quarta-feira, 28 de junho de 2017

Portugal


Caixa negra mostra pessoas sem assistência e falhas no SIRESP

Bissau, 28 Jun 17 (ANG) - A chamada “caixa negra” da Proteção Civil, que regista a sequência de todos os acontecimentos e decisões tomadas no combate aos incêndios, revela que muitos pedidos de ajuda não obtiveram resposta devido às falhas nas comunicações, sobretudo do SIRESP.

De acordo com o Público, esta “fita do tempo resulta do Sistema de Apoio à Decisão Operacional (SADO) da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) e foi disponibilizada ao primeiro-ministro no passado dia 23.

O primeiro registo deu-se às 19h45 de sábado. O 112 comunicou o pedido de ajuda de três vítimas, no interior de uma habitação, cercadas pelo incêndio na localidade de Casalinho. Cinco minutos depois, o Comando Distrital de Operações de Socorro de Coimbra informa que na localidade de Troviscais “um popular e o pai necessitam de ajuda urgente”.

Seguem-se relatos de pessoas que pedem ajuda em vão, como escreve o jornal. Às 21h28, na localidade de Ramalho, é revelada a existência de uma “habitação a arder e vítima queimada”. Às 21h47, um homem de 75 anos que estava sozinho, com a casa a arder, sem água e com problemas respiratórios. Às 22h45, outro homem “interroga a possibilidade de socorrer a esposa que se refugiou dentro da viatura, a casa já ardeu”.

As falhas no SIRESP foram admitidas por volta das 20h55, quando o Centro Nacional de Operações de Socorro (CNOS) contacta o chefe da Divisão de Informática e Comunicações da Proteção Civil a solicitar “o reposicionamento de Antenas SIRESP na zona de Pedrógão Grande e Figueiró dos Vinhos”.

Segunda-feira, a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, exigiu um estudo independente ao funcionamento do SIRESP e uma auditoria pela Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) à Secretaria-Geral Administração Interna.

Em comunicado, com o título “MAI exige respostas rigorosas ao funcionamento do SIRESP”, é dito que a ministra determinou estes dois procedimentos às duas entidades após “informações de caráter técnico operacional coligidas” e tendo em conta que “foram reportados dificuldades na utilização” do SIRESP “no trágico incêndio de Pedrógão Grande”.

A ministra determinou a realização pelo Instituto de Telecomunicações (IT) a “elaboração de um estudo independente sobre o funcionamento do SIRESP em geral, e em situações de acidente grave ou catástrofe, em particular”.

A governante ordenou também que a Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) faça uma auditoria ao cumprimento, por parte da Secretaria-Geral da Administração Interna, enquanto entidade gestora do SIRESP, das obrigações legal e contratualmente estabelecidas, designadamente ao nível da gestão, manutenção e fiscalização.

Ainda de acordo com o Público, uma cláusula no contrato assinado em 2005 determina que o Estado iliba por completo o SIRESP de qualquer responsabilidade por falhas na rede de comunicações em casos de catástrofe.

“Para os efeitos do contrato, considerar-se-ão casos de força maior imprevisíveis e irresistíveis, cujos efeitos se produzem independentemente da vontade da operadora ou da sua atuação, ainda que indiretos, que comprovadamente impeçam ou tornem mais oneroso o cumprimento das suas obrigações contratuais”, pode ler-se no ponto 1 da cláusula 17.

No ponto 2, especificam-se os tais casos de força maior: “atos de guerra ou subversão, hostilidades ou invasão, rebelião, terrorismo ou epidemias, raios, explosões, graves inundações, ciclones, tremores de terra e outros cataclismos naturais que diretamente afetem as atividades objeto do contrato”, cita o jornal.

O SIRESP, uma Parceria Público-Privada (PPP) promovida pelo Ministério da Administração Interna, tem estado envolvido em polémica, depois de ter falhado nas horas críticas do incêndio que matou 64 pessoas em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria.

O Sistema de Comunicações já tinha tido falhas em anos anteriores, havendo suspeitas em torno dos moldes em que foi assinado logo desde o início. A PPP vai custar, até 2021, 568 milhões de euros ao Estado.

O maior acionista da entidade gestora do SIRESP é a Galilei, empresa agora insolvente que antes era a Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que caiu no seguimento da nacionalização do BPN, e que detém 33% das acções.

Os outros acionistas são a tecnológica Datacomp (9,55 por cento), outra empresa do universo Galilei que está em Processo Especial de Revitalização, a PT (30,55por cento), a Motorola (14,9 por cento) e a Esegur, sociedade da CGD e do Novo Banco que sucedeu ao ex-BES (12 por cento). 

