terça-feira, 18 de junho de 2019

Política


Presidente da República pede ao PAIGC para indicar nome do futuro Primeiro-Ministro

Bissau,18 Jun 19(ANG) – O Presidente da República endereçou segunda-feira uma carta à Direcção do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, pedindo a indicação de um nome para ocupar o cargo do Primeiro-ministro.

“Na minha qualidade do Presidente da República e no exercício das minhas atribuições conferidas pela Constituição da República, sirvo-me do presente para convidar ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC) para indicar o nome do seu candidato ao cargo do Primeiro-ministro por ter sido o partido que obteve o maior número de mandatos na Assembleia Nacional Popular”, disse José Mário Vaz na carta à que ANG teve acesso.

Na missiva enviada ao PAIGC, o Presidente da República afirmou ainda que o convite resulta das suas audições aos partidos políticos com assento parlamentar, realizadas no passado dia 14 do corrente mês, na Presidência da República.

Com efeito e segundo apurou a ANG, o PAIGC reuniu na tarde de segunda-feira a sua Comissão Permanente tendo já enviado ao Presidente da República, o nome do seu líder Domingos Simões Pereira, como sua proposta para ocupar as funções do Primeiro-ministro.

Segundo uma fonte da Presidência da República, José Mário Vaz convocou os partidos políticos com e sem assento parlamentar para uma reunião a ter lugar hoje, dia 18, para  auscultações  sobre a marcação da data das eleições presidenciais. ANG/ÂC//SG 


Angola


                         Paulo Pombolo é o novo secretário-geral do MPLA
Bissau, 18 jun 19 (ANG) - Paulo Pombolo, é o novo secretário-geral do MPLA, eleito por 90,11% de votos no Congresso Extraordinário do partido no poder, que decorreu no fim-de-semana, rejuvenesceu e aumentou o número de membros do Comité Central .
O VII Congresso Extraordinário do MPLA, partido no poder em Angola desde a independência, adoptou a sua estratégia para as primeiras eleições autárquicas no país, previstas para 2020 e consolidou o poder do novo líder do MPLA e Presidente do país João Lourenço.
Um total de  134 novos membros membros, na sua maioria jovens, com menos de 45 anos, foram eleitos para o Comité Central, que passa a contar com 497 membros.
Com esta injecçao João Lourenço, tem maior controlo do partido, cuja direcção era dominada por seguidores do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, que esteve ausente no conclave, por razões desconhecidas, tal como a sua filha Tchizé dos Santos, suspensa do Comité Central, mas que continua deputada e militante.
Na abertura do Congresso João Lourenço prometeu continuar o combate à corrupção, lembrou estar em curso um processo de privatizações e arresto de empresas públicas endividadas em relação ao Estado cuja "dívida pública atinge 84% do PIB e a dívida externa é de 63%...que serviu para financiar o enriquecimento ilícito de uma élite restrita, seleccionada na base do parentesco, amiguismo e compadrio, que constituíram congregados empresariais com esses dinheiros públicos...uma situação de injustiça que precisa ser corrigida".
João Lourenço citou entre outros a "Sonangol e a Sodiam que financiaram negócios privados como se de instituições de crédito se tratassem"...prometeu inverter esta situação "combater a pobreza...e criar uma verdadeira classe média com um nível de vida aceitável".
Paulo Pombolo, nascido a 12 de Abril de 1962que já foi governador do Uíge, e 1° Secretário Nacional do MPLA, foi eleito novo Secretário -Geral do partido por 410 votos a favor, 27 contra, 18 votos em branco e 5 nulossubstituindo Boavida Neto, no cargo desde Setembro de 2018, considerado um elemento crítico das reformas do Presidente João Lourenço e defensor dos ideais de José Eduardo dos Santos.
Boavida Neto "desceu" para o Bureau Político, onde estão também o Presidente do Parlamento Fernando Piedade Dias dos Santos "Nandó", o vice-Presidente Bornito de Sousa, vários ministros, bem como o governador de Luanda Sérgio Luther Rescova.
Outros jovens foram igualmente eleitos para os 72 membros do novo Bureau Político do Comité Central, órgão no qual João Lourenço é Presidente e Luísa Damião vice-presidente.
A lista única apresentada pelo Presidente João Lourenço obteve 427 votos dos 460 válidos (não votaram os 37 membros do Comité Central) o que equivale a 93,23% e 21 contra, ou seja 4,59%, com acréscimo de 10 votos em branco e 4 nulos.
No próximo Congresso Ordinário do MPLA João Lourenço deverá tentar o afastamento do Comité Central da chamada velha guarda ligada a José Eduardo dos Santos, de que grande parte de elementos está envolvida em actos de corrupção e nepotismo, muitos deles já arguidos ou a braços com a justiça.
A sociedade angolana aguarda com expectativa as mudanças que o Presidente João Loureço anunciou efectuar na sua equipa governativa.  ANG/RFI

