quinta-feira, 20 de outubro de 2022

                   Chade/ Protestos contra prolongamento da transição

Bissau, 20 Out 22 (ANG) - Cerca de 30 pessoas morreram, esta quinta-feira,  nos confrontos entre a polícia e manifestantes, em N'Djamena, a capital do Chade.

Os protestos foram convocados pela oposição contra o prolongamento do período de transição.

Em N'Djamena, foram erguidas barricadas em algumas zonas da cidade, são visíveis colunas de fumo negro e ouviram-se disparos de granadas de gás lacrimogéneo. De acordo com o governo, morreram cerca de 30 pessoas, nomeadamente "uma dezena" entre as forças de segurança. 

Os protestos surgem na sequência do prolongamento do período de transição, por mais dois anos, e que deveria terminar esta quinta-feira. Membros da oposição manifestaram-se contra o adiamento desse período de transição e convocaram os protestos que foram proibidos pelas autoridades. 

A 1 de Outubro, foi aprovado um segundo período de transição, apresentado como sendo de "24 meses no máximo", sendo que Mahamat Idriss Déby Itno se vai manter como Presidente até às eleições, nas quais ele vai concorrer.

A 20 de Abril de 2021, foi noticiada a morte do general Déby, abatido pelos rebeldes durante confrontos, e o Exército proclamou o seu filho como Presidente por um período de 18 meses. Mahamat Déby manteve o apoio de Paris porque o Chade é um ponto importante da presença francesa em África. A França tinha, então, sido acusada de aceitar uma transição inconstitucional, ainda que condenando, simultaneamente, o golpe militar no Mali vizinho.

Hoje, Paris condenou “a violência” e a “utilização de armas letais contra os manifestantes”. Em comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros, Paris sublinha não ter tido qualquer papel no ocorrido, mencionando que circularam “informações falsas sobre uma alegada implicação de França”. ANG/RFI

 

Justiça/ASSILMAMP-GB contesta acusações da SIMAMP contra  Procurador- Geral da República

Bissau, 20 Out 22 (ANG) – A Associação de Sindicato Livre dos Magistrado do Ministério Público da Guiné-Bissau(ASSILMAMP-GB), contestou em comunicado à imprensa as acusações proferidas pelo  Sindicato dos Magistrados do Ministério Público contra o Procurador- Geral da Republica.

O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público(Simamp), acusou Bacari Biai de continuar na saga de “usurpação de competências” que são exclusivas do Conselho Superior da Magistratura, órgão de Gestão e Disciplina dos magistrados, ao ordenar “de forma ilegal e abusiva” a suspensão de uma magistrada que atuou no limite da sua competência.

Por via dessa nota à imprensa à que a ANG teve acesso hoje,  ASSILMAMP declara que   lamenta a “atitude reacionária” daquele sindicato,  e alegando ter  minado os esforços empreendidos para a resolução amigável da suspensão da magistrada invocada na nota que agora se contesta.

ASSILMAMPA  criticou o que diz ser  “utilização de linguagem hostil” sem se assegurar o contraditório, aliás, diligência primária que qualquer jurista mediano tomaria antes de qualquer posicionamento publico devido ao dever de reserva a que está sujeito.

Acrescenta que  uma direção de sindicato que usa critério de defesa dos seus membros não é digna de dar lições de moral à ninguém e muito menos, um indivíduo que entrou para a magistratura por “portas de cavalo” pode pretender invocar a legalidade de quem quer que seja.

Quanto a recuperação do prestígio da justiça e da confiança individual e colectiva na realização da justiça, invocada pelo  SIMAMP, o Presidente da  ASSILMAMPA questiona como é que se pretende prestigiar a magistratura com uma organização que recorrentemente protagoniza hostilidades contra todas as direções que não lhe fizer a vontade.

Na nota, a ASSILMAMPA acusa o subscritor da nota do Simamp  de ser o maior protagonista de comportamento desprestigiante da classe e do seu divórcio com os interesses comuns quando, durante o ato de pagamento de subsídio complementar ao regime remuneratório das magistraturas por parte da CEDEAO, subtraiu os nomes dos seus desafetos, com o único fito de os prejudicar, finalidade que logrou conseguir.

“Como é que se prestigia uma instituição onde um sindicato tem filhos e enteados, um grupo de magistrados foram suspensos durante um ano e, mesmo quando o processo disciplinar prescreveu, o autor da nota e o seu sindicato de alguns, não piou e nem moveu nenhuma palha”, refere a nota da ASSILMAMPA.

Por fim, o ASSILMAMPA exigiu a revogação do despacho que nomeou o “impostor como magistrado” em  nome da legalidade administrativa. ANG/LPG/ÂC//SG

 

Sociedade/Forças Armadas guineenses descobrem ossadas humanas em terreno junto a quartel

Bissau,20 Out 22(ANG) –  As Forças Armadas disseram quarta-feira que descobriram um conjunto de ossadas humanas num terreno junto ao quartel de Cumeré, após um líder partidário guineense ter denunciado terça-feira a descoberta de uma vala comum.

