.

Pela primeira vez, a SEDES criou este ano um grupo de trabalho sobre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), no qual participaram pessoas naturais de cada um dos Estados-membros, disse o escritor e pensador Renato Epifânio, que hoje apresentou o relatório do grupo de trabalho durante o congresso.

“A CPLP é estratégica para Portugal, mas não apenas para Portugal, para todos os países membros. Só nessa premissa a CPLP terá futuro”, sublinhou, ao apresentar as sete propostas da SEDES para a comunidade lusófona, que se centram em três objectivos principais: mais circulação de pessoas e bens, mais cooperação e mais crescimento.

A primeira medida proposta pelo grupo de trabalho é a criação de um fundo de desenvolvimento lusófono, uma estrutura financeira institucional lusófona de suporte a um horizonte comum de envolvimento e cooperação entre os povos e as economias da lusofonia.

“A [recente] sucessão de acontecimentos no norte de Moçambique deixou uma vez mais evidente que existe a necessidade imperiosa de uma força policial e militarizada de manutenção de paz que, no quadro da ONU, possa agir no espaço da CPLP com a eficácia, imparcialidade e compreensão da realidade local que outras forças não lusófonas, naturalmente, não podem ter”, lê-se no relatório do grupo de trabalho, sob a proposta de criação de uma força lusófona de manutenção de paz.

Renato Epifânio exemplificou com o que se passou em Timor-Leste no rescaldo do Massacre de Santa Cruz, em 1991, quando foi enviada uma missão de manutenção de paz da ONU.

“O que aconteceu foi que as forças portuguesas foram as que tiveram melhor interacção com a população local” e, por isso, as que tiveram melhor desempenho, disse, acrescentando que essa força deveria ser complementada por contingentes cívicos formados por jovens que possam promover ajuda humanitária e ensino da língua portuguesa, “ainda tão precária em alguns países”.

A terceira proposta visa que as grandes empresas do espaço lusófono se articulem entre si, de modo a conseguirem uma maior competitividade face à concorrência internacional, em prol de uma Área Lusófona de Comércio Livre, a ser progressivamente constituída.

Tendo em conta que Portugal tem uma das maiores plataformas marítimas da União Europeia e que todos os países da CPLP têm uma costa marítima, “justifica-se uma maior cooperação lusófona na investigação oceanográfica, visando, no respeito pelo meio ambiente, uma maior capacidade de acesso aos recursos subaquáticos, decerto uma das maiores fontes de riqueza no século XXI”, pode ler-se na quarta proposta.

A área da educação merece duas propostas: a criação de uma espécie de programa Erasmus lusófono que permita a circulação de alunos e professores entre as universidades dos nove Estados-membros, ao qual a SEDES propõe que se dê o nome do escritor brasileiro Machado de Assis “por ser um excelente exemplo de miscigenação étnico-cultural”; e a criação de uma CiberUniversidade da CPLP.

“Todos esperamos que a pandemia passe, mas esta experiência reiterada de aulas em videoconferência não vai terminar com certeza”, disse Epifânio, sugerindo a criação de uma ou várias CiberUniversidades da CPLP, salvaguardando a qualidade do ensino.

Finalmente, como medida simbólica, a SEDES propõe a criação do domínio “.cplp” para conteúdos lusófonos na Internet, à semelhança do que acontece com o domínio “.eu” na União Europeia.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP, que este ano celebrou o seu 25.º aniversário, contando já com 32 países e organizações como observadores associados.ANG/Inforpress/Lusa

Desporto-futebol/Vice-presidente da FFGB para área de Infraestruturas e Cooperação Internacional pede demissão

 Bissau, 06 Dez 21 (ANG) – O Vice-presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), para a área de Infraestrutura e Cooperação Internacional apresentou no último fim-de-semana ao Presidente do órgão Carlos Mendes Teixeira, o seu pedido de demissão do cargo a que foi confiado na instituição.

A  informação foi divulgada sexta-feira pelo próprio dimisionário Adilé Sebastião, na sua pâgina oficial de Fecebook, segundo o jornal O Democrata.