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Cooperação


“A Índia vai ter a sua Embaixada em Bissau no próximo ano”, diz o Embaixador  

Bissau, 17 Jun 19 (ANG) – O Embaixador da Índia para Senegal e Guiné Bissau anunciou para o próximo ano a instalação da sua Embaixada no país.

Rajuv Krima que falava à imprensa a saída do encontro hoje com chefe de Estado guineense, José Mário Vaz afirmou que a Guiné-Bissau é um país importante para a Índia razão pela qual o governo do seu país decidiu abrir no próximo ano uma embaixada no país.

Rajuv Krima que termina a missão no próximo mês de Julho disse que deseja tudo de bom para a Guiné-Bissau.

No domínio da cooperação destacou apoios que a Índia concedeu ao país, sobretudo na área da formação superior e técnico-profissional.

Por isso, Rajuv Krima disse estar feliz e espera que o seu sucessor prossiga com o trabalho iniciado.

Entretanto, o chefe de Estado guineense recebeu igualmente a missão do Conselho de Paz e Segurança da União Africana que se encontra no país por um período de três dias para acompanhar a actual situação política vigente no país.

A saída do encontro a missão chefiada pelo Embaixador da República da Serra Leoa, Brima Patrik Kapuwa não prestou nenhuma declaração a imprensa.
ANG/LPG/ÂC//SG  

Política


“Uma mulher à testa da nação guineense terá sensibilidade para problemas reais do povo “, diz Nancy Schwartz

Bissau, 17 Jun 19 (ANG) – A candidata às próximas eleições presidenciais na Guiné-Bissau defendeu recentemente que com uma mulher à testa da nação guineense haverá sensibilidade para problemas reais do povo. 

Segundo Jornal Nô Pintcha, a socióloga Nancy Schwartz de 46 anos de idade fez estas declarações numa entrevista à DW-África em que disse que pretende mudar o rumo do país.

Aquela jovem disse que a Guiné-Bissau vive numa encruzilhada política sem fim à vista, lembrando que o mandato do atual Chefe de Estado termina no dia 23 do mês em curso, mas que ainda não nomeou o primeiro-ministro para formar governo.

Nancy Schwartz disse que a sua candidatura irá trabalhar em estreita colaboração com todos os atores sociais guineenses, para a construção de uma sociedade inclusiva e equilibrada.

Garantiu que, ser for eleita presidente, vai fortalecer o Estado de Direito Democrático com base na heterogeneidade, onde haverá uma estabilidade governativa, uma relação profícua entre a presidência, o governo e demais instituições do Estado.

Questionada sobre a atual crise política vivido há quatros anos na Guiné-Bissau, respondeu que a situação tende a agudizar-se, por que não há vontade para se estabelecer o diálogo entre os atores políticos e que não  trabalham para o bem do povo.

“Se for eleita primeira magistrada da nação a minha prioridade será colocar em cima da mesa um conjunto de auscultações já realizadas, reunir todas as equipas multidisciplinares tanto na Diáspora como entre residentes no país, colaborar com o executivo e encontrar as prioridades para permitir uma convivência sã entre as instituições do Estado”, disse.

Nancy Schwarz, 46 anos de idade é licenciada em Sociologia, em Portugal, encontra-se em Lisboa a recolher assinaturas para formalizar a sua candidatura às presidenciais ainda sem data mas que deverá ter lugar ainda este ano.