Fonte daquela instituição militar, contactada pela Lusa, explicou que as ossadas foram descobertas durante uma série de trabalhos que foram efetuados naquele terreno ao lado do centro de instrução militar de Cumeré, no setor de Nhacra, na região de Oio.

A mesma fonte precisou que as ossadas são referentes ao período pós-independência, entre 1974 e 1980.

A Guiné-Bissau declarou unilateralmente a independência em 1973.

O líder do Partido de Unidade Nacional, Idrissa Djaló, denunciou terça-feira, em conferência de imprensa, a descoberta de uma vala comum num terreno junto a Cumeré.

"Neste momento, tenho uma informação, que peço ao general Biagué Na N´Tan [chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas] para confirmar se é verdade e tornar pública. Num terreno junto ao quartel de Cumerá foram encontradas valas comuns", disse.

"Muitos inocentes foram fuzilados lá sem julgamento", afirmou, salientando que muitas daquelas ossadas provavelmente poderiam ser de antigos comandos guineenses, que combateram por Portugal.

O líder do PUN pediu que, caso a informação seja confirmada, para Portugal ajudar a identificar os corpos através da recolha de ADN para que sejam entregues às suas famílias para fazer o luto. ANG/Lusa

Tempo/Meteorologia prevê  chuva fraca e moderada acompanhada de trovoadas e ventos nas próximas 24 horas

Bissau, 20 Out 22 (ANG) – O Instituto Nacional da Meteorologia da Guiné-Bissau(INM-GB), prevê para as próximas 24 horas chuva fraca moderada acompanhada de trovoada e ventos.

Segundo o Bolectim Meteorológico produzido no dia 19 do corrente mês e válido até as 18 horas de hoje,  o país vai registar ventos variáveis, moderado com a velocidade de 20km/h no continente com rajadas que podem atingir 44km/h.

Para a zona sudoeste atingindo o mar, a velocidade do vento poderá variar até 25km/h, e com a visibilidade reduzida no momento da chuva.

“As temperaturas máximas nas zonas Centro, Norte e Leste vão variar em 32ºc em Bissau, 34ºc em Farim, Bafatá, Gabú e Pirada, e as minimas variam de 21ºc em Buruntuma, 24ºc em Bissau, nas zonas Sul e Ilhas.

As temperaturas máximas vão variar de 30ºc em Bubaque, 33ºc em Buba, e as mínimas variam de 22ºc em Buba a 26ºc em Bubaque”, lê-se no boletim oficial de serviço meteorológico da Guiné-Bissau. ANG/LLA/ÂC//SG  

 

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

  Japão/Burlada no Tinder por 'astronauta' sem dinheiro para voltar à Terra

Bissau, 19 Out 22 (ANG) - Uma mulher japonesa de 65 anos de idade foi burlada em m
ais de 30 mil euros por um homem que alegava ser um astronauta russo no Espaço que precisava de dinheiro para voltar à Terra e casar-se com ela, noticiou a Lusa.

Segundo a televisão Asahi, citada pelo Daily Mail, o casal começou a conversar em Junho através da rede social Instagram, onde o perfil do homem estava repleto de fotos do Espaço e dizia que este estava baseado na Estação Espacial Internacional.

Alegando que estava apaixonado e que se queria mudar para o Japão e casar com a mulher, o burlão conseguiu que a vítima lhe transferisse, entre 19 de Agosto e 5 de Setembro, 4,4 milhões de ienes (mais de 31 mil euros), um valor que serviria para cobrir os custos com o foguetão e as taxas de aterragem.

A sexagenária acabou por denunciar o caso à polícia, uma vez que o 'futuro marido' continuava a pedir-lhe dinheiro.

De acordo com a Action Fraud, este tipo de crimes está a aumentar também no Reino Unido, onde até 92 milhões de libras são perdidas em fraudes românticas por ano. ANG/Angop

 


Eleições
/Presidente do Movimento da Sociedade Civil diz que iminência de adiamento das legislativas antecipadas não lhe surpreende

Bissau, 19 out 22 (ANG) – O Presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil para Paz, Democracia e Desenvolvimento disse que o eventual adiamento das eleições legislativas de 18 de dezembro para 23 de abril do próximo ano não surpreende a organização.

Ouvido hoje pela ANG sobre o consenso alcançado entre o Governo e partidos políticos para que as eleições tenham lugar no próximo  mês de abril, Fodé Carambá Sanhá disse que no âmbito do levantamento da situação sócio demográfico e pluviométrica concluíram que não era possível realizar eleições  na primeira data, 18 de dezembro, por coincidir com a campanha agrícola.

 “O primeiro aspecto é a deslocação da população para prática da agricultura,que não favorece o recenseamento. Segundo, tem a ver com a dependência de materiais para emissão e impressão de cartões localmente, como determina a lei e terceiro aspecto se deve a necessidade de preparação de técnicos que vão trabalhar com os equipamentos, assim como o risco que os próprios equipamentos corriam caso chover”, acrescentou.

Segundo Carambá Sanhá,   o recenseamento deve decorrer entre Janeiro e  Março de 2023 para permitir o registo de todos os  eleitores, ou seja todos os cidadãos com capacidade eleitoral ativa,a partir dos 18 anos de idade.