O mesmo Jornal  refere que a demissão  ao cargo se deve a “motivos pessoais e profissionais”.

De acordo com O Democrata, há  mais de três meses que Adilé vulgo “Kabi” não participa em  assuntos da FFGB, por alegada “indisponibilidade”.

Apesar de se demitir do  cargo à que esteve ligado há mais de um ano, Kabi prometeu continuar empenhado no processo do desenvolvimento do desporto nacional através da sua Academia  denominada “Fidjus de Bidera”.ANG/LLA//SG     

Saúde Pública/OMS pede “operação maciça e urgente” para levar vacina da malária ao maior número de crianças

Bissau,  06 Dez 21(ANG) – O director do Programa Global da Malária da OMS apelou a uma “operação maciça e urgente” para garantir que a vacina contra a malária chega ao maior número de crianças possível e o mais depressa possível.

“Uma vacina que pode salvar todos os anos entre 40 e 80 mil vidas de crianças africanas é algo que precisa de ser abordado com o máximo de ambição e sentido de urgência. Por isso, uma escalada lenta e gradual, se me perguntam, não seria aceitável”, disse Pedro Alonso na conferência de imprensa em que apresentou aos jornalistas o Relatório Mundial da Malária 2021, hoje publicado.

O responsável falava após, em 06 de Outubro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter recomendado a utilização em larga escala da vacina contra a malária RTS,S, que já estava a ser aplicada em três países africanos – Gana, Maláui e Quénia – ao abrigo de um projecto-piloto que já abrangeu 830.000 crianças, segundo disse Alonso.

A RTS,S, com uma eficácia de 30% na prevenção da malária grave, foi a primeira vacina que demonstrou reduzir a malária em crianças.

Provocada por um parasita que é transmitido por um mosquito, a malária pode ser contraída várias vezes ao longo da vida e pode comprometer o desenvolvimento e a vida das crianças quando contraída em idade precoce.

Após o “anúncio histórico” da OMS, disse Alonso, começa “o trabalho duro”: A procura potencial da vacina pode ser de 80 a 100 milhões de doses por ano, enquanto a capacidade de produção actual é de 15 milhões de doses por ano.

“Este é um exemplo de onde os mecanismos internacionais têm de entrar no jogo, para garantir financiamento adequado que permita a expansão da capacidade de produção e a distribuição urgente da vacina”, disse.

O epidemiologista congratulou-se com o anúncio da Aliança Global para as Vacinas (GAVI), que na terça-feira deu luz verde ao programa de vacinação contra a malária na África subsaariana, desbloqueando uma primeira tranche de 155,7 milhões de dólares (137,7 milhões de euros) para financiá-lo.

Questionado sobre o facto de a vacina só ter uma eficácia de 30%, Alonso sublinhou que uma redução de 30% dos casos de malária grave – que são ainda hoje a primeira ou segunda maior causa de hospitalização de crianças em África – tem “um impacto maciço na saúde pública, provavelmente maior do que o impacto de qualquer outra vacina contra qualquer outra doença em uso actualmente”.

Se a utilização de instrumentos de eficácia moderada como as redes mosquiteiras impregnadas com insecticida permitiram evitar 10 milhões de mortes nos últimos 20 anos, esta vacina, a acrescentar a esses instrumentos, permitirá salvar outros milhões nos próximos anos, argumentou.

“Representa um avanço científico maciço, e uma oportunidade histórica para a saúde pública em África”, acrescentou.

Admitindo que existem desafios no objectivo de alargar a vacinação contra a malária nos países da África subsaariana, onde em 2020 ocorreram 96% das mortes por malária no mundo, Alonso disse que as dificuldades “podem ser facilitadas se houver compromissos financeiros”.

“E isto leva-me àquilo que é a grande barreira: a solidariedade internacional. O mundo vai permitir que exista uma primeira vacina contra a malária que pode salvar as vidas de milhares de crianças africanas e deixá-la ficar na prateleira? Ou vai dar um passo em frente, assumir a responsabilidade global que tem e, com urgência, facilitar os recursos financeiros que permitirão aumentar a produção e ajudar-nos a levá-la até onde as mortes podem ser evitadas”, lançou o responsável.