ANG/ZAP


Política


Políticos guineenses com diferentes reações a eventuais legislativas antecipadas

Bissau,28 Jun 17(ANG) - A possibilidade de convocação de eleições legislativas antecipadas admitida, na segunda-feira, pelo Presidente guineense, mereceu terça-feira a reação de diferentes líderes políticos, com uns a manifestarem apoio e outros a afirmarem ser uma "manobra" de José Mário Vaz.

Num encontro, na segunda-feira, com líderes da comunidade muçulmana, o Presidente guineense anunciou que poderá ter de convocar eleições legislativas antecipadas caso não houver um entendimento entre os atores políticos dentro nos próximos 90 dias.

Em declarações hoje transmitidas pela rádio privada Bombolom FM, Tomé Vaz, secretário-geral do partido Resistência da Guiné-Bissau (RGB), considerou que caso persista o impasse político no país o Presidente "será obrigado a convocar eleições antecipadas".

Idrissa Djaló, líder do Partido da Unidade Nacional (PUN), afirmou que o Presidente "apenas quer ganhar mais tempo" para não aplicar o Acordo de Conacri e só marcar eleições "justamente no período regular previsto na lei", isto é em meados do próximo ano, disse.

"É mais uma manobra dilatória do Presidente para não respeitar o Acordo de Conacri", defendeu Idrissa Djaló, referindo-se a um acordo patrocinado pela Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) para acabar com o impasse político na Guiné-Bissau.

Paulo Semedo, presidente do Movimento Patriótico (MD), disse, por seu lado, que não entende porque é que o chefe de Estado "mesmo sabendo que dificilmente haverá consenso" entre os atores políticos sobre a governação do país "insiste em só tomar uma decisão" daqui a três meses sobre a convocação de eleições.

"Há muito que andamos a dizer, perante as circunstâncias, que o Presidente só tem que convocar novas eleições e devolver a palavra ao povo", enfatizou Paulo Semedo.

O líder do Movimento Democrático da Guiné (MDG), Silvestre Alves, afirmou que "com a situação atual" não são as eleições que vão resolver o problema do impasse político.

Silvestre Alves entende que o país devia promover reformas da lei eleitoral e da própria Constituição.

Os partidos RGB, PUN, MD e MDG, não têm representação no Parlamento.

ANG/Lusa


Desporto/Futebol


Sport Bissau e Benfica é bicampeão nacional de futebol

Bissau,28 Jun 17 (ANG) - O Sport Bissau e Benfica conquistou o 11º título e segundo consecutivo do campeonato da primeira divisão de futebol na semana passada ao vencer o Nuno Tristão FC “Bula”, por 1-0,em Bissau, no Estádio 24 de Setembro, quando ainda faltavam duas jornadas para o fim do campeonato.

O campeonato nacional estava muito competitivo até ao meio da segunda volta, em que os “cavalos brancos” de Cuntum estavam colados aos encarnados e nalgumas jornadas partilhavam a liderança da maior prova nacional de futebol da Guiné-Bissau.

A competição terminou no passado dia 24 de Junho em curso.

O campeonato deste ano que agora está na sua fase final é a 38.ª edição da 1.ª Divisão em futebol da Guiné-Bissau.

A primeira edição foi realizada em 1975, um ano depois da independência do país. O FC Os Balantas de Mansoa foi o primeiro campeão da Guiné-Bissau em futebol.

No ano seguinte, 1976 a União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB) arrebatou o título. Os campeonatos de dois anos posteriores (1977 e 1978) foram ganhos pelo Benfica.
Em 1980, 1981 e 1982 o Benfica conquistou três títulos consecutivos. 1983 e 1984 foram épocas para o Sporting tornar-se bicampeão.

 Em 1979 e em 1995 não houve campeonato. O conflito político-militar de 7 de junho 1998 a 7 de maio de 1999  impediu a realização da competição nesse período. Em 2001 também não se realizou. Em 2012 igualmente não houve campeonato por alegada falta de meios financeiros (ano que ocorreu mais um golpe de Estado no país). 

ANG/Jornal Nô Pintcha




terça-feira, 27 de junho de 2017

Inglaterra


Partido Conservador britânico alcança acordo de apoio parlamentar com unionistas

Bissau, 27 Jun 17 (ANG) -  O partido Conservador alcançou um acordo com o Partido Democrata Unionista (DUP) para garantir o apoio dos 10 deputados da formação norte-irlandesa no parlamento, foi segunda-feira anunciado.

O acordo foi assinado na residência oficial da primeira-ministra em Downing Street entre as líderes dos dois partidos, Theresa May e Arlene Foster.

Em declarações à saída, a líder do DUP, Arlene Foster, saudou o  acordo que pretende “garantir um governo estável no Reino Unido no interesse nacional”.

