segunda-feira, 3 de junho de 2019

Política





Bissau, 01 jun 19 (ANG) - O Presidente, José Mário Vaz, voltou  a afirmar que só vai nomear um novo Governo após terminar impasse para a eleição do 2ºvice-presidente da  Assembleia Nacional Popular(ANP).
 
De regresso no sábado da cimeira da Organização da Conferência Islâmica, que decorreu na Arábia Saudita, José Mário Vaz, disse, em curtas declarações aos jornalistas no aeroporto de Bissau, que aguarda "que haja um compromisso, um diálogo franco, entre os deputados" para de seguida nomear o novo primeiro-ministro e consequentemente o Governo.

O Presidente guineense disse ter ficado triste com o que viu logo no primeiro dia dos trabalhos do novo parlamento, saído das eleições, mas que espera que os deputados saibam ultrapasar as diferenças para desta forma fazer o país arrancar.

José Mário Vaz afirmou ainda que é também triste quando os políticos não conseguem acatar os conselhos, de diálogo e compromisso, que são feitos pelos líderes religiosos, quando usam a sociedade civil para atiçar divisões ou quando tentam envolver as Forças Armadas nas disputas políticas.

Disse que, por ser "um homem de crença",  acredita que o país vai ultrapassar o impasse político em que se encontra.


José Mário Vaz aproveitou as suas declarações, sem direito a perguntas, para agradecer e felicitar as Forças Armadas, as quais pediu que se mantenham nas casernas e em obediência à Constituição do país.

O líder guineense aproveitou a ocasião para criticar, sem citar nomes, aqueles que se vão envolvendo nos problemas internos do país.

"O mais triste é que as pessoas aproveitam-se desta situação para se intrometerem nos assuntos sobre os quais não têm direito, porque isto é um país soberano", observou José Mário Vaz, salientando que todos os países do mundo têm problemas, mas que nunca viu nenhum a vir à Guiné-Bissau pedir conselhos.

Em relação à cimeira, o Presidente guineense lamenta que não tenha assistido pessoalmente à conferência já que não conseguiu chegar ao lugar onde decorria, acabando por acompanhar, a partir de um hotel, por videoconferência.

Tínhamos agendado um encontro com sua Majestade (o rei da Arábia Saudita), mas infelizmente, no lugar onde ele estava era impossível vir até o hotel para esse encontro bilateral", afirmou José Mário Vaz que se mostrou satisfeito com os resultados da conferência que debateu o terrorismo, a unidade e solidariedade entre os países da OCI.

Mais de dois meses depois das eleições legislativas, a 10 de março, o novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau ainda não foi indigitado pelo Presidente guineense e o novo Governo também não tomou posse devido a um novo impasse político, que teve início com a eleição dos membros da Assembleia Nacional Popular.

Depois de Cipriano Cassamá, do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), ter sido reconduzido no cargo de presidente do parlamento, e Nuno Nabian, da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), ter sido eleito primeiro vice-presidente, a maior parte dos deputados guineenses votou contra o nome do coordenador do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Braima Camará, para segundo vice-presidente do parlamento.

O Madem-G15 recusou avançar com outro nome para cargo e apresentou uma providência cautelar para anular a votação, mas que foi recusada pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Por outro lado, o Partido de Renovação Social (PRS) reclama para si a indicação do nome do primeiro secretário da mesa da assembleia.

O parlamento da Guiné-Bissau está dividido em dois grandes blocos, um, que inclui o PAIGC (partido mais votado nas legislativas, mas sem maioria), a APU-PDGB, a União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia, com 54 deputados, e outro, que juntou o Madem-G15 (segundo partido mais votado) e o PRS, com 48.

O Presidente guineense termina o seu mandato a 23 deste mês.ANG/Lusa


Economia/exploração mineira

                   Investimento  de 180 milhões de euros  arranca em 2021



Bissau,03 Jun 19(ANG) - A diretora nacional do Banco Central dos Estados da África Ocidental(BCEAO) disse no sábado em Macau que arranca em 2021 um investimento mineiro de mais de 200 milhões de dólares (180 milhões de euros) no país.

"No setor mineiro está em curso um investimento de mais de 200 milhões de dólares para exploração de fosfato a partir de 2021", afirmou Helena Nosolini Embaló, durante uma conferência do 10.º Fórum Investimento e Construção de Infraestruturas (IIICF, na sigla em inglês), que terminou no sábado em Macau.

"Estes investimentos poderão mudar a médio prazo a nossa estrutura de exportação, contribuindo desta forma para um crescimento económico mais robusto, consequentemente criando emprego e riqueza", sustentou a responsável que, à margem do evento, questionada pela Lusa, não quis prestar declarações.

Com 36.125 quilómetros quadrados e uma população que não chega aos dois milhões de habitantes, a Guiné-Bissau situa-se na costa ocidental de África, entre o Senegal e a Guiné-Conacri, e tem mais de 80 ilhas no arquipélago dos Bijagós, a maior parte deserta.

