segunda-feira, 27 de abril de 2015

Cultura




Actuaçäo de músicos Internacionais marca celebrações dos 39 anos de carreira de Dulce Neves

Bissau, 27 Abr 15 (ANG) – A artista da Costa de Marfim, Aicha Kone, a angolana, Patrícia Faria e o são-tomense, Juca Delgado foram as estrelas musicais internacionais que marcaram as comemorações sexta-feira dos 39 anos de carreira da artista guineense Dulce Neves.

No evento, actuaram também os músicos nacionais, Inaida Marta, Manecas Costa, Zé Manel Fortes, Sambala Kanuté, MC Cadio, Binham Quimor, MC Lady e o grupo teatral “Netos de Bandim”.  

Ao discursar na cerimónia, Dulce Neves qualificou o evento de “momento muito importante e mais feliz” da sua vida, tendo manifestado a sua surpresa pela dimensão que o evento atingiu, uma vez que, segundo a sua confissão, contava com “uma coisa mais simples”.

Por sua vez, a cantora angolana, Patrícia Faria, disse que os 39° aniversário da carreira da colega guineense significa anos de bravura, de muita luta e de um longo caminho percorrido.

“Enquanto cantora, Dulce Neves constitui exemplo de garra, acima de tudo, ela é uma mulher guerreira que, apesar das muitas dificuldades enfrentadas na vida artística, jamais desistiu do percurso”, elogiou Patrícia Faria. 

Sublinhou que a cantora da música moderna guineense deixa como herança um caminho que deve ser seguido por todos os músicos.

 Adriano Ferreira “Atchutchi”, compositor e membro da orques
tra, “Super Mama Djombo”, conjunto no qual a artista evoluiu confirmou que desde sempre Dulce Neves demonstrou ser uma cantora de talento, quer individualmente ou como membro do referido agrupamento.

“Os últimos álbuns da Super Mama Djombo testemunham as qualidades da Diva.”, salientou ainda Adriano Ferreira. 

Dulce Neves iniciou a carreira em 1976 e já publicou três álbuns discográficos no mercado, sendo o primeiro intitulado ”Nha destino” gravado em 1996.



ANG/AALS/JAM/SG

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Educação

SINDEPROF afirma desconhecer a ameaça de paralisação no sector de ensino

Bissau, 24 de Abr.15 (ANG) - O Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF) afirma desconhecer as ameaças de paralisação das escolas públicas proferidas quinta-feira por um grupo de docentes que reivindicam o pagamentos pelo Estado das dividas contraídas com a classe.

A posição foi hoje dada à ANG por um responsável da Direcção do SINDEPROF que preferiu o anonimato.

Alguns professores contratados, novos ingressos e reintegrados ameaçaram ontem paralisar as escolas publicas a partir da próxima semana para reivindicar o pagamento da divida que dizem que o governo tem com eles.

“O grupo que esta a ameaçar não deu conhecimento algum ao sindicato. Portanto, toda a responsabilidade cabe aos mesmos e não ao SINDEPROF”, esclareceu a fonte.


ANG/JD/JAM

Especulação de preços


Ministério do Comércio coloca inspectores em todos sectores do país  

Bissau, 24 Abr.15 (ANG) - O Ministério de Comércio e Artesanato colocou os seus agentes de inspeção em todos os sectores do país para controlar a especulação de preços dos produtos.

O anuncio foi feito quinta-feira a ANG, pelo Inspector Geral do Comércio que esclareceu que os fiscais colocados no terreno tem ainda por missão velar para o cumprimento do preço de base estipulado pelo governo para a compra ao produtor da castanha e controlar a fuga de castanha através da fronteira terrestre.

 "Quem for apanhado a infringir o preço ou no desvio da castanha através da fronteira, ser-lhe- à retirado o Alvará, além da apreensão e em caso de ser comerciante e será retirada a viatura juntamente com o produto", advertiu Carlos Manuel Biaguê.

Bafatá conta com um inspector em cada um dos cinco sectores que compõe aquela região, enquanto que na de Gabú foram colocados 20 inspectores em 7 postos.

Neste âmbito, foram afectados a região de Oio 20 inspectores, 42 em Cacheu, Bolama/Bijagós 5, Tombali 15 e Quinara 15 fiscais, os quais já se encontram a a desenvolver as suas actividades.


