terça-feira, 19 de novembro de 2019

Campanha Eleitoral


Nuno Na Bian exalta importância da votação de domingo para o futuro da Guiné-Bissau

Bissau, 19 nov 19 (ANG) – O candidato do partido Assembleia do Povo Unido (APU-PDGB) às eleições presidenciais de 24 de novembro, disse que este escrutínio será determinante para o futuro do Povo guineense, por isso as pessoas devem ser capazes de escolher a pessoa que vai poder ajudar o país a sair da miséria em que se encontra.

Nuno Gomes Na Bian que falava num comício popular na cidade de Gabu, leste da Guiné-Bissau, disse que a união entre a APU-PDGB e o Partido da Renovação Social (PRS),vai lhe garantir uma  vitória no dia 24 de Novembro.

“Mas se isso não acontecer, estaremos só a espera de quem é que vai nos acompanhar na segunda-volta. Por isso queremos dizer a comunidade internacional que a nossa relação de amizade vai continuar, mas também pedimos que deixem o Povo guineense decidir nas urnas sobre quem é que querem como Presidente da República”, referiu.

Disse para a Comunidade Internacional “não tentar fabricar um chefe de Estado para a Guiné-Bissau”.

Na Bian disse que não se quer um Chefe de Estado que vem hipotecar os recursos do país, salientando que a terra é do povo, por isso os recursos que dela provem deve beneficiar ao povo não o contrário.

Ainda agradeceu ao líder do PRS, pelo apoio que lhe deu tendo se abdicado de ter um candidato presidencial.

Nuno Na Bian afirmou que foi o APU quem ajudou o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) a conseguir formar um Governo, salientando que podiam unir com o PRS e o Movimento para Alternância Democrática (Madem-G15) para formar uma maioria parlamentar.

“Mas não fizemos isso porque o PAIGC foi vencedor das eleições e não seria justo afastar o partido do poder que conquistou nas urnas, apesar de ter uma minoria para governar. Por isso, avançamos para o acordo de incidência parlamentar para viabilizar a governação”, explicou.

O político afirmou que foi traído pelos libertadores, porque deram-lhes os Ministérios mas proibiram-lhes de nomear pessoas do partido nessas instituições.

O líder da APU-PDGB recordou que durante o debate televisivo mostrou ao candidato apoiado pelo PAIGC que ele não pode ser Chefe de Estado da Guiné-Bissau, porque, segundo ele, se isso acontecer Domingos Simões Pereira será um Presidente da República pior  que José Mário Vaz.

Nuno Na Bian frisou que se for eleito Presidente vai chamar todos os outros candidatos derrotados para ouvir as suas ideias em relação ao progresso do país, tendo prometido dar igualmente um devido respeito aos régulos dando-lhes um estatuto especial como se verifica noutros países da sub-região.

Por seu turno, o líder dos renovadores Alberto Nambeia agradeceu aos apoiantes que compareceram em massa no comício, tendo pedido uma votação massiva no candidato que o PRS apoia, ou seja, em Nuno Na Bian. 


ANG/MSC/ÂC//SG

Campanha Eleitoral


Domingos Simões Pereira apela população de Calequisse para votar no projecto que visa progressão do país

Bissau, 19 Nov 19 (ANG) - O candidato às eleições presidenciais suportado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) apelou  segunda-feira à população do sector de Calequisse, região de Cacheu, à votar no projecto que possa promover o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Domingos Simões Pereira fez o referido apelo durante o seu comício de campanha eleitoral naquela zona norte do país  para as eleições presidenciais prevista para o dia de 24 do corrente mês.

“Não podíamos deixar de estar cá hoje, porque para nós é fundamental esclarecer as dúvidas que possam existir nas cabeças de muitas pessoas. O sector de Calequisse tal como outras partes da Guiné-Bissau também pertence a nação guineense e por isso, cá estamos para mostrar os nossos projectos e para contar com vocês na progressão desse querido país”, disse o candidato Domingos Simões Pereira.

