sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Eliminatória Mundial 2026/Guiné-Bissau empata em casa com Serra leoa na estreia do novo selecionador Emiliano Té

Bissau, 05 set 25(ANG) - A seleção nacional de futebol empatou esta quarta-feira (04-09), com Serra Leoa por (1-1), no jogo da sétima jornada do grupo A, da zona africana de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2026.

Jogo disputado no estádio Nacional 24 de Setembro, em Bissau, e teve uma boa assistência do público, tendo o povo guineense assistido a estreia do selecionador nacional a ser marcado com o empate.

Além de Emiliano Té no elenco de Djurtus, a partida ficou também marcada com o regresso de Mamadi Camará aos relvados do Estádio Nacional 24 de Setembro, com as cores da seleção principal, alinhando de início.

A Guiné-Bissau começou a partida com uma pressão muito alto, circulando o esférico por todo o retângulo do desafio, mantendo os serra-leoneses
atrás da linha de bola, saindo em contraofensiva.

Aos 21 minutos, gritava nas bancadas golo da Guiné-Bissau, numa “bomba” em arco do capitão Mama Baldé, e a bola só não entrou pela culpa da trave que impediu os guineenses a manifestarem o golo na altura, ficando com mãos às cabeças.

À medida que o jogo avançava, só restava a Guiné-Bissau no jogo e, nas bancadas os gritos pelo golo não paravam de sair. Na passagem de 34 minutos, Mama Baldé voltou estar a centímetros de golo, porém o guardião Alhaji Sesay foi quem salvou a sua deste perigo.

Contudo, foi a Serra Leoa que acabou por marcar, numa desatenção da defensiva guineense e com a passividade de guarda-redes Emanuel Baldé que se encontrava também muito adiantado. O capitão Kei Ansu Kamara fez o que lhe competia, levando o jogo ao intervalo com a Serra Leoa em vantagem.

A Guiné-Bissau entrou com o mesmo ritmo na segunda parte, com vários lances de perigo na baliza adversária, porém faltava o critério na finalização. Inconformado com o resultado, Emiliano Té fez entrar o Renato Nhaga, Nito Gomes e Franculino, para os lugares de Bura, Dálcio Gomes e Beto.

Aos 73 minutos, Guiné-Bissau chegou finalmente ao empate, com o golo do capitão Mama Baldé, numa assistência fabulosa de Carlos Mané, colocando o jogo em igualdade no marcador.

A Serra Leoa tentava com as estratégias de “anti-jogo”, no entanto , a Guiné-Bissau não dava tréguas e carregava sistematicamente ao lado contrário. Contudo, não conseguiu alterar o resultado, além de (1-1) até ao fecho do desafio.

Com este empate, a Guiné-Bissau soma 7 pontos na tabela classificativa, enquanto Sera Leoa chega chega aos 9 pontos.ANG/Fut 245

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Eleições Gerais/Presidente da CNE assegura que tudo está “alinhado” para cumprir calendário eleitoral

Bissau, 04 set 25 (ANG) – O  Presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) N´pabi Cabi assegurou hoje que tudo está “alinhado” para cumprir o calendário eleitoral agendado para 23 de novembro do ano em curso.

Em declarações exclusivas à ANG e o Jornal Nô Pintcha, N´pabi Cabi enalteceu o facto do país ter assumido o financiamento total do processo eleitoral, que outrora dependia de apoios da Comunidade Internacional. Aliás, disse que essa garantia foi dado pelo primeiro-ministro Braima Camara.

Disse que, o processo está no bom caminho, porque as condições primárias já foram criadas, porque a atualização dos Cadernos Eleitorais já está feita, com a registo de 966 152 potenciais eleitores.

Acrescentou que, alguns  materiais menos sensíveis chegaram está quarta- feira à Bissau num voo especial, entre outros tinta indelével, cabines de votos, urnas e selos e o custo da produção e de transporte foi suportado pelo governo.

Sobre os restantes materiais, disse que a gráfica estatal a INACEP tem capacidade para produzir deferentes tipos de documentos gráficos, dentre os quais então os boletins e outros materiais eleitorais que não passa disso.

“Aliás, o diretor geral da INACEP  garantiu que reúne as condições técnicas para produção dos materiais eleitorais, considerados sensíveis, entre os quais boletins  de votos, atas de apuramento, atas constituintes, atas  sínteses, folhas de descarga de votos, minutas de reclamações e folhas de descarga de votos obtidos por cada sexo. Faltando apenas meios financeiros para aquisição da matéria prima, situação que, supostamente, o governo já desbloqueou fundo para o efeito.

Assim sendo, de acordo com N´pabi Cabi o processo está no bom caminho, e  até aqui não há nada de alarmismo que possa por em causa a realização das eleições.

Instado a falar sobre a segurança na produção dos restantes documentos na INACEP, disse que no momento será criada todas condições de segurança para produção desses materiais.

Porque, quando começa a produção não vai mais parar até a sua conclusão e vai ser feita nas presenças de todas as entidades envolvidas no processo, desde representantes dos Partidos ou Coligações, dos candidatos à Presidência da República, elementos do Ministério do Interior, do Ministério Público entre outros.

Em relação ao Concurso Público lançado pela CNE para o preenchimento dos postos dos Presidentes das Comissões Regionais de Eleições(CREs), informou que o prazo para entrega de candidaturas vai terminar só no dia 06 de setembro, seguido com abertura de propostas e classificação das mesmas e terminará com a tomada de posse dos candidatos selecionados.