A activista social iniciou a sua caminhada às presidenciais de 2019 desde 2011 em Londres(Inglaterra) através de um grupo denominado “ Amanhã Guiné-Bissau”. ANG/JD/ÂC

Justiça


“A justiça pode tornar mais perigosa se o sistema político continuar instável”, diz Bastonário de Ordem dos Advogados

Bissau, 17 Jun 19 (ANG) - O Bastonário de Ordem dos Advogados alertou recentemente que a situação da justiça pode tornar mais perigosa se a Guiné-Bissau não conseguir construir um sistema político estável.

Segundo jornal Nô Pintcha que cita a Rádio Sol Mansi, Basílio Sanca falava numa conferência de imprensa na qual abordou a  situação da justiça no país.

“As instituições policiais estão a ganhar terreno e a assumir o papel que não lhes compete, como por exemplo, o de fazer justiça nas esquadras policiais, no Comando da Guarda Nacional e na Polícia Judiciaria”, referiu o Bastonário.

Basílio Sanca considerou de triste e vergonhosa a situação de os policiais passaram a fazer justiça uma vez que existem pessoas para tal e que infelizmente as pessoas competentes para resolver a questão da justiça só estão preocupadas com guerras desnecessárias.

“Os juízes exercem o poder com total desprezo pelos direitos dos cidadãos e essa situação vai se tornar mais perigosa se o país não consegue construir um sistema político estável”, disse o Bastonário de Ordem dos Advogados.

Sublinhou que o factor político tem dominado a actuação do Ministério Público nos últimos tempos e que é difícil conseguir a paz quando as instituições da justiça não funcionam na base da independência e imparcialidade.

Diz  que “a corrupção se  instalou no sistema judicial desde os tribunais até as esquadras de polícia” , e sustenta que “não há mãos a medir  nesta situação”.

Sanca apelou à população para contribuírem com denúncias dos males que afectam o sector da justiça. ANG/AALS/ÂC//SG

Angola/Congresso MPLA


                                 João Lourenço quer corrigir injustiças
Bissau, 17 jun 19 (ANG) - O presidente do partido no poder e chefe de Estado de Angola, João Lourenço realçou o esforço levado a cabo para encetar a reconstrução do país, assim como os problemas levantados pela dívida pública angolana, segundo ele, agravada pela corrupção que dominou a vida política nacional nas últimas décadas.
João Lourenço falava na abertura do sétimo Congresso Extraordinário do MPLA sob o lema "MPLA e os Novos Desafios" .
O Presidente João Lourenço realizou o seu primeiro congresso, como líder do MPLA, sem a participação de José Eduardo dos Santos, qui chefiou o partido no poder em Angola, desde 1979, após a morte de Agostinho Neto,
No seu discurso de abertura do VII Congresso Extraordinário do MPLA, Lourenço lamentou a ausência de José Eduardo dos Santos, destacando o seu contributo para a direcção do partido durante 39 anos, mas criticou também, os que ameaçam o MPLA e fazem chantagens.
O líder do MPLA sublinhou diante do conclave a necessidade de fazer respeitar a Constituição e a Lei, sobretudo os dirigentes, que devem ser os primeiros a cumpri-la, para que, com o seu exemplo, eduquem toda a sociedade, exortando o respeito pelo bem público.
Dirigindo-se em particular aos 134 novos membros do Comite Central,que de agora em diante passa a contar com 497 dirigentes,João Lourenço destacou igualmente a necessidade de todos responsáveis prestarem contas, sobre a maneira como gerem o erário público.
Fazendo alusão ao enriquecimento ilícito e ao problema da dívida pública angolana, o presidente do MPLA frisou que não era aceitável, que se tenha chegado ao ponto de colocar a Sonangol e a Sodiam a financiar negócios privados, como se fossem instituições de crédito.
João Lourenço insistiu no imperativo da luta contra a corrupção, na abertura de Angola ao mundo, bem como urgência de controlar a dívida pública, avaliada em cerca de 63% do PIB angolano.
A dívida pública,serviu também para financiar o enriquecimento ilícito de uma elite restrita,selecionada na base do parentesco, do amiguismo e do compadrio, que construiu conglomerados empresariais com esses dinheiros públicos, denunciou João Lourenço.
Por cada dólar empregue no serviço da dívida, o Estado angolano está também a pagar o investimento,dito privado, na banca, na telefonia móvel, nos media, nos diamantes, na joalharia, nos grandes centros comerciais, na indústria de materiais de construção e noutros sectores que beneficiaram de dinheiro público, disse ele, denunciando comportamentos pouco transparentes, ocorridos durante a administração do seu antecessor.
Diante  dos 2.570 delegados presentes no VII Congresso Extraordinário do MPLA, João Lourenço considerou que esta situação de injustiça deve ser corrigida.
Se o País conseguir inverter a situação de injustiça atrás referida, batalha que ,de acordo João Lourenço, não está ganha, Angola com estes e outros recursos poderá combater melhor a pobreza e edificar uma classe média com um nível de vida aceitável.
O líder do MPLA e Presidente de Angola, João Lourenço, apelou tambem a equipa económica governamental para avaliar o momento propício destinado à implementação do Imposto sobre Valor Acrescentado ( IVA ), após o adiamento do prazo para Outubro.
Por ser uma novidade na nossa economia, a introdução do IVA será um processo a implementar de forma gradual e faseada, se tivermos em conta que o seu sucesso depende em muito da capacidade que as empresas terão a partir de agora na organização da sua contabilidade, frisou o líder do partido governante.
A estratégia para as primeiras eleições autárquicas angolanas, previstas para 2020, e o alargamento do Comité Central do partido de 363 para 497 membros marcaram, os trabalhos do 7.º Congresso Extraordinário do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA ) sob o lema MPLA e os Novos Desafios, realizado, sábado, no Futungo de Belas, em Luanda.
Reagindo a intervenção do presidente do MPLA no 7° Congresso Extraordinário do Futungo de Belas, o secretário-geral da UNITA,primeira força da oposição angolana, Franco Marcolino Nhani , afirmou , em declarações à agência Lusa, esperar que o partido, no poder, não fique pelas declarações de intenções.ANG/RFI