O resultado, vincou, deverá fazer “evoluir a segurança do país, construir prosperidade para todos e apoiar a saída da UE que beneficie todas as partes do Reino Unido”.

O acordo, cujos detalhes serão publicados, inclui o compromisso do governo manter o chamado “triple-lock” nas pensões de reforma introduzido em 2010, que garante aumentos anuais ao nível da taxa de inflação, rendimentos médios ou um mínimo de 2,5por cento.

O governo promete também manter os actuais subsídios para energia para todos os idosos, duas medidas que o partido Conservador tinha proposto remover no seu programa eleitoral.

O DUP obteve também a garantia de que o Reino Unido vai continuar a gastar 2 por cento do Produto Interno Bruto com as forças armadas, de acordo com o compromisso da NATO.

Em particular para a Irlanda do Norte, o acordo prevê mil milhões de libras adicionais (1.139 milhões de euros), e maior flexibilidade no uso de 500 mil libras (570 mil euros) já alotadas ao território.

Segundo Foster, este financiamento tem em conta “as circunstâncias únicas na Irlanda do Norte”.

Apesar do entendimento entre os dois partidos, o acordo determina que o partido Conservador será “neutro” nas relações com a Irlanda do Norte.

O partido Conservador perdeu a maioria absoluta nas eleições legislativas de Junho, tendo entrado em negociações com os unionistas para garantir uma maioria na Câmara dos Comuns.

O partido Conservador elegeu 318 dos 650 deputados, enquanto que o DUP elegeu 10, somando 328, mais dois do que os 326 necessários para uma maioria absoluta.

ANG/Lusa/Inforpress/Fim


Brasil


Procurador da República  denuncia Presidente Michel Temer por corrupção

Bissau, 27 Jun 17 (ANG) -  O Procurador-Geral da República do Brasil apresentou na noite de segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal uma denúncia contra o Presidente Michel Temer e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) pelo crime de corrupção passiva.

Com a formalização da acusação, Michel Temer se tornou o primeiro Presidente brasileiro no cargo a ser denunciado por um crime comum.

O processo, porém, só será instaurado se dois terços da Câmara dos Deputados (câmara baixa parlamentar), ou seja, 342 dos 513 parlamentares daquela casa, aceitarem a abertura do processo e a maioria dos onze juízes do STF votarem favoravelmente a denúncia.

A acusação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, baseia-se em investigações iniciadas em Maio a partir das denúncias dos executivos da empresa JBS, que firmaram um acordo com os investigadores da Operação Lava Jato para denunciar crimes cometidos em nome da companhia em troca de perdão judicial.

Na denúncia, o procurador diz que, “entre os meses de Março a Abril de 2017, com vontade livre e consciente, o Presidente da República, Michel Miguel Temer Lulia, valendo-se de sua condição de chefe do poder executivo e liderança política nacional, recebeu para si, em unidade de desígnios e por intermédio de Rodrigo Santos Da Rocha Loures, vantagem indevida de 500 mil reais (135,6 mil euros)”.

“[O suborno] foi feito por Joesley Mendonça Batista, presidente da sociedade empresária J&F Investimentos [holding que controla a JBS] e o pagamento foi realizado pelo executivo da J&F Ricardo Saud”, adianta a denúncia.

Executivos da JBS que colaboram com a Justiça brasileira disseram em depoimento que o Presidente e seus principais aliados políticos receberam suborno da companhia em troca de favores junto a órgãos públicos.

Michel Temer foi alegadamente gravado numa conversa comprometedora para entrega de subornos por um dos donos da JBS, o empresário Joesley Batista, na qual ele supostamente autoriza o pagamento para o ex-deputado Eduardo Cunha, político que está preso desde o ano passado por envolvimentos nos crimes de corrupção cometidos na estatal petrolífera Petrobras.

Já Rodrigo Rocha Loures foi gravado pela polícia federal ao receber uma mala de dinheiro com os 500 mil reais citados na denúncia, que foram entregues pela JBS. O político perdeu o cargo de deputado, que ocupava na condição de interino, e está preso.

O Procurador-Geral também destacou na acusação que o Presidente e o ex-deputado teriam em “comunhão de esforços” e “unidade de desígnios, com vontade livre e consciente” aceitaram promessa de “vantagem indevida no montante de 38 milhões de reais (10,3 milhões de euros)”.

Este montante terá sido prometido por Joesley Batista a Rodrigo Rocha Loures em troca de uma decisão favorável à sua empresa junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) numa disputa contra a Petrobras sobre comercialização de gás.

A gravação desta conversa também sustenta a denúncia contra Michel Temer e Rodrigo Rocha Loures. 