Perguntado se a CNE já recebeu a totalidade do orçamento que submeteu o governo para realização das eleições, N´pabi Cabi informou que estabeleceram com o executivo um cronograma de desbloqueamento de fundos em função da tarefas.

A título de exemplo, disse que já receberam do governo o valor referente as ações à executar no mês de agosto  e vai ser assim até final do processo, frisando que até aqui o governo tem estado a cumprir.

Questionado sobre as dificuldade com que deparam, N´pabi Cabi disse que a CNE é uma instituição de longa data, o seu pessoal adquiriu muita experiência em termos de organização da logística de todo o processo eleitoral, de forma que em relação aos recursos humanos não há problemas.

“A CNE é uma instituição nacional e não foge regra e depara com algumas dificuldades que também  outras instituições enfrentam. No edifício verifica-se infiltrações de água,  pintura e problemas ao nível de imobiliários”, acrescentou.

Para além disso, indicou os problemas mecânicos que algumas viaturas apresentam, que acarretam custos de manutenção aos responsáveis, situação que já é do conhecimento do governo.

Para o sucesso do processo, o Presidente da CNE, exortou aos órgãos da comunicação social para evitar a publicação de noticias falsas.

“A imprensa sabe do seu papel e força que tem, por isso, estando num processo eleitoral é preciso saber que é uma causa nacional”, afirmou, esperando que vão publicar as informações verdadeiras ou factuais.

Aproveitou para pedir apoio dos órgãos da comunicação social durante a campanha da educação cívica para que os cidadãos passam saber como votar.ANG/LPG/ÂC

80 anos fim da II Guerra Mundial//Embaixada da China na Guiné-Bissau inaugura exposição de fotos alusivos à data   

Bissau, 04 Set 25 (ANG) - A Embaixada da República Popular da China na Guiné-Bissau inaugurou esta quinta-feira a exposição de fotos alusivos ao 80º Aniversário da Vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra Agressão Japonesa e na Guerra Mundial Antifascista.

Na ocasião, o Embaixador da República Popular da China na Guiné-Bissau, Yang Renhuo, disse o o ato serve para permitir que os amigos da China revejam de forma mais vivida e abrangente o árduo percurso de 14 anos do povo chinês na Guerra de Resistência  contra a Agressão Japonesa.

“A nossa Embaixada está hoje acolher aqui uma exposição de fotos, com quase 60 preciosas fotos históricas que registam vivamente a destruição e os massacres bárbaros, brutais, e horríveis feitos pelos invasores japoneses à China e isso demonstra a firmeza de nação chinesa na resistência a agressão estrangeira, bem como as cenas emocionantes de amigos internacionais a ajudar a China nesta guerra”, disse aquele diplomata.

Sustentou que, acredita que através das referidas imagens fotográficas todos poderão compreender melhor a verdade histórica, apreciar a vitória duramente conquistada, construir um consenso sobre a paz e traduzi-lo em ações concretas para salvaguardar conjuntamente os frutos da vitória.

“Hoje a paz e o desenvolvimento tornaram-se os temas da nossa era e procura de uma vida feliz, ou melhor é a inspiração comum dos povos de todos os países do mundo”, refere o Embaixador Yang Renhuo.

Yang contou que, o partido comunista da China tem-se dedicado à luta pela felicidade do povo chinês e pela revitalização da nação chinesa desde sua criação. Tendo acrescentado que, o Presidente Xi Jinping elegeu  recentemente o anseio do povo por uma vida melhor como objetivo principal da China.

O Embaixador disse que, a China sendo o maior país em desenvolvimento social dos países, incluindo a Guiné-Bissau, pretende salvaguardar a justiça e a paz forjadas com sangue, implementar a Iniciativa de Governança Global, praticar o verdadeiro multilateralismo e construir conjuntamente uma comunidade com futuro compartilhado para humanidade, criando assim um futuro melhor.ANG/AALS/ÂC

Cooperação/”A Resistência do Povo Chinês contra Agressão Japonesa deve ser recordada sempre pelos povos que amam a paz e liberdade”, defendeu Aly Hijazi

Bissau, 04 Set 25 (ANG) - O ministro dos  Combatentes da Liberdade de Pátria, Aly Hijazi defendeu esta quinta-feira a necessidade do povo que ama a paz e liberdade recordar  sempre da  Resistência do Povo Chinês contra Agressão Japonesa e na Guerra Mundial Antifacista.

O governante falava no âmbito da inauguração de exposição de fotos alusivos ao 80º aniversário da Vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra Agressão Japonesa e na Guerra Mundial Antifacista, feito pela Embaixada da República Popular da China na Guiné-Bissau.

“Em nome do dever de memória foram muitas vidas sacrificadas civis e militares que tombaram nas linhas de frente para que a China triunfasse contra Agressão Japonesa e nessa Guerra de Agressão, a China resistiu heroicamente, contra o invasor, constituindo desta forma uma fonte de inspiração para todos os combatentes e povos de outras nações”, referiu Aly.

Hijazi sustentou que, a China deu uma grande contribuição na luta antifascista, o que segundo ele, permitiu a derrota do Japão e recuperação dos territórios ocupados pelos japoneses. Tendo dito que, foi essa contribuição decisiva para luta comum que provocou a abolição dos tratados desiguais herdados no século passado.

O ministro disse que, a celebração do 80º aniversário da referida vitória que na sua opinião foi conquistada com muito esforço, justifica plenamente a organização do desfile militar no coração da capital Pequim. Tendo acrescentado que, o mesmo ato simboliza uma fonte legítima de orgulho nacional e uma garantia insubstituível de unidade nacional.