Apesar de ter recursos naturais relativamente intactos, com reservas de bauxite e fosfato e eventualmente de petróleo, a economia do país centra-se no caju, o principal produto de exportação.

"A Guiné-Bissau está em busca de diversificar a sua exportação", sublinhou a diretora, lembrando que "a exportação com destino à China atingiu 71,4 milhões de dólares em 2017, superando largamente o máximo atingido em 2015, num montante de 37 milhões de dólares", sendo que os produtos exportados foram principalmente a castanha de caju e as madeiras nobres".

A Guiné-Bissau é um dos países que integra a União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), uma organização de integração regional criada por sete países da África Ocidental que têm em comum uma moeda única.

"As nossas economias [da UEMOA e da China] complementam-se e as relações económicas devem ser aprofundadas", defendeu Helena Nosolini Embaló, acrescentando que "o papel de Macau enquanto uma plataforma de serviços representa uma oportunidade" para serem criadas e aprofundadas sinergias. ANG/Lusa


Crise política


                        Parlamento Infantil apela nomeação de novo Governo

Bissau, 03 Jun 19 (ANG) – O presidente do Parlamento Infantil apelou no sábado ao Chefe de Estado para nomear, o mais urgente possível, um novo Primeiro-ministro, uma vez que o actual executivo não está em condições de resolver os problemas que afectam as crianças.

foto Arquivo
Sebastião Tamba Júnior citado pela Rádio Capital FM e que falava a margem das celebrações do Dia Internacional das Crianças, 1º de Junho, disse que “parece que o actual Governo não está preocupado e nem tem condições para resolver os problemas, pelo que  é urgente a nomeação de um novo Governo para que a sua organização possa entregar as suas recomendações.

“Se não vejamos: as crianças não estão a frequentar as aulas por causa de sucessivas greves no sector, devido a essa greve  as crianças estão a ser vedadas de uns dos seus principais direitos. Milhares de crianças continuam a morrer por falta de acesso à centros de saúde, sem falar da protecção, a insuficiências das infra-estruturas judiciais, o que leva aos malfeitores a continuar a violar os direitos das crianças “,lamentou.

Tamba Júnior reconhece os trabalhos feitos pelo Estado guineense a favor das crianças, mas diz que ainda há muito por fazer, por isso, apela às autoridades políticas e ao Presidente da República como sendo o primeiro magistrado da Nação, para  nomear, com maior urgência, um novo executivo.

.ANG/MSC/ÂC//SG

China popular


               Novas tarifas  sobre produtos "made in USA" entram em vigor
Bissau, 03 jun 19 (ANG) - Vinhos, perfumes, preservativos e pianos são apenas alguns dos produtos americanos visados pelas novas tarifas chinesas que entraram em vigor no sábado (1).
Ao todo, mais de 5.000 itens integram a lista, que representa US$ 60 bilhões por ano. A medida foi tomada  em represália a uma decisão similar adotada pelos Estados Unidos em maio.
O contra-ataque chinês é mais um capítulo da guerra comercial entre as duas potências, iniciada no ano passado.  As sobretarifas alfandegárias chinesas serão aplicadas sobre 5.410 produtos, com taxas de 10%, 20% e até 25%. Estas mercadorias já são taxadas atualmente.
A medida é uma resposta  às tarifas adicioais sobre produtos chneses equivalentes a   200 bilhões de dólares anuais, anunciadas no início de maio pelo presidente americano Donald Trump. Além disso, há um processo em andamento para impor tarifas suplementares a todos os bens "made in China" importados pelos Estados Unidos.
O volume de negócios entre os dois países é superior a US$ 360 bilhões de dólares.
A retaliação chinesa começa a ser aplicada após uma semana de escalada verbal entre China e Estados Unidos. Pequim chegou a ameaçar restringir a exportação de terras raras, um produto chave para a indústria tecnológica americana.
A tensão começou depois que o presidente  Donald Trump colocou o grupo chinês de telecomunicações Huawei numa lista de empresas suspeitas de espionagem  . Esta decisão proíbe a venda de tecnologias americanas à empresa chinesa e ameaça sua sobrevivência. Imediatamente, Pequim anunciou que criará sua própria lista de empresas estrangeiras "não confiáveis".
 Estados Unidos e China retomaram a batalha tarifária depois que negociações em Washington terminaram sem acordo. Os americanos acusaram os negociadores chineses de recuar em compromissos assumidos. 
ANG/RFI

Cinema


Cineasta e realizador guineense diz  que a evolução do cinema é quase nula no país  

Bissau, 03 Jun 19 (ANG) – O Cineasta e Realizador Walker Bunque afirmou esta semana que a evolução do cinema na Guiné-Bissau é quase nula uma vez que, na prática, não se vê.