Acrescentou que os guineenses jamais devem permitir que as situações étnicas ou os laços parentescos influenciem as suas decisões no que concerne ao voto, e frisou que um simples voto tem o peso de decidir o destino de um país e de um povo.

O candidato disse  que espera que no dia 24  as pessoas irão votar para ter um ensino educacional de qualidade, hospitais com condições adequados, acesso à água potável, electricidade, para ter estradas em boas condições entre outros bens.

“Fiquei emocionado e satisfeito com o procedimento da população do sector de Calequisse, porque me receberem sem olhar para outros detalhes. Isso significa que realmente entendem o sentido do bem-estar comum e que têm a noção de que o tribalismo não é fundamental para o progresso de um país”, disse.

Simões Pereira afirmou que a Guiné-Bissau é feita de um único povo que é guineense e que os grupos sociais não podem e nem devem desviar o sentido da palavra Povo, tendo sublinhado que os guineenses são iguais perante a lei e que, por essa razão, cada um deve gozar da sua liberdade e dos seus direitos sem qualquer tipo de interferência ou imposição.

Apelou as pessoas à não votarem pelo candidato, mas sim para acabar com a injustiça no seio dos guineenses, tendo justificado que não é justo um certo grupinho estar a gozar dos privilégios enquanto outros sofrem de fome e falta de meios para viverem as suas vidas de forma tranquila.

As mulheres de Calequisse, num gesto de solidariedade, ofereceram  o pano tradicional  “pano di pinti” à esposa do Simões Pereira “para que venha a ser a mãe dos guineenses”, caso o seu marido venha a ser vencedor das eleições presidenciais.

ANG/AALS/ÂC//SG


segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Campanha eleitoral


        Líder do PCD promete incentivar investimento no sector educativo

Bissau,18 Nov 19(ANG) – O candidato do Partido da Convergência Democrática às eleições presidenciais de 24 de Novembro disse que, se for eleito chefe de Estado, irá usar a sua influencia junto do Governo para incentivar investimento no sector educativo.

“Hoje é mais um dia de alegria para mim, porque não é a primeira vez que estou a proceder a entrega de carteiras. Já fiz o mesmo acto em todas as regiões do país com a excepção das Ilhas de  Bijágós”, afirmou no sábado, Vicente Fernandes no acto de entrega de carteiras às duas escolas primárias do sector de Pitche, região de Gabú, leste do país, no quadro da campanha eleitoral.

Aquele político sublinhou que o seu partido, em termos materiais, não tem muita coisa para oferecer às populações, mas que  têm um instrumento fundamental para uma pessoa humana, que é a escola.

“Digo isso porque se as crianças forem à escola serão pessoas capazes no futuro, munidos de competências e sabedoria para desenvolver o país”, disse, acrescentando que “isso é o desiderato almejado pelo PCD”.

Vicente Fernandes sublinhou que, quem tem a escola, não é fácil ser enganado e nunca será aliciado por políticos para votar em contrapartida de afinidade étnica.

Afirmou que qualquer pessoa intelectual vai perceber que o seu voto será para o projecto credível para o progresso do país ou seja para a construção de  fábricas, energia eléctrica, estradas, educação, saúde entre outros, salientando que é essa luta que o PCD está a fazer.

“Não devemos votar nos políticos com base em afinidade étnica, ou religiosa”, avisou, frisando que a educação é o maior instrumento de desenvolvimento de um país.

Vicente Fernandes disse que, se for eleito Presidente da República, a sua primeira missão vai ser trabalhar para trazer a paz e estabilidade aos guineenses.

“Nos últimos cinco anos, o José Mário Vaz tentou dividir a raça e religião. Se eu for eleito Presidente da República todos serão iguais perante a Lei e vamos respeitar os usos e tradição de qualquer cidadão”, prometeu.