“Os seis eixos definidos no 18º Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês em Novembro de 2015, baseados na construção de um exército forte, constitui um pilar de vigilância às ameaças para segurança nacional e as tarefas do exército”, considerou Aly Hijazi.

Por sua vez, o Presidente da Associação de Amizade Guiné-Bissau /China Nicolau dos Santos disse que, o 80º Aniversário da Vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra Agressão Japonesa e na Guerra Mundial Antifascista é uma data de imensa importância histórica e que trata de um dos capítulos mais dolorosos, ao mesmo tempo mais inspirador da história de Segunda Guerra Mundial.

“A resistência chinesa não foi apenas uma luta pela soberania e dignidade do próprio país, mas sim, foi igualmente uma contribuição fundamental para a vitória global contra as forças do fascismo mundial”, opinou Nicolau dos Santos.

Sublinhou que, 80 anos se passaram, mas que a memória dos que caíram em combate e a lição de paz deve ser defendida com vigilância, uma vez que segundo ele, a celebração deste vitória reafirma o compromisso com os valores da paz, da justiça e da cooperação entre nações.ANG/AALS/ÂC

Fim do mandato presidencial /”Embaló tem “plenitude de poderes" até novo Presidente ser eleito”, afirma constitucionalista Carlos Vamain

Bissau, 04 set 25(ANG) - O constitucionalista guineense Carlos Vamain diz que Umaro Sissoco Embaló tem “plenitude de poderes" até ser eleito um novo Presidente.

Esta quinta-feira, 4 de Setembro, faz cinco anos que o Supremo Tribunal de Justiça guineense validou a eleição presidencial de Umaro Sissoco Embaló perante o contencioso levantado pelo seu oponente, Domingos Simões Pereira.

Umaro Sissoco Embaló sempre defendeu que esta data corresponde ao fim do seu mandato, ao contrário da oposição que aponta a data de 27 de Fevereiro.

Seja como for, o constitucionalista Carlos Vamain diz que Embaló tem “plenitude de poderes" até ser eleito um novo Presidente.

 Do ponto de vista constitucional, no fim do mandato do Presidente, ele é substituído por um novo Presidente eleito. Isso significa que após as eleições é que será substituído, eventualmente, se ele não for candidato e, se for e não ganhar, será substituído por um outro Presidente, explicou à RFI o constitucionalista Carlos Vamaim.

Ou seja, “o Presidente da República da Guiné-Bissau não exerce as suas funções como o chefe do Governo”, o qual, findo o mandato, “exerce as funções de forma limitada” e “para gestão dos assuntos correntes”. Isso não é o caso do chefe de Estado porque – sublinha o jurista guineense – “ele representa o país e exerce a plenitude de poderes até ser substituído por um Presidente eleito”.

As eleições gerais e presidenciais estão marcadas para 23 de Novembro deste ano. As legislativas estavam inicialmente marcadas para Novembro de 2024, mas foram adiadas.

Quanto à polémica sobre quando termina o mandato de Umaro Sissoco Embaló, Carlos Vamain responde: “Como jurista, eu acho que a 27 [de Fevereiro], o Presidente da República assumiu as suas funções, nomeou um governo e o governo começou a trabalhar. Houve atrasos na decisão do processo do tribunal que não influencia em nada a data de 27 (...) Todos os actos que foram praticados a partir do 27 passam a ser validados pela decisão de 4 [de Setembro],mas não há duas datas de posse, há só uma posse. Terminou a 27.”

Recorde-se que a oposição defende que o mandato de Sissoco Embaló terminou no dia 27 de Fevereiro, a data da tomada de posse em 2020, mas o Presidente sempre respondeu que o mandato só cessava a 4 de Setembro, ou seja, o quinto aniversário do dia em que o Supremo Tribunal de Justiça se pronunciou sobre o contencioso eleitoral levantado pelo seu oponente na segunda volta das presidenciais, Domingos Simões Pereira, que não reconheceu a sua derrota no escrutínio. Por isso, a oposição tem defendido que, a partir 4 de Setembro, Umaro Sissoco Embaló já não tem poderes para assinar decretos presidenciais e há sectores a reclamarem o seu abandono do Palácio da República.

A 11 de Agosto, quando empossou Braima Camará como novo primeiro-ministro de um Governo de iniciativa presidencial, Sissoco Embaló respondeu à oposição que continua em funções, com todos os poderes constitucionais, até à posse de um novo Presidente. “Oiço as pessoas dizerem que o mandato do Presidente termina no dia 4. Sim. Mas isso não quer dizer que o Presidente sai do Palácio ou não pode decretar. Não é assim. O Presidente assina decretos até o dia que deixar funções de Presidente, com a posse de um novo Presidente", declarou Embaló.

Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC e da coligação PAI-Terra Ranka, afastada do poder em Dezembro de 2023, recorda que sempre defendeu que o mandato presidencial terminava a 27 de Fevereiro, mas como o chefe de Estado argumentou que não, ele pede que agora ele respeite o que disse. Ou seja, que “deixe de exercer a presidência” e seja substituído pelo presidente da Assembleia Nacional Popular. Simões Pereira era o presidente eleito da Assembleia, aquando da dissolução em Dezembro de 2023.

Questionado sobre esta possibilidade, Carlos Vamain explica que a Constituição prevê que o Presidente da República somente é substituído no exercício das suas funções quando estiver impedido definitivamente, ou seja, só, por exemplo, em caso de doença prolongada que o impeça de exercer as suas funções ou no caso de morte. “Caso contrário, não há nenhuma hipótese na nossa Constituição de ser substituído no fim do mandato”, completa.