Segundo o actor que falava ao programa “No Fundo das Artes “,da Rádio Capital FM ,  o acesso ao filme não existe na Guiné-Bissau, por isso, e diz que tem planos para, sem dizer quando, contrariar esta realidade.

Walker Bunque frisa que a iniciativa passa pela criação, um dia, de uma escola de arte, especialmente vocacionada para o cinema, a fotografia e a literatura dramática.

“Naturalmente num país que não tem industria ou seja festivais ou amostras de cinemas, é muito pouco provável que se possa falar da ideia de uma indústria cinematográfica na Guiné-Bissau. Eu tenho interesse mas não acredito que até aqui eu tenha tido acesso à filmes, por isso é que é quase nula a cartografia de actores independentes na Guiné-Bissau”, disse.

Bunque lamenta a falta de ligação de ponto de vista cultural e das orientações com o país donde provèm os seus pais .

 Para o actor que já conta com mais de 20 obras editadas na Europa e América, este é um problema real da sua  geração  que pode acabar por hipotecar toda a sua culturalidade a favor de uma aculturação imposta por Portugal ou pela Europa.

ANG/MSC//SG

EUA


            Donald Trump aconselha Reino Unido a não pagar a conta do Brexit
Bissau, 03 jun 19 (ANG) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aconselhou o Reino Unido a não pagar a conta da separação da União Europeia, um montante que poderia chegar a € 45 bilhões, caso as negociações com Bruxelas não atendam às expectativas de Londres.
As declarações foram publicadas no domingo (2) pelo jornal The Sunday Times, na véspera de uma visita de três dias que o líder americano fará à Inglaterra.
“Se você não conseguir o acordo que você quer, eu sairia”, afirmou o republicano, na entrevista. “Se eu fosse eles, não pagaria US$ 50 bilhões de dólares”, disse o presidente, em referência ao valor anunciado por Londres como previsto no orçamento plurianual europeu em curso (2014-2020), que inclui um período de transição, acertado no acordo de divórcio.
O projeto foi firmado em novembro entre os britânicos e a União Europeia, mas ainda não foi ratificado.
O presidente sugeriu que um dos principais defensores do Brexit, o populista Nigel Farage, negocie a saída do bloco europeu. Elogiado por Trump na entrevista, Farage foi o vencedor das eleições europeias no Reino Unido, na semana passada. “Eu tenho muita estima por ele. Ele tem muito a oferecer”, avalia Trump.
A viagem oficial do americano começa nesta segunda-feira (3), com um encontro com a rainha Elizabeth II. Estão previstos grandes protestos contra Trump, que não se constrangeu a comentar a política interna britânica nos últimos dias.
O presidente americano prometeu fechar rapidamente um acordo comercial bilateral entre os Estados Unidos e o Reino Unido, assim que o Brexit se concretizar. “Fazemos muito pouco em relação ao que poderíamos fazer com o Reino Unido – que eu acho que será bem mais do que com a União Europeia”, comentou, ao Sunday Times.
A saída do Reino Unido da UE estava prevista para 29 de março, mas foi adiada para 31 de outubro, depois que a primeira-ministra Thereza May não conseguiu aprovar o projeto de acordo no Parlamento britânico. Por conta do fracasso,  ela vai deixar o governo nesta semana, na sexta-feira (7).
No sábado, Trump defendeu, em outra entrevista, que o ex-ministro das Relações Exteriores Boris Johnson, apoiador do Brexit, deveria assumir o cargo de premiê. “Ele faria um ótimo trabalho”, disse o americano, ao tabloide The Sun. 
ANG/RFI/AFP

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Educação


”Nenhum país no mundo pode avançar sem formação profissional “ afirma Secretário-Geral da Função Pública

Bissau 31 Maio 19 (ANG) – O Secretário-Geral do Ministério da Reforma Administrativa, Função Publica e Trabalho afirmou hoje que nenhum país do mundo pode desenvolver se não apostar na formação técnico profissional.

Elidio Vieira Té que falava em representação do Ministro da tutela na cerimónia de tomada de diploma dos alunos do Centro de Formação Profissional Brasil /Guiné-Bissau denominado SENAI, frisou que uma Nação que não dá importância a formação profissional não tem progresso.

“Como é sabido a Guiné-Bissau tem posto esta área se calhar no último plano, contudo essa tendência está a mudar porque desde a fundação deste centro em 2006 até a data presente já se formou um número elevado de alunos em diferentes áreas, mas ainda há muito por fazer “,disse.

O Secretário-geral do Ministério da Função Pública disse que a sua instituição ciente da importância da formação profissional e em colaboração com o seu parceiro nesse caso a República Federativa do Brasil decidiram fundar essa casa que já está a dar os seus frutos, justamente porque quer ver o país a sair da mentalidade antiga de que a Nação só precisa de pessoas com nível superior nas áreas de direito, economia e outros.

