sexta-feira, 15 de abril de 2016

Ensino Público



MEN divulga documento orientador da reforma no ensino básico
Bissau 15 Abr 16 (ANG) O Ministério da Educação Nacional (MEN) procedeu hoje a divulgação do documento orientador da Reforma Curricular do Ensino Básico (RECEB), da autoria do Instituto Nacional para Desenvolvimento da Educação (INDE) durante o encontro do Grupo Local da Educação (GLE).
Na abertura da reunião, a ministra da Educação Nacional, disse que os currículos do ensino básico não são actualizados desde os anos 90, mesmo depois da aprovação da lei de base do Ensino em 2011, que determinou os nove anos de escolaridade básica.
“Iniciou-se uma vez, mas depois, com os vários solavancos sociopolíticos, as reformas nunca chegaram a ser concluídas”, lamentou Maria Odete Semedo.
A ministra disse que no quadro desta reforma, o governo rubricou parcerias com a Fundação Caluste Gulbenkian, a Parceria Mundial para a Educação, o UNICEF e a Universidade do Minho.
 “Durante cinco dias num retiro em Canchungo fizemos um trabalho conjunto de balanços, correcções e revisões e neste momento os documentos estão prontos aguardando o despacho da ministra para a sua legalização ao nível de todo o ensino básico”, afirmou Odete Semedo.
Segundo a ministra, está igualmente pronto, o parâmetro curricular do ensino básico de 1 à 9 anos de escolaridade e neste momento está-se a fazer um trabalho de faseamento.
 “ A par disto estamos a trabalhar sobre os manuais escolares com alguns parceiros que nos prometem apoios na formação dos nossos técnicos, no domínio de elaboração de documentos e revistas ”, garantiu a ministra.
As inovações inseridas neste novo projecto curricular têm a ver com questões como a educação para a cidadania, educação ambiental, saúde sexual reprodutiva, as artes e educação musical, entre outras.
O Grupo Local da Educação (GLE) é uma organização que congrega todos os parceiros do sector do ensino. ANG/FGS/SG

Pós-Kadhafi



Líbia necessita de "Plano Marshall" para sua reconstrução

Bissau, 15 Abr 16 (ANG)- A Líbia necessita de um "Plano Marshall" para a sua reconstrução econômica, declarou quinta-feira o vice-presidente do Conselho Presidencial do Governo de União Nacional líbio, Moussa Koni.

Koni falava depois do lançamento, na capital tunisina, de um Fundo de estabilização da Líbia que recebeu uma contribuição de 20 milhões de dólares americanos de países doadores.

O Fundo foi lançado sob iniciativa do Governo de União Nacional, apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela comunidade internacional em geral.

Beneficiou de contribuições da Alemanha, que prometeu 10 milhões de euros para dois anos, dos Estados Unidos (dois milhões de dólares para o primeiro ano), da Itália (dois milhões de euros para o primeiro ano), do Reino Unido (um milhão de dólares para o primeiro ano), do Qatar (dois milhões de dólares americanos), da Noruega (um milhão de dólares americanos) e da Suíça (250 mil dólares americanos).

Num tweet na sua conta pessoal, o vice-presidente do Conselho Presidencial indicou que a Líbia necessita dum projecto global que injecte grandes fundos para a sua reconstrução.
Saudou os altos responsáveis pela Iniciativa da reunião na Tunísia com vista ao apoio internacional às prioridades do Governo de União Nacional.

Segundo Koni, este encontro realizou-se num momento crítico da Líbia a níveis político, de segurança e económico, assegurando estar consciente da grande responsabilidade e da natureza dos desafios, sobretudo no que diz respeito ao contexto político e social muito complexo, bem como às condições económicas e financeiras críticas.

O "Plano Marshall" é um projecto económico, que foi lançado para a reconstrução da Europa depois da Segunda Guerra Mundial, desenvolvido pelo general George Marshall, na altura chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas dos Estados Unidos.ANG/Angop

EAGB


ACOBES  insurge contra aumento de tarifas de luz e água

Bissau, 15 Abr 16 (ANG) – O Presidente da Associação de Consumidores de Bens e Serviços (ACOBES), exigiu ao Governo a suspensão do aumento das tarifas da luz e água, anunciada recentemente pela Empresa de Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB).