ANG/AI/JAM

Sector Privado

Presidente da CECPLP elogia potencialidades agrícolas da Guiné-Bissau

 Bissau, 24 Abr 15 (ANG) - O Presidente da Confederação Empresarial da Comunidade das Países da Língua Portuguesa (CEPLP) elogiou a Guiné-Bissau pelas enormes potencialidades agrícolas de que dispõe.

Em declarações a imprensa Quinta-Feira a saída de audiência com o Presidente da República da Guiné-Bissau Salimo Abdula prometeu advogar nos seus países a favor de investimentos na Guiné-Bissau e promover as suas vantagens junto de organizações interessadas.

Explicou que a audiência com José Mário Vaz serviu de apresentação dos elementos da delegação de empresários da CPLP ao chefe de Estado e deu-lhe a conhecer as estruturas que compõe a organização, nomeadamente o seu Conselho Directivo e a Assembleia-geral.

Salino Abdula mostrou-se satisfeito com os conselhos recebidos de José Mário Vaz durante o encontro, porque, justificou, se tratam de aspectos que interessam o o sector privado lusófono, ou seja, o presidente manifestou a sua aposta no sector privado para o desenvolvimento e de que a CECPLP deve interagir de forma pragmática e activa.

"Por isso, estamos aqui no país para interagir com os colegas da Guiné, estabelecendo parcerias em sectores como o Turismo e serviços, mobiliário  e, sobretudo, aviação”, frisou o Presidente da Confederação Empresarial da CPLP.

Interrogado sobre a sua impressão em relação ao sector privado guineense, Salimo Abdula definiu-o como “embrionária”, a semelhança do dos outros países membros da organização, e salientou ter encontrado bons empresários e constatado projectos e empreendimentos encorajadores.

Recomendou aos jovens guineenses a optarem pelo empreendedorismo, a começar pela criação de “pequenas coisas” aos quais, com perspicácia, consistência, persistência e honestidade, certamente os tonara “grandes empresários e empregadores” no futuro na Guiné-Bissau.


ANG/LPG / JAM

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Bubaque


Presidente da ADEMA pede colaboração do Governo para remoção de lixos

Bissau, 23 Abr 15 (ANG) – O Presidente da Associação para Defesa do Meio Ambiente (ADEMA) em Bubaque, Fernando Domingos Alves pede a colaboração do governo para fazer face as necessidades de remoção de Lixos na cidade de Bubaque.

Fernando Alves fez esse pedido em entrevista concedida recentemente em Bubaque à ANG.

Disse que o lixo pode dentro em breve tornar-se um problema para aquela cidade turística, devido a falta de equipamentos para sua remoção e também por falta de colaboração dos bubaquenses.

 “ O festival que a bem pouco tempo terminou aqui deixou muito lixo, mas os organizadores do festival não assumiram os seus deveres de os remover ou ajudar a removê-los”, disse.

 Alves revelou, por outro lado, que outro problema com que se debatem é o de falta de meios para o transporte de lixos do centro da cidade para  o vazadouro.

 “ Posemos sacos e tanques de lixos nos diferentes lugares do Centro da Cidade, de um momento para outro desaparecem nos respectivos lugares. 

Recentemente a Casa do Ambiente em Bubaque teve uma iniciativa de colocar novamente sacos e tanques no Centro da Cidade, mas se não houver ninguém a vigia-los de certeza que vão de novo desaparecer”, lamentou.

No que diz respeito as perspectivas da “ADEMA”, Fernando Domingos Alves revelou que pretendem construir latrinas e construir poços para permitir as populações de outras ilhas terem acesso a água potável.

A Associação para Defesa do meio Ambiente (ADEMA), nasceu com a criação da Reserva Biosfera de  Bolama Bijagós e tem a sua Sede em Bubaque nas Instalações de Casa de Ambiente.