A título de exemplo, Vieira Té falou no caso da construção de estradas em que o país recorre aos técnicos senegaleses, gambianos ou guineenses de Conacri porque a, mão-de-obra nacional nesses sectores é muito fraca o que não pode continuar.

“Os 261 formandos em diferentes sectores, posso-vos afirmar que são e serão pilares e alicerces do desenvolvimento desse país e a vossa formação é da extrema importância”, sublinhou.

Por seu torno, o novo Embaixador da República Federativa do Brasil na Guiné-Bissau Fábio Guimarães Franco agradeceu a direcção e os docentes do SENAI pelo empenho frisando que a quando da entrega das cartas credenciais em Março desde ano ao Presidente da República guineense uma das primeiras abordagens que tivemos foi sobre o referido Centro de Formação Técnico Profissional.

“Ele me disse, Embaixador cuida bem do Centro e hoje posso afirmar que o local está a ser muito bem tratado e com um grande fluxo dos alunos e no meu próximo encontro com José Mário Vaz vou-lhe transmitir de que a sua preocupação está resolvida, e essa cooperação pode-se considerar de mão dupla ou seja não só o Brasil é que está a ajudar o vosso país, mas a Guiné-Bissau também está a auxiliar o Brasil”, frisou.

Em nome dos formandos, Filipe Vaz aconselhou aos colegas a continuarem a estudar em casa ,salientando que o diploma é o primeiro passo e o mais essencial será no momento de pôr na pratica o que aprenderam caso contrário muitos vão ficar frustrados com diploma nas mãos sem dar conta do recado o que seria lamentável, tendo aconselhado outros jovens a fazerem o mesmo para assegurar o futuro.

O Centro de Formação Profissional Brasil/Guiné-Bissau nasceu ao abrigo de acordo de cooperação entre os Governos dos dois países em 18 de Maio do ano 1978, promulgado em 01 de Agosto de 1979, mas o centro iniciou os seus trabalhos propriamente dito em 02 de Maio de 2006 e ministra quatro cursos nomeadamente, Carpintaria, Construção Civil, Electricidade e Canalização tendo já formado cerca de quatro mil alunos.ANG/MSC/ÂC

Nomeação do PM eleito




Bissau,31 Mai 19(ANG) - O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) avisou esta quinta-feira o Presidente guineense que perde a legitimidade do cargo se, até 23 de junho, não nomear o governo e marcar de eleições presidenciais.

“Chegado a 23 de junho [data final do mandato presidencial] sem que o Presidente da República por vontade própria, não é por ter estado impedido de o fazer, tenha nomeado o primeiro-ministro, não tenha eventualmente fixado as eleições presidenciais e não tenha permitido o desbloqueamento e funcionamento das instituições políticas, a leitura política que faço é que o Presidente da República perde qualquer capacidade de continuar a ser Presidente da República e primeiro magistrado”, disse Domingos Simões Pereira, em entrevista à Lusa, salientando que a legitimidade passa a ser da Assembleia Nacional Popular, a cuja mesa o PAIGC preside.

O chefe de Estado da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, termina o seu mandato a 23 de junho, mas quase três meses depois das eleições legislativas, realizadas a 10 de março, ainda não indigitou o primeiro-ministro, que vai permitir a formação do governo, alegando querer ver resolvido o impasse que existe entre políticos para a eleição da mesa da Assembleia Nacional Popular.

“O Presidente da República já está a violentar este país, já está a abusar deste país, já está a obrigar ao conflito entre guineenses, não é quem o chama à razão que está a provocar a violência, nós estamos a tentar evitar a violência, quem está a querer provocar a violência e o uso de outros mecanismos é o senhor Presidente da República. Ainda tem semanas para evitar isso e é esse apelo que eu lhe faço que evite colocar a Nação guineense, os cidadãos guineenses, numa situação que ninguém pretende”, afirmou, em entrevista à Lusa, Domingos Simões Pereira.

“Nós estamos a semanas do dia 23 é inaceitável que o Presidente da República nos obrigue a uma situação de bloqueio para agora dizer que quem exigir o seu afastamento está a incitar à violência”, disse Simões Pereira.

Questionado sobre o que se vai passar a partir de 23 de junho, quando o Presidente terminar o seu mandato, o presidente do PAIGC disse que a questão “jurídica e legal” é para os peritos.

“Este é o meu entendimento, mas terei que submeter o meu entendimento à clarificação que o Supremo Tribunal de Justiça fará nessa situação”, disse.

Para Domingos Simões Pereira, é preciso chamar o Presidente “à razão”, porque “em democracia as regras existem, as instituições existem, para que se façam uso dos vários mecanismos e evitar estes bloqueios”.