sexta-feira, 14 de junho de 2019

Auscultações do PR


Vice-presidente do PAIGC diz ter recebido garantias de cumprimento da lei por parte do PR


Bissau,14 Jun 19(ANG) - A segunda vice-presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Maria Odete Semedo, disse que receberam  garantias do Presidente da República de que irá cumprir escrupulosamente com a Lei, no que diz respeito a indigitação do novo Primeiro-ministro.

A dirigente dos libertadores fez estas declarações à imprensa à saída da audiência com o Presidente José Mário Vaz, que auscultou os seis partidos com assento no Parlamento, designadamente, o PAIGC, MADEM – G 15, PRS, APU-PDGB, UM e PND. 

Primeiro disse que vai ouvir os partidos para no fim de tudo cumprir escrupulosamente o que está na lei. Estamos em crer que resta-nos aguardar com a paciência de sempre que ele nos chame enquanto  Partido que foi votado maioritariamente e que ganhou as eleições para apresentarmos o nome do Primeiro-ministro”, sublinhou.

Maria Odete Semedo sublinhou ainda que o chefe de Estado lhes informaram de que há vários rumores, mas ele está consciente das suas prerrogativas constitucionais, portanto é o que vai fazer, ou seja, não vai agir fora da lei.

Questionado se o Presidente da República já pediu ao PAIGC a indicação do nome para as funções do Primeiro-ministro, respondeu que José Mário Vaz não lhes pediu um nome ainda, contudo garantiu-lhes que vai seguir os trâmites legais, passo a passo.

Por seu turno, o coordenador do Movimento para Alternância Democrática (Madem-G-15) Braima Chamará frisou que alertaram ao José Mário Vaz de que, para que a nomeação do próximo governo seja uma realidade é muito importante que ele faça respeitar a constituição usando as suas prerrogativas.

“Como todos sabem no quadro constitucional do nosso país, é obrigatório a constituição taxativa e regular da mesa da Assembleia Nacional Popular com base nos resultados eleitorais para que se possa cumprir o princípio da proporcionalidade. Por isso, apelamos à todos os actores políticos, tendo em conta a situação difícil em que o país se encontra, para tudo fazemos para tirar a Guiné-Bissau neste marasmo em que se encontra”, frisou.