ANG/LLA/SG

Caju

Proprietários das Hortas preocupados com atrasos na colheita  

Bissau 23 Mar 15 (ANG)-Os proprietários das hortas de caju estão optimistas de que este ano a campanha da comercialização pode vir a ser melhor do que de ano passado, não obstante os atrasos na colheita.
O Ponteiro Armando Pereira

De acordo com uma auscultação feita pela Agência de Noticias da Guiné(ANG) junto dos proprietários dos pomares de caju nas zonas de Cumura, arredores de Bissau, os ponteiros dessa localidade  foram unânimes em manifestar as suas preocupações em relação ao começo tardio da colheita de caju.

António Armando Pereira, proprietário da ponta com o mesmo nome disse que, neste momento, não estão a vender as suas castanhas, porque ainda estão na fase de colecta e secagem para depois armazenar para só depois ir para a fase de venda, em cumprimento das orientações  da Agência Nacional de Caju (ANCA).

Perguntado sobre a razão de não estarem a vender a castanha uma vez que já há um preço indicativo estipulado   pelo Governo que é no valor de 300 francos CFA por quilo, Armando Pereira disse que uma parte da sua castanha vai directamente para o processamento e transformação e a outra parte vai para venda em bruto.

O Ponteiro Ibraima Djalo
“Mas como vê estamos parados a espera do início da campanha porque na prática a campanha ainda não começou porque as castanhas ainda não estão na sua fase madura, e além de mais, os cajueiros não reproduziram muito este ano e já estamos quase no mês de Maio", lamentou.

Disse que o preço estipulado pelo Governo é razoável e compensa pelo menos os custos da limpeza dos pomares e outras despesas inerentes e pode até vir a subir dependendo  da boa ou má colheita deste ano.

António Armando Pereira disse ainda que não está a ver a produção de caju deste ano com bons olhos, frisando que, tal se deve  a baixa temperatura que assola o país principalmente no período da noite.

 Informou que apesar dos constrangimentos causados pela demora na colheita o preço-base estipulado pelo governo está a ser respeitado pelos compradores.
O processo de tratamento da castanha

Aconselhou os demais donos das hortas a conservarem bem as suas castanhas  para esperar a evolução da campanha, “porque  as expectativas são muito boas”.

Por seu turno, Ibraima Djalo, encarregado  da horta "Isabel Romano Vieira" sito na Ponta Gardete também lamentou o atraso da produção de caju e disse que não estão ainda a vender a castanha porque a quantia recolhida ainda não é suficiente para o efeito.

“Não podemos vender porque a quantidade que apanhamos não são suficientes para recuperar os custos da produção.O trabalho da horta envolve  muita gente que deve ser pago.Iniciar a venda da castanha neste momento só acarreta perdas”, disse.

Ibraima Djalo adiantou que não espera boa colheita neste ano porque no período homólogo no ano passado os cajueiros já tinham frutos suficientes para a colheita.

Afirmou que há frutos e flores nas árvores mas a falta da temperatura é que está a condicionar a colheita porque “o caju não gosta de frio é uma fruta quente”.

Contudo, Ibraima mostra-se esperançado no bom desenrolar da campanha uma vez que o preço inicial de 300 francos CFA está a ser respeitado pelos comerciantes;

Acrescentou  que, se houver boa colheita, o preço até pode vir a subir para 400 ou 500 francos CFA, o quilo, tal  como  aconteceu no passado. ANG/MSC/SG 

 

           

 



CPLP

Presidente da Republica apela investimento dos empresários lusófonos na Guiné-Bissau

 
Bissau,23 Abr 15(ANG) - O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, apelou  quarta-feira aos empresários dos países lusófonos a investirem no país “isto porque é seguro e aberto ao capital privado”.

O chefe de Estado guineense falava na abertura da reunião da Confederação Empresarial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa(CPLP) que  decorre em Bissau, organizada pela Câmara do Comercio, Industria, Agricultura e Serviços da Guiné-Bissau.

O encontro decorre até quinta-feira e o Presidente guineense pretende que, no final da conferência, os empresários lusófonos possam escolher de forma objectiva as áreas concretas de investimentos na Guiné-Bissau.

José Mário Vaz reiterou que o país tem uma verdadeira estabilidade política e governativa, sublinhando ainda que a Guiné-Bissau prepara-se para receber apoios financeiros por parte da comunidade internacional.