O prazo de entrega das candidaturas para as presidenciais e legislativas termina a 25 de Setembro com três coligações a posicionarem-se para a corrida, a PAI Terra Ranka e a API Cabas Garandi, opositoras ao regime, e a Plataforma Republicana “No Cumpu Guiné” (construímos a Guiné), que apoia Umaro Sissoco Embaló para um segundo mandato e concorre, também, às legislativas.

Com a nomeação de Braima Camará para primeiro-ministro, no início de Agosto, a coligação API Cabas Garandi, contestatária do regime, passou a ser liderada pelo antigo primeiro-ministro Baciro Djá, que disse, a 10 de Agosto, que, a partir de 4 de Setembro, Umaro Sissoco Embaló “deixa de ser Presidente”.ANG/RFI

Portugal/ Número de mortos do descarrilamento do elevador da Glória sobe para 17

Bissau, 04 Set 25(ANG) - O número de mortos do acidente de quarta-feira
no elevador
da Glória subiu para 17, anunciou hoje a diretora do Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa, Margarida Castro Martins.

Segundo a responsável, das 38 pessoas afetadas pelo acidente, 15 morreram na quarta-feira e 23 foram transportadas ou deslocaram-se por meios próprios para hospitais, duas das quais acabaram por morrer durante a noite.

Há agora a registar 17 mortos e 21 feridos.

Os feridos, 12 mulheres e sete homens, são de pelo menos 10 nacionalidades diferentes: quatro de nacionalidade portuguesa, dois espanhóis, um coreano, um cabo-verdiano, um canadiano, um italiano, um francês, um suíço e um marroquino, havendo quatro feridos cujas nacionalidades não estão ainda identificadas.ANG/Inforpress/Lusa

Guerra da Ucrânia/Rússia exige reconhecimento internacional das anexações em território ucraniano

Bissau, 04 Set (ANG) - O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, reafirmou quarta-feira que o reconhecimento internacional da anexação pela Rússia de cinco regiões ucranianas é uma das condições para um acordo de paz com a Ucrânia.

O presidente russo, Vladimir Putin, exige que Kiev ceda as regiões de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson, cuja anexação reivindica desde setembro de 2022, além da Crimeia, tomada em 2014, bem como a renúncia da Ucrânia a aderir à NATO.

A Ucrânia e a generalidade da comunidade internacional não reconhecem a legitimidade das anexações russas do território ucraniano.

"Para que a paz seja duradoura, as novas realidades territoriais que surgiram (...) devem ser reconhecidas e formalizadas de acordo com o direito internacional", afirmou Lavrov, numa entrevista ao jornal indonésio Kompas divulgada pelo ministério.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, exige que o exército russo se retire totalmente da Ucrânia, que ocupa em cerca de 20%.

O chefe da diplomacia ucraniana, Andrii Sybiga, reagiu de imediato às declarações do homólogo russo, que descreveu como "uma nova série de velhos ultimatos".

"A Rússia não alterou os objetivos brutais e não mostra a menor disposição para negociações significativas", comentou Sybiga nas redes sociais, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

"Isso prova que o apetite do agressor só cresce quando não é submetido a pressão e força. É hora de atacar a máquina de guerra russa com novas sanções severas", acrescentou Sybiga.

A Rússia, que invadiu o país vizinho em fevereiro de 2022, exige a cedência do Donbass (leste, formado por Donetsk e Lugansk), que não controla totalmente, e o reconhecimento da integração da Crimeia na Federação Russa.

Estaria disposta a congelar o conflito no sul (Zaporijia e Kherson) ao longo das atuais linhas de frente, segundo a Turquia, que acolheu três sessões de negociações entre russos e ucranianos este ano em Istambul.

Durante as negociações em Istambul no início deste ano, os negociadores russos exigiram, como condição prévia para o fim do conflito, que a Ucrânia se retirasse totalmente das cinco regiões em causa.

A posição terá sido alterada depois da recente cimeira no Alasca entre Putin e o homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, de acordo com Ancara.

Na entrevista ao jornal indonésio Kompas, Lavrov reafirmou também que "não é possível alcançar uma paz duradoura sem erradicar as causas subjacentes do conflito".

Essas causas "incluem ameaças à segurança da Rússia decorrentes da expansão da NATO e das tentativas de arrastar a Ucrânia para este bloco militar agressivo", disse Lavrov.

Defendeu a criação de "um novo sistema de garantias de segurança para a Rússia e a Ucrânia, como parte integrante de uma arquitetura pan-continental de segurança igualitária e indivisível na Eurásia".

Lavrov disse também que é necessário "garantir a restauração e o respeito pelos direitos humanos nos territórios que permanecem sob o controlo do regime de Kiev".

Acusou Kiev de estar "a exterminar tudo o que está relacionado com a Rússia, os russos e os povos de língua russa, incluindo a língua russa, a cultura, as tradições, a ortodoxia canónica e os meios de comunicação social em língua russa".

"Atualmente, a Ucrânia é o único país onde o uso da língua falada por uma parte significativa da população foi proibido", acrescentou.ANG/Inforpress/Lusa

 

Guerra da Ucrânia/Europeus "prontos" para conceder garantias de segurança à Ucrânia

Bissau, 04 set 25(ANG) - Mais de trinta dirigentes participam nesta quinta-feira, 4 de Setembro, em Paris, nas discussões com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sobre as futuras garantias de segurança que serão fornecidas a Kiev, no caso de um cessar-fogo com a Rússia. Os líderes esperam convencer definitivamente os Estados Unidos a apoiar estas medidas.


