segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Bloqueio Salarial



Sindicato de Magistrados Judiciais ameaça mover uma queixa  contra governo

Bissau,16 Out 17 (ANG) - O Sindicato dos Magistrados Judiciais ameaça mover uma queixa  contra o governo, devido ao bloqueio salarial de alguns funcionários do Ministério Público.
Vista do Palácio da Justiça

Citado pela Rádio Difusão Nacional, o porta-voz do sindicato Jorge Pedro Gomes informou que qualquer medida relacionada com o congelamento de salário deve ser acompanhado de uma processo disciplinar, o que não foi o caso.

Disse que o Estado desde os seus primórdios é “uma pessoa de bem, não do mal”, com função de servir o interesse colectivo,e que, por isso, esse assunto não pode ficar impune, pelo que os  autores desta medida devem ser responsabilizados judicialmente.

Jorge Pedro Gomes considerou ainda que a decisão do governo constitui uma “grave” violação dos direitos  fundamentos e alienável dos funcionários públicos.

Sustentou  que a deliberação não respeita nenhuma das normas existentes no país, por esta razão, disse que é uma decisão ilegal por afligir as leis na Guiné-Bissau.

O porta-voz disse que quem invoca o facto deve apresentar provas e neste caso de concreto há pessoas que prestaram serviço há 30 anos, mas são considerados de funcionários fantasmas. Facto que considera de “paradoxo”. 

Mais de 03 mil funcionários foram afectados por essa medida do governo de cancelamento de salários ,”devido irregularidades de varia ordem”, no passado mês de Setembro. ANG/LPG/ÂC/SG

Política



                      APU pede demissão do Presidente da República

Bissau,16 Out 17 (ANG) - O presidente da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU -PDGB), Nuno Nabian, disse no sábado que vai levar o povo para a rua e pediu ao Presidente  José Mário Vaz para se demitir de funções.

«Vamos mandar o povo para a rua, vamos trabalhar com outros partidos, porque este país não nos pertence só a nós, mas ao povo da Guiné-Bissau. Vamos concertar com todos os partidos políticos, sem exceção, para pôr na rua o povo da Guiné-Bissau para reivindicar os seus direitos», afirmou, em conferência de imprensa, Nuno Nabian.

Nabian, que ficou em segundo lugar nas eleições presidenciais de 2014, disse que é a favor ao cumprimento da lei no país, mas que ninguém pode proibir as manifestações.

«Vamos fazer o que a Constituição nos dá direito, sem medo, porque também temos de defender o povo guineense e isto tem de ficar claro para José Mário Vaz. O povo vai sair à rua para lhe dizer que não serviu o povo durante estes anos. Estamos na política para contar a verdade», afirmou.

Nuno Nabian avisou também o Presidente guineense, José Mário Vaz, para se demitir de funções e deixar o lugar para alguém que possa continuar a dirigir o país.

«José Mário Vaz, este é um aviso. Com o dinheiro que acumulaste, pede desculpa ao povo e sai e deixa arranjar alguém que possa continuar a dirigir o país. Esta mensagem é para ele ouvir, esteja onde estiver neste momento», afirmou, salientando que o povo quer paz, sossego e tranquilidade.

O atual Governo da Guiné-Bissau, o quinto desde as legislativas de 2014, não tem o apoio do partido que ganhou as eleições com maioria absoluta e o impasse político tem levado vários países e instituições internacionais a apelarem para que o Presidente guineense consiga um consenso para a aplicação do Acordo de Conacri.

O Acordo de Conacri, patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado, entre outros pontos. 
ANG/Lusa

Política



                  APU diz que não vai permitir que governo organize eleições

Bissau,16 Out 17(ANG) - O presidente da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU -PDGB), Nuno Nabian, acusou sábado o Presidente e o Governo de «incompetência» e disse que não vai aceitar que o primeiro-ministro organize as próximas eleições.

«Vamos dizer ao Jomav (como é tratado o Presidente no país) que esta intenção (de adiar as eleições e ser o atual Governo a organizá-las) não vai acontecer nunca. Custe o que nos custar isso não vai acontecer nunca», afirmou Nuno Nabian.

O presidente da APU - PDGB ficou em segundo lugar nas eleições presidenciais de 2014.

As eleições legislativas na Guiné-Bissau estão previstas para 2018 e as presidenciais para 2019.

