segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014


Cirilo Rodrigues critica governo de transição

 Bissau, 24 Fev.14 (ANG) – O candidato do Partido Socialista a eleição presidencial 2014 classificou hoje de negativo o executivo de transição, por ser um “governo de improviso”, confrontado com sucessivas greves na função pública e por não ter salvado a campanha de castanha de Caju de 2013. 

Em declarações exclusivas a ANG, Cirilo Augusto Rodrigues de Oliveira, que é Presidente do Conselho Fiscal do Conselho Nacional de Carregadores, prometeu mudar o cenário caso for eleito e definiu por prioridade o aumento de produção, investir nos jovens, enfim, desenvolver o país.

“O país pode avançar rumo ao desenvolvimento e bem-estar com a produtividade”, estimou o candidato que apelou sobre a necessidade de reformas nos sectores da Função Pública e Defesa e Segurança.

Cirilo Augusto Rodrigues de Oliveira disse estar convicto que será eleito pelo povo guineense, porque, segundo salientou, possui grandes orientações económicas e sociais a dar ao futuro governo escolhido igualmente a ser eleito. 

O candidato dos socialistas guineenses informou ter abandonado a presidência deste partido, no seu recente congresso, para dar espaço aos mais jovens militantes, mas estes, por sua vez, e em respeito e consideração para com a sua pessoa, resolveram apresentar-lhe como seu candidato às presidenciais de 13 de Abril. 

Como justificação para a integração do PS-GB no fórum dos partidos que sustentaram o governo de transição logo após o Golpe de Estado, Cirilo Augusto Rodrigues de Oliveira disse que o país estava em risco e era necessária a colaboração de todos.

“Quando o país se encontra em risco é normal o PS colaborar na busca de solução”.

A concluir o candidato apelou aos guineenses para serem corajosos e terem o espírito firme para enfrentar as “dificuldades na diversidade”, defendendo que somos unos e indivisíveis, sobretudo pela língua crioula desde os primórdios da luta de libertação. 

ANG/JD/JAM



Agua e Saneamento em África




Jornalistas pedem mais verba no OGE dos países africanos para sector de WASH

Cotonou, 24 Fev. 14 (ANG) - Milhares de africanos vão continuar a morrer, enquanto os governos dos respectivos países não aumentarem as verbas afectadas ao sector de água, higiene e saneamento (WASH), no quadro do Orçamento Geral do Estado (OGE).

Foi a conclusão a que chegaram os cerca de 30 jornalistas e representantes das organizações de sociedade civil africanos reunidos num atelier entre 18 e 20 do mês em curso em Cotonou, Benim. 

Com efeito, os reunidos entendem que os Ministros das Finanças Africanas jogam papel preponderante nas acções de sensibilização junto aos respectivos executivos para que os meios financeiros alocados ao sector de WASH sejam aumentados. 

Os seminaristas manifestaram sua estranheza pela falta de interesse que se constata dos executivos africanos ao sector WASH. Isso diante do drama que diariamente se vive pela falta ou consumo de água imprópria, ausência de higiene e saneamento de base.

 “O Acesso a agua e saneamento é uma questão de saúde pública. Devemos todos trabalhar para sensibilizar os Ministros das Finanças dos nossos países dotarem fatia significativa ao sector de WASH”, estimulou a chefe do Programa de Advocacia e Comunicação do Concelho de Concertação para Agua e Saneamento (WSSCC).

Amanda Merlin deplorou o facto de as módicas quantias destinadas ao sector em referência pelas autoridades nacionais serem contraditórios com as promessas feitas nos vários encontros internacionais, nomeadamente em 2008 na localidade de Thekwini, África do Sul.

“Os governos devem compreender que os investimentos feitos nestes sectores são recuperados, através do aumento de produção, redução de despesas ligadas a doenças, enfim, um aumento ao nível macroeconómico”, advertiu esta responsável, que de seguida calculou que por cada dólar gasto na prevenção contra doenças, o governo ganha 5.

Entretanto, os reunidos em Benim concluíram que ao longo dos anos, os autores privilegiaram construções de infra-estruturas ligadas ao sector, em detrimento das acções de sensibilização com vista a mudança de comportamento da própria população em relação a observância de condutas que lhe garantam a saúde.