ANG/Lusa/Fim


Fim do ramadão


Fiéis muçulmanos apelam a paz

Bissau,27 Jun 17(ANG) – Milhares de fiéis muçulmanos da capital Bissau, rezaram segunda-feira a frente da Câmara Municipal de Bissau por ocasião do final do ramadão, tendo pedido a  paz e o entendimento entre os actores políticos do país.

Em declarações à imprensa momentos após a reza, o primeiro-ministro Úmaro Sissoco Embaló afirmou que os fiéis muçulmanos findaram o período do mês sagrado, tendo desejado aos guineenses uma maior solidariedade e tolerância mútua.

“Os guineenses devem entender uns aos outros e não é alguém que vem do céu é que nos vai fazer essa missão”, avisou.

Úmaro Sissoco Embaló desejou igualmente um bom ramadão aos jornalistas presentes no acto, tendo lhes pedido para pautarem como bons profissionais e serem menos sensacionistas.

Por sua vez, o ministro de Estado e do Interior Botche Candé sublinhou que não existe ninguém de fora capaz de unir os guineenses.

“Na minha qualidade do Comissário de Peregrinação devo dizer a todos  que, no presente ano, se Deus quiser, e com base nas orientações do primeiro-ministro e do Presidente da República, a deslocação para a Meca será diferente dos anos anteriores”, disse.

Botche Candé exortou aos fiéis muçulmanos para unirem e saberem perdoar uns aos outros porque o país pertence à todos.

“Hoje em dia a vingança não tem lugar na Guiné-Bissau, e nós como autoridades temos a missão de fazer as pessoas entender uns aos outros e neste momento, em nome de Deus, estamos orgulhosos ao vermos milhares de fiéis muçulmanos aglomerados a volta do primeiro-ministro para a reza em prol da paz para o país”, vincou.

Para o ex-primeiro-ministro, Baciro Djá a reza do ramadão deve servir de reflexão e para que as pessoas saibam que a melhor forma de servir a Deus é amar o próximo.

“Pedimos a paz e o entendimento entre os guineenses. Devemos saber que a vida é uma passagem e cada qual deve deixar obras. Devemos ir para a política para servir o povo e não para enriquecer”, aconselhou.

O jejum do Ramadão é um dos cinco pilares da fé islâmica e é obrigatório para todos os seus seguidores. Trata-se de um tempo especial em que os muçulmanos se reúnem em oração e é considerado uma oportunidade especial para reviver, renovar e revigorar sua prática de fé. 

ANG/ÂC/SG



Convenção Nacional do PAIGC


Participantes recomendam revisão constitucional mas com manutenção do semi-presidencialismo

Bissau,27 Jun 17 (ANG) - A primeira Convenção Nacional do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) recomendou no sábado, em Bissau, a manutenção do regime semipresidencialista na Guiné-Bissau e uma revisão constitucional.

No âmbito do tema «Vicissitudes Constitucionais e Sistemas de Governo na Guiné-Bissau», um dos seis temas discutido na convenção, que decorreu entre quinta-feira e sabado, é recomendada a manutenção do «sistema de governo semipresidencialista» e a realização «urgente» de uma «revisão constitucional».

A revisão constitucional deve «abranger os pressupostos de exoneração do primeiro-ministro», ou seja, a «exoneração do primeiro-ministro deve acarretar a queda do parlamento e consequentemente a convocação de eleições antecipadas», de acordo com o texto da convenção.

A revisão deve também «definir claramente o que se entende por grave crise política que põe em causa o normal funcionamento das instituições e alterar o processo de nomeação do Procurador-Geral da República».

A convenção nacional, a primeira realizada em 60 anos de história do partido de Amílcar Cabral, defende também, no âmbito dos fundamentos da ideologia política, o regresso aos «princípios ideológicos do PAIGC», o reforço da formação ideológica dos militantes, a redinamização das escolas do partido, o fim da «impunidade no seio do partido» e a aplicação «rigorosa» de sanções disciplinares.

A revisão dos estatutos do partido, nomeadamente assegurar a participação do presidente do PAIGC no processo de escolha dos candidatos à Presidência da República e à presidência da Assembleia Nacional Popular (parlamento), e uma escolha mais rigorosa dos candidatos a chefes de Estado, são outras recomendações feitas.

Sobre a «Análise Crítica da Lei Eleitoral e da Lei-Quadro dos Partidos», defende a alteração da lei eleitoral para dar mais «atenção à participação das mulheres» e «reavaliar o método de Hondt para que a distribuição de mandatos tenha em atenção a evolução demográfica do país».

Sobre questões internas, a convenção nacional do PAIGC propõe o pagamento regular de quotas pelos militantes, que seja estabelecida uma quota de participação de 30 por cento para as mulheres em todas as estruturas do partido e a criação de mecanismos para prevenir e combater a corrupção, oportunismo e nepotismo que «sejam observados no comportamento dos militantes e dirigentes».