A reunião no Eliseu reúne os principais apoiantes militares de Kiev, cerca de 35 líderes europeus, alguns presentes e outros por videoconferência, bem como o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. No início da tarde, às 14h00, hora local, os dirigentes vão falar com Donald Trump, apelando a mais sanções americanas contra a Rússia e à contribuição de todos para futuras garantias de segurança a serem fornecidas à Ucrânia.

Além de Volodymyr Zelensky, estarão presentes no Eliseu o Presidente finlandês, Alexander Stubb, os primeiros-ministros polacos, Donald Tusk, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e os presidentes das instituições da União Europeia, Ursula von der Leyen e Antonio Costa. O britânico Keir Starmer, co-presidente da reunião, participa por video-conferência, assim como o alemão Friedrich Merz e a italiana Georgia Meloni.

Segundo o Eliseu, os europeus dizem estar "prontospara conceder garantias de segurança à Ucrânia e esperam agora gestos concretos dos americanos na mesma direcção.

"Estamos prontos para estas garantias de segurança. A Europa está aí, pela primeira vez com este nível de compromisso e intensidade", declarou o Presidente francês ao receber o homólogo ucraniano na noite de quarta-feira, 3 de Setembro, no Eliseu.

Os aliados da Ucrânia estão agora à espera "para ver o que os americanos desejam oferecer em relação à sua participação", acrescentou o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, em Bruxelas.

A Coligação dos países voluntários a apoiar a Ucrânia está preparada para participar no reforço do exército ucraniano, com a França, o Reino Unido e a Bélgica a mostrarem-se disponíveis para enviar soldados para a Ucrânia, uma vez concluído um cessar-fogo, para dissuadir a Rússia de qualquer nova agressão.

Todavia, alguns aliados aguardam a contribuição americana, que consideram essencial antes de qualquer compromisso da sua parte. Até um cessar-fogo, “certamente não haverá envio de tropas para a Ucrânia e, mesmo depois, tenho reservas ​sobre este assunto em relação à Alemanha”, avançou o chanceler Friedrich Merz no canal Sat1.

A Rússia reiterou que não aceitaria qualquer intervenção estrangeira, seja qual for a sua forma”, com a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, a descrever as protecções solicitadas por Kiev como “garantias de perigo para o continente europeu”.

Durante uma reunião com seis líderes europeus, a 18 de Agosto em Washington, o Presidente Donald Trump prometeu que os Estados Unidos forneceriam garantias de segurança,  tendo descartado o envio de tropas americanas para o terreno.

Entretanto, a Rússia lançou um ataque massivo com mais de 500 drones e mísseis contra a Ucrânia, matando pelo menos nove pessoas e privando milhares de casas de electricidade.

“Infelizmente, ainda não vimos sinais da Rússia indicando que querem acabar com a guerra”, lamentou Volodymyr Zelensky em Parisexpressando, no entanto, confiança de que a Europa e os Estados Unidos possam ajudar Kiev a “aumentar a pressão sobre a Rússia para avançar em direcção a uma solução diplomática”.ANG/RFI

Médio Oriente/Eventual anexação da Cisjordânia por Israel é considerada "linha vermelha" por Abu Dhabi

Bissau, 04 set 25(ANG) - Os Emirados Árabes Unidos, que normalizaram suas relações com Israel em 2020, teceram um alerta nesta quarta-feira contra qualquer tentativa de anexação por parte de Israel da Cisjordânia ocupada, declarando que isto representaria uma "linha vermelha".

"A anexação (de territórios) na Cisjordânia constituiria uma linha vermelha para os Emirados Árabes Unidos", afirmou Lana Nusseibeh, vice-ministra responsável pelos assuntos políticos no Ministério das Relações Exteriores, em comunicado.

Estas declarações surgem numa altura em que vários órgãos de comunicação social israelitas indicam que o governo de Benjamin Netanyahu encara a possibilidade de anexar territórios da Cisjordânia em resposta ao reconhecimento do Estado da Palestina previsto por vários países, por ocasião da Assembleia Geral da ONU nestes próximos dias.

Ainda nesta quarta-feira, o ministro das Finanças de extrema-direita, Bezalel Smotrich, preconizou a anexação de grandes porções deste território palestiniano ocupado por Israel, na sequência da aprovação no mês passado de um projecto prevendo a construção de habitações suplementares para os colonos.

A seu ver, a concretizar-se, este projecto permitiria "retirar da agenda, de uma vez por todas, a ideia de dividir a nossa minúscula terra e estabelecer no seu centro um Estado terrorista".

Este projecto que tornaria impossível a instauração física de um Estado palestiniano por dividir em dois o território da Cisjordânia, foi considerado ilegal e condenado a nível internacional, sendo que nesta quarta-feira, o governo dos Emirados apelou o governo israelita a "suspender esses planos".

Independentemente disto e apesar de reservas exprimidas inclusivamente no seio das suas forças armadas, Israel continua os preparativos da sua vasta ofensiva terrestre contra a cidade de Gaza, considerada como sendo o último bastião do Hamas.

Nesta quarta-feira, um alto funcionário militar israelita afirmou que o exército prevê criar uma "zona humanitária" na Faixa de Gaza para receber o "milhão" de palestinianos que poderiam ter de fugir da cidade de Gaza, no âmbito da grande ofensiva a realizar-se nas próximas semanas.

A ONU estima em quase um milhão, o número de habitantes da província de Gaza (norte), incluindo a cidade de Gaza e os seus arredores.