Para Alonso, “se a comunidade global não responder a este desafio, será um falhanço maciço”. ANG/Inforpress/Lusa

 

Covid-19/ Portugal entrega à Guiné-Bissau mais 100 mil vacinas

Bissau,06 dez 21(ANG) - Portugal já ofereceu à Guiné-Bissau um total de 200 mil vacinas doadas no âmbito do compromisso político português de disponibilizar pelo menos 5% das suas vacinas aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste.

Mais 100 mil vacinas da Astrazeneca contra a covid-19, foram entregues , sexta-feira, às autoridades guineenses,informou  sábado, em comunicado, a embaixada de Portugal, em Bissau.

"Portugal enviou para a Guiné-Bissau um novo lote de 100 mil vacinas contra a covid-19, acompanhadas do material necessário para viabilizar a sua administração, incluindo seringas e agulhas, que foram entregues pela Embaixada de Portugal às autoridades sanitárias guineenses", pode ler-se no comunicado divulgada na página do Facebook da representação diplomática.

Portugal já ofereceu à Guiné-Bissau um total de 200 mil vacinas doadas no âmbito do compromisso político português de disponibilizar pelo menos 5% das suas vacinas aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste.

Desde o início da pandemia, a Guiné-Bissau, com cerca de dois milhões de habitantes, registou um total acumulado de 6.444 casos de covid-19 e 149 vítimas mortais.

Segundo dados do Alto Comissariado para a Covid-19, o país tem atualmente 14 casos ativos.ANG/Lusa

 

                  Gâmbia/Presidente Barrow reeleito para segundo mandato

Bissau, 06 Dez 21(ANG) – O presidente da Gâmbia, Adama Barrow, foi declarado vencedor das eleições presidenciais de sábado, anunciou domingo a comissão eleitoral.

Numa declaração à imprensa, o presidente da comissão eleitoral, Alieu Momarr Njai, anunciou que Adama Barrow foi eleito “para servir como Presidente da República da Gâmbia”, num segundo mandato de cinco anos.

As eleições decorreram no sábado, quando cerca de um milhão de eleitores – de uma população de dois milhões – foi chamado às urnas para votar entre seis candidatos.

Estas eleições foram consideradas cruciais para uma jovem democracia que procura superar um passado ditatorial recente e os efeitos da covid-19 sobre uma economia muito frágil.

Quando venceu as eleições no primeiro mandato, Adama Barrow, 56 anos, antigo promotor imobiliário, derrotou Yahya Jammeh, um ditador que durante mais de vinte anos conduziu um governo caracterizado por inúmeras atrocidades cometidas pelo Estado, nomeadamente assassinatos, desaparecimentos forçados, violações e tortura.

Jammeh, que se recusou a reconhecer a derrota eleitoral, foi forçado ao exílio na Guiné Equatorial, onde ainda vive, sob a pressão de uma intervenção militar da África Ocidental.

A possibilidade de Yahya Jammeh vir a ser responsabilizado por crimes que lhe foram atribuídos e aos seus agentes entre 1994 e 2016 – assassinatos, desaparecimentos forçados, actos de tortura, detenções arbitrárias, violações – foi uma das principais questões em jogo nestas eleições, a par da crise económica.ANG/Inforpress/Lusa


sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

 

Senegal/ Presidente Sissocó participa no fórum sobre  “Desafios de Estabilidade e Emergência em África”

Bissau, 03 Dez 21 (ANG) -  O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló deslocou-se hoje para Dacar, no Senegal, para participar no Fórum Internacional sobre a Paz e Segurança em África.

Segundo uma nota do Gabinete de Comunicalão e Relações Públicas da Presidênia da Reública, trata-se da sétima edição  do Fórum de Dacar que vai decorrer sob o lema “Desafios de Estabilidade e  Emergência em África pós-Covid-19”, durante dois dias.