A primeira convenção nacional do PAIGC ocorre num momento em que o país vive um impasse político há cerca de dois anos, com a paralisação do parlamento, na sequência da dissidência de mais de uma dezena de deputados deste partido.

O Governo do PAIGC saído das eleições de 2014 caiu na sequência da demissão de Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro e desde então o país já teve cinco chefes de Governo, numa crise que está a ser mediada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). 
ANG/Lusa


Política



Presidente da República pede aos jornalistas para censurar informações negativas sobre o país

Bissau,27 Jun 17(ANG) - O Presidente da República José Mário Vaz, pediu segunda-feira aos jornalistas para abdicarem de passar as mensagens que ponham em causa a paz e estabilidade do país.

José Mário Vaz  que falava num encontro com grupo de fiéis muçulmanos por ocasião do final do ramadão, pediu aos profissionais de comunicação social para que doravante passassem somente  mensagens boas do país.
 
“Aos jornalistas vou pedir só uma coisa. Vamos fazer como faz Cabo Verde. Se eu falar coisas que coloquem a Guiné-Bissau mal lá fora, cortem de forma a ajudar o país”, afirmou José Mário Vaz.

O Presidente da República lembrou que sempre foi atrás da verdade e do trabalho, tendo pedido aos jornalistas para não passarem mensagens que ponham em causa o país e o povo. 

ANG/ÂC/SG
 

Eleições antecipadas



Bissau,27 Jun 17 (ANG) - O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, afirmou segunda-feira que o Presidente guineense “chega dois anos e meio atrasado” ao admitir convocar eleições antecipadas.

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, “chega dois anos e meio atrasado e continua a insistir num caminho que não lhe é dado”, declarou o antigo primeiro-ministro guineense, à margem da cerimónia de posse como académico correspondente da Academia Internacional da Cultura Portuguesa, em Lisboa.

O chefe de Estado guineense pediu sgunda-feia unidade aos guineenses e admitiu, pela primeira vez, convocar eleições caso não seja encontrada uma solução para o impasse político em que o país vive.

Comentando estas declarações, Simões Pereira começou por lamentar que o Presidente “só chegue a esta conclusão agora” e reiterou a necessidade de ser cumprido o Acordo de Conacri, que prevê a formação de um governo consensual com todas as forças políticas com assento no parlamento guineense.

“Este é o primeiro pressuposto da Constituição. Quando o Presidente começou por invocar a existência de uma nova maioria chamou-se lhe a atenção que o dispositivo constitucional dá-lhe como competência convocar eleições para validar a representatividade. Não o quis fazer”, considerou o líder do PAIGC.

Para o ex-chefe do Governo guineense, José Mário Vaz “demarca-se, mais uma vez, do Acordo de Conacri e confronta todas as entidades e o próprio povo”.

“Diz que vai devolver a palavra ao povo, mas na verdade está a confrontar o povo, porque recusa a implementação da Constituição e agora também se demarcado do Acordo de Conacri”, criticou.

Domingos Simões Pereira insistiu: “O Presidente tem de cumprir o Acordo de Conacri. O voto do povo, em democracia, é uma ordem”.


José Mário Vaz também pediu  entendimento entre os partidos, “sobretudo PAIGC, PRS e Grupo dos 15”, alertando que, caso contrário, “é impossível o programa do Governo e o Orçamento Geral de Estado serem aprovados”. Posição que o antigo primeiro-ministro disse receber com surpresa.

“Surpreende-me que o Presidente esteja a pedir consenso à volta da aprovação de um programa e de um Orçamento de um Governo inconstitucional e que não está consagrado no Acordo de Conacri”, afirmou Simões Pereira.

O Governo do PAIGC saído das eleições de 2014 caiu na sequência da demissão de Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro e desde então o país já teve cinco chefes de Governo, numa crise que está a ser mediada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

O Acordo de Conacri, patrocinado pela CEDEAO, prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado. 

ANG/Lusa

Política


Presidente da República admite convocar eleições se a crise persistir

Bissau,27 Jun 17 (ANG) – O Presidente da República, José Mário Vaz, afirmou que os próximos 90 dias serão decisivos para a resolução da crise política no país tendo prometido devolver o poder ao povo se persistir o impasse.

O chefe de Estado que discursava segunda-feira num encontro com um grupo de muçulmanos que lhe foram cumprimentar no âmbito do final do ramadão, pediu unidade entre todas as religiões do país, dos titulares dos órgãos de soberania, líderes de partidos políticos e as tribos da Guiné-Bissau.