A Cruz Vermelha Internacional teceu advertências na semana passada sobre uma evacuação em massa da população da cidade de Gaza, considerando "impossível" que ela ocorra "de forma segura e digna nas condições actuais.

A situação é considerada tanto mais preocupante para as pessoas que ficaram com uma deficiência devido à guerra.

Segundo dados divulgados hoje pelo Comité dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPH), pelo menos 157.114 pessoas ficaram feridas nestes quase dois anos de guerra e mais de 25% estão em risco de incapacidade vitalícia.

Ainda de acordo com este órgão das Nações Unidas, pelo menos 21 mil crianças vivem com uma deficiência causada pela guerra em Gaza, ou seja, mais da metade das mais de 40 mil as crianças feridas no conflito.

O comité que pede a Israel medidas específicas para proteger crianças com deficiência contra ataques, pede igualmente ao Estado Hebraico a implementação de protocolos de evacuação que levem as pessoas com deficiência em consideração, argumentando designadamente que "pessoas com deficiência são forçadas a fugir em condições perigosas e indignas, como rastejar na areia ou na lama, sem auxílio à mobilidade".ANG/RFI

Julgamento de Bolsonaro/Brasileiros querem justiça, mas interpretações variam

Bissau, 04 set 25(ANG) – O Presidente brasileiro Lula da Silva, disse na terça-feira que a prioridade no julgamento do seu antecessor, Jair Bolsonaro, é que "a justiça seja feita". No entanto, entre quem assiste ao julgamento e consoante as preferências políticas a noção de justiça oscila entre os fiéis do bolsonarismo e os que consideram o ex-chefe de Estado como um golpista.

Bolsonaro não esteve presente, mas só o facto de este julgamento estar a ser levado a cabo já é muito importante considerou Nancelia, uma advogada instalada em Brasília.

"Eu acho que é importante, por essa questão de se evitar que esses actos se repitam. A gente já teve um golpe em 1964 que não teve julgamento de nenhuma dessas pessoas que praticaram esse golpe. E nós estamos vendo hoje novamente. A gente quase teve um golpe, né?", disse a advogada.

Nancélia representa apenas uma parte da sociedade brasileira, com muitos cidadãos a continuarem a manter-se ao lado do ex-Presidente, mesmo com o Ministério Público a apontar o dedo a Bolsonaro e aos seus cúmplices acusando-o de querer não só "assegurar a sua permanência no cargo", como de ter tentado usurpar o poder mesmo depois de o resultado das eleições lhe ter sido desfavorável.

Para Joao Vitor, mais próximo do campo político de Jair Bolsonaro, o que se está a passar no tribunal não é democrático.

"Mexe na democracia, mexe na igualdade, então acho que precisamos passar por uma limpeza no judicial brasileiro", garantiu.

Este jovem refere-se ao papel de Alexandre de Moraes no julgamento. Antigo presidente do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil entre 2022 e 2024, Alexandre de Moraes é actualmente ministro do Supremo Tribunal Federal e relator da acção penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para além disso, Moraes terá sido também visado pelos crimes dos quais o antigo Presidente está acusado, havendo suspeitas de possíveis tentativas de homicídio contra o juiz.

No entanto, Moraes garante que os tribunais brasileiros serão imparciais.

"Essa tentativa de obstrução, não afectou a imparcialidade e a independência dos juízes do Supremo Tribunal Federal, que darão, como estamos dando agora a normal sequência no devido processo legal que é acompanhado por toda a sociedade e toda a imprensa brasileira", declarou Alexandre de Moraes.

Já Lula da Silva, actual Presidente, só quer "que seja feita justiça".

"A minha expectativa é que o tribunal julgue quem está julgando em função dos autos do processo. Ninguém está julgando ninguém pessoalmente. Ou seja, tem um processo, tem os autos, tem delações, tem provas e a pessoa que está sendo acusada tem o direito à presunção da inocência. Ele pode-se defender como eu não pude me defender e eu não reclamei. Eu não fiquei chorando. Eu fui à luta. Se é inocente, prove que é inocente. Prove que não tem nada a ver com isso. Está de bom tamanho. O que eu espero é isso que seja feita justiça, respeitando o direito da presunção de inocência de quem está sendo julgado. É só isso que eu desejo", disse o actual Presidente brasileiro.

O julgamento continua hoje e Jair Bolsonaro está novamente ausente, acompanhando o julgamento pela televisão em casa, onde se encontra em prisão domiciliária. Os seus advogados vão falar hoje ao tribunal e a sessão deve continua na próxima terça-feira.ANG/RFI

 

Regiões/LGDH capacita 50 membros da Sociedade Civil de Cacheu em matéria de discurso de ódio online e offline

Canchungo, 04 set 25 (ANG) – A Liga Guineense dos Direitos Humanos(LGDH), capacitou nos dias 01 e 02 de Setembro em curso, em Canchungo, cerca de 50 membros das Organizações da Sociedade Civil da região de Cacheu, norte do pais e  presidentes regionais desta organização, em matérias do “discurso de ódio online e offline”.

De acordo com o despacho do Correspondente da ANG na região de Cacheu, a referida ação de capacitação é financiada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (UNESCO) e enquadra-se na implementação do Projeto de Estabilização e Reforma Política, através de Construção de Confiança e de Diálogo Inclusivo.

No ato de encerramento da formação, a Vice-Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Claudina Viegas, recomendou aos participantes, no sentido de combaterem os discursos de ódio, nos órgãos de comunicação social, nas redes sociais e nos lugares públicos da região de Cacheu, para minimizar os efeitos negativos de discursos de ódio.