O líder do PCD declarou que se vencer as eleições presidenciais de 24 de Novembro, será o garante da estabilidade porque irá aplicar as leis no país e meterá na cadeia todos os traficantes de droga e vai acabar com a impunidade.

“Todos os guineenses, ricos ou pobres terão que ter acesso aos tribunais, porque o maior estrangulamento da justiça no país é que as pessoas pobres não têm acesso à justiça porque não têm dinheiro para pagar”, criticou o líder do PCD.ANG/ÂC//SG

Campanha eleitoral


Carlos Gomes Júnior lamenta insuficiência de estabelecimentos de saúde e  ensino no interior do país

Bissau,18 nov 19 (ANG) – O candidato independente às presidenciais de 24 de Novembro, Carlos Gomes Júnior lamentou, no domingo, na região de Bafatá, leste do país, a insuficiência de estabelecimentos sanitários e do ensino, sobretudo no interior do país.

Num comício de campanha eleitoral naquela região, Gomes Júnior disse estar triste por aquilo que viu nas deferentes regiões do país que já visitou no âmbito de caça ao voto, ou seja “um estado da degradação progressiva das regiões e a falta de emprego para juventude guineense”.  

Por isso, o candidato pediu aos eleitores de Bafatá para votarem nele, para que possa ajudar o executivo a solucionar os problemas levantados pela população, relativamente a falta de escolas e de hospitais, entre outros. 

O Presidente do partido Movimento Patriótico Guineense(MPG), José Paulo Semedo,  que apoia a candidatura de Carlos Gomes Júnior,  disse que o Presidente da República é aquele que promove o entendimento entre os órgãos da soberania e quando há problema é o primeiro a defender a Constituição e fiscalizar se todos estão a observar as leis do país.

Semedo acrescentou que é defensor da justiça, dando exemplo que, se alguém for apanhado ou se houver um caso de morte e o Ministério Público, enquanto titular da acção penal, não avançar com a abertura do inquérito para apurar as causas, o Presidente da República insta a referida instituição a prosseguir com averiguação para que os envolvidos sejam traduzidos à justiça.

José Paulo Semedo disse que o candidato independente  Carlos Gomes dispõe dessas características que indicou.

Afirmou que Carlos Gomes Júnior vai ser Presidente de todos os guineenses caso venha ser eleito para as referidas funções e que não vai derrubar nenhum executivo, por respeito à Constituição da República e à vontade popular expressa nas urnas.

Disse que é o candidato da Unidade Nacional, porque, por exemplo se passar à segunda volta do escrutínio com Umaro Sissoco Embalo, os militantes do PAIGC vão votar nele e se for com o Domingos Simões Pereira, os militantes do MADEM-G15 escolherão igualmente o Carlos Gomes.

Para além disso, assegurou que Cadogo Júnior pretende ser Presidente Conselheiro do Governo, ajudando-o a fomentar o desenvolvimento através da implementação do programa de governação, e aquele que solidariza com o povo em caso de algum desastre natural.
Em nome da juventude de Bafatá, Lassana Sanhá disse que votar por camisola, motorizada ou qualquer outros materiais significa hipotecar o futuro do país durante cinco anos, e que por isso aconselha aos jovens a votarem no candidato independente, Carlos Gomes Júnior, para que o Governo possa fazer mais e melhor.

Justificou o pedido de voto para Carlos Gomes pelo trabalho que fez enquanto primeiro-ministro.

Cadi Coiate exortou às mulheres da região de Bafatá a votarem massivamente no candidato Carlos Gomes, para que os seus filhos possam frequentar as aulas com normalidade, sem paralisações.