 Por sua vez, o Presidente da Confederação Empresarial da CPLP, disse que os motores de crescimento defendidos pelo Governo guineense coincidem com a prioridade de investimento da organização.

 Salimo Abdula apontou os sectores das pescas, agricultura, turismo, industria bem como a exploração mineira como sendo as prioridades do investimento dos empresários lusófonos na Guiné-Bissau.

 O empresário moçambicano reconhece que o momento actual é de lançar as bases para o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

 "Estamos a presenciar o lançar das pedras para o crescimento mais evidente e sustentável e que tem por base principal o desenvolvimento da economia, o que resulta por inerência na melhoria das condições da vida no país.

 Salimo Abdula sublinhou que os quatro motores principais de crescimento apresentados pelo governo guineense, vão ao encontro daquilo que são as prioridades estabelecidas pela Confederação Empresarial da CPLP-

A agricultura e a agro-indústria, as pescas e o turismo e ainda extracção mineira.

Nos últimos tempos temos estado a trabalhar para que se dê mais atenção a estes sectores, em especial ao sector do turismo e agricultura que muito podem fazer para o crescimento económico dos nossos países e projectar a nossa comunidade ao nível mundial", frisou.

 O Presidente da CECPLP disse que estes são quatro pontos fundamentais para a diversificação da economia guineense e do seu crescimento.

ANG/AC/SG 

 

 

 

Conferência Ásia/África

Ministro dos Negócios Estrangeiros pede luta contra pobreza

Bissau, 23 Abr 15 (ANG) - O ministro dos Negócios Estrangeiros , Mário Lopes Rosa, alertou, hoje, em Jacarta (Indonésia), ao mundo sobre a necessidade de se trabalhar intensamente contra a pobreza e as alterações climáticas em todo o globo.

Mário Lopes da Rosa
No seu discurso durante a Conferência Ásia-África que contou com a presença de 105 líderes dos países asiáticos e africanos , o chefe da diplomacia guineense ressalvou a necessidade de trabalhos "intensos" para erradicaçao da pobreza e dos problemas de alterações climáticas que tem afetado todo o mundo.

Lopes da Rosa manifestou o apoio do país aos três documentos que os países asiáticos e africanos presentes na cimeira devem aprovar ainda hoje, afirmando que são importantes não apenas para os dois continentes, mas que também "vão ter um impacto no mundo".

Em cima da mesa estão a Mensagem de Bandung, a Declaração de Revitalização da Parceria Estratégica Ásia-África e a Declaração para a Palestina, documentos que ainda não foram disponibilizados à imprensa.

Entre as ideias propostas, figuram a criação de um Centro Ásia-África para abordar problemas partilhados pelas duas regiões, a defesa de alterações em algumas organizações internacionais, como o Conselho de Segurança das Nações Unidas, e o apoio à independência da Palestina, segundo alguns governantes que participam no evento.
ANG/Correio da Manhä

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Cooperação


PM Regressa ao país após duas semanas de ausência

Bissau, 22 Abr 15 (ANG) – O Secretário de Estado da Cooperação de Portugal  ira, em breve, visitar a Guiné-Bissau para abordar com as autoridades nacionais questões ligadas  ao plano indicativo e estratégico de cooperação entre os dois países.

A informação foi dada terça-feira à imprensa pelo Primeiro-ministro (PM), momentos após a sua chegada de visita privada de duas semanas  à Portugal e Espanha.

Domingos Simões Pereira disse que ao longo da sua estada em Lisboa manteve encontro com o presidente da República Portuguesa e o seu homólogo português, nos quais abordaram as acções ligadas a cooperação entre Bissau e Lisboa.

Simões Pereira explicou ter apresentado a Pedro Passos Coelho as avaliações do resultado da mesa redonda de Bruxelas, tendo salientado que a realização dos projectos apresentados pela Guiné-Bissau, depende muito do cumprimento das promessas recolhidas naquele certame.

Por isso, disse que o país conta com os parceiros mais próximos ou seja os mais sensibilizados com situação da Guiné-Bissau para permitir com que as estruturas competentes estejam equipados com instrumentos para executar as actividades necessárias.

“Para outros, a realização da mesa redonda era um o fim e nós enquanto governo temos que vê-lo como um início de trabalhos”, resumiu Domingos Pereira.