O fórum é organizado pelo Senegal,  em parceria com a União Africana e a França, e foi instituido após a cimeira África/França realizada em  Dezembro de 2013.

O Fórum sobre a Paz e Segurança em África, segundo a Nota da Presidència da República, busca soluções que criem condições para uma paz  e estabilidade duráveis, no continente africano. ANG//SG

Política/Governo doa 50 mil sacos de arroz ao Ministério da Família e Solidariedade  Social para população carenciada

Bissau, 03 Dez 21 (ANG) – O governo através do Ministério das Finanças entregou hoje 50 mil sacos de arroz e 14 mil caixas de óleo ao Ministério da Mulher, Família e Solidariedade Social.

No ato da entrega do donativo, o Secretário de Estado de Tesouro, Elídio Vieira Té explicou que o país tinha beneficiado um um apoio do Fundo Monitário Internacional (FMI) no valor 21 bilhões de francos cfa, do qual o governo decidiu pagar uma parte da dívida contraida com o BOAD e aplicar a outra parte na área social.

Acrescentou  que o governo entendeu que é preciso comprar arroz e óleo para ajudar as família mais carenciadas neste período da Covid-19.

Disse  que o valor gasto na aquisição desses géneros é de 888 milhões de francos cfa, e diz  que o processo decorreu de um forma transparente porque houve um concurso público e o CR Trading foi o vencedor.

“Neste período da Covid-19 existem muitas famílias a sofrer, com base disto, o governo preocupado com esta situação decidiu doar produtos de primeira necessidade, neste caso, arroz e óleo”, explicou Vieira Té.

Disse que o actual governo  sempre priorizou a população, justificando que muitas atividades realizadas pelo Ministério da Solidariedade Social demosntram que o governo está a acompanhar as dificuldades da população.

Por seu turno, a ministra da Família e Solidariedade Social, Maria da Conceição Évora lamentou o fato de o país não dispôr do mapeamento das famílias vulneráveis, mas disse que o seu Ministério tem  ideia de quem são a família vulnerável .

Acrescentou qie  estão a trabalhar com alguns parceiros, a fim de se realizar o  devido mapeamento dessas famílias e também do  tipo de vulnerabilidade de que padecem.

Conceição Évora afirmou que, à semelhança do ano passado, o Ministério vai fazer a distribuição, em todas regiões incluindo o Setor Autónimo de Bissau, do donativo, aos mais necessitados, salientando  que as famílias vulneráveis não estão somente no interior do país, como também nos bairros prefericos de Bissau. 

Admite  que podem não atingir cem por cento da população vulnerável, mas vão tentar atingir a maioria. ANG/DMG//SG

 

Dia Mundial Pessoas com Deficiência/Ministra da Coesão Social anuncia aprovação da Estratégia Nacional de Inclusão dos deficientes

Bissau, 03 Dez 21 (ANG) – A ministra da Mulher, Família e Solidariedade Social afirmou hoje que graças ao apoio de parceiros já foi elaborada e aprovada a Estratégia Nacional de Inclusão de Pessoas com Deficiência, aguardando para breve a sua remissão para efeitos de aprovação no Conselho de Ministros.

A afirmação da Maria da Conceição Évora foi feita em mensagem alusiva ao Dia Internacional da Pessoas com Deficiência que se celebra hoje, 3 de Dezembro, sob o lema: “Liderança e Participação das Pessoas com Deficiência por um Mundo pós-Covid inclusivo, Acessível e Sustentável”.

De acordo com Maria da Conceição Évora, a aludida estratégia será um documento importantíssimo na definição das políticas públicas, em todas as dimensões e visa atender, de forma abrangente, as múltiplas necessidades das pessoas com deficiência.

Aquela responsável disse ainda que a celebração desta data constitui um ato que pretende sensibilizar e mobilizar a sociedade civil e as entidades com poder, tanto públicas como privadas, para o reconhecimento dos direitos das  pessoas com deficiência, acrescentando que, entre esses direitos estão a plena integração dessas pessoas na vida social, económica, política, cultural e em igualdade de oportunidade.