«Depois de nomear vários governos, o Presidente  acabou por nomear o pior Governo e é este Governo ilegal e inconstitucional que o Presidente quer que organize eleições em 2019 ou 2020», afirmou, em conferência de imprensa, Nuno Nabian.

Acrescentou  que o Presidente guineense «está enganado» e que o atual Governo, liderado por Umaro Sissoco Embaló, «não vai organizar eleições no país e que fique claro para todo o povo» guineense.
 
«Não podemos hipotecar o futuro do nosso país por mais cinco anos com gente incompetente e intriguista e que não ama a Guiné-Bissau. Não vamos aceitar isso nunca», disse.

Questionado pela Lusa sobre essas afirmações, Nuno Nabian disse que já advertiu o Presidente da República que «nenhum partido» vai aceitar as manobras já iniciadas, referindo-se à cartografia eleitoral, cujo processo considera que  tem falta de transparência.

Na conferência de imprensa, Nuno Nabian fez duras críticas ao Presidente José Mário Vaz e ao primeiro-ministro guineense, acusando-os de estarem a vender e a endividar o país, dando como exemplo, a privatização dos portos, a entrega de Bolama a uma empresa, que «ninguém sabe de onde vem».

 «A Guiné-Bissau vai ter problemas», afirmou Nuno Nabian, salientando que um chefe de Estado tem de ser nacionalista, patriota e «alguém que goste do povo».

Nuno Nabian alertou também os dirigentes guineenses que o mundo está atento ao que se passa no paise que o hoje o «país está vulnerável»
e que está  a entrar «dinheiro sujo, droga e, certamente, armas».

«Tudo está a entrar para a Guiné-Bissau», disse.
ANG/Lusa

Desporto



Internacional Sami declara que não volta à selecção “enquanto certas pessoas lá estiverem”   

Bissau,16 Out 17(ANG) - O internacional guineense Leocísio Júlio Sami declarou que não  volta a representar a seleção nacional da Guiné-Bissau enquanto certas pessoas estiverem lá.
 
A decisão deste internacional guineense de 28 anos foi tornada pública numa entrevista dada ao Canal Sem Truques, sem indicar as pessoas a que se refere.

Numa  entrevista que durou cerca de uma hora e meia, Sami falou, entre vários assuntos, sobre  a sua formação como jogador, a sua carreira enquanto sénior e jogador profissional, e  da seleção nacional de futebol da Guiné-Bissau que aceitou representar numa altura em que muitos jogadores naturais da Guiné-Bissau abdicaram. 

"É uma seleção que resume muito como é que é a sociedade guineense. É o reflexo da sociedade. Dói ver que chegou um ponto em que a seleção não é  algo tão verdadeiro. Há ali coisas que nos ultrapassam porque não temos poderes sobre isso, mas quem é minimamente atento ou quem quer ver, vê realmente o que passa naquela seleção. É ridículo e é algo que enoja" afirmou Sami.

 Referindo-se ao apuramento ao CAN-2017, disse que há pessoas que no passado a seleção não lhes interessava e que no mesmo período podiam ter ajudado a seleção, salientando que a partir do momento que se conquistou algo estas pessoas apareceram para tirar proveito.

O jogador do Desportivo de Aves da primeira liga portuguesa foi ainda mais longe ao afirmar que nunca um empresário
pode ser o director da seleção,  porque o empresário é quem agenceia os jogadores questionando ainda que um empresário  que tem jogadores e é director executivo duma seleção, o que vai fazer?

"A seleção é um sítio onde poderia dar muito rendimento ao país e ao contrário está a dar prejuízo. Pelo que nos é informado, foi dado uma verba pelo governo e deixa agora pensar como é que uma identidade como a Federação da Guiné-Bissau ainda é sustentada pelo governo, ainda não consegue andar pelos próprios pés. Há sempre verbas que são dadas à selecção mas que nunca dão e nunca batem certo", advertiu o internacional guineense. 

Sami ainda afirmou  nesta entrevista que houve alguns momentos na seleção, em que ele, Ivanildo e o Bocundji tinham que dar a cara para defender os mais novos e por causa disto alguns acharam que há pessoas que têm algum peso na seleção e queriam mandar ali e quando estas pessoas tiveram a oportunidade de entrar na seleção acharam que tinham que abrir guerras com eles e chocaram. 

"Eu não tenho nada mal contra os jogadores que estão lá a jogar. Dou-me super bem e relaciono-me e falo bem com toda a gente, com todos jogadores. Há muitos que dou conselhos e ajudo de forma que eu puder e só espero que continuem. Eu, a seleção não vou voltar”, disse.