O chefe do governo revelou que  algumas entidades privadas e potências parceiros europeus teriam manifestado interesse em intervir nos sectores como educação, depois de terem sido explicados sobre o conteúdo do documento estratégico para o desenvolvimento nacional.

 Além do encontro com a comunidade guineense residente em Portugal, o chefe do executivo disse ter reunido ainda com algumas instituições desportivas espanhola e portuguesa, as quais formulou pedido de cooperação nesta área. 

ANG/JD/JAM/SG


IMC apresenta anti-projecto da lei sobre a paridade do gênero

Bissau, 22 Abr 15 (ANG) - O Instituto da Mulher e Crianças (IMC) apresentou terça-feira em Bissau um anti-projecto da lei sobre a paridade do gênero às mulheres de diferentes convicções políticas e algumas ONGs sediadas no país.

Na ocasião, a presidente do IMC sublinhou que o acto demonstra a luta sobre equidade do gênero, travada pela sua instituição a favor duma sociedade em que homens e mulheres estejam lado a lado na busca do desenvolvimento sustentável e de uma justiça social.

 Ana Emília Sá acrescentou que antes da aprovação da referida lei pela ANP, a mesma será objecto de ampla divulgação no terreno, sobretudo aos líderes tradicionais e religiosos nas regiões.

Ana Emília Sá prometeu trabalhar também com as administrações locais, sociedade civil, nomeadamente a rede das mulheres ministras e parlamentares e organizações que trabalham no domínio da promoção da mulher.

Por sua vez, a deputada Teodora Inácia Gomes qualificou de importante a lei acima citada e acrescentou que ela ira acabar com a hegemonia dos homens na tomada de decisões na Guiné-Bissau.

“O anti-projecto da lei irá garantir equilíbrio entre homens e mulheres na tomada da decisão e na ocupação dos altos cargos. Chegou o momento de mudança”, proclamou a Deputada.
O anti-projecto lei foi elaborado pelo próprio IMC, em colaboração com “Cinda Guiné”, organização de promoção da mulher na esfera de decisão.


ANG/AALS/JAM

terça-feira, 21 de abril de 2015


Audiência Presidencial

“Comunidade Internacional acompanha novos tempos da Guiné-Bissau”, diz Miguel Trovoada

Bissau, 21 Mar 15 (ANG) – O representante especial do Secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau afirmou que a Comunidade Internacional vê com optimismo o novo tempo que se está a viver no país.

Miguel Trovoada que falava hoje à imprensa à saída de uma audiência com o Presidente da República disse que o exemplo dessa observação da Comunidade Internacional foi a resposta dada em Bruxelas, num sinal de apoio claro e inequívoco, visto que as novas autoridades da Guiné-Bissau estão a virar a página do passado.

“Estão determinados em fazer desaparecer essa imagem do instabilidade permanente recorrente para uma imagem de um Estado realmente estável preparado para se inserir no concerto das nações. Um Estado em que a população já deu provas da sua determinação em romper com o passado negro e construir, com o apoio da Comunidade Internacional, um futuro melhor para o país “disse Miguel Trovoada

Questionado sobre o que o país pode esperar das promessas saídas de Bruxelas, o representante das Nações Unidas na Guiné-Bissau disse que o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a União Europeia e o Governo guineense estiveram muito envolvidos na preparação da mesa redonda e espera que haja maximização dos esforços e de recursos seja ela natural, financeira e humanos para o bem da nação guineense.

Miguel Trovoada disse que o encontro com o Presidente da República pode ser considerado de rotina porque nas suas funções tem previsto contactos periódicos com os representantes da soberania e a começar obviamente pelo primeiro magistrado da nação.

“Depois de Mesa Redonda entendo por bem vir agradecer ao Presidente José Mário Vaz, mais uma vez, pela sua presença em Bruxelas que teve impacto muito grande na Comunidade Internacional, e para ver quais são os próximos passos que devem ser dados.

Informei ao Presidente da Republica que as Nações Unidas continuam disponíveis para contribuir para que haja um clima de estabilidade e entendimento no país “disse Miguel Trovoada.