Defendeu a participação das organizações da sociedade civel nos encontros de diálogo de busca de consenso sobre  processo eleitoral, o que não aconteceu nas auscultações feitas pelo ministro da Administração Territorial.

Quanto caducidade da Direção da Comissão Nacional de Eleições(CNE), o Presidente do Movimento da Sociedade Civil apela ao consenso politico para que haja confiança e que as eleições tenham lugar em Abril.

“A reestruturação da direção da CNE deve ser feita pela plenária da Assembleia Nacional Popular(ANP) o que não é  possível, porque o parlamento está dissolvido”, referiu.

O Presidente do Movimento da Sociedade Civil encoraja a comunidade internacional no sentido de continuar a apoiar o país, como tem feito sempre, no processo eleitoral, “porque a Guiné-Bissau não consegue organizar eleições com seus próprios meios”.

O Presidente Umaro Sissoco Embaló, dissolveu a 16 de Maio o parlamento e marcou eleições legislativas para 18 de Dezembro, mas na semana passada o Governo admitiu adiar o escrutínio por ser "impraticável".

Os principais partidos políticos guineenses  defenderam a realização de um recenseamento eleitoral de raiz, que segundo a lei deve durar cerca de três meses, mas, que até ao momento ainda não começou.

A nova data proposta , 23 de Abril de 2023, para as legislativas antecipadas deverá ser submetida ao Presidente da República, Sissoco Embaló.

ANG/LPG/ÂC//SG


Eleições
/Presidente da CNJ defende implantação de um  Governo legitimo para fazer face a dificuldades que a sociedade guineense enfrenta

Bissau, 19 Out 22 (ANG) – O Presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), defendeu hoje que as eleições legislativas antecipadas deveriam ser realizadas a 18 de dezembro, por forma a que o país possa dispor, o mais depressa possível, de um Governo legitimo para trabalhar, afincadamente, na resolução de todas as dificuldades que nos últimos tempos têm afectado a sociedade guineense.

Aissato Forbs Djaló, que falava em entrevista exclusiva á Agência de Notícias da Guiné (ANG), disse que, a grande verdade  é que o actual Governo de iniciativa presidencial nada fez para que as eleições legislativas agendadas para o dia 18 de dezembro, possam ter lugar.

“Se vejamos bem, o próprio órgão legitimo para a realização do processo eleitoral no país, neste caso, a Comissão Nacional de Eleições(CNE), está caduco, e até ao momento os seus orgãos não foram renovados, está claro que se não for renovado, não têm a competência de organizar as eleições na data prevista”, referiu Aissato Forbs.

Segundo a Presidente da CNJ, o país está a enfrentar várias situações que merecem  uma atenção especial do Governo, e para fazer face a esses problemas, ela diz que é preciso que as eleições legislativas sejam feitas, pelo menos até janeiro ou fevereiro do próximo ano.

“Quero apelar ao Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, assim como o Primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam, a Sociedade Cívil e todas as entidades  ligadas a esse processo, para trabalharem juntos, para que as próximas eleições legislativas decorram num curto prazo de tempo”, disse Forbs Djaló.

Para aquela responsável, o actual Governo mostrou claramente que não tem  capacidades para  resolver problemas que afetam a sociedade guineense.

Aissatu acrescenta que a  situação da greve no sector de Educação e Saúde até então não está claramente resolvida pelo Governo.

Aponta que nos últimos tempos, a situação da criminalidade está ganhando força e que é necessário travá-la para garantir segurança aos cidadâos nacionais e  estrangeiros na Guiné-Bissau.

Criticou a incapacidade do Governo de  controlar o aumento da inflação que diz estar a ter efeitos nos preços de produtos de primeira necessidade, e consequente, a  aumentar  o custo de vida no país.

 “No meu entender, tudo isso pode acabar a partir do momento em que as legislativas tenham lugar o mais rápido possivel país”, disse a Presidente de Conselho Nacional da Juventude.

O Presidente Umaro Sissoco Embaló, dissolveu a 16 de Maio o parlamento e marcou eleições legislativas para 18 de Dezembro, mas na semana passada o Governo admitiu adiar o escrutínio por ser "impraticável".

Os principais partidos políticos guineenses  defenderam a realização de um recenseamento eleitoral de raiz, que segundo a lei deve durar cerca de três meses, mas, até ao momento, ainda não começou.

A nova data proposta , 23 de Abril de 2023, para as legislativas antecipadas deverá ser submetida ao Presidente da República, Sissoco Embaló.ANG/LLA/ÂC//SG

 

 

Política/Líder do PUN diz que Presidente da República  está a cometer  erros que seus antecessores  cometeram “sustentando políticos corruptos”

Bissau, 19 Out 22 (ANG) – O líder do Partido da Unidade Nacional (PUN),acusou esta terça-feira ao Presidente da República de estar a   cometer o mesmo erro que  antigos Chefes de Estados guineenses: Nino Viera, Kumba Yalá e José Mário Vaz, de violação da  Constituição do país, dando de comer aos políticos que  qualifica de “criminosos”, que o ajudaram a ascender ao poder.