Aquele político salientou estar convicto de que o Chefe de Estado deve estar doravante disponível para assumir as suas responsabilidades.

O líder da Bancada Parlamentar do Partido da Renovação Social (PRS), Sola Nanquilim disse que foram chamados para consultas com o Presidente da República, mas que não  abordaram com José Mário Vaz assuntos sobre nomeação do novo primeiro-ministro.
Nanquilin apela  à imprensa no sentido de ajudar a informar a opinião publica de que o lugar de primeiro Secretário da Mesa da ANP pertence ao seu partido(PRS).

Em representação do Assembleia do Povo Unido (APU-PDGB), Armando Mango afirmou  que, enquanto partido com assento parlamentar, foram chamados para serem ouvidos sobre o artigo 68 alínea G da Constituição da República referente a indigitação do novo Chefe do Governo, salientando que apesar de estarem de acordo, o encontro peca por tardia, uma vez que já passaram mais de 90 dias depois das eleições legislativas de 10 de Março.

“ Congratulamos com a iniciativa e esperamos que o acto posterior do chefe de Estado será nomear o novo Primeiro- ministro atendendo os resultados eleitorais “,vincou.

Para o  vice-presidente da União para Mudança(UM) José Maria Baticã Ferreira, o Presidente da República está num exercício constitucional para nomear o novo Primeiro-ministro e consequente formação de novo governo. Disse que a propósito fizeram ao Presidente José Mário Vaz recordar que deve aplicar a Constituição da República como condição fundamental para a nomeação de um Primeiro-ministro na base de resultados eleitorais.

Iaia Djaló, líder do partido  Nova Democracia( PND) considerou de interessante a audiência com o chefe de Estado, por ter cingido sobre a nomeação do Primeiro-ministro no quadro legal.

Djaló disse que foi o que aconselhou ao José Mário Vaz a fazer, uma vez que não há mais caminho a percorrer que não seja o de cumprimento escrupuloso da lei magna do país.
Passaram mais de 90 dias após as eleições legislativas, a Guiné-Bissau ainda não tem novo Primeiro-ministro para formar um novo governo.

O Presidente da República havia condicionada a nomeação de novo Primeiro-ministro a eleição do 2º vice-presidente da ANP, entretanto agendado para a sessão que decorre na Assembleia Nacional Popular. ANG/MSC/ÂC//SG

RDC


                                     Tensão política compromete governo
Bissau, 14 jun 19 (ANG) - A tensão política voltou ao rubro entre militantes do partido do presidente Félix Tshisekedi e os da força política do seu antecessor Joseph Kabila, na República Democrática do Congo.
Um cenário que complica ainda mais a formação do governo no antigo Congo belga.
Segundo a polícia, várias sedes de partidos foram atacadas na capital na quinta-feira.
As duas coligações no poder, a UDPS, União para a democracia e o progresso social, e o PPRD, Partido para a reconstrução e democracia, respectivamente pró Tshisekedi e pró Kabila, parecem estar cada vez mais de costas voltadas.
E, com provocações de parte a parte, e ainda sem fumo à vista quanto à formação de um novo governo.
O executivo deveria contar com uma maioria de ministros pró Kabila, vencedores das legislativas.
Este aumento de tensão coincidiu com a declaração de Martin Fayulu que tanto Tshisekedi como Kabila teriam "assassinado o Estado de direito".
Aquele que continua a declarar-se como vencedor das presidenciais reagia, desta feita, ao facto de ter sido invalidada a eleição de 23 deputados do seu movimento "Lamuka" (Acorda em lingala).
O Tribunal constitucional validou, com efeito, esta semana um reforço de cerca de 20 deputados para o partido de Kabila que consegue a maioria absoluta no parlamento, não obstante não ter conseguido a vitória nas presidenciais.
Fayulu denunciou uma decisão extemporânea da justiça e anunciou uma manifestação para esta quinta de mulheres e deputados.
Ele suspendeu ainda as actividades de todos os seus parlamentares e promete uma grande marcha para dia 30, dia da independência. ANG/RFI