“A deficiência constitui um mal que assola a humanidade e com repercurssões negativas na vida das pessoas portadoras de deficiência, assim como para a família e a comunidade envolvente”, disse.

Conceição Évora sublinhou que as pessoas portadoras de deficiência são alvos de muita desciminação, exemplificando que existem barreiras nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ou de uso coletivo que dificultam a acessibilidade das pessoas com deficiência, caso concreto de muitas ruas, avenidas e instituições transformados em ambientes desagradáveis e de grande desafio para portadora de ficiência.

Esses ambientes desagradáveis, segundo a ministra, constituem entrave ou obstáculo que limita a participação social da pessoa com deficiência, ao gozo e  exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade de movimento e pondo em perigo a circulação com segurança.

A governante apela à instituições públicas e privadas para  estabelecerem parcerias para a formação do pessoal em matéria de atendimento à pessoas com deficiência.

“Para não mencionar inúmeras situações de  tratamentos especiais que lhes são refutadas, não só pela caraterística biológica que apresentam, como também pela falta de preparação adicional do pessoal ligado aos setores mais procurados pelas pessoas portadoras de deficiência ou ainda pelo desconhecimento dos seus direitos”, salientou Maria da Conceição.

Afirmou que a ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência por parte do Estado, há sete anos, demonstra a preocupação do governo sobre esta camada vulverável, acrescentando que, para a operalização das intenções expostas na convenção foi instituido o Comité Técnico Multissetorial de Monitorização de Políticas Públicas, a favor das Pessoas com deficiência.

Segundo Conceição Evorá  o mandato desse Comité é de assegurar a monitorização de todas as políticas públicas que reportam as necessidades dessas pessoas em todas as instituições públicas e privadas.

O Dia Mundial de  Pessoas com  Deficiência  foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), com a finalidade de sublinhar a necessidade de uma maior atenção por parte da sociedade civil e do poder político para com os relacionados com a deficiência.ANG/DMG/ÂC//SG


Dia Interncacional dos Deficientes
/ Associação de deficientes de Bubaque pede criação de condições de acesso às instituções no país

Bissau, 03 Dez 21 (ANG) – A Presidente da Associação de Pessoas com Deficiência do sector de Bubaque, região de Bolama Bijagós, Maimuna Oringa  pediu  hoje a criação de condições de acesibilidade para  deficientes nas instituções publicas e prividas no país.

 Eoringa falava à Rádio Sol Mansi, no final de uma marcha, realizada no âmbito das celebrações do Dia Interncacional das Pessoas com Deficiencia que se assinala hoje, 03 de Dezembro, e que decorreu sob o lema: “ Basta descriminação contra deficiêntes”.

 Maimuna Oringa  justificou o seu pedido  com falta de sinais nas instituições e de condições de acessibilidades dos deficiêntes as instalações das  instituições quer do Estado assim como de privados para os deficiêntes.

Acrescentou que, a título de exemplo, no sector de Bubaque nenhuma instituição do Estado dispõe de condições para que os deficiêntes possam se acessar  aos diferentes serviços públicos, sobretudo os da Administração, Esquadra e estabelecimentos do ensino público.

Considera , por isso, haver uma situação de  exclusão social dos deficiêntes da parte do Estado guineense.

Para Maimuna Oringa a dicriminação começa em casa ou seja dentro da própria familia, pelo que, segundo diz diferentes organizações de pessoas com deficiência devem, juntas e numa voz, dizer “basta à descriminação contra deficiêntes”.

Citado pela Rádio Sol Mansi, o antigo administrador do Sector de Bubaque Mário Valentim disse que há pouca sensibilidade do governo em relação a problemática  de pessoas com  deficiência.

Para ilustrar a sua afirmação, Mário Valentim aponta entre outras, a falta de condições ou de  rampas para permitir pessoas com deficiência  terem acesso aos serviços da Administração do sector e outros serviços públicos, em  caso de necessidade.