Idriça Djalo falava em conferência de Imprensa dedicada a análise da  actual situação socio-politica do país.

“Esse grupo consegue controlar cada Chefe de Estado utilizando o bem público para seus interesses, construindo casas de luxos em todo lado sem que nada aconteça”, disse Djaló sem identificar os integrantes do grupo a que se refere.

O líder do PUN acrescentou que  a classe politica guineense está totalmente comprometida com a violação sistematica das instituições do Estado e diz que o Presidente eleito acaba sendo refém do mesmo grupo de “politicos criminosos” que estão a governar o país, há muitos anos.

Criticou que o Executivo está indeferente perante as paralizaçóes nas áreas sociais, que observam  greves.

Referindo-se a presente  campanha de comercialização da castanha de cajú, o politico disse que, este ano, muitos empresários nacionais vão a falênça por causa do “evidente  fracasso” da exportação deste produto estratégico para a economia do país. Disse que ainda se aguarda pela exportação de  mais de 120 mil toneladas de castanha.

 “Os intermediários e empresários donos das castanhas contrairam espréstimos nos  bancos e não  não podem vender os seus produtos, porque  o preço da castanha de caju caiu no mercado internacional e o de transporte explodiu”, afirmou.

Idrissa Djaló diz que  as dificuldades serão maior  nos próximos tempos ,uma vez que o Governo não subvenciona os empresários tal como nos países vizinhos concretamente no Senegal e na Guiné-Conacri.

Segundo Idrissa Djaló,  o país está a ser dominado sobretudo pelo Senegal que não limita só a  mandar Forças de Ordem para a  Guiné-Bissau mas que também se apropria dos produtos da Guiné-Bissau.

Para Djaló  os sucessivos governantes estão a matar o país a favor do Senegal e sustenta “quando se mata a produção interna, quando o seu sustento está entregue ao vizinho está-se a destruir conscientemente este país entregando-o aos estrangeiros”. ANG/MSC/ÀC//SG

   Mali/Minusma denuncia a falta de meios e obstáculos da junta militar

Bissau, 19 Out 22 (ANG) -  A insegurança continua a prevalecer nomeadamente no centro do Mali, onde, terça-feira, se deu a terceira explosão no espaço de uma semana, sem contar a morte de  quarto capacete azul provocada pela explosão de um engenho em Tessalit, no norte do país, na passada segunda-feira.

A Missão da ONU no Mali deu ontem conta de diversas dificuldades perante os membros do Conselho de Segurança da ONU.

No relatório que apresentou nesta terça-feira, a Minusma evocou a "urgência de compensar as capacidades que lhe faltam", nomeadamente meios aéreos, bem como a necessidade de "encarar um aumento dos seus efectivos militares". Com 12 mil soldados mobilizados no Mali, esta que é uma das mais importantes missões militares da ONU tem sido também das mais mortíferas, com 181 baixas em ataques desde a sua criação em 2013.

Na sua apresentação, Ghassim Wane, chefe da Minusma, também denunciou "as restrições de movimento e de acesso" impostas pelas autoridades malianas. Algo logo desmentido pelo chefe da diplomacia maliana, Abdoulaye Diop, que por sua vez acusou a ONU de nada ter feito relativamente às suas recentes acusações contra a França que na sua óptica teria violado o espaço aéreo do Mali e fornecido armas aos jihadistas.

Ao reiterar estas denúncias, logo negadas pelo embaixador francês na ONU, o ministro maliano dos Negócios Estrangeiros reclamou uma reunião específica sobre esta matéria e garantiu que iria fornecer provas concretas do que avança. Abdoulaye Diop assegurou ainda que "o governo maliano se reserva o direito de se defender no caso de a França continuar a atacar a soberania, a integridade territorial e a segurança nacional do Mali".

Recorde-se que desde os golpes militares de 2020 e de 2021, as relações entre Paris e Bamaco têm vindo a azedar. Perante a crescente hostilidade da junta militar relativamente à presença no Mali dos militares franceses desde 2013 no âmbito da luta contra o jihadismo, Paris acabou por retirar a totalidade das suas tropas este ano. Acusada pela França e os Estados Unidos de recorrer aos serviços de milicianos do grupo russo Wagner, os militares no poder no Mali têm por sua vez denunciado incursões francesas no espaço aéreo do Mali e um suposto apoio aos terroristas. ANG/RFI

 

Energia/EUA recorrem a reservas estratégicas para baixar preço do petróleo

Bissau, 19 Out 22 (ANG) - O Governo dos Estados Unidos (EUA) vai libertar mais 15 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas do país, numa tentativa de controlar os preços da energia, informou hoje a Lusa.

A libertação, que será realizada em Dezembro, é o último passo de um programa anunciado na primavera pelo Presidente norte-americano Joe Biden e que previa a injecção de um total de 180 milhões de barris para fazer face ao aumento dos preços, ligado à invasão da Ucrânia.

"O Presidente instruiu o Departamento de Energia a estar pronto para vender mais (petróleo das reservas) neste inverno, se necessário, devido à Rússia ou outras acções perturbadoras do mercado", disse um dirigente governamental aos jornalistas.