Questionado sobre o que quis dizer no sábado, durante uma manifestação a exigir a nomeação do primeiro-ministro e marcação das presidenciais, com “última exigência pacífica”, Domingos Simões Pereira disse que o PAIGC não vai recorrer à violência, ao golpe de Estado e ao assalto ao palácio (Palácio da Presidência) para recuperar o poder.

“Estávamos num comício, estávamos a animar aquilo que é toda a mobilização popular, eu afirmei isso, afirmei a necessidade de os militares abrirem alas para que o povo possa afirmar a sua vontade, porque há aqui uma atitude de desafio ao povo. Quando o Presidente da República não reconhece o resultado das eleições, está a desafiar o povo na sua deliberação soberana”, disse.

Domingos Simões Pereira explicou também que entende que as forças armadas como defensoras da soberania “não devem ser um obstáculo a que o povo possa recuperar um direito que lhe está reservado pela própria Constituição”.

“Nós queríamos alertar para os riscos que estão associados para o atual quadro político, mas em nenhum momento isso foi um apelo à violência. Nós dissemos isso sim e assumimos que iríamos alterar o formato da nossa reivindicação, mas utilizando exclusivamente e sempre os métodos democráticos que estão reservados na nossa Constituição. Nunca fazendo uso de outros mecanismos”, insistiu.

O presidente do PAIGC disse também que os guineenses não têm o direito de desistir da própria vida e que sabem o que está bem e o que está mal e o que está a provocar o mal.

“Mas é preciso dizer que o bem não acontece por si só, é preciso lutar, é preciso sermos capazes de defender aquilo que está bem e combater aquilo que está mal. Ninguém tem o direito de querer manter-nos nesta situação e isso é um desafio que convoca não só os guineenses que estão na Guiné, mas os guineenses que estão na diáspora”, salientou. ANG/Lusa

Más condições de estradas


Motoristas pedem reabilitação das vias urbanas dos Bairros de Quelélé e Cuntum Madina

Bissau, 31 mai 19 (ANG) - Os motoristas de transporte urbano toca-toca, pedem ao governo a proceder mais rápido possível a reabilitação da estrada que liga os bairros de Cuntum Madina e Quelélé ao centro de cidade para facilitar a circulação das viaturas devido ao estado avançado de degradação que as mesmas apresentam.

Ouvidos hoje pela Agência de Noticias da Guiné (ANG), os motoristas dos transportes urbanos conhecido por toco-toca do bairro de Quelélé, Francisco Mendes, Amado Câmara e Aliu Turé partilharam a mesma opinião pedindo a reabilitação da estrada daquele Bairro que no momento está em más condições e que podem agravar-se com época da chuva.

Amado Câmara revelou que perspectiva fazer a manutenção da sua viatura para poder circular nesta via durante a época chuva por causa da má condição da estrada.

 “Há anos que somos ouvidos pelos jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social sobre a má condição da estrada de Quelelé, mas os nossos apelos nunca foram atendidos da parte dos nossos governantes”, lamentou o motorista Aliu Turé.

Enquanto isso, Ansumane Baio relacionou a má condição da referida estrada como dores que motoristas suportam diariamente, por isso solicitou o executivo a melhorar a via sobretudo na zona de rotunda de Paulo Barros até a Sobrade que segundo ele apresentam um estado de degradação muito avançado.

Em relação a via da Cuntum Madina, segundo os motoristas, Malam Djassi, Paulo Mendes, Braima Candé e Estevão Mango que pertencem as linhas de Aeroporto e de Antula que agora assegura o transporte de moradores do referido bairro, afirmam que apesar da sua requalificação durante a campanha para as eleições é preciso que seja de novo melhorado.

Malam Djassi da linha do Aeroporto/Safim pediu ao governo no sentido de alcatroar a via em causa caso contrário corre o risco de ficar sem meios de transporte.

Paulo Mendes e Estevão Mango foram unânimes em dizer que a estrada necessita de ser reabilitada, por isso que pagam o Fundo Rodoviário.ANG/LPG/ÂC

Política





Bissau,31 Mai 19(ANG) - O coordenador do Movimento para a Alternância Democrática da Guiné-Bissau (Madem-G15) acusou quinta-feira Portugal de estar a "atuar de forma muito ignorante" em relação ao sistema político guineense, ao exigir a nomeação de um Governo sem a mesa do parlamento estar completa. 

"Se Portugal está a dar primazia à formação do Governo, estão a atuar de uma forma muito ignorante em relação à nossa Constituição da República", disse Braima Camará, em entrevista à agência Lusa em Lisboa.

No sábado, o Governo português manifestou "preocupação com o atraso na nomeação de um Governo na Guiné-Bissau, apesar de estarem reunidas todas as condições exigíveis" para que isso aconteça.

"Portugal recorda que os resultados das eleições legislativas do passado dia 10 de março e os acordos interpartidários subsequentes permitiram constituir uma maioria parlamentar e, portanto, garantir a viabilização de um Governo", refere, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.