“Portanto, devemos encontrar uma combinação equilibrada de mudança de comportamento e de construção a grande escala de obras de saneamento”, sugere a Ministra de Saúde de Benim, Dorothée Kinde Gazard, ao intervir na abertura do atelier sob o tema; “Atelier Regional de Advocacia, Comunicação e Seguimento dos Engajamentos em Matéria de Água e Saneamento dos Países Africanos”.

(José Augusto Mendonça, enviado especial da ANG)

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Conflito Laboral







Governo proíbe exercício sindical a funcionários públicos

Bissau, 21 Fev 14 (ANG) - A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné Central Sindical (UNTG-CS) e a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau (CGSI-GB) qualificaram de maligna e abusiva a emissão de um circular pelo Chefe de Gabinete do Ministro da Função Pública e Trabalho, que impede os funcionários públicos de exercerem livremente os seus direitos e liberdades sindicais.

Em comunicado distribuído hoje à imprensa, referiram que a conduta do género demonstra que a atitude do Ministro de Estado da Função Pública que consideram desnorteada, representa uma tentativa de intimidar e retalhar aos dirigentes sindicais e funcionários das duas Centrais Sindicais,

O comunicado acrescenta que o ministro utiliza a velha técnica de dividir para melhor reinar, desviando a atenção dos mesmos e pondo em causa os mais sagrados princípios e direitos consagrados na Constituição.

A UNTG e a CGSI-GB lamentam o facto de o Governo de Transição, há mais de três meses, não ter cumprido um dos mais elementares deveres,(pagamento de salário) consagrados na constituição da República guineense, para com os seus servidores.

“Este Governo já se desligou  ao espírito da Carta de Transição que se resume no pagamento de salário, realização de eleições livres e justas e reformas no sector de Defesa e Segurança, e como se isso não bastasse pretende restringir o direito a liberdade sindical e  greve.”, afirmam no comunicado. Entretanto, a duas Centrais Sindicais prometeram manter firme na defesa e promoção dos princípios e direitos inerentes a qualidade de trabalhador da Guiné-Bissau.

Ainda reafirmam a determinação de promover a luta pacífica com o propósito de defender a dignidade e legítimos interesses dos funcionários públicos e os trabalhadores em geral.

Elegeram contudo, o diálogo franco e responsável, como instrumento susceptível de resolver os problemas fulcrais que afectam a vida dos trabalhadores. 
ANG/ BI/SG





Carnaval 2014


Grupo Chão de Papel/Varela confiante na vitória
Bissau, 21 Fev 14 (ANG) - A Presidente da Comissão Organizadora do grupo Carnaval Chão de Papel/Varela disse que o seu grupo está preparado e confiante para vencer o desfile do Entrudo 2014.
Em Conferência de Imprensa realizada quarta-feira em Bissau, Fernanda Évora Pan revelou que apesar dos problemas verificados no Carnaval do ano passado,  este ano o grupo Carnaval  Chão de Papel /Varela está preparado e confiante na vitória.
Acrescentou que, o grupo fará tudo para dignificar o desfile e vencer o Carnaval do ano presente, porque associação Carnaval Chão de Papel Varela desde os tempos passados costuma sempre conquistar o desfile  das mascaras.
A responsável da  Comissão Organizadora do grupo Carnaval Chão de Papel Varela afirmou que muitas novações vão surpreender aos carnavalescos e não só porque o grupo conseguiu  colocar  uma mulher presidente  a frente da associação.
Fernanda Évora Pan  referiu  que o Carnaval 2014 tem como lema” Carnaval de Integração Sub-regonal e da Promoção da Cultura de Paz”, e fez questão de recordar que, em Bissau, a história o desfile  de Carnaval começou no bairro de Chão de Papel Varela, por isso é obrigatório que  todos os anos os moradores do bairro  participasse no desfile.
.ANG/PFC/SG


Eleições Gerais


 PAIGC elege no fim do mês o seu candidato presidencial
Bissau, 21 de Fev 14 (ANG) - O candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) às eleições presidenciais pode ser conhecido nos próximos dias.
A revelação foi feita hoje à Agência de Notícias da Guiné (ANG), pelo Secretário Nacional desta formação política, Abel da Silva Gomes, que informou ainda que, o candidato do partido às presidências será eleito por voto secreto, pelos membros Comité Central, numa reunião prevista para o final do mês em curso.
Segundo o Secretario Nacional, há pessoas que já manifestaram a intenções de ser candidato do partido, mas nenhum deles fez uma apresentação formal ao partido.