Afirmou que vê a seleção com as pessoas que estão lá actualmente, acrescentando que já consegui o que foi o seu sonho.

“Foi o meu sonho e sempre tive o sonho a partir do momento que eu entrei no projecto seleção. Era para competir numa grande competição e tivemos esta oportunidade. Tivemos tipo o ouro nas mãos  mas não aproveitamos, porquê? Por causa dos interesses. E correu mal por causa dos interesses”, lamentou.

Disse que quando a pessoa está ali, vê que desperdiça muito seu tempo e depois acontece estas coisas.  A pessoa não é respeitada, vê-se ali situações que nós e como estou a dizer, então por mim, por enquanto as pessoas estiverem lá. Amo muito a minha selecção, amo muito a minha terra mas não vou lá porque um dia vai haver uma desgraça" afirmou Leocísio Júlio Sami.
ANG/Site “Sou Djurtu”

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Saúde pública


  Botche Candé promove trabalhos de remoção de lixos no bairro de Cuntum

Bissau, 13 Out 17 (ANG) - O Ministro do interior e elementos ligados a sua
instituição procederam quinta-feira a remoção de toneladas de lixos amontoados no bairro de Cuntum junto ao Estádio de futebol “Nelson”, concretamente atrás do ex-hospital militar “3 de Agosto”, em Bissau.
 
Na ocasião, Botche Candé explicou que o acto realizou-se na sequência de um pedido formulado neste sentido há mais de um ano pelos moradores locais que se manifestaram impotentes perante aquele amontoado de detritos que os próprios acumularam durante cinco anos.

“O mais grave é que o lixo se assenta no tubo de canalização de água potável que abastece o bairro de Cuntum”, salientou o governante tendo lembrando que tal situação punha em risco a saúde dos habitantes locais.

O ministro teceu duras críticas aos deputados eleitos naquele círculo eleitoral,
concretamente os do PAIGC por, segundo disse, terão  abandonado a
população à sua sorte diante desta grave ameaça à saúde pública, lembrando-lhes que no futuro irão precisar desta mesma para serem reeleitos.

“O trabalho de um deputado é de ir ao encontro dos anseios e preocupações dos seus eleitores. Preocupar-se com mulheres grávidas e lactantes e ainda com os doentes no seio da população da localidade da qual fora eleito e não passar o tempo a insultar e criticar o Presidente da República”, considerou Candé.

“Se continuarem com esta postura de distanciamento em relação aos seus eleitores, correm o risco de sofrer uma derrota nas próximas eleições legislativas”, advertiu o Ministro que, no entanto, pós de lado este cenário em relação ao PAIGC.

“Contudo, o PAIGC não irá para oposição no próximo escrutínio”, proclamou
acrescentando que vai prosseguir com acções desta natureza junto as populações para garantir a vitória ao partido libertador.

Entretanto, o governante advertiu que concluído que foi o trabalho da limpeza irá proporcionar os meios necessários para a vedação do referido lugar e colocar agentes de segurança para garantir que a população não volte a deitar resíduos naquele espaço.

Para este trabalho foram aloucados 12 camiões basculantes e três tractores,
avançou ainda o Ministro que destacou ter mobilizado efectivos da polícia, da
guarda nacional, dos serviços de segurança de Estado e da Migração e Fronteiras para este trabalho.

 Falando em nome da população local, Francolino Correia agradeceu ao ministro por ter respondido o pedido da população e contribuído para a promoção de saúde naquele bairro periférico da capital.
Este músico vulgarmente conhecido por Fran Bedin louvou a promessa deixada pelo ministro de vedar o local e colocar agente de segurança para pôr termo o hábito da população de ditar lixo naquele espaço.

O trabalho de remoção de lixo terminou com um almoço de confraternização
oferecido por Botche Candé no qual participaram a população local.
ANG/JAM/SG

Ensino público



                  Sindeprof ameaça boicotar arranque do ano lectivo 2017/18

Bissau, 13 Oct 17 (ANG) – O Sindicato Democratico  dos Professores (SINDEPROF), na voz do seu vice-presidente, Eusébio Có  anunciou hoje vai  boicotar o inicio das aulas,caso o governo continuar a não respeitar os restantes pontos exigidos no último Memorando de Entendimento assinado entre as partes.
 
Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), o Vice-Presidente de SINDEPROF, Eusébio Có disse que os dois sindicatos dos professores, não têm nada a ver com o anúncio feito pelo governo relativamente a abertura oficial de novo ano escolar, feita quinta-feira, porque reconhecem  que é da  competência do executivo. 

Segundo Eusébio Có, no ponto de vista dois sindicatos, o governo antes de tomar a decisão de anunciar a abertura oficial de novo ano lectivo, devia preocupar-se em resolver os restantes pontos exigidos no último Memorando de Entendimento assinado desde o dia  05 de Junho de 2017. 

“No referido memorando, foi exigido o cumprimento de “Seis” pontos entre  os quais, a regularização de salário dos professores novos ingressos e contratados”, revelou o Vice-Presidente de SINDEPROF.

Eusébio Có descreveu, por outro lado,que o pagamento de retroactivo e dos professores novos ingressos de 2012/13, eram dos pontos que o executivo se comprometera a liquidar mas que  até hoje não foi cumprido.

“O Governo apelou-nos para ceder-lhe 30 dias para efectuar um trabalho de base relativamente a nossa situação, concordamos, e venceu o prazo e até hoje não cumpriu com a promessa”, sustentou Có.

Aquele Sindicalista destacou por outro lado que apesar das falhas demonstradas, os dois sindicatos pretendem ainda sentar-se a mesa com o governo, a fim de conversarem e procurarem, juntos, uma solução que permitirá o início  do ano lectivo, 2017/2018.    ANG/LLA/AC/SG

Política



  PM visitou Guiné-Conacri para “voltar a aquecer relações” com Presidente Condé

Bissau, 13 Out 17 (ANG) - O primeiro-ministro afirmou quinta-feira que "voltou a aquecer as relações" com o Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, com quem se desentendeu sobre a solução para o impasse político que vive a Guiné-Bissau.

Segundo a agência Lusa, Umaro Sissoco Embalo, de etnia fula, acusou Alpha Condé, de etnia mandinga, de não gostar dele por causa da sua etnia, tendo acusado o Presidente da Guiné-Conacri de parcialidade na mediação da crise na Guiné-Bissau.

O Presidente da Guiné-Conacri foi nomeado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) mediador para ajudar a ultrapassar o impasse político guineense.

O primeiro-ministro guineense considerou que a mediação de Alpha Condé estava a ser parcial e chegou a admitir a possibilidade de solicitar a sua substituição. 

"Como sabem, tínhamos umas relações frias com o Presidente Alpha Condé, mas hoje voltamos a aquecer as nossas relações", afirmou o primeiro-ministro em Bissau, depois de uma visita de algumas horas a Conacri.

Em declarações aos jornalistas no aeroporto de Bissau, Umaro Embaló afirmou que ficou tudo esclarecido com Alpha Condé.

"A Guiné-Bissau é um Estado como qualquer outro Estado", defendeu Embalo, pedindo os guineenses para encontrarem as soluções para os problemas do país "sem arrogância".

Quanto à legitimidade do seu Governo, contestada por vários partidos, o primeiro-ministro considerou que apenas o tribunal poderá determinar uma posição definitiva sobre o assunto ou então o Parlamento.

O atual Governo da Guiné-Bissau não tem o apoio do partido que ganhou as eleições com maioria absoluta e o impasse político tem levado vários países e instituições internacionais a apelarem a um consenso para a aplicação do Acordo de Conacri.

O Acordo de Conacri, patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado, entre outros pontos. ANG/Lusa

Função Pública



Governo diz que situação de bloqueio salarial será ultrapassada na próxima semana

Bissau, 13 Out 17 (ANG) – O Ministro da Função Publica garantiu que a situação de bloqueio salarial de alguns funcionários públicos vai ser ultrapassada na próxima semana, devido aos resultados do censo que está a ser feita e da confirmação da parte dos trabalhadores em causa.
 
Em declarações à imprensa, Tumane Baldé exortou aos professores que ainda não receberam no sentido de apresentarem os documentos exigidos junto do ministério da educação para a regularização das suas situações.

Apesar de ter reconhecido a complexidade da situação dos professores que têm o sector educativo como um trampolim para entrar na função pública, Baldé apela a compreensão dos docentes.

O Secretário- geral da Confederação de  Sindicatos Independentes, Filomeno Cabral congratulou-se com o executivo no que se refere ao desbloqueio da situação salarial de alguns funcionários, que considerou de alarmante.