Reuteurs Institute


                                          Há menos confiança  na mídia
Bissau, 14 jun 19 (ANG) – Apenas 42 por cento dos 75 mil pessoas entrevistadas em 38 países confiam na imprensa de maneira geral, revela um  documento da Reuters Institute.
Essa percentagem representa cerca de dois pontos a menos em relação a situação verificada no passado.
O estudo divulgado na quarta-feira (12) mostra que menos de uma a cada duas pessoas confia nos veículos acessados ou lidos no quotidiano – o equivalente a 49% dos entrevistados, ouvidos entre janeiro e fevereiro em 38 países. 51% das pessoas que participaram da pesquisa pensa que a mídia ajuda a entender o mundo atual e menos de um terço (29%) acredita que a imprensa cubra assuntos pertinentes. Para 16%, o “tom” utilizado nas matérias e reportagens não é adequado.
Os resultados da pesquisa escondem disparidades importantes de acordo com o país, indica o relatório. Na Finlândia e no Canadá, por exemplo, a maioria da população confia na imprensa. Já na Grécia ou na Hungria, há uma forte desconfiança. Na França, a confiança diminuiu cerca de 24%.
A imprensa foi particularmente criticada pela cobertura do movimento dos “coletes amarelos”, especifica o documento. A confiança nas informações consultadas nas ferramentas de busca e redes sociais continua estável em relação ao ano passado e são, respectivamente, de 33% e 23%.
Os internautas utilizam cada vez mais aplicativos de troca de mensagens instantâneas para compartilhar informações e se informar, principalmente no Brasil, na Malásia e na África do Sul. O documento ressalta que o nível de confiança aumenta com o nível educacional. Os leitores mais diplomados na Alemanha e nos EUA, por exemplo, avaliam as mídias de maneira mais positiva.
Paralelamente, a preocupação continua crescente em relação à expansão das fake news, apesar dos esforços das plataformas e dos editores.
Entretanto, a proporção das pessoas dispostas a pagar por informação on-line é baixa, é de 15%.De uma maneira geral, o relatório mostra que os internautas preferem investir na diversão e em canais como Netflix e Spotify. Esse dado contrasta com o fato de que cada vez mais veículos tendem a cobrar pelos seus conteúdos. Outro dado interessante é que 32% das pessoas evitam as chamadas “notícias quentes”, em detrimento de conteúdos mais elaborados. ANG/RFI

Saúde pública


                                      OMS pede sangue seguro para todos

Bissau,14 Jun 19(ANG) – Celebra-se hoje, 14 de Junho, em todo o planeta, o Dia Mundial do Dador de Sangue, subordinado ao tema “ Sangue seguro para todos”.

O Director Regional da Organização Mundial de Saúde para a Região Africana, em mensagem divulgada por ocasião da efeméride e enviada à ANG, disse que   o tema da campanha deste ano tem como foco a doação de sangue e o acesso universal à transfusão de sangue segura como meio de concretizar uma cobertura sanitária universal.

Na mensagem Matshidiso Moeti afirmou que o referido tema encoraja fortemente mais pessoas em todo o mundo a serem doadores de sangue e a doarem sangue regularmente.

“O tema desta ano, “Sangue seguro para todos”, chama a atenção para o papel fulcral que a doação voluntária de sangue desempenha na concretização da meta da cobertura sanitária universal da saúde”, sublinhou o Director Regional da OMS.

Disse que a comemoração do Dia Mundial do Dador de Sangue é uma oportunidade para agradecer aos doadores voluntários, sem qualquer remuneração  e cujas doações salvam  vidas humanas.

Prosseguiu que também serve para promover a sensibilização e o acesso a sangue e componentes sanguíneos seguro e de qualidade garantida para todos.

Aquele responsável acrescentou que a transfusão de sangue é uma parte de saúde resiliente.

“A transfusão de sangue é essencial para se concretizar o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável 3.8 que diz respeito à saúde, que procura garantir uma vida saudável, e promover o bem-estar para todas as idades”, referiu Matshidiso Moeti.