Disse que foi nesta perspectiva que foram contactados pela Assembleia Nacional Popular para um apoio ao diálogo nacional para a reconciliação. Adiantou que responderam satisfatoriamente e aguardam os termos de referência do documento para ver como podem intervir “informou a concluir. ANG /MSC/SG   

      

Media

Jornalistas das agências de notícias africanas recebem formação em Marrocos

 
Rabat, 21 Abr 15 (ANG) – Um seminário de formação sobre  a escrita jornalistica para “Web site”, destinado aos  profissionais das agências de notícias africanas, decorre desde segunda-feira em Marrocos, organizado pela Federação Atlântica das Agências de Notícias da África (FAAPA).

Aspecto da Sessao de formação dos jornalistas
 O evento, com duração de 5 dias, visa aprofundar os conhecimento dos participantes no domínio da técnica de pesquisa e identificação de oportunidades, de credibilização, desenvolvimento e da visibilidade dos seus web sites através dos motores de pesquisa e redes sociais, nomeadamente Tweeter e Facebook.

 
Em declarações ao representante da Agência de Noticias da Guiné, nesse seminario,Fadel Gomes da Silva, o director geral da Agência Marroquina de Informações (MAP), Khalil Hachimi Idrissi, afirmou que esta primeira parte das séries de sessões de formação direcionadas a um grupo de jornalistas africanos dos órgãos membros da federação tem um objectivo pedagógico, e constitui o vector principal da criação da FAAPA, em agosto de 2014.

 
"Esta formação vem no quadro de uma estratégia muito importante que consiste em valorizar os recursos humanos das agências de notícias da federação atlântica” disse o também presidente do conselho directivo da FAAPA.

 
Hachimi Idrissi  ainda sublinhou  que o encontro esta a ser  administrado por formadores creditados pela CIFA (organismo de formação especializado em matérias de audiovisual, radio, espectaculos ao vivo e do site web).

Idrissi ressalvou  que o jornalismo de web é uma profissão da grande família do jornalismo.

 
A MAP, a FAAPA e o Reino de Marrocos, conforme Hachimi Idrissi, têm interesses comuns de solidariedade africana que vão ao encontro da visão do rei Mohamed VI de Marrocos para a África que é validada pelos europeus que consideram o país como a porta da entrada do continente africano.

 "Enquanto profissionais de jornalismo de agência, acompanhamos essa visão para um estabelecimento profissional e estruturado das agências e dos jornalistas a fim de estabelecer um certo número de recursos que nos são comuns”, acrescentou.

 Tomam parte neste seminário jornalistas das agências de noticias do Benin, de Burquina Faso, do Cameron, da Republica Centro Africana, da Costa do Marfim, do Gana, da Guiné Conacri,  Guiné-Bissau,  Libéria,  Mauritânia, do Níger,  Togo e Marrocos.  ANG/FGS/JAM/SG

 Pescas

Marinheiros deixados na Guiné Equatorial já se encontram no país

Bissau, 21 Abr 15 (ANG) – Quatro dos sete marinheiros guineenses deixados na Guiné Equatorial por uma embarcação Espanhola denominada “SI GLOBAL” já se encontram no país.
Os quatros marinheiros foram apresentados hoje em Bissau pela Associação dos Amigos Irmãos dos Homens do Mar (AIRHOMAR). 

No acto, o secretário-geral da AIRHOMAR, Januário José Biagué solicitou ao governo guineense uma operação diplomática junto do congénere espanhol para que a empresa “SI GLOBAL” saldasse uma alegada divida aos marinheiros nacionais, estimada  em 90 mil dólares.

Januário Biagué agradeceu o apoio do governo traduzido na disponibilização de meios financeiros para a compra de bilhete do avião que permitiu o retorno dos marinheiros à Guiné-Bissau.

“É necessário que o país tenha uma representação diplomática na Guiné-Equatorial”, defendeu o secretário-geral da AIRHOMAR).
Em representação dos marinheiros retornados, Célcio António dos Santos informou que a embarcação abandonou-os há dois anos divido a má gestão.

Célcio Santos revelou que conseguiram sobreviver na Guiné-Equatorial graças ao apoio do médico pediátrico guineense, Augusto Gomes Balde.