Fodé Caramba Sanhá que falava hoje em conferência de imprensa disse que esse aumento  vai agravar  ainda mais o custo de vida das pessoas, e terá  consequências sociais e económicas  desastrosas.

O Presidente da ACOBES disse que a EAGB teria beneficiado de 6 mil milhões de francos CFA para reestruturação e reforma da rede de transformação de energia eléctrica de forma a minimizar as perdas, mas este montante, segundo Caramba Sanha, foi mal
gerido. "Talvez por isso pretendam repor este dinheiro à custa dos bolsos dos clientes.

“Perante estes factos e mais outros, a direcção da empresa EAGB, não tem moral para, unilateralmente, proceder a qualquer reajuste estrutural  no sector da energia e águas “, disse.

Para o presidente da ACOBES, os preços da água e luz deviam ser reduzidos, “porque o preço por barril do petróleo, a nível do mundo, reduziu-se e esta a  ser comercializado por 60 dólares.

O Presidente da Acobes defende, para a recuperação dos 6 bilhões de FCA mal parados, a criação das condições de importação e conservação avultada de combustível fuel para produção, a baixo custo e o congelamento dos subsídios dos funcionários, aguardando os bons momentos da empresa. 

ANG/MSC/JAM

Cooperação Guiné-Bissau/UE


Ministério da Comunicação Social recebe materiais de escritório 

Bissau, 15 Abr 16 (ANG) – O Ministério da Comunicação Social recebeu hoje, materiais informáticos e mobiliários doados pelo  Projecto da Uniao Europeia de  Apoio aos Autores Não Estatais  (UE-PAANE).

Durante a cerimónia de entrega, o Ministro da Comunição Social agradeceu a ajuda e realçou as acções desenvovidas
pela UE-PAANE durante cinco anos, sobretudo no dominio de  formaçao dos jornalistas e do pessoal da Administração Pública, em prol da boa governação e na promoção do diálogo, com vista a estabilidade e o desenvolvimento da Guiné-bissau.

Agnelo Regala acrescentou ainda que o trabalho de diagnóstico feito pelo projecto vai, sobretudo,  ajudar ao governo na redefinição da sua política de comunicação social “virada para o desenvolvimento”.

Por sua vez, a Representante da União Europeia no acto, reiterou o “compromisso”  de continuar a apoiar a Guiné-Bissau, nomeadamente através da UE-PAANE nos bienios 2016-2018 e 2018-2020, devendo  a comunicação social estar sempre entre os beneficiarios.

Inés Pistana lembrou que durante os cinco anos da primeira fase do Projecto “UE PAANE”, a União europeia gastou seis milhões de Euros no apoio às Organizações Não Governamentais e ao sector da comunicação social guineenses.

Esta ajuda da “UE-PAANE” ao Ministério da Comunicação Social contempla, entre outros, computadores e respectivos acessórios, mobiliários e televisor.

Ainda sabe a ANG que a Direcção-geral da Coordenação de Ajuda Não Governamental, do Ministério dos Negócios Estrangeiros e as Redes das Rádios Comunitárias da Guiné-Bissau, também beneficiam da ajuda similar da parte da “UE-PAANE”. 

ANG/QC/SG   

Caju


Presidente da ANAG condiciona sucesso da campanha à estabilidade do país 

Bissau, 15 Abr 16 (ANG) – O Presidente da Associação Nacional dos Agricultores da Guiné(ANAG), apelou hoje às autoridades competentes do país para criarem um clima de sossego e tranquilidade, a fim de permitir que a presente campanha de comercialização da  castanha de caju tenha  êxito. 

Jaime Boles Gomes que falava em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), destacou que é de conhecimento de todos que alguma coisa não está a bater bem no país.