O Administrador do setor de Canchungo, Albino Camepilim Mendes, disse que, os jovens não devem aceitar que os políticos lhes usem para  preferir discursos de ódio contra os colegas de diferentes formações políticas.

Em nome dos participantes, Eliezer Quintino Seja Monteiro e Eugénia Gomes Có, disseram que vão aplicar na prática os conhecimentos adquiridos sobre discursos de ódio, no sentido de lutar contra a má prática e promover a convivência pacífica entre os habitantes da região de Cacheu.

Durante os meses de Setembro e Outubro de 2025, o Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos da Região de Cacheu, Clemente Mendes, em colaboração com os formandos, vão monitorizar os discursos de ódio para  reportar os casos concretos à Direção Nacional da Liga Guineense dos Direitos Humanos.ANG/AG/MI/ÂC

Cabo Verde/Unesco e governo cabo-verdiano procuram adopção de medidas capazes de travar danos da desinformação e falsas notícias

Praia, 04 Set 25 (ANG) – Os trabalhos da Conferência Regional sobre a Integridade da Informação em África e no Sahel,foram abertos, terça-feira, na cidade da Praia, Cabo Verde com a previsão  de adoptar um Plano de Ação que apoiasse a implementação de um Quadro Político para a Integridade da Informação em África Ocidental e no Sahel.

Peritos, representantes de instituições que tutelam a área de informação, académicos, jornalistas, representantes da sociedade civil e entidades reguladoras da área de comunicação social debatem os danos sociais de desinformação, falsas notícias e discursos de ódio, necessidades de colaboração institucional, de regulamentação e de responsabilização, na conferência de três dias.

A ONU, na pessoa da representante residente em Cabo Verde, Patrícia Portela de Sousa, disse que o tema central da conferência não só é atual como fundamental para se avançar.

“De facto, a internet ampliou oportunidades e conectou milhões de pessoas na nossa região e no mundo. As pessoas,  os jovens, em particular, recorrem cada vez mais as plataformas digitais como sua principal fonte de informação, mas esta rápida transformação traz consigo sérios riscos. Muitos não possuem as competências de literacia mediática e informacional necessária para navegar com segurança nesses espaços. As lacunas nas leis de acesso à informação criam vazios preenchidos por rumores e manipulação”, disse Patrícia.

Acrescentou que em contexto de insegurança, conflito ou crise, a desinformação, manipulação e os discursos de ódio espalham-se rapidamente minando a confiança das pessoas, alimentando a polarização e ameaçando a estabilidade da sociedade e até a democracia.

A representante da ONU em Cabo Verde destacou que o Relatório Global de Riscos de 2024 do Fórum Económico Mundial havia alertado que a desinformação e a manipulação da informação estão entre as ameaças globais mais prementes para os próximos dois anos.

“Estes riscos vão muito além da tecnologia. Atingem os alicerces das nossas sociedades, a confiança mútua, tomada de decisões informada, o diálogo construtivo e a proteção dos Direitos Humanos”, disse.

Para Patrícia de Sousa a conferência oferece oportunidade para se reforçar a resposta coletiva e  a abordagem multisetorial, ancorada nos direitos humanos, reunindo governos, reguladores, sociedade civil, academia, meios de comunicação social e o setor tecnológico para  co-criação de soluções que reflitam as realidades da região, alinhadas com as normas internacionais.

Quatro discursos marcaram a cerimónia de abertura da conferencia, entre os quais o do Secretário de Estado adjunto do Primeiro-ministro de Cabo Verde, Lourenço Lopes, quem deu por aberto a conferência.

O governante defendeu o equilíbrio entre o desenvolvimento tecnológico e os direitos e as garantias dos cidadãos.

“Tirar todo o proveito do mundo digital mas ao mesmo tempo proteger os cidadãos e as comunidades. E é por isso que é extraordinariamente importante a questão da leteracia digital, Permitir que os cidadãos saibam distinguir o verdadeiro do falso, o bem do mal, e ainda permitir que os cidadãos sejam ator ativo do ponto de vista do mundo digital”, disse Lopes.

A integridade da informação refere-se à precisão, consistência e confiabilidade da informação. E é um dos atributos da segurança da informação, tais como a confidencialidade, disponibilidade e autenticidade.

Segundo a UNESCO, a Desinformação é uma informação que não é apenas imprecisa, mas também tem a intenção de enganar e é espalhada para causar danos, enquanto que a Informação Falsa se refere à disseminação não intencional de informações imprecisas, compartilhadas de boa-fé por aqueles que não sabem que estão a transmitir falsidades. Despacho de Salvador Gomes, Ponto Focal do Ministério da Comunicação Social para esta Conferência 

Eliminatória Mundial 2026/Selecionador nacional Emiliano Té aposta em estreia vitoriosa diante da Serra Leoa

Bissau, 04 set 25(ANG) - O novo selecionador nacional de futebol, Emiliano Té, pretende iniciar o seu percurso no comando dos Djurtus com uma vitória frente à Serra Leoa, hoje, no Estádio Nacional 24 de Setembro, em jogo a contar para a fase de qualificação do Mundial 2026.

Em conferência de imprensa de antevisão do jogo, Té apelou ao apoio massivo do público nas bancadas e garantiu que a equipa está preparada para responder com empenho.

“A intenção é dar uma boa resposta diante do nosso público. Queremos vencer. Os jogadores estão motivados e determinados. Conhecemos o adversário, sabemos que também quer ganhar, por isso será um jogo difícil. Mas vamos entrar com uma equipa trabalhadora e com a atitude certa, algo que já ficou evidente no treino de ontem”, sublinhou o técnico.