ANG/LPG/SG

 

Economia




Guiné-Bissau atravessa "excelente momento” de oportunidade de negócios, diz Presidente da CCIA

Bissau, 21 Abr 15 (ANG) - O Presidente da Câmara de Comercio, Industria, Agricultura e Serviços (CCIAS), afirmou que a Guiné-Bissau está a atravessar um "excelente" momento de oportunidades empresariais.

Braima Camará, igualmente Vice-presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que falava hoje à ANG das expectativas do encontro dessa organização prevista para 22 do corrente em Bissau, disse que é momento crucial para se aproveitar as oportunidades que o pais oferece.

"Espero e faço votos para que os empresários da Guiné-Bissau e todo o sector privado possam efectivamente traduzir essa excelente oportunidade em ganhos reais através de  acordos de parcerias", aconselhou.

Perguntado sobre o que o país vai ganhar com o encontro dos empresários da CPLP, Braima Camará respondeu que, o facto de a Guiné-Bissau ser o primeiro país africano anfitrião de uma missão tão importante com efeitos transversais já é uma vantagem enorme.

"Em segundo lugar, aquilo que andamos sempre a procura neste mundo fora, é isso que temos neste momento nas nossas mãos. Não são todos os dias que se consegue agrupar homens de negócios da Guiné-Equatorial, Portugal, Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe, Timor Leste num mesmo espaço e a falar a mesma língua", realçou.

O Presidente da CCIAS sublinhou que a Guiné-Bissau vai ganhar uma nova dinâmica e visibilidade, acrescentado que, hoje em dia já se fala do país na imprensa nacional e internacional pela positiva.

"Portanto, é um conjunto de oportunidades que o país oferece para vender as potencialidades dos seus produtos, nomeadamente a castanha de caju, a nossa gastronomia, frutas, pescado, bauxite, fosfato, areia pesada e, em suma, um povo acolhedor e espectacular ", informou.


Segundo Braima Camará, ele enquanto Presidente da CCIAS tem uma carga de responsabilidade de traduzir essas oportunidades em ganhos reais.
Camara garantiu que os empresários do Senegal, Gâmbia e Mali far-se-ão representar nesse encontro.

"Estou orgulhoso e feliz por ter, mais uma vez, tido a capacidade de convencer aos empresários da CPLP para virem à Bissau assinar parcerias com os seus homólogos guineenses", vincou . 

ANG/AC/JAM/SG


Ordem dos Advogados


Basílio Sanca defende criação de condições para advocacia efectiva no país

Bissau 21 Abr 15 (ANG) – O Bastonário da Ordem dos Advogados (BAO) destacou segunda-feira a necessidade de criação de condições para uma efectiva advocacia, para a defesa de um estado de direito e a administração da justiça na Guiné-Bissau.

 Basílio Sanca falava a saída da audiência com o Presidente da República, José Mário Vaz, à quem disse ter manifestado as preocupações dos advogados de, entre outras, ver os tribunais a funcionarem melhor.

O BAO sublinhou ainda que a Ordem dos Advogados necessita de uma biblioteca e algumas regalias para a dignificação da função desta classe na Guiné-Bissau.

A dignificação da advocacia, segundo Sanca passa pelo respeito à classe dos advogados no relacionamento com o poder público e com as próprias condições de advocacia.

 “A ordem tem que organizar os seus membros, tem que criar condições de aprendizagem em defesa dos seus associados, isto tem a ver com os trabalhos que estamos a fazer internamente”, explicou Basílio Sanca.

Basílio Sanca confirmou que o Presidente da República demonstrou total abertura e um espírito de colaboração para melhorar a classe de advocacia no futuro.

Referindo a situação do combate à corrupção no país, o Bastonário respondeu que a situação não é simplesmente um problema dos advogados mas sim da comunidade guineense em geral.

“A Advocacia tem um papel importante no combate a corrupção o que passa necessariamente pela fiscalização das leis e a sua aplicação correcta nas relações entre os poderes públicos”, referiu.

Acrescentou que a ordem está a trabalhar sobre alguns projectos que depois vai ser apresentados ao governo, com a finalidade de mudar certos procedimentos para combater a corrupção não só no sector da justiça mas também na administração pública em geral.


ANG/AALS/JAM/SG