"Se não conseguirmos chegar a uma solução entre nós, eu, como Presidente da República, devolvo o poder ao seu dono e o dono do poder é o povo. Devolvo o poder ao povo da Guiné-Bissau para escolher quem devem escolher", disse.

Afirmou que estão no poder porque o povo os escolheu e se há problemas têm de devolver o poder ao povo para que decida sobre ele, acrescentando “não podemos continuar com a situação que temos na nossa terra”.

O Presidente da República esclareceu também que há dinheiro para convocar eleições antecipadas. "Há já uma coisa que vos quero garantir. O facto de não irmos à eleições por não haver dinheiro tem de acabar na Guiné-Bissau. A Guiné-Bissau é um país soberano", disse.

José Mário Vaz assumiu que tem dinheiro para financiar eleições, salientando que se os guineenses quiserem hoje eleições que chama a Comissão Nacional de Eleições, "porque há dinheiro para ir as eleições".

José Mário Vaz vestido de traje muçulmano e ladeado do primeiro-ministro Umaro Sissoco Embalo, do ministro do Estado e do Interior Botche Candé, do titular da pasta da Função Pública Tumane Baldé e do Secretário de Estado do Ordem Pública, Francisco Ndur Djata, salientou a necessidade de haver união devido aos desafios que o país vai enfrentar nos próximos 90 dias,  inclusivê com a saída da força de interposição da CEDEAO, a Ecomib, do país em Outubro.

"Cada um de nós deve dar o seu melhor para conseguir defender os desafios que temos pela frente nos próximos 90 dias. Temos o desafio de mostrar que os guineenses são capazes de fazer. Não podemos ser como crianças, quando choramos dão-nos leite e quando choramos dão-nos papa. Somos um Estado soberano e temos de assumir as nossas responsabilidades", salientou o chefe de Estado.

O chefe de Estado pediu  entendimento e que seja encontrada uma solução para o Governo. "Peço entendimento entre os partidos, sobretudo PAIGC, PRS e Grupo dos 15. Se não há entendimento entre eles é impossível o programa do Governo e o Orçamento Geral de Estado serem aprovados", disse, pedindo o envolvimento de todos.

José Mário Vaz garantiu também estar determinado a ajudar o país e o povo, mas que o único caminho para a Guiné-Bissau ser respeitada e ganhar a sua soberania é com trabalho, pedindo às pessoas para se empenharem mais nos setores agrícolas e  pesca.


Em nome dos fiéis muçulmanos  Alanso Fati  pediu a Deus para que reforce o poder ao José Mário Vaz para melhor conduzir o processo de desenvolvimento da Guiné-Bissau.
Aquele líder religioso elogiou o empenho do chefe de Estado na subida inédita do preço da castanha de caju que atingiu mil francos CFA por quilo na presente campanha.
“Em 2008 a castanha foi comprada até 50 francos CFA por quilo.  Este ano, com ajuda de Deus, tudo foi contrário”, referiu. 

ANG/ÂC/SG



Corte de Emissões da RTP/RDP



Simões Pereira condena intenção do governo

Bissau, 27 Jun 17 (ANG) - O líder do PAICG, Domingos Simões Pereira, lamentou domingo a decisão do Governo guineense de cortar as emissões da RTP e RDP no país, que considerou "uma demonstração clara do regime" que escolhe "silenciar os cidadãos".

"Temos pelo menos de assumir a ambição de sermos melhores do que aqueles que escolhem o caminho da censura e do silêncio, que, dizendo-se autoridades, invadem a privacidade alheia e disso se regozijam. Agora preparam-se, por exemplo, para cortar emissões da RDP e RTP porque algumas vozes aí difundidas não lhes são simpáticas. Para esses o caminho é sempre silenciar o povo", afirmou o antigo primeiro-ministro.

Domingos Simões Pereira falava na cerimónia de posse como académico correspondente da Academia Internacional de Cultura Portuguesa, que decorreu domingo ao final da tarde, perante dezenas de convidados, que não couberam no auditório Adriano Moreira, na Sociedade de Geografia de Lisboa.


Em declarações aos jornalistas no final, o responsável do maior partido guineense afirmou que a decisão do Governo é "uma demonstração clara daquilo que é o regime implantado no país e que escolhe como caminho para sustentar esse regime o silêncio e a privação da voz dos cidadãos".

Simões Pereira recordou que, enquanto primeiro-ministro da Guiné-Bissau, ouviu, em várias circunstâncias, "cidadãos guineenses que ligavam e que expressavam o seu desconforto, inconformismo, reacção".

"Isso é um barómetro. Quem governa tem que ouvir vozes que discordam daquilo que nós fazemos. E quando nós escolhemos silenciar quem não está de acordo connosco, não estamos a representar a vontade popular", afirmou Simões Pereira, que tinha na lapela o símbolo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), de que foi secretário-executivo.