De acordo com Boles, actualmente o país se depara com sucessivos greves nas diferentes instituições, facto que demonstra claramente que estamos perante uma crise política.

Segundo o Presidente de ANAG, o mau clima que se vive  no país poderá por em causa a vinda dos parceiros internacionais que investem  neste sector.

Apela aos políticos para procurarem encontrar soluções para não por em causa a campanha de caju do presente ano. 

Por outro lado, apela aos agricultores para não se precipitarem e vender as suas castanhas, porque podem vende-las a melhor preço mais tarde 

Aquele responsável disse entretanto reconhecer as razoes que levam muitos produtores a venderem os seus produtos a qualquer preço. “Tal se deve as carências em que muitas famílias se encontram”, disse.

 “Mas se conseguirem conservar bem as suas castanhas até ao final da campanha e se a publicação do preço for satisfatória, acredito que todos sairão a ganhar ”, frisou Presidente de ANAG. 

ANG/LLA/JAM/SG 
     

Aviação Civil Lusófona


Guiné-Bissau acolhe reunião dos directores-gerais e presidentes

Bissau, 15 Abr 16 (ANG) - A Guiné-Bissau será palco entre os dias 20 e 21 do mês em curso da reunião dos directores-gerais e presidentes da Aviação Civil do espaço Lusófono.

A informação foi dada pelo  Presidente do Conselho de Administração da Agência de Aviação da Guiné-Bissau João Filomeno dos Santos Moreira, em declarações à imprensa esta quinta-feira.

Morreira acrescentou que o  encontro visa a criação da personalidade jurídica desta organização.

João Filomeno dos Santos explicou que a presidência da reunião é assumida rotativamente por um período de um ano e que o mandato da Guiné-Bissau iniciado na reunião do ano passado em Praia (Cabo-Verde), termina este ano.

"Neste momento estamos a preparar a reunião e que será antecedida de um seminário preparatório do encontro de Bissau, no qual tomarão parte cerca de 70 pessoas", revelou João dos Santos Moreira.

Sublinhou que a referida formação será benéfico para os participantes uma vez que  irá proporcionar-lhes conhecimentos que irão ajudar na melhoria da segurança da Aviação Civil.

Neste evento serão ministrados temas ligados as técnicas e auditorias da Aviação Civil. 

"Estamos a deparar-se com muitos problemas, mas também temos estado a corrigi-los. Esperemos que o país os supere com o encontro da próxima semana", indicou o Presidente do Conselho de Administração da Agência de Aviação Civil da Guiné-Bissau, fazendo alusão a reunião dos directores-gerais e presidentes da Aviação Civil do espaço Lusófono. 

ANG/AALS/JAM/SG

Ministério do Comércio


Inspector-geral afastado do cargo por suspeita de fraude

Bissau, 15 Abr 16 (ANG) - O Inspector-geral do Ministério do Comercio e Indústria, Carlos Manuel Biaguê foi suspenso, quarta-feira, das funções por suposto envolvimento na prática de fraudes 

De acordo com o despacho do Ministro da tutela, Vicente Fernandes, citado pela Rádio Jovem, o visado teria estado implicado na introdução, no mercado nacional, de dois camiões de arroz alegadamente impróprio para consumo humano num armazém no sector de Safim, apreendido na segunda-feira pela Polícia Judiciária.

Segundo a Rádio jovem, no quadro das investigações da Policia Judiciaria, em curso, apuraram que se encontrava no armazém de arroz em Safim funcionários do Ministério do Comércio que teriam sido colocados sob ordem directa do Inspector -geral.

Reagindo ao sucedido, o titular do Ministério do Comercio e Indústria, Vicente Fernandes, esclareceu que foi uma atitude isolada do inspector e que condenou a prática.

O governante disse que a transparência governativa deve imperar sobre os interesses individuais.
De acordo com Vicente Fernandes, o executivo não vai permitir que acções desta natureza ponham em causa não só a economia como a saúde da população.

O Ministro  exortou aos funcionários do ministério para cumprirem com as suas missões,  servindo a população com lealdade e dignidade. 