 “ Em 2012 os funcionários públicos eram cerca 12 mil e hoje em dia ou seja há anos o número dos funcionários subiu para 32 mil Onde saíram, quem são, dois bancos de dados o que não é correto. Banco de dados deve ser só um”, vincou.

Cabral disse que ficou retida na reunião que doravante os dados dos funcionários públicos validos são os do Ministério da Função Pública e ao Ministério das Finanças caberá o papel de pagador.

Em relação a questão de falta de pescado, da corrente eléctrica e a venda do arroz para além do preço estipulado pelo governo, Filomeno Cabral disse que o executivo promete tomar medidas correctivas.

Quanto a questão dos órgãos da comunicação social públicos, informou que até ao final deste mês o governo vai proceder a entrega dos equipamentos informáticos e viaturas conforme a necessidade de cada um.

O secretário-geral da UNTG, Estevão Gomes Có apelou ao executivo a resolver a situação de bloqueio salarial o mais rápido possível.

Disse que a situação que o país vive hoje em dia tem a ver com a má estruturação da função pública, por isso, como o actual governo “não eleitoralista” pode-se fazer um trabalho de base para uma administração pública organizada. 

Em nome da Câmara de Comércio, Mama Samba Embalo exorta ao governo a regularizar, com máxima urgência possível, a situação dos funcionários, cujos salários foram bloqueados.   ANG/LPG/SG

Forças Armadas


          Biaguê Na Ntan quer abandonar chefia do Estado-maior General


Bissau,13 Out 17(ANG) - Biague NanTam pediu ao Presidente da República José Mário Vaz para abandonar o seu posto a frente dos militares da Guiné Bissau, noticia e-Global.

O pedido de Biague, feito antes da recente viagem de José Mário Vaz a Portugal e não terá sido alvo de decisão final por parte da Presidência.

Segundo a  e-Global, o pedido não foi ainda formalizado por escrito, e nem sequer José Mário Vaz se comprometeu a aceitar a decisão do seu CEMGFA.

Biague Na Ntan terá alegado razôes de saúde para a sua saída do cargo, uma vez que necessita de tratamentos regulares em Cuba, país para onde tem viajado de forma frequente.

o site refere ainda que ao longo da crise política que tem marcado os últimos dois anos do dia-a-dia da Guiné-Bissau, Biague Na Ntam tem sido criticado por alguns militares como o principal sustentáculo da Presidência na pacificação nos quartéis, e que foi também através de Biague, figura respeitada entre os militares, que o sector se manteve afastado de todos os problemas políticos, postura que tem sido alvo de elogios por parte da Comunidade Internacional.

Citando  fontes da Presidência da República, a e-Global adianta    que José Mário Vaz estará agora em processo de avaliação de três nomes em cima da mesa: Augusto Mário Có, diretor do Instituto Nacional de Defesa, Lassana Mansaly, Chefe de Estado-Maior do Exército, e Zamora Induta
ANG/e-global

Libéria/ presidenciais



  George Weah e Joseph Boakai à frente na contagem de resultados parciais     provisórios

Bissau, 13 Out 17 (ANG) – Os dois favoritos das eleições presidências da Libéria, o senador George Weah, legenda do futebol africano e o vice-presidente cessante, Joseph Boakai, estão à frente na contagem de resultados parciais provisórios anunciados quinta-feira pela Comissão Eleitoral Nacional da Libéria(NEC).

Estes resultados, os primeiros depois da votação na terça-feira para escolha do sucessor de ’Ellen Johnson Sirleaf, primeira mulher eleita chefe de estado em África, “ainda não permitem determinar se uma segunda volta  será necessária”, declarou em conferência de imprensa, o presidente da NEC, Jerome Korkova.

“ Esta comissão decidiu publicar os resultados em tempo real, mas isso não pode ser feito em detrimento da exatidão, disse Korkova acrescentando que ainda “ninguém foi  declarado vencedor”.

Estes resultados dizem respeito a províncias que correspondem a 48 por cento do sufrágio.
Terça-feira, a presidente cessante que não concorreu por atingir o limite de dois mandatos de seis anos, declarou que a Libéria está pronta para a transição, a primeira de um dirigente eleito para outro no país, depois de três gerações.