Numa carta dirigida ao ministro da Cultura português - que tutela a RTP -, o ministro da Comunicação Social guineense, Victor Gomes Pereira, propõe "a suspensão de todas as actividades da RDP-África e RTP-África a partir do dia 30 de Junho, a fim de proporcionar que medidas tendentes ao reatamento da cooperação, neste âmbito, caso ainda haja interesse e utilidade, sejam tomadas pelas autoridades portuguesas".

No seu discurso, o político guineense deixou um apelo à luta.

"Quem não se revê nessa postura, quem acredita naquela Guiné prometida e positiva, tem de se cultivar, assumir um compromisso consigo próprio e celebrar cada vitória do seu irmão, do seu companheiro ou do seu camarada, para juntos recolocarmos a nossa auto-estima e reconhecimento aonde já deveria estar ou de onde nunca deveria ter saído", disse.

Simões Pereira comentou que, quando surgiram problemas na Guiné-Bissau, pareceu que "tudo ruiu de vez e ficou difícil de encontrar pontas por onde reiniciar o rendilhado".

"Já não nos serve a simples constatação do que está mal. É mais que evidente que os anos que duraram o nosso coma colectivo produziram forças que tentam a todos o custo sequestrar e ter o controlo absoluto da sociedade e tudo farão para manter esse poder, senão mesmo para desenvolver outras amarras", considerou.

"Precisamos de despertar enquanto povo e de nos mobilizarmos para a luta, sem nunca esquecer que o fazemos não para substituí-los no poder mas pelo nosso apego à liberdade", sustentou.

Uma luta que "tem de ser geral e absoluta", avisou.

"Irá exigir de todos, de quem está na terra, de nós, políticos, da sociedade civil, do cidadão exigente e inconformado, mas também dos que estão fora, para juntos, questionarmos a nossa pertença a este esforço colectivo e darmos algum sentido e razão à nossa existência", defendeu.

Na sua intervenção, sobre "A liberdade como elemento de cultura - reflectindo a Guiné-Bissau", o novo elemento da Academia apresentou-se: "Tenho nome português, mas foi-me ensinado de seguida que não devia ter orgulho nisso".

"Mantenho as muitas coisas que sou de uma só vez: português de nome, africano de raça e terra e de cultura. Que venho eu aqui fazer? Eu pertenço aos comuns mortais, falo de Ronaldo e Messi, gosto de sardinha e cerveja e também das iguarias da terra", comentou.

Afirmou-se como membro de uma geração de africanos que vive "uma encruzilhada, entre a afirmação identitária e os processos que os acompanham".

"Reclamamos sem reservas o orgulho que os nossos pais não puderam ter de ser, de se dizer ou mesmo de sentir pertença" a África, continuou.

"Somos africanos, mas isso não tem nada a ver com andar descalço, comer com as mãos ou acreditar em rituais de maldição e cura", declarou, recebendo fortes aplausos do auditório.


ANG/Lusa


Comité Olímpico


Marcha desportiva encerra actividades comemorativas do dia da organização

Bissau,27 Jun 17 (ANG) – O Comité Olímpico da Guiné-Bissau realizou no último fim de semana uma marcha desportiva que assinalou o encerramento das actividades alusivas ao Dia Internacional da organização, assinalada no dia 23 de Junho.

A marcha decorreu sob o lema: “Mover, Apreender e Descobrir” , na qual participaram desportistas de diferentes modalidades, entre as quais atletas, tenistas, judocas, boxistas, basquetebolistas, e que terminou com apresentação de tácticas de combates.

No final, o Secretário-geral do Comité Olímpico da Guiné-Bissau, Eugénio de Oliveira Lopes considerou positivo  o balanço das actividades levados a cabo  durante a jornada olímpica, “porque conseguiram realizar todas acções programadas”.

Destacou a importância do movimento olímpico relativamente a promoção do desporto e na descoberta de valores, acrescentando que precisam de melhores condições de trabalho para que possam participar na alta competição e conseguir bons resultados.

Para tal, segundo Eugénio Lope,s é preciso que haja um documento que define a política desportiva ao longo e médio prazo.

Destacou a necessidade de  construção de infra-estruturas e equipamentos desportivos para que os jovens possam desenvolver as suas capacidades. 

ANG/LPG/ÂC/SG
  





sexta-feira, 23 de junho de 2017

PAIGC/Convenção


Delegados elogiam jornadas de trabalho 

Bissau, 23 Jun 17 (ANG) – Alguns delegados afectos ao Partido Africano Para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo-verde (PAIGC), revelaram hoje que a Convenção ora realizada, facilitara os trabalhos do Partido, no próximo Congresso.