A camapanha eleitoral que envolve 12 candidatos termina sexta-feira, 22 de novembro. ANG/LPG/ÂC//SG

Presidenciais/2019


Representantes dos candidatos lamentam falta de condições financeiras para  acompanhamento do processo eleitoral

Bissau, 18 Nov 19 (ANG) - Os representantes dos candidatos para as eleições presidenciais de 24 do corrente mês para região de Oio lamentaram este fim-de-semana a falta de condições financeiras para o acompanhamento do processo eleitoral. 

A referida situação foi revelada pelo porta-voz dos referidos representantes Edmerson António da Silva em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné(ANG).

“Já estão sete representantes dos partidos políticos na região de Oio e faltam cinco, se calhar poderão estar cá até amanhã. O certo é que não temos  dinheiro para manter o nosso sustento aqui, porque não recebemos nada por parte da Comissão Nacional de Eleições (CNE) que anteriormente dava um subsídio de 250 mil fcfa mensal para cada representante”, informou.

Acrescentou que o Presidente de Comissão Regional de Eleição da região de Oio informou que a CNE não vai poder dar o subsídio habitual por motivo de falta de financiamento para o efeito.

“Estamos aqui por enquanto, mas não sabemos até quando vamos suportar porque não temos dinheiro para alimentação e muito menos para alugar um sítio para residir, e é óbvio que não poderemos continuar desse jeito”, lamentou o porta-voz.

Questionado se os seus partidos não lhes deram  dinheiro para as suas despesas diárias, respondeu que a CNE é que habitualmente dava o subsídio para os representantes dos partidos políticos.

Por sua vez, contactado pela ANG, o Presidente de Comissão Regional da Região de Oio Amadú Dabó confirmou que a CNE não distribuiu  subsídio aos representantes dos candidatos por  não ter  financiamento para tal.

Sublinhou que, se no caso vierem a ter um financiamento para custear as despesas dos referidos representantes, farão isso com todo o prazer.

“A comunidade internacional incluía sempre nos seus orçamentos o subsídio para representantes dos candidatos, só que infelizmente nestas eleições presidenciais isso não aconteceu. A Comunidade Internacional deixou claro que cada candidato passará a suportar os custos da pessoa que lhe representa”, explicou.

Dabó apela  aos candidatos no sentido de colaborarem para que o processo possa ser um sucesso e explicou que infelizmente a CNE, até aquele momento, não estava  em condições de dar subsídios aos representantes dos candidatos.  ANG/AALS/ÂC//SG

Defesa e Segurança


Ministro Luís Melo pede a militares para não se deixar serem aliciados por políticos

Bissau, 18 nov 19 (ANG) – O ministro da Defesa e Combatentes da Liberdade da Pátria, Lís Silva de Melo pediu sábado  aos militares que não se deixem aliciar por políticos nesta recta final da campanha eleitoral.

Quero, aqui, em nome do governo, apelar às Forças Armadas a prosseguirem o cumprimento das suas atribuições constitucionais, não cedendo a nenhuma tentativa de distracção ou aliciamento, mas mantendo-se firmes e fiéis aos seus desígnios”, disse.

Por sua vez, o chefe das Forças Armadas , Biague Na Ntan, pediu ao Governo para confiar nos soldados e garantiu que os militares estão submetidos à Constituição, pelo que nunca mais irão realizar golpes de Estado.

Vamos respeitar a Constituição da República, submetermo-nos ao poder político. Posso-vos garantir, tranquilizem ao povo da Guiné-Bissau. A partir de hoje nenhum militar vai sair à rua para fazer golpe de Estado”, disse o general Na Ntan.

O responsável militar acrescentou que as suas palavras também se dirigem à comunidade internacional, nomeadamente aos elementos das Nações Unidas e da força de manutenção de paz da África Ocidental (Ecomib), estacionada na Guiné-Bissau desde 2012, na sequência de um golpe de militar.ANG/RFI
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Presidenciais 2019


Japão disponibiliza cerca de 405 milhões de francos cfa para as presidenciais

Bissau, 18 nov 19 (ANG)  - O Governo japonês colocou a disposição das autoridades guineenses um apoio financeiro no valor de  81 milhões de ienes que correspondem a cerca de 405 milhões de francos cfa, para  despesas inerentes às eleições presidenciais previstas para o próximo dia 24 de novembro.