Vinte candidatos concorreram o posto que Sirleaf ocupou durante doze anos.
ANG/FAAPA

Educação



“52 por cento das meninas têm acesso ao primeiro ano de escolaridade mas só 15 por cento atinge o 12º ano”, diz a UNICEF

Bissau, 13 Out 17 (ANG) – A representante adjunta do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF),disse esta quinta-feira que um estudo recente aponta que na Guiné-Bissau apesar dos avanções verificados no sector educativo apenas 52 por cento das meninas de famílias com economia mais baixa têm acesso ao primeiro ano de escolaridade e delas, só 15 por cento atingem o décimo segundo ano.

Cristina Brugiolo que falava na cerimónia de  enceramento do ano lectivo findo e da Abertura do ano lectivo  2017/18, disse que em sentido inverso,93 por cento dos meninos vindos duma família com economia mais rica e de meio urbano frequentam o primeiro ano de escolaridade e, destes 78 por cento atinge o nível mais elevado do ensino.

“Observando este grande contraste de género no país e esta trajectória descendente de uma geração de crianças de 6 anos, podemos ver que, no seu percurso escolar, desde cedo a criança é confrontada com vários obstáculos entre os quais, o começo de estudos depois dos seis anos, a cobertura escolar insuficiente e incompleta “,disse.

A responsável informou que apenas 25 por cento das escolas do ensino básico oferecem os primeiros dois ciclos de escolaridade completos, ou seja a escolaridade gratuita e obrigatória, é um processo de ensino-aprendizagem que regista um número limitado de dias úteis de ensino.

Cristina acrescenta que  o sistema educativo guineense ainda apresenta inúmeros desafios e precisa mais  de apoio coordenado dos seus actores à todos os níveis.

“Apesar disso, seria um erro pensar que a solução destes problemas esteja apenas nas mãos do Governo, dos parceiros como Banco Mundial, Unicef, Unesco, Plan entre outros ,ou que a solução esteja na tão desejada estabilidade política “, informou.

A solução, segundo  ela,  deve vir de cada um dos actores fundamentais da educação que são, os pais e encarregados de educação, alunos e professores.

A representante-adjunta da Unicef disse que os pais  devem sentir a importância da educação, matriculando os filhos incluindo as meninas na idade certa que é de seis anos, e que os alunos devem valorizar o grande investimento dos pais e Governo em assegurar o ensino gratuito e de qualidade e cuidar de todos os bens postos a disposição.

“Em fim, os professores aos quais os pais entregam os próprios filhos confiando na sua obrigação de cuidador e de formador, tem um outro prestigio que é de contribuir de uma maneira substancial e positiva para o desenvolvimento do capital humano”, referiu Cristina Brugiolo.

A responsável apelou aos professores  para  explorarem todas as opções de diálogo construtivo e responsável na resolução de qualquer dificuldade que a profissão enfrenta, de maneira a não privar a esta geração o direito fundamental à educação. ANG/MSC/SG

Banco Mundial



“Facilitar a migração melhorará a economia da ASEAN”, diz Banco Mundial

Bissau, 13 Out 17 (ANG) - Facilitar a migração melhoraria a economia da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e a protecção dos trabalhadores migrantes na região, defendeu hoje o Banco Mundial num relatório intitulado “Migrando rumo à oportunidade”.


 
“Em geral, os procedimentos de migração na ASEAN permanecem restritivos”, indicou em comunicado o Banco Mundial, elencando como barreiras os “processos de recrutamento longos e dispendiosos” e as “restritivas quotas no número de trabalhadores estrangeiros permitidos” em cada país.

Além disso, segundo a instituição mundial, as “rígidas políticas de emprego” restringem as opções e a protecção social dos trabalhadores imigrantes.

No relatório, o Banco Mundial refere, por exemplo, que o aumento de 10 por cento dos trabalhadores de baixa qualificação elevaria o Produto Interno Bruto (PIB) da Malásia em 1,1por cento.

A economia da Tailândia, por seu turno, cairia 0,75por cento sem imigrantes no seu mercado laboral.

A maioria dos mais de 6,5 milhões de trabalhadores migrantes na ASEAN, na sua maioria pouco qualificados e, por vezes, indocumentados, trabalha no setor da construção, nas plantações ou como empregados domésticos.

No mesmo documento, o Banco Mundial reconhece os passos dados pela Comunidade Económica da ASEAN para facilitar a mobilidade, mas observa que a regulação se cinge a profissionais qualificados – incluindo médicos ou engenheiros –, que apenas representam 5% do mercado de trabalho do bloco regional.