ANG/Rádio Jovem

Crise política


Cipriano Cassamá  evoca  “consenso para consolidar paz e estabilidade”

Bissau, 15 Abr 16(ANG) - O Presidente da Assembleia Nacional manteve contactos de esclarecimentos sobre a crise politica guineense com a comunidade internacional na ONU, em Nova Iorque nomeadamente com o  Secretário-geral, Ban Ki-moon e representantes de Estados-membros do Conselho de Segurança .

A situação política na Guiné-Bissau foi mencionada na reunião da Comissão Política da Francofonia, que decorreu até esta quarta-feira na sede das Nações Unidas.

Em entrevista à Rádio ONU, Cipriano Cassamá disse que espera que haja um entendimento entre os políticos para o fim das constantes crises no país.

As declarações foram feitas numa altura em que o parlamento guineense se prepara para realizar a sua primeira reunião após a decisão do Supremo Tribunal de Justiça que determina o retorno ao parlamento dos 15 deputados do  PAIGC. O grupo pediu o estatuto de independente.

“Sobre a situação política vigente cada país participante falou da respectiva situação politica. Mas sobre a Guiné-Bissau expusemos a atual situação e sobre os problemas que preocupam os guineenses. Penso que vai haver consenso para que a paz e a estabilidade possam ser consolidadas neste país tão importante não só na francofonia mas também ao nível da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

 “Pude ser recebido pelos embaixadores dos países-membros do Conselho de segurança. A única mensagem é de continuarem a acompanhar-nos, para que haja estabilização definitiva da Guiné-Bissau e consenso na busca de soluções que perdurem. A Guiné-Bissau não precisa neste momento de instabilidade, fazemos votos que o governo continue e traga sucessos sobretudo neste momento difícil que estamos a viver ”.

ANG/Rádio ONU

Castanha de caju


Governo perspectiva exportar 185 mil toneladas no presente ano

Bissau,15 Abr 16(ANG) - O Governo da Guiné-Bissau espera exportar este ano 185 mil toneladas de castanha de caju, mais 10 mil que no ano passado, disse hoje à Lusa o ministro do Comércio, Vicente Fernandes.

De acordo com o ministro, "são boas as perspetivas para a campanha da comercialização do caju", que deve arrancar oficialmente
no sábado com a declaração do preço base da compra do produto aos agricultores.

Vicente Fernandes não quis adiantar o preço a ser anunciado mas indicou que "será do agrado de todos" os intervenientes na cadeia - agricultores, intermediários, exportadores e compradores internacionais.

O ano passado o Governo fixou 350 francos CFA (cerca de 50 cêntimos de euro) como preço base para compra ao produtor de cada quilo de castanha de caju, situação considerada benéfica para os produtores que enalteceram os ganhos obtidos no final da safra.

O ministro do Comércio  disse que a procura de castanha de caju este ano será ainda maior, dada a redução da produção nos países asiáticos e ainda tendo em conta a entrada no mercado de novos compradores do produto, nomeadamente a China e os Estados Unidos, os maiores consumidores mundiais de amêndoa de caju.

Vicente Fernandes disse ainda que pelos dados recebidos do ministério da Agricultura, tudo leva a crer que o país poderá produzir o suficiente para exportar até 185 mil toneladas, superando em 10 mil toneladas a safra do ano passado.

O governante só não aponta para a possibilidade de o país exportar 200 mil toneladas tendo em conta o contrabando da castanha guineense para países vizinhos para onde são levadas, às escondidas, até 70 mil toneladas cada ano, frisou.

"O Senegal exportou o ano passado 70 mil toneladas, quando a sua produção é de cerca de 20 mil toneladas, o que significa que 50 mil toneladas vieram da Guiné-Bissau", do contrabando, observou Vicente Fernandes, citando dados de responsáveis senegaleses.

O ministro do Comércio guineense exortou a população em geral e os agricultores em particular a ajudarem na vigilância das fronteiras do país, tendo em atenção os próprios fiscais destacados pelo Estado, na sua ação. 

ANG/Lusa