Questionado sobre a possibilidade de limitar ou suspender as exportações de petróleo, o dirigente garantiu que a administração Biden "mantém todas as ferramentas na mesa, tudo o que possa ajudar a garantir o abastecimento" do mercado norte-americano.

Ao mesmo tempo, Biden quer implantar um mecanismo de longo prazo para reabastecer, assim que o preço do barril cair para menos de 72 dólares (73 euros), as reservas estratégicas, que estão no nível mais baixo desde 1984.

Desde o início de Setembro de 2021, os Estados Unidos retiraram mais de 212 milhões de barris das reservas estratégicas. Nunca um presidente norte-americano recorreu a tais quantidades de petróleo desde a criação das reservas em 1975.

A administração pretende negociar contratos de recompra a um preço previamente acordado, através de um processo de leilão, o que limitará os riscos associados à volatilidade dos preços, de acordo com o dirigente.

A porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Jane, disse na terça-feira que Biden irá anunciar hoje oficialmente estas medidas, juntamente com mais iniciativas "para dar algum alívio ao povo americano".

Os preços da gasolina nos Estados Unidos subiram na semana passada depois da aliança OPEP, liderada pela Arábia Saudita e Rússia, ter reduzido a produção em 2 milhões de barris por dia, o maior corte na oferta de petróleo desde Maio de 2020.

Embora tenha caído 22% desde o topo em meados de Junho, o preço da gasolina nos Estados Unidos continua 16% acima do nível do mesmo período do ano passado.

Quanto ao diesel, o preço recuou ligeiramente desde Junho, devido a reservas muito baixas, e custa em média mais 50% do que há um ano. ANG/Angop
 

 

França/Interpol diz que crimes financeiros e informáticos são as principais ameaças

Bissau, 19 Out 22 (ANG) – Os delitos financeiros e informáticos são as principais ameaças criminosas no mundo, mas também são os que mais crescerão nos próximos três a cinco anos, declarou hoje a Interpol, em comunicado.

O branqueamento de capitais é a ameaça “número 1”, referiu na nota a agência internacional de polícia criminal (Interpol, em inglês), ao explicar os resultados de um inquérito às polícias dos 195 países membros, indicando ainda que 67% das nações a consideram de “alto” ou “muito alto” risco.

O uso de programas de computador para realizar chantagem [‘ransomware’] ocupa a segunda posição, pois também é classificado como de risco “alto” ou “muito alto” por 66% dos membros. Além disso, é o crime que se espera que mais aumente nos próximos anos (72%).

Ainda mais preocupante para a Interpol é que 62% dos entrevistados antecipam que a exploração sexual e o abuso de crianças ‘online’ também estarão no topo da lista, em terceiro lugar, de ameaças criminais que mais aumentarão.

Esta previsão baseia-se na constatação de que a procura e produção de material para exploração sexual infantil aumentou “significativamente” durante a pandemia da covid-19.

Se tradicionalmente era o narcotráfico que dominava as listas de ameaças criminais, a Interpol sublinhou que o crime financeiro por meios informáticos cresceu “significativamente” nos últimos anos, principalmente durante a epidemia global da covid-19.

A razão é que durante e após os confinamentos, a digitalização se acelerou, com actividades profissionais e pessoais cada vez mais a decorrer em casa e ‘online’.

Isso permite uma ampla gama de crimes informáticos, como o comprometimento dos e-mails corporativos, fraude executiva (criminosos que se fazem passar por gerentes), golpes de comércio electrónico ou fraudes de investimento, que cresceram em quase todas as regiões do mundo.

Para maximizar o benefício ilícito e o dano, são utilizadas técnicas como a dupla extorsão em que os dados são criptografados e as vítimas são ameaçadas de serem expostas publicamente, o que implica um risco de interrupção da actividade das empresas.

A Interpol observa que crimes financeiros e crimes informáticos “estão invariavelmente ligados”, pois uma parte significativa da fraude é realizada com tecnologias digitais e os criminosos também contam com fraudes financeiras para branquear os seus lucros. ANG/Inforpress/Lusa

 

São Tomé e Príncipe/ ADI denuncia contratos assinados pelo governo cessante

Bissau, 19 Out 22 (ANG) - O partido Ação Democrática Independente, ADI, vencedor das eleições legislativas com maioria absoluta de 30 deputados, acusou o governo cessante de praticar actos de corrupção e violação das leis do país.

Este partido pretende que os responsáveis assumam as culpas. Ao consórcio ganês, Safebond, foi atribuída a gestão por 30 anos do futuro porto, em Águas Profundas, na ilha de São Tomé e o porto da Região Autónoma do Príncipe.

Num comunicado lido pelo porta-voz do partido, Edmilson das Neves, a ADI denunciou a privatização do porto de São Tomé, o contrato de concessão para construção e exploração do porto em Águas Profundas e a gestão do Porto da Região Autónoma do Príncipe, entregues por 30 anos ao consórcio do Gana, Safebond.

O partido, através do seu porta-voz, voltou a chamar à atenção das autoridades nacionais e estrangeiras para o respeito das leis do país e defendeu que não "assumirá compromissos fraudulentos".