“Com a escolha adequada de políticas, os países de origem podem aumentar os seus benefícios económicos enquanto protegem os direitos dos seus cidadãos que decidem emigrar para trabalhar”, afirmou Sudhir Shetty, economista-chefe para a Ásia Oriental e Pacífico do Banco Mundial.

Sudhir Shetty sustenta, por outro lado, que os países de acolhimento podem ocupar os postos de trabalho vagos e elevar o seu PIB com políticas adequadas.

“Políticas desadequadas e instituições ineficazes significam que a região está a perder oportunidades com a imigração”, apontou.

O relatório propõe, entre outras medidas, a simplificação do processo de emigração em países como Laos, Camboja ou Birmânia, assim como a regulação dos trabalhadores imigrantes irregulares na Tailândia.

Malásia, Singapura e Tailândia contam com 6,5 milhões de trabalhadores imigrantes, o equivalente a 96% da ASEAN, de acordo com o Banco Mundial.

Em 2015, os imigrantes da região enviaram remessas para os seus países de origem avaliadas em 62.000 milhões de dólares (52,6 milhões de euros).

Olhando em termos de países, as remessas representaram 10 por cento do PIB das Filipinas, 7por cento do do Vietname, 5por cento do da Birmânia e 3 por cento do do Camboja.  ANG/Inforpress/Lusa

Política



         Artur Sanha nega ter sido convidado para vice-presidente do PRS

Bissau, 13 Out. 17 (ANG) – O antigo Primeiro-ministro de transição e dirigente do Partido da Renovação Social (PRS),disse esta quinta-feira que a notícia que está a circular no país, segundo a qual terá sido convidado pelo Presidente do partido, Alberto Nambeia, para ocupar o cargo do vice-presidente e que recusou, não corresponde a verdade.
Artur Sanha foto arquivo

Artur Sanhá reagia assim, numa conferência de imprensa, “à notícia postas a circular nas redes sociais “de que tinha sido convidado por Alberto Nambeia para ocupar o cargo mas que declinou o convite.

“Depois do Congresso, desde o dia 29 de Setembro último até hoje não encontrei fisicamente com o presidente do partido e muito menos para me convidar a ser vice-presidente do PRS ”,informou.

Para Sanhá as pessoas estão a fazer ao Nambeia, o mesmo serviço contagioso que fizeram tanto com os ex-presidentes João Bernardo Vieira (Nino) como com o Kumba Yala . “Ou seja conselhos para destruir os adversários, incluindo as invenções contra personalidade de alguém”.

“ As pessoas devem deixar estas práticas principalmente aqui no PRS”, disse salientando que durante o 5º Congresso dos renovadores foi claro ao afirmar que vai priorizar o partido porque tem interesse no seu crescimento para dar a sua máxima contribuição para o bem da Guiné-Bissau.

O antigo Secretário-geral dos renovadores frisou que o programa maior do seu partido é chegar ao poder, salientando que não vai fazer nada que possa pôr este objectivo em causa.

Artur Sanhá disse que mantem aquela decisão até hoje, salientando que ele é uma pessoa, consciente naquilo que faz, acrescentando que um partido instável mesmo ganhando eleições não consegue governar.

“Por isso, vamos ajudar a estabilizar os partidos políticos da Guiné-Bissau, porque se isso não acontecer quem vier a ganhar eleições será um asar para o país “,afirmou.
Sanhá disse que já esta na direcção dos renovadores de uma forma automática pelo que não precisa ser convidado para a integrar.

Aquele dirigente dos renovadores considerou de pena o actual momento que o país está a viver, e referiu que antes da queda do Governo liderado por Domingos Simões Pereira tiveram a ousadia no parlamento de chamar a atenção de que tudo que começa mal acaba mal.

“Agora a situação do país esta bloqueada e só nós guineenses podemos encontrar a fórmula para sair desta situação de crise política que o abala. Muitas coisas que o parlamento devia resolver ficaram paradas, entre elas a legitimação do Governo para poder buscar fundos junto dos parceiros para o desenvolvimento da Nação”, disse.

Segundo Artur Sanhá, sem a aprovação do programa do governo, “mesmo tendo um Primeiro - ministro cientista” não pode conseguir recursos para fazer frente aos desafios que o espera. ANG/MSC/SG

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Nações Unidas



                                    Estados Unidos abandonam Unesco

Bissau, 12 Out 17 (ANG) - Os Estados Unidos de América anunciaram hoje que vão sair da Unesco, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e  Cultura. 