“Cabe ao Comité Central e Bureau Político decidir quem vai ser o candidato do PAIGC às eleições presidenciais”, afirmou Abel da Silva Gomes.

Por isso, acrescenta, neste momento, o partido ainda não tem candidato às presidenciais.
Abel da Silva  referiu  que o Comité Central aprovou na sua reunião do dia 19, um conjunto de requisitos e condições que os potenciais candidatos devem reunir para representar o partido nas eleições presidenciais de 16 de Março próximo.

 “Os requisitos aprovados indicam que os interessados a concorrer as eleições presidenciais devem entregar as suas candidaturas no Conselho Nacional de Jurisdição, até ao dia 23 do corrente mês e os pretendentes ao lugar de deputados devem depositar as suas candidaturas nas comissões política regionais o mais tardar até o dia 25 do corrente”, informou Abel da Silva Gomes.

Interrogado sobre a situação interna, o Secretário Nacional do PAIGC reconheceu que existem dificuldades, mas as declarações dos militantes perspectivam um clima de união, de entendimento e de um futuro melhor para o partido.ANG/LPG/SG



Ensino Superior


“Sucessivas transições políticas são principais motivos de insucesso escolar”, diz estudante universitário em tese de mestrado
Bissau, 21 Fev.14 (ANG) - As sucessivas transições políticas, falta de meios financeiros para a implementação das políticas educativas, falta de um corpo docente  qualificado para o sistema de ensino e desenvolvimento do aluno são os principais motivos de insucesso escolar na Guiné-Bissau, disse hoje Garcia Biifa Bedeta.
Numa cerimónia de apresentação de sua tese de mestrado na universidade Lusófona da Guiné (ULG) Garcia Bedeta lembrou que na era colonial o sistema educativo era selectiva e era integral porque havia poucas infra-estruturas escolares e um numero reduzido de guineenses que frequentava a escola ,os chamados (civilizados).
“A Educação na zona libertada durante a luta armada na véspera da independência aumentou consideravelmente”, lembrou Garcia Bedeta
 O pior erro do sistema de ensino básico na Guiné-Bissau, segundo Bedeta é o plurilingue porque o aluno fala sua língua materna, depois crioulo e quando chega a escola tem muita deficiência no português. 
No que tange com os resultados, referiu que  a maioria dos alunos percorrem uma longa distancia para ter acesso à escola o que a seu ver acaba por  influenciar a aprendizagem,  e provocar o abandono da a muitos alunos.
Em jeito de conclusão Garcia Biifa Bedeta disse que o país precisa de uma administração educativa mais forte pelo que estado deve reforçar a valorização das instituições educativas e científicas da Guiné-Bissau. ANG/JD/SG






  

Eleições gerais



SINJOTECS não quer assessores de imprensa na cobertura das eleições
Bissau, 21 Fev. 14 (ANG) - O Sindicato de Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS), já elaborou um Projecto lei que veda a participação dos Jornalistas que exercem funções de assessorias de imprensa e os que estão em actividades políticas da cobertura eleitoral nas próximas eleições gerais.
Em entrevista exclusiva concedida hoje à ANG, o Presidente do SINJOTECS, Mamadú Candé, afirmou que, já entregaram o referido Projecto Lei à Comissão Nacional das Eleições (CNE), como um modelo de Plataforma de Colaboração e que visa respeitar as regras do processo eleitoral entre as médias e a CNE.
“A Lei diz que nenhum jornalista em exercício activo das actividades políticas e os que ocupam as funções de Assessores de Imprensa devem receber credencial e nem participar na cobertura jornalística durante a campanha eleitoral nas próximas eleições gerais”, informou o dirigente sindical.
Mamadú Candé sublinhou que o Conselho Nacional da Comunicação Social (CNCS), o SINJOTECS, a Casa de Imprensa e a Rede Nacional das Rádios Comunitárias (RENARC), vão assinar um documento para o cumprimento rigoroso dessa Lei.
“Nós queremos uma Imprensa isenta, transparente e sem intervenção política partidária na cobertura jornalística durante a campanha eleitoral para as eleições gerais”, disse.
O Presidente do SINJOTECS informou que, neste momento, o sindicato está a ajudar na preparação dos jornalistas em matéria de cobertura eleitoral.
Sublinhou que o sindicato já realizou seminários de formação dos jornalistas e encontros para de facto apoiar os Jornalistas a estarem a altura das exigências da lei da cobertura eleitoral, para que os eleitores possam melhor fazer as suas escolhas. Mamadú Candé revelou que, apesar da situação politico militar existente no país, houve parceiros internacionais interessados em apoiar a Guiné-Bissau na formação e capacitação dos seus jornalistas, no que toca a cobertura ao processo da campanha eleitoral e eleições gerais.
Adiantou ainda que os parceiros internacionais interessados em ajudar a Guiné-Bissau são designadamente, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), União Europeia (UE), Gabinete Integrado das Nações Unidas para Consolidação da paz na Guiné-Bissau (UNIOGISB), Embaixada dos Estados Unidos da América e Embaixada da República Popular da China. ANG/ PFC/SG




quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Salário



Governo paga funcionários públicos à “conta gotas”

Bissau, 20. Fev. 02 14 (ANG) – A maior parte dos funcionários públicos, sobretudo os que recebem via bancária, continuam sem salários, isso apesar do governo ter anunciado o desde semana passada o inicio de pagamento dos servidores de Estado.

Na realidade, apenas os trabalhadores tidos por de “menor escalão”, enquanto os outros aguardam a luz verde dos bancos comercias, nos quais os seus soldos deverão ser creditados.

A ANG percorreu as 4 instituições bancárias, nomeadamente o BAO, a ECOBANK, O BDU e o BRS, onde foi confirmado que, por enquanto, nada entrou. 

Os funcionários como António Braima Seide, da Direcção geral do Ambiente, Adolfo Gomes, jurista do Ministério Público, Augusto da Silva, professor e  Barana Ialá do Ministério de Agricultura, aguardam receber a boa nova a qualquer momento, pois mostraram-se cansados de todos os dias percorrer os bancos.

De acordo com uma fonte que preferiu o anonimato, apenas os que auferem salário inferior a 50.000 francos CFA e os pensionistas é que estão a receber os seus ordenados.

ANG/AI


Falta de Casas de Banho afecta a vida de milhares de mulheres em África

Cotonou, 19 Fev. 14 (ANG) – A falta de casas de banho em locais de trabalho, escolas, centros sanitários e demais locais publico, afecta a vida de milhares de mulheres em África, sobretudo quando confrontadas com questão de higiene menstrual.

Rockaya Aidará em plena explicação
A denúncia foi feita pela encarregada do programa, advocacia e Comunicação da organização internacional “Concelho de Concertação para o Aprovisionamento da Agua e Saneamento” quando abordava o tema “Equidade e Exclusão no Acesso à Água, Higiene e Saneamento.

Rockaya Aidara referiu que diariamente 800 milhões de mulheres de idade entre 15 aos 49 anos entram no período menstrual, uma cifra que demonstra que a aplicação dos princípios de equidade e inclusão são pertinentes na adopção de políticas de higiene e saneamento.

A Moderadora
A oradora exortou ainda para a necessidade dos estados respeitarem as convenções internacionais, concretamente o referente ao direito à água e saneamento que se enquadram nos direitos humanos e ainda lutar contra a pobreza.

“Disponibilidade de água de qualidade e torna-la acessível, quer em casa, escolas, centros de saúde e outros locais públicos, são os aspectos que os governo devem ter em conta na adopção de política de abastecimento de água e aplicação do saneamento básico junto as populações”, estima Rockaya Aidara.

Quanto ao papel e contribuição dos jornalistas para a melhoria da situação, a responsável do WSSCC para adoptarem como estratégia acções de advocacia e comunicação que promovam a inclusão e seguir a aplicação pelos Estados dos princípios a favor da equidade de se engajam internacionalmente.

A sessão da tarde de hoje foi totalmente preenchido por exercícios práticos entre os participantes sobre como criar, gerir e tornar dinâmico um blog.


(José Augusto Mendonça, enviado especial da ANG)