Afirmou na mensagem que, de facto, a transfusão de sangue segura contribui para a redução da mortalidade materna e as mortes de recém-nascidos e de crianças com menos de cinco anos.

Acrescentou ainda que a transfusão sanguínea previne as epidemias de doenças transmissíveis, tais como a sida, tuberculose, malária e doenças tropicais negligenciadas, e também para o combate à hepatite , assim como a mortes por  lesões resultantes de acidentes de viação.

O Director Regional da OMS para Região Africana disse que em África os países têm alcançado progressos significativos para melhorarem a disponibilidade e o acesso a sangue e a componentes sanguíneos seguros e com garantia de qualidade, mas que,contudo, a necessidade de transfusões de sangue está a aumentar e muitos doentes ainda enfrentam o problema de escassez de sangue.

“Por esta razão, exorto os países a apoiarem as doações de sangue voluntárias, como uma componente primária para a concretização da cobertura sanitária universal e a assegurarem o financiamento sustentável para os serviços nacionais de transfusão de sangue”, disseANG/ÂC//SG

Venezuela


      Morrer vira "solução" para sair da crise  e número de suicídios explode
Bissau, 14 jun 19 (ANG) - A crise económica e política que atinge a Venezuela tem provocado estragos em vários âmbitos da sociedade.
O país, que sofre de uma inflação galopante, violência nas ruas e pobreza extrema, vem registando os maiores números de suicídio do continente americano.
Desde o ano passado, com a agravamento da crise, a Venezuela enfrenta uma alta nos índices de suicídio. O número de pessoas que tiraram sua própria vida quadruplicou nos últimos quinze anos e o fenómeno vem se acelerando. Quase 800 casos foram registrados apenas na capital Caracas em 2018.
“A cada semana recebemos, em média, quatro novos casos de pacientes com pensamentos suicidas”, conta Marisol Ramirez, presidente da rede nacional Psicólogos Sem Fronteiras, um dos serviços que, junto com a Federação dos Psicólogos da Venezuela, criado no ano passado, oferecem atendimento acessível para a população.
Segundo a psicóloga, é cada vez maior o número de pessoas que veem na morte uma possível solução para seus problemas. “Os pacientes dizem: se eu estivesse morto, minha família não teria mais que se cansar para encontrar remédios e cuidaria dos meus filhos. Elas vivem pensando que podem ser assassinadas, que podem morrer...”, conta Marisol. “As pessoas falam da morte com tanta naturalidade. Parece até ser uma opção como outra qualquer”, continua a psicóloga.
O que mais impressiona a presidente da Psicólogos Sem Fronteiras é o aumento de menores entre seus pacientes. “Já recebemos crianças que diziam que a mãe tinha se refugiado no exterior, que não queriam morar com tias ou avós e, por isso, tinham vontade de morrer”, relata.
“Essa semana mesmo recebemos duas crianças que não sabiam como fazer a lição de casa em razão dos cortes de electricidade que atrasaram os programas escolares. As famílias estavam muito preocupadas, pois os filhos disseram que a solução seria morrer. A gente constata que, aos poucos, a ideia da morte se banaliza na sociedade venezuelana”, analisa a psicóloga.
Apesar dessa constatação, o termo suicídio ainda é um tabu no país. As autoridades acusam os que ousam usar essa expressão de fazerem apologia à morte. Uma maneira indireta de não reconhecer um dos sintomas das dificuldades enfrentadas atualmente pela sociedade venezuelana. ANG/RFI

Meteorologia


         Previsões do tempo apontam para queda de poucas chuvas este ano

Bissau, 14 Jun 19 (ANG)- O Director do Instituto Nacional de Meteorologia disse quinta-feira que as previsões apontam para a queda de poucas chuvas este ano.

Segundo a Rádio Pindjiquiti, Cherno Luís Mendes falava com base nas previsões divulgadas esta quinta-feira pelo Centro Regional do Comité  Inter-Estado de Luta Contra Seca no Sahel(CILSS), acrescentou  que durante os meses de Junho, Julho e Agosto do ano em curso a quantidade de chuva que vai cair, será igual, a do ano transacto.