Segundo a CNE, o acordo para o efeito foi assinado sexta-feira em Dacar, no Senegal entre o embaixador nipónico residente naquele  país vizinho, Tatsuo Arai e o representante do PNUD em Bissau,  Tjark Marten Egenhof.

A Comissão Nacional de Eleições indicou na sua pâgina oficial no facebook que as autoridades japonesas haviam concedido ao governo da Guiné-Bissau um donativo financeiro no valor de 550 milhões de francos cfa(110 milhões de ienes) para as legislativas realizadas em março passado.

A campanha eleitoral para o escrutínio de 24 de novembro cumpre hoje o seu 15º dias, e os 12 candidatos se desdobram em acções de caça ao voto por todo o país.

O candidato José Mário Vaz foi sexta-feira o grande ausente do segundo debate televisivo entre os candidatos, durante o qual o candidato, Gabriel Fernandes Indi, apoiado pelo Partido Unido Social Democrata(PUSD) deixou a imagem de estar melhor preparado para o cargo em disputa, à luz das respostas que deu sobre questões colocados pelos jornalistas e a plateia aos candidatos participantes no debate.

A título de exemplo, observadores contactados pela ANG indicaram a resposta sobre a estratégia para se combater a corrupção, em que Indi defendeu uma legislação que permita ao Procurador-geral da República, na qualidade de detentor de acção penal, exercer um mandato de cinco anos, em vez de um exercício na dependência da conveniência do  Presidente da República, tal como acontece actualmente.

O referido debate colocou lado à lado, os candidatos Baciro Dja, da FREPASNA, Idriça Djalo, do PUN, e Gabriel Fernandes Indi, do PUSD.

No próximo debate, previsto para o próximo dia 21, estarão frente à frente, Carlos Gomes Júnior, Umaro Sissoco Embaló, Yaya Djaló e Vicente Fernandes. ANG/SG


Campanha de Educação Cívica


“Apesar da redução  de animadores cívicos, o processo está tendo sucesso”, diz a Coordenadora para região de Oio

Bissau, 18 Nov 19 (ANG) - A Coordenadora de Campanha de Educação Cívica para região de Oio revelou este fim-de-semana que apesar da redução de  animadores cívicos, o processo está tendo sucesso naquela localidade que coordena, devido ao novo método de trabalho  implementado.

Adama Binta Djaló falava em entrevista exclusiva à Agência de Noticias da Guiné(ANG) sobre a evolução da Campanha de Educação Cívica iniciado a 02 de novembro mas com um  número bastante reduzido de animadores.

Segundo Adama Baio o número de animadores reduziu-se de 130 para 16, devido a falta de verbas.

 “Posso afirmar que apesar da redução  estamos tendo sucesso no nosso trabalho de informar e sensibilizar a população em  matéria de eleições, porque andávamos porta a porta, e  desenvolvemos a técnica de passar as informações aos  chefes de tabancas, líderes religiosos e às crianças nas escolas. Essas entidades mais tarde espalham as mesmas informações aos restantes membros das comunidades”, explicou.

Sublinhou que dispõem de quatro carros para os seus trabalhos e que os mesmos foram divididos por 05 sectores que compõem a região de Oio ou seja uma para cada sector excluindo os sectores de Nhacra e Mansoa, cujos animadores partilham a mesma viatura, devbido a proximidade entre essas localidades.