"O próximo Governo não assumirá os compromissos fraudulentamente assumidos e responsabilizará todas as entidades, sejam quais forem as suas origens, que tenham participado em todo e qualquer projeto com o objetivo de prejudicar o Estado da República Democrática de São Tomé e Príncipe”, referiu a ADI, na voz de Edmilson das Neves.

Entretanto, o Governo Regional repudia a concessão do porto de Santo António ao consórcio ganês Safebond.

Numa nota de imprensa, o gabinete de comunicação do governo da Ilha do Príncipe diz que, tratando-se de uma das mais importantes infraestruturas para o processo de desenvolvimento da Região Autónoma do Príncipe, e face à gravidade da situação, endereçou uma nota de repúdio ao governo central. ANG/RFI

 

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Saúde/Enda Guiné-Bissau valida Estudo Biológico Sócio Comportamental de usuários de drogas injetáveis na Guiné-Bissau

Bissau,18 Out 22(ANG) – A ONG Enda Guiné-Bissau leva a cabo um ateliê de validação de Estudo de “Cartografia, Estudo Biológico, Inquérito Sócio Comportamental e Estimativa do tamanho dos usuários de drogas injetáveis na Guiné-Bissau.

Ao presidir a cerimónia de abertura do evento, a Secretária-executiva do Secretariado Nacional de Luta contra a Sida(SNLCS), Fatumata Djaló disse que os usuários de drogas injetáveis são uma camada da população muito difícil de atingir devido ao enorme estigma e discriminação de que sofre.

Aquela responsável sublinhou que o que se deve fazer  é  “julgar menos e apoiar mais”.

 “Tentamos ajudar as pessoas que infelizmente acabam por ter acesso e consumir drogas, mas que estão a pedir socorro e ajuda. O momento é para darmos as mãos e tentarmos ajudar”, disse.

Aquela responsável afirmou que a problemática de consumo de drogas, que não só que envolve a saúde física como mental ,  está a atingir mais a camada juvenil.

“Então, o Governo, a Sociedade Civil, os parceiros internacionais nomeadamente Nações Unidas devem lançar mãos para criar um Plano Estratégico Nacional de  Combate ao Usuários de Drogas Injetáveis sem discriminar ou estigmatizar”, disse.

Segundo o Diretor Nacional da Enda Guiné-Bissau, Mamadú Aliu Djaló, globalmente o relatório mundial sobre drogas da ONUDC 2022, estima que 11,2 milhões de pessoas no mundo injetam drogas.

Acrescentou que, o mesmo relatório indica que cerca de metade desse número vive com hepatite C e 1,4 milhões de pessoas no mundo vivem com VIH/Sida.

Aliu Djaló salientou que, o mesmo relatório da UNDC destaca ainda o impacto da drogas sobre o ambiente e o seu uso crescente nas mulheres e nos jovens.

Informou que as mulheres permanecem como as minorias dos usuários de drogas em todo o mundo mas tendem a aumentar a sua taxa de consumo e a progredir rapidamente mais do que os homens, em relação aos transtornos associados ao uso de drogas.

O Diretor Nacional da Enda disse que as mulheres representam atualmente  cerca de 50 por cento de usuários de anfetamina e dos usuários não medicinais de estimulantes farmacêuticos, sedativos e tranquilizantes.

Disse  que o referido relatório indica a lacuna no tratamento contínuo, sendo grande para as mulheres em todo o mundo.

O ateliê com a duração de um dia, foi financiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento(PNUD) e congrega técnicos de saúde de diferentes instituições públicas e privadas do país. ANG/ÂC//SG


Tempo
/Meteorologia prevê chuva fraca acompanhada de trovoadas em certas localidades

Bissau, 18 Out 22 (ANG) – Os Serviços da Meteorlogia prevêm para as próximas 24 horas, possibilidades de ocorrência de chuva fraca à moderada por vezes forte, acompanhada de trovoadas em certas localidades.

De acordo com o boletim meteorológico de 17 de outubro, válido até 18 horas de hoje (18), haverá ainda possibilidade de vento variável, fraco com a velocidade de até 15km/h no continente e com rajadas que podem atingir 30km/h, no mar até 18km/h e com visibilidade reduzida no momento da chuva.

As temperaturas máximas nas zonas Centro, Norte e Leste, segundo o  mesmo boletim, variam de 33⁰C (em Bissau), à 35⁰C (em Bafatá) e as mínimas variam de 22⁰C (em Bafatá e Madina de Boé), à 24⁰C (em Bissau e Cacheu).

Nas zonas Sul e Ilhas, as temperaturas máximas devem variar de 31⁰C (em Bubaque e Bolama), 34⁰C (em Buba) e as mínimas variam de 23⁰C (em Buba e Cacine), a 26⁰C (em Bubaque). ANG/DMG//SG

 

   Praia/Cabo Verde e Portugal assinam acordo sobre Mobilidade Laboral

Bissau, 18 Out 22(ANG) - Os governos de Cabo Verde e de Portugal assinam esta quarta-feira, na Praia, um memorando de entendimento sobre Mobilidade Laboral, numa altura em que se multiplicam acções de recrutamento de empresas portuguesas no arquipélago, foi hoje, 18, anunciado.