A confiança no novo selecionador é igualmente partilhada pelo capitão da seleção, Mama Samba Baldé, que não esconde a motivação do grupo.

“O grupo está unido e confiante. Será mais uma oportunidade para mostrar que somos fortes e capazes de defender a nossa pátria. Pedimos o apoio do público, porque juntos seremos mais fortes. Confiamos no Mister, que conhece bem a seleção e isso é uma mais-valia. Hoje entraremos em campo com seriedade e ambição para seguir em frente”, assegurou o avançado.

Os Djurtus recebem a Serra Leoa no Estádio Nacional 24 de Setembro, no Alto Bandim, numa partida decisiva para as aspirações de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2026, a disputar-se no Canadá, México e Estados Unidos.ANG/CAP
-GB

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Eleições Gerais/ Governo entrega à CNE conjunto de materiais para escrutínio de 23 de novembro 2025

Bissau, 03 set 25 (ANG) – O Governo, através do Ministério da Administração Territorial e do Poder Local entregou a Comissão Nacional de Eleições (CNE) um conjunto materiais para eleições gerais de 23 de novembro.

Os materiais são  composto por 4.200 cabines de votos, 300 mil selos de urnas e 63 mil frascos de tinta indelével que chegaram  hoje a Bissau, num voo especial.

Após a recepção dos materiais, a Secretária Executiva da Comissão Nacional de Eleições Felisberta Moura Vaz disse estar satisfeita com a prontidão do executivo em adquirir os materiais menos sensíveis para realização das eleições simultâneas, nomeadamente presidenciais e legislativas.

Para além destes, de acordo com a Felisberta Moura Vaz, o governo já tinha assegurado o fornecimento de outros materiais, entre os quais boletins  de votos, atas constituintes, atas  sínteses, folhas de descarga de votos, minutas de reclamações e folhas de descarga de votos obtidos por cada sexo.

Em nome da Comissão Interministerial de acompanhamento das eleições, Malal Sané reafirmou a determinação do governo na realização das eleições atempo.

Por isso, afirmou que até meados de setembro todo o processo técnico e financeiro deve ser concluído.

Malal Sane instou a Comissão Nacional de Eleições (CNE) no sentido de informar ao governo à tempo o que falta para realização do escrutínio para que possa procurar solução.

Afirmou que, o governo está de braços abertos para receber apoios da comunidade de Internacional, mas sem ao qual, as eleições vão ter lugar na data marcada.ANG/LPG/ÂC

Indústria/Ministro Florentino Dias informa a União Europeia da visão do Governo sobre o sector  

Bissau, 03 Set 25 (ANG) – O ministro da Indústria e Transformação dos Produtos Locais (MITPL), reuniu-se hoje com a União Europeia (UE), para lhes expor a visão do Governo para o desenvolvimento do setor.

Em declarações à imprensa depois do encontro, Florentino Fernando Dias descreve que é de conhecimento de todos que o Ministério é novo, sendo assim, cabe a nova tutela mobilizar apoio técnico e financeiro dos parceiros da União Europeia (UE), para poderem cumprir com os objetivos preconizados.

“Nós temos a missão de lançar bases, e criar condições para que o Ministério possa servir melhor o país, e contribuir para o progresso nacional, para a elevação da nossa qualidade de vida”, salientou o governante.

Adiantou que, a União Europeia, enquanto parceiro imprescindível do país, será, daquelas instituições que estará sempre ao lado do Governo para que possamos cumprir com esses desafios.

Segundo o mesmo, o encontro serviu também, para pedir a União Europeia (UE), um total acompanhamento, neste desafio que a nova tutela do Ministério da Indústria, pretende levar para um bom porto.

“Com o tempo, vamos convocar a imprensa, para fazer um balanço geral sobre o setor, mas pretendo alertar, que o desafio é imenso, mas estamos determinados a enfrentá-lo, com o apoio do Governo, e assim como dos nossos parceiros da União Europeia (EU)”, acrescentou Florentino Fernando Dias.ANG/LLA/ÂC

China/Presidente XI Jinping inspeciona tropas em Beijing durante comemoração de 80º  aniversário da vitória na Guerra de Resiliência

Bissau, 03 Set 25 (ANG) - O Presidente chinês XI Jinping inspecionou esta quarta-feira, as tropas em Beijing durante um desfile militar para comemorar o 80º  aniversário da vitória na Guerra de Resiliência do povo chinês contra a Agressão Japonesa e na guerra antifascista mundial.

De acordo com a informação enviada à ANG pela Embaixada de China na Guiné-Bissau, figura ainda que, o Presidente XI Jinping estava de pé num limosine da marca Hongqt.

“Enquanto o veículo de inspeção seguiu lentamente para o leste, passando pelas bandeiras onduladas do Partido, da nação e das forças armadas. XI saudou as bandeiras com os olhos fixados nelas”, refere.

A referida fonte informou igualmente que, em meio à retumbante musica militar, XI inspecionou as formações de pé, de bandeiras e de armamento ao longo da avenida Chang´an.

Informou que, quando veiculo de revista retornou à praça Tian´anmen, os militares gritavam em uníssono: “seguir o partido! Lutar para vencer! Forjar um comportamento exemplar! A justiça prevalecerá! A paz prevalecerá e o povo prevalecerá”.

A  mencionada fonte revelou que, o XI é também secretário do partido comunista da China e Presidente da Comissão Militar Central que ordenou o início da revista.ANG/AALS/ÂC