A Comissão Nacional de Eleições trabalhava com cerca de 1000 animadores cívicos para cobrir o território nacional  mas  actualmente só estão a trabalhar com cerca de 132 ,por alegada falta de meios financeiros.  ANG/AALS/ÂC//SG



Campanha eleitoral


Baciro Dja promete resgatar e dignificar a credibilidade do país, caso for eleito Presidente da República

Bissau, 18 nov 19 (ANG) – O candidato suportado pelo partido Frente Patriótico para a Salvação Nacional (FREPASNA), Baciro Dja prometeu resgatar e dignificar  a credibilidade do país, caso for eleito Presidente da República, no dia 24 de novembro. 

Em entrevista exclusiva à ANG após o comício popular na seção de Morés sector de Mansaba região de Oio, na sexta-feira, Djá disse que a Guiné-Bissau tem que saber defender o seu interesse e definir quem são os seus aliados naturais e de circunstâncias.

“Pensamos que isso é extremamente importante para podermos, de facto, consolidar a nossa soberania, independência e integridade territorial”, informou.

Baciro Dja frisou que é preciso que a Guiné-Bissau tenha voz, com dignidade, no concerto das nações sobretudo na organização subregional, uma voz que  defenda a soberania do país., prometendo assim trabalhar a diplomacia externa. 

Prometeu que enquanto comandante em chefe das Forças Armadas, colaborar com o governo para a conclusão do projeto de reforma no setor da Defesa e Segurança iniciado quando era o primeiro-ministro, a fim de poder impulsionar a reforma profunda na administração pública.

“Quando temos um Estado com esses elementos é que podemos almejar um Estado social. E um Estado social não pode se resumir num Estado parternalista”, refiriu Dja.

Garantiu usar sua magistratura de influência junto do governo, e uma diplomacia económica para poder criar riquezas através da agricultura e agro-indústria.

“A Guiné-Bissau não pode s aslariado ternalista onde hta social tos do quando era o primeiro-ministro.___________________________________________________er um Estado paternalista que tem assalariados onde a maioria das despesas do país vai para pagar salários. Temos que criar riqueza e isso deve ser na base de agricultura e agro-indústria e na criação de emprego”, disse Baciro Dja.

O candidato prometeu trabalhar para que o país tenha uma educação de qualidade porque no seu entender, não há nenhum Povo livre se não ser culto, acrescentando que é preciso dar aos guineenses oportunidades de estudar sobretudo mulheres que é a  maioria da população.

Considerou de grave, o uso de símbolos religiosos e étnicos utilizados por alguns candidatos, que segundo ele, visa tirar proveito étnico no voto, justificando que quando as pessoas estão a agarrar a identidade coletiva é porque têm medo de perder a identidade individual.
“Esses candidatos estão a trazer aspetos religiosos e étnicos. Quando colocaram esses símbolos que não são seus hábitos, neste sentido estão a chamar a atenção de alguma religião ou etnia, aquilo que dizemos projeto de identificação projetiva” ,disse.

O igualmente líder da FREPASNA disse que o problema entre o José Mário Vaz e Domingos Simões Pereira são assuntos meramente pessoais e de clientelismo político, sublinhando que pretende ter um debate entre ele e os dois “para poder esclarecer algumas situações para que o povo tire ilações”.

Salientou que a sua luta política não é só para ir buscar o poder ou dinheiro, mas sim que é ideológica, de convição, valores e princípios, justificando que são esses valores que lhe difere de muitos dirigentes.

Acusou o governo liderado por Aristides Gomes de ter trazido os brasileiros, a fim de fazerem o apuramento dos resultados das presidenciais marcadas para 24 de novembro na Comissão Nacional das Eleições (CNE), acusando igualmente ao PAIGC de ter pessoas do seu Gabinete Estratégico nas Comissões Regionais de Eleições (CREs) e no Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE).

Baciro Djá acrescentou ainda que os guineenses compreendem que essas eleições presidenciais são cruciais para a vida de todos e para estabilização do país e do Estado, por isso pede aos eleitores para votarem “no candidato que tem mais cultura de Estado e mais experiência política”. ANG/DMG/ÂC//SG

Angola


               Adalberto da Costa Júnior é o novo presidente da UNITA

Bissau, 18 nov 19 (ANG) - Adalberto da Costa Júnior é o novo presidente da UNITA e  foi o mais votado no Congresso do partido realizado sexta-feira, 15 de Novembro, em Viana, arredores de Luanda.