Sede da Unesco em Paris
O departamento de estado norte-americano diz que a decisão terá efeitos a parir de 31 de dezembro.

“Essa decisão não foi tomada de ânimo leve, e reflecte as preocupações dos estados unidos com o aumento das dívidas na Unesco, a necessidade de reformas fundamentais na organização e o viés anti-israel na Unesco”, diz o comunicado divulgado esta quinta-feira.

A Diretora-geral da organização, Irina Bokova já disse “lamentar profundamente” a decisão norte americana.

A universalidade é essencial à missão da Unesco para construir a paz e a segurança internacional face ao ódio e a violência, pela defesa dos direitos humanos e da dignidade humana”, disse Bokova em comunicado. ANG/DN

Ensino público



Ministro considera “uma obrigação” melhoria das condições de trabalho dos professores

Bissau, 12 Out. 17 (ANG) – O ministro da Educação Nacional e do Ensino Superior disse hoje que é uma obrigação de todos , a melhoria das condições de trabalho dos professores guineenses, como elementos preponderantes na comunidade e agente activa no desenvolvimento social.
Sandji Fati

Sandji Fati discursava no acto do fecho do ano lectivo 2016/17 e a abertura do novo ano lectivo 2017/18, cujo o lema é “Juntos para um Sistema educativo Estável”, disse que o acto é de muita importância, não só pelo Governo, mas para todos os envolvidos no processo, nomeadamente os pais e encarregados de educação, os parceiros, sindicatos e os próprios professores.

“Essa cerimónia vai servir de reflexão sobre o que se fez no ano transacto e perspectivar o que vai iniciar ou seja, fazer um modelo que seja capaz e eficiente para termos um ensino de qualidade “,disse.

O governante reconheceu o papel do professor como elemento preponderante na comunidade e agente activa no desenvolvimento social, salientando que as melhorias das condições dos docentes guineenses impõem-se, acrescentando que a melhoria de condições dos docentes não é um favor por parte do executivo mas sim uma obrigação.

O ministro da Educação Nacional e do Ensino Superior disse que o actual Governo   não tem actualmente nenhuma divida para com os professores.

“Pelo contrário, o nosso Governo está a pagar as dívidas atrasadas herdadas e no momento está-se a discutir a avaliação dos Estatutos da Carreira Docente nas regiões”, explicou, lembrando que o sistema de ensino enfrenta um conjunto de problemas ou seja o Estado forma os professores e esses docentes são postos no sistema e quanto efectivam simplesmente mudam para outros ministérios, o que não pode continuar.

Sandji Fati questionou o porquê de não dar ao professor o salário igual aos funcionários de outros ministérios para os assegurar no regime, fazendo o que mais gostam que é dar aulas, e possibilitar a estabilização do sistema  educativo guineense.

“Essa reflexão cabe à nós todos sem excepção . Mas  só será possível encontramos soluções se o sistema estiver estável. Se isso acontecer nos países como Ghana e Nigéria nós também temos de encontrar soluções para estabilizar e dar um salário que faça com que o professor se mantenha a leccionar “,disse.

Por seu turno, o representante da Associação dos Pais e Encarregados de Educação, Duarte Nuno Dabó pede ao governo para que, através do Ministério da Educação tenha  um acordo duradouro e sólido com os professores que garanta o cumprimento a 100 por cento do cumprimento dos dias lectivos, estabelecido pelo calendário escolar.

Para Fernando Mendes, em representação dos dois sindicatos do sector educativo, nomeadamente o Sinaprof e e Sindeprof, o encerramento e abertura do ano lectivo são momentos de exercício da cidadania activa e responsavelmente nobre, por isso devia ser de reflexão e de análises profundas sobre as prestações nacionais no sector do ensino.

“ E os sindicatos enquanto parceiros do governo na implementação do sistema educativa estável, manterão vigilantes em defesa de seus interesses, a nobre causa da luta para o bem da estabilização não só do sistema do ensino, mas de toda a sociedade em geral, porque uma sociedade livre e desenvolvida é aquela que é culta cientificamente”, referiu.

Na cerimónia também foi lançada a Campanha 6-6 que incentiva a entrada das crianças na escola com seis anos e lá ficar até pelos menos concluir o sexto ano da escolaridade ,e contou com as presenças dos técnicos do Ministério da Educação, parceiros casos da UNICEF , Plan Internacional entre outros.
ANG/MSC/ÂC/SG