As eleições de março deram uma maioria relativa ao Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC) que já assegurou o apoio de pequenos partidos para viabilizar um Governo de incidência parlamentar.

No entanto, segundo Braima Camará, quando olha para a Guiné-Bissau, "Portugal não pode fazer paralelismo com a sua Constituição da República", de cariz semipresidencialista.

No caso da Guiné-Bissau, cabe ao Presidente avaliar as condições para qualquer nomeação de Governo "convidar o PAIGC [para formar Governo] é contrário dos princípios normativos constitucionais" do país, porque a mesa da Assembleia Nacional Popular (ANP) não está ainda concluída.

O nome de Braima Camará para segundo vice-presidente da Mesa foi chumbado pela maioria, mas o Madem insiste que não irá alterar a nomeação, alegando que, segundo o regimento parlamentar, cabe à maioria aceitar a escolha do segundo partido mais votado, sem necessidade de escolha eletiva.

A posição de Portugal agora assumida conflitua, segundo Braima Camará, com a tomada de posição do grupo P5 (que Lisboa também integra) que, numa declaração, "diz claramente que deve-se cumprir com as normas estabelecidas com a conclusão da mesa da ANP".

O P5 junta a União Europeia, União Africana, Nações Unidas, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). Portugal faz parte da estrutura através da CPLP e da UE.

O coordenador do Madem acusou ainda o presidente do PAIGC de procurar o apoio da comunidade internacional para resolver questões nacionais, mas recordou que, na Guiné-Bissau, "as opiniões externas não determinam decisões internas".

"Infelizmente, a maioria dos líderes políticos bem apadrinhados pela comunidade internacional não passam de papagaios",considerou.

Hoje, "os discursos da comunidade internacional estão a mudar e já se sabe quem são os políticos papagaios" e quem "tem obra feita", acrescentou Braima Camará.ANG/Lusa



Comércio internacional


China diz que Trump faz "terrorismo econômico”, mas afirma não ter medo de Washington
Bissau, 31 mai 19 (ANG) - A China avaliou na quinta-feira (30) a guerra comercial bilateral deflagrada pelo presidente americano, Donald Trump, baseada em tarifas punitivas e sanções contra as companhias chinesas.
 Para Pequim, a postura de Washington constitui uma forma de "terrorismo econômico".
Em entrevista coletiva em Pequim, o vice-ministro chinês das Relações Exteriores, Zhang Hanhui, disse que, acima de tudo, seu país é contrário à guerra comercial. No entanto, “não temos medo", declarou.
"Rejeitamos completamente este recurso sistemático às sanções comerciais, às tarifas e ao protecionismo. Esta instigação premeditada de um conflito comercial constitui terrorismo econômico, chauvinismo econômico e assédio econômico puro e duro", afirmou Zhang Hanhui.
"O unilateralismo e o assédio desenvolvidos afetam gravemente as relações internacionais e seus princípios fundamentais", alertou o representante de Pequim. "Este conflito comercial também terá um impacto negativo importante no desenvolvimento e na  retomada da economia mundial", frisou o funcionário durante a coletiva.
Além da decisão de Washington de aumentar as tarifas de importação sobre diversos produtos chineses, que intensificou a guerra comercial entre China e Estados Unidos no início de maio, o governo norte-americano também está visando a gigante chinesa das telecomunicações Huawei, líder mundial de tecnologia 5G.
Em nome da segurança nacional, uma lei americana proíbe desde o ano passado que órgãos federais comprem equipamentos e serviços da Huawei ou trabalhem com afiliadas do grupo. A administração Trump também proibiu que empresas americanas vendam componentes à empresa chinesa, o que ameaça a sobrevivência do grupo, já que seus smartphones dependem de peças fabricadas nos Estados Unidos.
Washington afirma que Pequim pode estar manipulando os sistemas da Huawei para espionar outros países e interferir em comunicações cruciais, e pede a outras nações que evitem as redes 5G do grupo chinês. ANG/RFI

Pescas


                          FISCAP aprende sete canoas por  pesca ilegal

Bissau, 31 mai 19 (ANG) – O Serviço de Fiscalização de Actividades de Pesca (FISCAP) anunciou na quinta-feira a apreensão de sete canoas que estavam a praticar a pesca ilegal nas águas guineenses, das quais uma estava a pescar as espécies proibidas e a sua tripulação era constituída por ganeses.

Pirogas de pesca(arquivo)
Segundo a Rádio Sol Mansi, o anúncio dessa apreensão foi feito por um  Inspector de Pesca da Fiscap, Guerra Medina em jeito d e balanço dos  trabalhos que uma missão de fiscalização fez em três ilhas do país, nomeadamente, as ilhas de “Uracan, Unhucum Grande e Pequeno.