Em declarações à imprensa, a Delegada Maria Odete Semedo, revelou que pela primeira vez o PAIGC organizou uma Convenção que irá permitir que os seus dirigentes assim como aos militantes, possam analisar e discutir as crises e problemas internos do partido.

Odete Semedo acrescentou por outro lado que as conclusões a sair do certame serão apresentadas no próximo congresso, a fim de serem analisadas e aprovadas pelos membros do partido.

“ É uma convenção onde todos os delegados, incluindo das regiões, estão a dar os seus pontos de vista, no que entenderem por bem que deve ser alterado ou então melhorado no estatuto do partido e não só”, sustentou a delegada.

Por seu turno, o delegado Seco Coté disse que apesar de não ser vinculativo os assuntos em liça, o encontro é de estrema importância e acrescentou que espera que dela saiam propostas importantes que irão permitir o partido preparar o próximo Congresso com mais facilidade.

“Se vermos bem, o congresso do PAIGC ultrapassa as vezes os dias estipulados para a sua realização, porque todos os assuntos são deixados para serem resolvidos no congresso”, disse Coté.

De acordo com aquele delegado, o partido sempre está regulamentada, agora cabe aos indivíduos que nele militam entender e saber respeitar as leis que regulam o partido. 

ANG/LLA/JAM/SG
           

 


     

Saúde pública


“Mercado da droga continua a crescer com mais substâncias perigosas”, alerta ONU

Bissau, 23 Jun 17 (ANG) – O mundo tem hoje mais tipos de droga, mais fáceis de obter e mais potentes, aumentando o risco para a saúde, apesar de ter estabilizado em 250 milhões o número de consumidores, 5 por cento da população mundial, segundo a ONU.

As conclusões estão contidas no Relatório Mundial sobre Drogas 2017, divulgado hoje pelas Nações Unidas, em Viena, que estima em 29,5 milhões o número de consumidores com transtornos graves devido ao consumo das diferentes substâncias, reflectindo, paralelamente, o “florescimento” do mercado das drogas em todo o mundo.

Segundo o relatório, elaborado pelo Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e Crime (UNODC), apenas uma em cada seis pessoas que pede apoio para combater os transtornos recebe tratamento, questão que foi criticada por Angela Me, coordenadora do documento, ao apresentá-lo hoje em Viena.

“Aumentou o risco para a saúde devido à diversificação e à potência de novas substâncias”, sublinhou Angela Me, dando como exemplo o fentanilo, um novo analgésico 50 vezes mais potente que a heroína e que já provocou numerosos casos, ainda por quantificar, de “overdoses mortais” nos últimos anos nos Estados Unidos.

“O mercado das drogas e o número de substâncias continuam a crescer”, alertou a especialista do UNODC, realçando que a situação altera-se a tanta velocidade que se torna um desafio permanente dar-lhe resposta legal ao mesmo ritmo.

Outro exemplo de drogas mais potentes e cuja composição pode ser especialmente nociva e com risco, acrescentou, são as novas substâncias psicotrópicas que imitam drogas tradicionais de origem vegetal, como a canábis sintética.

Entre 2009 e 2016, a ONU contabilizou 739 destas substâncias, que aparecem e desaparecem com rapidez e cujos componentes químicos variam com muita frequência.

Segundo o relatório, calcula-se que em 2015 se registaram pelo menos 190 mil mortes no mundo devido ao consumo de droga, cálculo “muito conservador” se se considerar que, apenas nos Estados Unidos, morreram nesse mesmo ano 52.400 pessoas na sequência de overdoses.

O grupo de drogas mais letal é o de opioides, como a heroína e respectivos derivados sintéticos, que provocam, devido às overdoses, a maior parte das mortes.

O consumo destes opioides com seringas é “especialmente arriscado”, porque podem contrair-se doenças como a hepatite C e sida, lê-se no relatório.

O documento salienta que, em 2016, a produção mundial de ópio aumentou um terço em relação a 2015, devido ao “grande crescimento” de plantações no Afeganistão.

Quanto à cocaína, sublinha a ONUDC, registou-se um aumento da produção, tráfico e consumo em todo o mundo, tanto nas regiões com maior procura, Europa e América do Norte, como na Ásia, um novo mercado em crescimento.

“A produção mundial de cloridrato puro de cocaína alcançou 1.125 toneladas em 2015, o que representa um aumento generalizado de 25% em relação a 2013”, lê-se no relatório.

“É certo que a produção de cocaína tem aumentado, mas continua abaixo dos valores de há 10 anos. Se se tiver em conta o longo prazo, a tendência é positiva”, disse Angela Me. ANG/Lusa