De acordo com uma nota do Governo cabo-verdiano, o protocolo será assinado no arranque da visita oficial de três dias que a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social de Portugal, Ana Mendes Godinho, vai realizar ao arquipélago, e "acontece no âmbito do reforço dos laços de cooperação no sector do Trabalho e Segurança Social", sem avançar mais detalhes.

Pelo Governo cabo-verdiano, o acordo será assinado pelo ministro de Estado e ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio, que é também titular da pasta do Trabalho.

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, já tinha anunciado em 05 de Outubro que o Governo estava a negociar com Portugal um acordo que garanta protecção e salvaguarda de direitos ao abrigo do contrato de trabalho para os trabalhadores cabo-verdianos que queiram aderir à mobilidade laboral.

O anúncio foi feito na sequência das acções de recrutamento de empresas portuguesas realizadas nos últimos dias em Cabo Verde, a última das quais na em 04 de Outubro, pela Auto Viação Feirense, que pretendia contratar 30 motoristas e que acabou por reunir à porta de um hotel da Praia várias centenas de candidatos. Na ilha de São Vicente, duas ofertas para 25 vagas de trabalho em hotelaria e turismo em Portugal e 75 para construção civil em Espanha receberam mais de 1.200 candidaturas e o processo teve de ser suspenso, face à elevada procura.

"O Governo está a trabalhar com o Governo português para a definição de um acordo que garanta contrato de trabalho junto de empregadores, que garanta protecção e segurança social, protecção de assistência médica, medicamentosa que é derivado do sistema de segurança social para aqueles que querem fazer a mobilidade laboral para Portugal, possam fazê-lo dentro de um quadro que garanta direitos", disse o chefe do Governo, questionado pelos jornalistas.

Sem entrar em detalhes, Ulisses Correia e Silva advertiu, no entanto, que os cidadãos que tentarem a emigração para Portugal através de outros expedientes não serão abrangidos por este quadro de cooperação, integração e de garantia de direitos, tendo de "assumir os seus riscos".

"Somos um país livre e democrático não podemos impedir as pessoas na sua liberdade fazer as suas melhores escolhas", acrescentou.

O arquipélago enfrenta uma profunda crise económica e financeira, decorrente da forte quebra na procura turística - sector que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago - desde Março de 2020, devido à pandemia de covid-19.

Em 2020, registou uma recessão económica histórica, equivalente a 14,8% do PIB, seguindo-se um crescimento de 7% em 2021 impulsionado pela retoma da procura turística. Para 2022, devido às consequências económicas da guerra na Ucrânia, nomeadamente a escalada de preços, o Governo cabo-verdiano baixou a previsão de crescimento de 6% para 4%.

O Presidente cabo-verdiano afirmou em 11 de Outubro que é tempo de fazer "profundas mudanças" e que "urge cumprir a Constituição", defendendo que a emigração não deve acontecer por falta de oportunidades.

"Para os nossos jovens, a procura de um modo de vida num outro país tem de ser por opção. Não porque as oportunidades não existam ou, muito menos ainda, por perda de esperança no país. Ou seja, também deste ponto de vista, é fundamental indagar se estamos a cumprir a Constituição", afirmou José Maria Neves.

O líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), maior partido da oposição em Cabo Verde, responsabilizou este mês o Governo, liderado pelo MpD, pela vaga de emigração a que o país tem vindo a assistir, devido ao "falhanço das políticas" governativas.

"Esta questão da emigração é uma demonstração do falhanço das políticas do Governo. O Governo não tem tido políticas que dêem garantias aos jovens, em primeiro lugar, acesso ao emprego, acesso ao rendimento. E os jovens estão a procurar alternativas fora do país", afirmou Rui Semedo.

"É a demonstração de que o Governo e as suas políticas têm falhado e não têm encontrado respostas para garantir que os jovens trabalhem aqui e deixem a sua contribuição de acordo com a sua formação para o desenvolvimento do seu próprio país. Então, estão obrigados, mais uma vez, a deixarem o país, a ter que partir mesmo, em busca de uma solução melhor", criticou ainda.

Para o líder do maior partido da oposição, "a política e as políticas falharam" e "o Governo tem de ter isso em devida conta e criar condições alternativas para garantir que os jovens tenham uma vida digna dentro do seu próprio país".

O primeiro-ministro cabo-verdiano e líder do Movimento para a Democracia (MpD) afirmou em 07 de Setembro, na ilha do Maio, que não há motivos para emigração por falta de oportunidades em Cabo Verde, apesar da crise que afecta o país, ainda com as consequências económicas da covid-19, da crise inflacionista e de quatro anos de seca.

"Cada investimento deste tipo [expansão do porto na ilha do Maio, inaugurado na ocasião] tem que abrir portas de esperança e de confiança, principalmente para os jovens. Não há razões para sair de Cabo Verde, para emigração forçada por falta de oportunidades. Temos que criar todas as razões para os nossos jovens ficarem em Cabo Verde e investirem em Cabo Verde, acreditarem neste país e fazerem este país acontecer", afirmou Ulisses Correia e Silva. ANG/Angop

 

                         
                      Brasil
/Lula e Bolsonaro trocam acusações

Bissau, 18 Out 22 (ANG) - Jair Bolsonaro e Lula da Silva trocaram acusações sobre « fake news », corrupção e má gestão da pandemia, no primeiro debate para a segunda volta das eleições presidenciais de 30 de Outubro, no Brasil.