“Espécies proibidas que encontramos na canoa dos ganeses eram tubarões, n’bumbulak e cassapa. Essas espécies são proibidas, porque estão em  extinção  e também porque são espécies de estrema importância”, explicou aquele responsável.

Guerra Medina disse que o resultado dos trabalhos que efectuaram nas referidas três ilhas foi bom, e disse que  trabalharem em colaboração com a população local.

Por outro lado, o Inspector explicou que sensibilizaram as populações daquelas ilhas no sentido de abandonarem a pesca com redes proibidas,  devido o seu efeito maligno para o peixe e o próprio mar, tendo acrescentado que os mesmos ficaram satisfeitos com as recomendações, e pediram, em alternativa, outro tipo de redes.

Medina pediu o apoio do governo para solucionar a situação uma vez que a protecção da riqueza marítima conta também com a substituição da rede “atchas” por outro tipo com menos efeitos malignos.
ANG/AALS/ÂC//SG

Novo Primeiro-Ministro




“ANP pondera nomear e empossar novo primeiro-ministro”, garante Cidadãos Conscientes e Inconformados

Bissau,31 Mai 19(ANG) - O Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados (MCCI) anunciou que a Assembleia Nacional Popular (ANP), pondera nomear e empossar novo primeiro-ministro saído das eleições de 10 de Março para ultrapassar a crise política.

A intenção é revelada esta quarta-feira depois do encontro que movimento manteve com o primeiro vice-presidente de Assembleia Nacional Popular Nuno Gomes Nabiam.

Á saída do encontro no hemiciclo guineense, o presidente do Movimento MCCI, Sana Cante, afirmou que o encontro visava exigir Assembleia Nacional Popular a convocação da sessão parlamentar a fim de “efectivar a nomeação e conferir posse ao novo chefe do governo que segundo o qual teve aceitação por parte da ANP”.

Cante, destaca por outro lado que acredita que o acto terá lugar a curto prazo ou seja, a menos de um mês assim como na substituição do presidente da República que terminará o mandato 23 do próximo mês.

Em relação a situação do parlamento que continua dividido em dois grandes blocos, o líder do Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados considera que “não existe o empasse na ANP” por isso está legitimada a actual direcção da casa do povo.

Recorde-se que o parlamento contínua dividido em dois grandes blocos, um, que inclui o PAIGC, a APU-PDGB, a União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia, com 54 deputados, e outro, que reúne o Madem-G15 e o PRS, com 48 deputados.ANG/Rádio Sol Mansi

Israel


                 PM  sem governo avança para legislativas em setembro
Bissau, 31 mai 19 (ANG) - Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, não conseguiu formar um governo de coligação que vinha negociando desde a sua vitória nas legislativas de abril e teve que avançar para novas eleições antecipadas para 17 de setembro.
Aliás o próprio Parlamento votou igualmente a sua própria dissolução depois dum debate muito crispado, e preferiu provocar novas eleições  legislativas no país, após o escrutínio de 9 de abril.
Os israelitas vão assim voltar à urnas a 17 de setembro depois deste fracasso quer do primeiro-ministro, quer do Parlamento.
É que o Parlamento votou  quinta-feira de manhã a sua própria dissolução  e pediu novas eleições antecipadas depois dum dia de debates crispados e debaixo de gritos de "Isto é uma vergonha !" lançados pela oposição.
Mas, sobre Netanyahou, tratou-se duma rara derrota de um primeiro-ministro, vaidoso e fogoso, no poder, ininterruptamente, desde 2009, e mais de 13 anos, se contarmos um precedente mandato.
Este fracasso ilustra a vulnerabilidade do primeiro-ministro cessante tido como imbatível mas fragilizado por suspeições em 3 casos de corrupção.
O  fiasco fragiliza igualmente a iniciativa da administração Trump para resolver o conflito israelo-palestiniana.
O governo americano deve divulgar até fins de junho a vertente económica do plano.
Washington pode depois avançar com a integralidade do plano em plena campanha israleita?, perguntam analistas que duvidam, dizendo que o plano israelo-palestiniano dos americanos está em risco. 
Por seu lado, sem evocar explicitamente o plano, o presidente Trump, que multiplicou apoios a Netanyahou, fez mais uma incursão na cena israelita.
Os  israelitas “estão de volta às urnas. É uma pena", declarou, Trump, elogiando mais uma vez Netanyahu, dizendo, que é "um homem fantástico".
Na mesma altura, o seu genro e conselheiro, Jared Kushner, arquitecto do plano americano para uma paz israelo-palestiniana, encontrava-se com Netanyahu, em Jerusalém, terceira etapa dum périplo regional.
Ocasião para o primeiro-ministro, Benjamim Netanyahou, declarar que o  "pequeno incidente" referência à impossiblidade de formar governo, não vai impedir os dois países de continuarem a trabalhar juntos. ANG/RFI

Sociedade Civil


“A escola deve ser a cara que representa o país”, diz o Director Executivo da ANADEC

Bissau, 31 mai 19 (ANG) – O Director Executivo da Acção Nacional para o Desenvolvimento Comunitário (ANADEC), Iancuba Indjai disse que a escola deve ser a cara que representa o país porque aí é que se desenvolve as inteligências e competências.