Valentim  pede aos governantes para terem em conta a situação de pessoas com deficiência nas novas instituições públicas, sobretudo as rodaviárias, por forma a facilitar a circulação das mesmas. ANG/LPG/ÂC//SG

 


Afeganistão
/Decreto talibã sobre mulheres exclui direito ao trabalho e educação

Bissau, 03 Dez 21(ANG) – O Governo talibã emitiu quinta-feira um decreto especial sobre os direitos das mulheres concentrado sobretudo nos direitos matrimoniais, mas sem mencionar a possibilidade de acesso ao trabalho ou à educação.

“A mulher não é uma propriedade, mas sim um ser humano nobre e livre; ninguém a pode trocar em nome de um acordo ou para terminar com uma animosidade”, indica o documento referindo-se a uma prática comum no Afeganistão.

O texto sublinha “que ninguém pode obrigar as mulheres a casarem-se por coacção ou pressão”, incluindo as mulheres viúvas que “têm direito” a escolher o próprio futuro.

As mulheres têm direitos patrimoniais sobre os bens familiares, incluindo as viúvas, sendo que devem receber dote em caso de novo casamento.

O documento pede aos vários ministérios e ao Supremo Tribunal assim como a todos os governadores regionais para difundirem amplamente as indicações para que toda a população e instituições “tomem conhecimento e não se cometam infrações”.

No entanto, o decreto de seis pontos não dá resposta aos vários pedidos das mulheres afegãs e da comunidade internacional, desde que os talibãs tomaram o poder no passado dia 15 de Agosto, sobretudo em matérias relacionadas com o direito ao trabalho e à educação.

O novo regime (Emirato Islâmico) tem referido desde Agosto que as mulheres podem voltar, no futuro, aos postos de trabalho ou à escola, mas que antes deve criar-se o “contexto” necessário no quadro da lei islâmica.

Até ao momento, apenas foi autorizada às mulheres a instrução primária ou atividades laborais no sector da saúde.

As mulheres afegãs continuam à espera de decisões alargadas e têm ocorrido corajosos protestos sobre a questão em Cabul.

No anterior regime talibã (1996-2001) apesar das promessas, as mulheres foram obrigadas a manter-se em casa e só eram autorizadas a sair caso fossem acompanhadas por um homem, membro da família.ANG/Inforpress/Lusa


Política/Suzi Barbosa considera irrelevante decisão de sua expulsão do PAIGC

Bissau, 03 Dez 21 (ANG) - A ministra de Estado dos  Negócios Estrangeiros, da Cooperação e das Comunidades, disse quinta-feira que para si é "irrelevante" a decisão do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) de a suspender durante cinco anos.

"O que quero dizer é que é uma decisão que para mim é irrelevante, aliás, a prova disso é que eu é que praticamente  suspendi a minha militância no PAIGC por não me identificar com a atual direção", afirmou Suzi Barbosa em reação a decisão de sua suspensão do seu partido, PAIGC, por aleagada violação das orientações partidárias.

A chefe da diplomacia guineense falava no aeroporto Osvaldo Vieira, em Bissau, proveniente de Dacar, Senegal, onde participou no Fórum sobre Cooperação China-África (Focac).

"O que importa para mim enquanto guineense é servir a Guiné-Bissau, servir os guineenses, não um partido político, sirvo à bandeira da Guiné-Bissau, mas não às cores de um partido", salientou a ministra.

O acórdão do conselho nacional de jurisdição e fiscalização do PAIGC, divulgado à imprensa, considera como "provado" que Suzi Barbosa "coadjuvou o autoproclamado Presidente no seu reconhecimento internacional", quando ainda decorria um contencioso eleitoral no Supremo Tribunal de Justiça, e que a atual ministra "acusou o partido de ser apegado ao poder, de corromper os juízes do Supremo Tribunal de Justiça, e de falta de honestidade no que se refere aos resultados eleitorais".

O acórdão considera também como provado que Suzi Barbosa "acusou o candidato presidencial do partido de ter conhecimento da perda de eleições" e "abandonou o Governo sem justificações ao partido e participou em outro sem anuência dos órgãos" do PAIGC.