No debate de domingo, o antigo Presidente Lula da Silva chamou ao adversário, o actual Presidente Jair Bolsonaro, de “Rei das Fake News” e disse que ele "atrasou a vacina", num acto de "negligência" que disse ter "causado a morte de 600 mil pessoas, quando mais de metade poderia ter sido salva.” Lula da Silva disse que o Brasil registou 11% das mortes provocadas pela covid-19 no mundo, embora possua 3% da população mundial.

Em resposta, Jair Bolsonaro disse que “se comoveu a cada morte”, que no seu mandato foram compradas “mais de 500 milhões de [doses de] vacinas” e que o Brasil foi “o país que mais vacinou no mundo”.

O actual presidente acusou o Partido dos Trabalhadores, de Lula da Silva, de ter relação com lideranças de facções do crime organizado do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Tanto Lula da Silva quanto Jair Bolsonaro afirmaram não terem interesse em aumentar o número de juízes do Supremo Tribunal Federal, um dos temas mais polémicos da eleição porque apoiantes de Bolsonaro revelaram um projecto de aumentar o número de juízes do STF, ideia que grande parte da opinião pública considerou como uma ameaça e uma tentativa de cooptação do judiciário, como terá ocorrido na Hungria e na Venezuela.

A última sondagem, divulgada na sexta-feira, indica que o antigo Presidente Lula da Silva tem uma vantagem de cinco pontos em relação ao actual, Jair Bolsonaro. A segunda volta das eleições presidenciais é a 30 de Outubro. ANG/RFI

 

Bruxelas/UE aprova nova verba de 500 milhões de euros de ajuda militar à Ucrânia

Bissau, 18 Out 22 (ANG) – O Conselho da União Europeia (UE) adoptou na segunda-feira a sexta parcela de 500 milhões de euros de ajuda à Ucrânia, no âmbito do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz.

Segundo um comunicado do Conselho, com esta nova parcela de 500 milhões de euros, a contribuição da UE para a Ucrânia a abrigo do mecanismo soma já 3,1 mil milhões de euros.

As medidas de assistência, decididas em conformidade com as prioridades definidas por Kiev, consistem em 490 milhões de euros para equipamento militar concebido para aplicação de força letal com fins defensivos, bem como em dez milhões de euros destinados a cobrir o fornecimento de equipamento e outro tipo de material, como equipamento de protecção individual, caixas de primeiros socorros e combustível.

Além disso, ambas as medidas de assistência permitirão igualmente a manutenção e reparação de equipamento militar já doado pelos Estados-Membros da União Europeia à Ucrânia no âmbito do mecanismo para a paz.

Com estas medidas, “a UE intensifica o seu apoio à Ucrânia para que esta defenda a soberania e a integridade territorial do país dentro das fronteiras que lhe são internacionalmente reconhecidas e defenda a população civil da guerra de agressão russa em curso”, destaca o comunicado, salientando que a verba se destina a apoiar as capacidades das forças armadas ucranianas. ANG/Inforpress/Lusa

 

                     México/Migrantes a caminho dos Estados Unidos

Bissau, 18 Out 22 (ANG) - Uma nova caravana de migrantes, principalmente composta por venezuelanos, partiu durante o fim de semana do sul do México e   tentam chegar à fronteira com os Estados Unidos em sinal de protesto à nova política migratória dos Estados Unidos.

Cerca de mil pessoas deixaram a cidade de Tapachula, no Sul do México, sendo que a maior parte da caravana é composta por venezuelanos. Os migrantes partiram a pé, debaixo de chuva e de temperaturas elevadas com a esperança de chegar aos Estados Unidos, a cerca de 2800 quilómetros a Norte da cidade de onde saíram.

O Instituto mexicano das migrações admitiu que todos os venezuelanos não vão poder pedir asilo aos Estados Unidos.

Se eles tentarem passar a fronteira, eles vão ser expulsos e nunca poderão fazer pedidos como ‘refugiados’. É uma das novas condições do acordo humanitário com os Estados Unidos. Os venezuelanos têm de fazer um pedido de visto a partir de um país estrangeiro e não no território norte-americano, recordou o Instituto mexicano das migrações.

Os venezuelanos também têm de conhecer alguém em território norte-americano que possa os ajudar financeiramente, bem como chegar aos Estados Unidos por via aérea.

Com essas condições, os Estados Unidos aceitam 24 mil pessoas provenientes da Venezuela. No entanto, é muito pouco comparado com o número de migrantes que fogem da crise económica e política vigente na Venezuela.

Em Setembro, 33 mil refugiados foram interceptados na fronteira dos Estados Unidos.

Desde Outubro de 2021, 155 mil venezuelanos entraram nos Estados Unidos pela fronteira mexicana, um número que triplicou em apenas um ano. ANG/RFI