 Alcides Sakala, porta-voz do movimento, foi o segundo mais votado.
O até agora deputado e presidente do grupo parlamentar da UNITA é militante do partido desde 1975.

Nascido em 1962 no Huambo ele formou-se em Engenharia electrotécnica, pelo Instituto superior de engenharia do Porto e torna-se, desta feita, no terceiro presidente da UNITA.

Ele vai suceder a Isaías Samakuva que dirigiu o partido nos últimos 16 anos.

Segundo o site Clube K Júnior terá obtido percentagens acima dos 60.

Das 10 mesas de voto Alcides Sakala terá vencido apenas na mesa número 9.
Os 1 150 delegados da UNITA (União nacional para a independência total de Angola) elegiam o sucessor de Samakuva.

Este tinha sucedido a Jonas Savimbi na presidência do movimento, o fundador do partido que morreu em combate em 2002.

Savimbi fundou a UNITA em 1966, o partido conhece, assim, o seu terceiro presidente.
Disputavam esta eleição também Alcides Sakala, porta-voz, Raúl Danda, vice-presidente, o deputado José Pedro Katchiungo e o general Abílio Kamalata Numa.

O grande desafio de Costa Júnior será, agora, garantir a união do partido na perspectiva dos próximos embates eleitorais, a começar pelas anunciadas primeiras eleições autárquicas, agendadas oficialmente para 2020. ANG/RFI


Política


Primeiro-ministro considerou “sem fundamento” críticas sobre reforço das forças da Ecomib

Bissau, 18 nov 19 (ANG) – O Primeiro-ministro considerou “sem fundamento” as críticas que o Partido da Renovação Social e alguns candidatos presidenciais fazem em relação a decisão da CEDEAO de reforçar o contingente das forças de Interposição para manutenção da Paz e Segurança (ECOMIB) em missão no país desde 2012.

Aristides Gomes falava à imprensa depois de uma reunião como os chefes de Estado-maior general das forças armadas de Niger, Nigéria, Senegal e Togo que se encontram em missão da CEDEAO em Bissau.

O PRS diz em conferência de Imprensa que a iniciativa será considerada “Declaração de guerra” , e um dos seus dirigentes, Artur Sanhá, lançou recentemente, no quadro dos protestos contra CEDEAO, o que  chamou de “Movimento contra Colonização”, com alegações de haver “intenções escondidas” de pessoas interessadas na exploração das riquezas guineenses.

“Não deve haver um mito à volta do reforço de soldados da Ecomib. Nós temos eleições”, declarou Aristides Gomes, realçando que aquela força apenas irá reforçar o seu contingente para apoiar a segurança às presidenciais do dia 24 de novembro.

O chefe do governo refutou as críticas, segundo as quais o reforço de soldados da Ecomib(o PRS fala em 1800 militares) teria como finalidade “ subjugar as forças armadas” guineenses e frisou que cabe ao governo velar pela segurança do país, sobretudo no momento  das eleições.

“Não se pode dar ao luxo de prescindir da colaboração institucional e legal dos irmãos da CEDEAO e vizinhos que querem ajudar a Guiné-Bissau a ultrapassar o ciclo de violência”, fundamentou Gomes.

Na sequência do golpe de Estado de 2012, a CEDEAO instalou no país a Ecomib composta de cerca de 600 homens, que garantem segurança as instituições governamentais e titulares de órgãos da soberania.

A decisão de reforço do contingente militar da Ecomib em Bissau foi tomada na última reunião de Chefes de Estados e de Governos de países da CEDEAO, realizada a 8 de novembro, em Niamey, no Niger.