Iancuba Indjai que falava quinta-feira na cerimónia da abertura do 2º ateliê sobre Controlo Social das Políticas Públicas e Trabalho em Rede, do Projecto “Bô Bin Sibi”, disse que é importante e urgente que o governo  e  as organizações da sociedade civil invistam no sector da educação e reflitam sobre a qualidade do ensino que as crianças vão receber, porque, senão, vão estar a criar falsas expectativas para o país.

"Se o país não está a investir na educação, com certeza vamos ter uma sociedade turbulenta, analfabeta que não vai conseguir desenvolver-se em nada. Hoje temos sinal visível a nível dos políticos que na sua maioria não tem bom nível de instrução e de profissão, por isso, o problema que pode ser resolvido num instante leva muito tempo, porque não estão preparados", disse Indjai.

O activista disse ainda que as infra-estruturas escolares precisam de investimento, tanto a nível humano assim como material, considerando que o ensino está fraco porque há falta de capacitação para educadoras, professores, e fraca actuação da inspecção, acrescentando que sem essa capacitação vai ser difícil a implementação do ensino de qualidade.

Aquele responsável culpou o governo pelos  fundos irrisórios  disponibilizado ao Ministério da Educação pelo Orçamento Geral do Estado, justificando que a nível do pré-escolar o executivo só assumiu 25 por cento, os restos ficam para organização da sociedade civil e as iniciativas comunitárias, que segundo ele, é um fardo pesado para as organizações. 

Por seu turno, o Coordenador Nacional da Associação de Solidariedade Internacional (ESSOR), Romuald Djite informou que a sua organização está a desenvolver um novo curso de animador comunitário em parceria com outras organizações como Humanité Inclusion (Humanidade Inclusão Universal) ,destinados aos 15 jovens, e que os outros 100  estão a beneficiar de formação profissional na área de atendimento, cabeleireiro  entre outras.

Disse que depois da  formação essa organização vai fazer lobbys para que esses jovens consigam  emprego.

Revelou  que vai começar daqui a um mês, um projecto  que vai englobar a Guiné-Bissau, Tchad e Moçambique e que vai ter uma vertente de apoio aos jovens.

O referido projecto, segundo Djite, vai actuar nas duas principais vertentes: uma sobre o atendimento - orientação nos balcões de informações sociais e profissionais, que vai funcionar nos quatros bairros da capital, nomeadamente, Míssira, Belém, Bairro Militar e Cuntum Madina, e a segunda que consistirá no apoio institucional às organizações da sociedade civil.

“Antigamente, quando as pessoas vinham com seus problemas nos balcões, orientávamos para os serviços sociais que as vezes não têm a capacidade para responder aos problemas dos moradores dos bairros onde actuamos, neste momento temos uma linha financeira para responder os problemas das pessoas que não tiveram a solução nos serviços sociais”, informou Romuald Djite.

Associação de Solidariedade Internacional (ESSOR) e seu parceiro Acção para o Desenvolvimento Comunitário (ANADEC) estão a intervir nas áreas de educação, formação e inserção profissional e cidadania nos bairros de Míssira, Bairro Militar e Cuntum Madina. ANG/DMG/ÂC

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Oslo


   Primeira reunião de representantes de Maduro e Guaidó termina sem acordo
Bissau, 30 mai 19 (ANG) - Os representantes do chefe de Estado venezuelano Nicolás Maduro e do presidente interino autoproclamado Juan Guaidó discutiram quarta-feira (29), em Oslo, Noruega,a crise na Venezuela, mas o encontro terminou sem acordo
Nicolas Maduro
 “Este encontro terminou sem acordo", informou Guaidó. "Mas estamos dispostos a continuar junto" à Noruega neste esforço, destacou em um comunicado do opositor, há quatro meses reconhecido como presidente interino por cerca de 50 países.
A mediação norueguesa é impopular nas fileiras da oposição e Guaidó afirmou inicialmente que todo diálogo deve desembocar na saída de Maduro e na convocação de eleições. Mas o líder da oposição parece ter atenuado sua posição sobre a  participação de Oslo nas discussões.
"As partes mostraram sua disposição de avançar na busca de uma solução acordada e constitucional para o país, que inclui temas políticos, econômicos e eleitorais", indicou o ministério norueguês das Relações Exteriores em um comunicado.
País anfitrião do prêmio Nobel da paz e onde israelenses e palestinos negociaram os acordos de 1993, a Noruega tem uma longa tradição mediadora. Um dos exemplos mais conhecido é o do bem-sucedido processo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 2016. ANG/RFI