Para o conselho nacional de jurisdição e fiscalização, Suzi Barbosa "demonstrou o seu desinteresse em cumprir com as regras do PAIGC, pois afirmou que antes de ser membro do PAIGC é guineense".

O acórdão refere também que a ministra foi chamada "para ser interpelada sobre as suas atitudes em relação ao partido e não respondeu e nem compareceu às inúmeras convocatórias, que lhe foram dirigidas".

No que refere a sua participação no Fórum sobre Cooperação China-África (Focac), que decorreu em Dakar(Senegal), a chefe da diplomacia guineense afirma que teve a sorte de ser recebida pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros da China, isto no meio de cinquenta e poucos países, é uma honra.

“Estou feliz por estar a fazer o papel do diplomata do país. Conseguimos mais projetos para o país, sobretudo no capítulo da infraestrutura. A China também prometeu-nos apoios para os nossos hospitais”, disse Suzi interpelada pelos jornalistas.


Suzi Barbosa ocupava funções de ministra dos Negócios Estrangeiros no Governo liderado pelo PAIGC, em 2019, após ter vencido as eleições legislativas.

Após a realização de eleições presidenciais, no mesmo ano, o candidato do PAIGC, Domingos Simões Pereira, foi dado como derrotado pela Comissão Nacional de Eleições e interpôs um recurso de contencioso eleitoral.

O candidato dado como vencedor, Umaro Sissoco Embaló, atual chefe de Estado, decidiu assumir o poder sem esperar pela decisão do Supremo Tribunal de Justiça, e demitiu o Governo do PAIGC, liderado por Aristides Gomes.

Na altura, Suzi Barbosa acompanhou Umaro Sissoco Embaló em viagens internacionais, tendo sido depois nomeada chefe da diplomacia guineense pelo atual Presidente. ANG/Lusa

 

    Covid-19/Pandemia matou pelo menos 5.223.072 pessoas em todo o mundo

Bissau, 03 Dez 21 (ANG) – A pandemia provocada pelo novo coronavírus já fez pelo menos 5.223.072 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China no final de 2019, segundo o balanço diário da agência France-Presse (AFP).

Mais de 262.933.840 pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus em todo o mundo no mesmo período, segundo o balanço da AFP, feito até às 11:00 de hoje, com base em fontes oficiais.

Na quarta-feira, registaram-se 8.556 mortes e 684.299 novas infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2, segundo os números coligidos e divulgados pela agência.

Os países que registaram mais mortes nas últimas 24 horas foram os Estados Unidos (2.015), Rússia (1.221) e Ucrânia (525).

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afectado a nível mundial, tanto em número de mortes como de infecções, com um total de 782.100 óbitos e 48.692.582 casos, segundo os dados da Universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afectados são o Brasil com 614.964 mortes e 22.105.872 casos, a Índia com 469.724 mortes (34.606.541 casos), o México com 294.428 mortes (3.891.218 casos) e a Rússia com 277.640 mortos (9.703.107 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 610 mortes por 100.000 habitantes, seguido pela Bulgária (409), Bósnia-Herzegovina (385), Montenegro (368), Macedónia do Norte (364), Hungria (357) e República Checa (311).

Em termos de regiões do mundo, América Latina e Caraíbas totalizam 1.541.652 mortes para 46.708.991 casos, Europa 1.529.258 mortes (85.140.070 casos), Ásia 899.193 mortes (57.290.018 casos), Estados Unidos e Canadá 811.796 mortes (50.487.215 casos), África 223.016 mortes (8.665.824 casos), Médio Oriente 214.849 mortes (14.329.028 casos) e Oceânia 3.308 mortes (312.697 casos).

O balanço foi feito com base em dados obtidos pela AFP junto das autoridades nacionais e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Devido a correcções feitas pelas autoridades e a notificações tardias, o aumento dos números diários pode não corresponder exactamente à diferença em relação aos dados avançados na véspera.ANG/Inforpress/Lusa