O encontro analisou a crise política guineense despoletada com a demissão” inconstitucional” do governo dirigido por Aristides Gomes, pelo presidente Interino e candidato presidencial, José Mário Vaz.ANG/SG


sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Presidenciais 2019


Presidente da República cessante recebe chefes das forças armadas da CEDEAO

Bissau, 15 nov 19 (ANG) – O Presidente da República cessante recebeu hoje em audiência, os Chefes de Estados-maiores das Forças Armadas do Níger, Nigéria, Togo que se encontram no país no âmbito de uma missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

À saída da audiência os chefes de Estado-Maior General das Forças Armadas de países da  CEDEAO não prestaram  declarações à imprensa.

Os três chefes militares da CEDEAO estão no país desde sábado para dar a conhecer ao Chefe de Estado cessante da Guiné-Bissau e candidato às eleições presidenciais de 24 de Novembro José Mário Vaz das decisões saídas na recente Cimeira Extraordinária, da organização realizada em Niamey(Níger), sobre a actual situação política na Guiné-Bissau.

Nesta cimeira a CEDEAO decidiu reforçar a sua missão militar na Guiné-Bissau (ECOMIB) “para acompanhar e garantir que as eleições presidenciais de 24 de novembro sejam livres, justas e transparentes.

Esta decisão é  criticada pelos partidos de oposição e alguns candidatos às eleições presidenciais de 24 de mês em curso.

Entretanto, Seis chefes de Estado da CEDEAO chegam sábado à  Bissau para analisar a situação política vigente no país.ANG/LPG/ÂC//SG
  

Campanha eleitoral


Úmaro Sissoco Embaló promete  estabilidade política no país caso for eleito Presidente da República

Bissau, 15 Nov 19 (ANG) – O candidato do Movimento para Alternância Democrática MADEM G15, às eleições presidenciais de 24 de Novembro, prometeu aos populares de Sector de Canchungo, trabalhar para garantir a estabilidade e o respeito à Constituição, caso for eleito Presidente da República.

Sissoco Embalo, que falava quinta-feira num comício da campanha eleitoral perante milhares de populares vindo de diferentes secções que compõe aquele sector nortenho, disse que se for eleito novo Chefe de Estado da Guiné-Bissau, no dia 24 de Novembro, vai criar uma política facilitadora para permitir que os filhos de Canchungo e de outras secções emigrantes na Europa  possam regressar para investirem nas suas próprias comunidades.

Acrescentou  que a Guiné-Bissau precisa de cooperar com os seus parceiros para poder desenvolver, mas não trazendo outras forças estrangeiras como se o país estivesse em guerra.

“As nossas Forças Armadas foram humilhadas durante alguns anos que passaram, entretanto, convido-os a se demitirem das suas funções como oficiais, já que o governo da Guiné-Bissau não tem  confiança de permitir que garantem a segurança ao país”, sustentou o candidato.

Por seu turno, o Coordenador de Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15) Braima Camará, que pela primeira vez tomou parte e usou de palavra na campanha eleitoral de Umaro Sissoco Embaló, pediu aos populares de Sector de Canchungo, a confiarem em Umaro Sissoco Embaló, na qualidade de “candidato jovem que apresenta melhores condições para conduzir o país”.

Braima Camará realçou por outro lado que o momento é de grande responsabilidade, e que é preciso que os eleitores coloquem as suas mãos na consciência.

“Porque está em causa as grandes conquistas de combatentes de liberdade da pátria, e a vontade do povo, assim como a liberdade de expressão, a justiça, saúde e educação. Acima de tudo, está  em causa, a honra de povo guineense que tem a ver com a sua soberania”, vincou.

Braima Camará apelou entretanto aos guineenses para irem votar massivamente no dia 24 de Novembro no candidato jovem como Umaro Sissoco Embalo, para mais tarde salvar o país dos riscos que indicou atrás. ANG/LLA/ÂC//SG