Pediu aos directores regionais de meteorologia para informarem aos camponeses sobre o risco de não  cultivarem a terra logo depois das primeiras chuvas e  sobre a necessidade de respeitarem  o calendário agrícola.

Aquele técnico acrescentou ainda que a  tendência de fracas chuvas pode-se verificar até ao final da época chuvosa.

Cherno Mendes informou que as zonas norte, sul e insulares serão mais afectadas pela falta das chuvas.

Questionado sobre a eventualidade de cheias no país, admitiu  que pode haver casos excepcionais de chuvas durante vinte e quatro horas , e que poderão provocar inundações.

Em relação a eventuais ventos fortes ou elevadas temperaturas, disse que estão a trabalhar com alguns parceiros no sentido de produção e divulgação do boletim informativo sobre essas tempestades.

Cherno Mendes disse que as causas de diminuição das precipitações na Guiné-Bissau se devem  as condições naturais.

Bissau registou quinta-feira  a noite a queda das primeiras chuvas com maior intensidade, desde que se entrou na época chuvosa que normalmente inicia em Maio. 

Há informações de que terá chovido em todo o país. ANG/JD/ÂC//SG

Brasil


                           Trabalhadores cumprem um dia de greve geral
Bissau, 14 jun 19 (ANG) - As principais centrais sindicais do país, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), entre outras dezenas de organizações sindicais, convocaram atos nesta sexta-feira (14) em apoio à primeira greve geral sob o governo de Jair Bolsonaro (PSL).
Em Paris, o coletivo Mario Pedrosa organiza uma manifestação de apoio à paralisação dos trabalhadores brasileiros às 17h30 pelo horário local na praça da República.
Os trabalhadores são convocados a cruzar os braços para protestar contra a reforma da Previdência, os cortes na Educação e manifestar seu descontentamento ante a incapacidade do governo de retomar o crescimento da economia e gerar um maior número de empregos formais, passados quase seis meses da posse de Bolsonaro.
A mobilização acontece na sequência de duas grandes manifestações contra os cortes na Educação, ocorridas nos dias 15 e 30 de maio. As ameaças persistentes ao acesso à Educação pública e a crise política, agora agravada pelas denúncias do site The Intercept envolvendo o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, podem ampliar a adesão.
Líderes sindicais preparam atos para paralisar os transportes desde as primeiras horas da madrugada. Em São Paulo, a paralisação está mantida mesmo após a Justiça ter concedido liminar que obriga o funcionamento do Metrô, da CPTM e a circulação de ônibus. A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio nesta sexta-feira. O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SindMotoristas) aderiu à greve a partir da meia-noite.
Sindicatos de bancários, metalúrgicos, petroleiros, eletricitários, metroviários, professores, trabalhadores da saúde, de companhias de água e esgoto, dos Correios, da Justiça Federal, químicos e rurais, portuários, vigilantes, servidores públicos estaduais e federais esperam uma grande mobilização.
A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), sindicato nacional dos bancários, convocou toda a categoria para a greve. Bancários de ao menos 16 capitais – incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte – confirmaram participação na greve.
A avaliação do Palácio do Planalto é de que o movimento não terá adesão expressiva. A única orientação do governo aos simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro é para que eles combatam, nas redes sociais, tentativas de recuperação por parte de militantes da oposição. ANG/RFI

quinta-feira, 13 de junho de 2019

ANP


Terceiro dia da Sessão Ordinária de novo marcado por divergências sobre cumprimento da Ordem do Dia

Bissau,12 Jun 19(ANG) – O terceiro dia dos trabalhos da segunda Sessão Ordinária da X Legislatura da Assembleia Nacional Popular(ANP), foi de novo marcado por  divergências entre as bancadas da maioria parlamentar constituída pelos deputados do PAIGC, APU-PDGB, União para Mudança e PND e das dos aliados  Madem G15 e  PRS, quanto a fixação da Ordem do Dia dos trabalhos.

Na Sessão de hoje presidida pelo 1º Vice Presidente do parlamento e líder da Aliança do Povo Unido(APU-PDGB), Nuno Gomes Nabian, devido a ausência do país do Presidente da ANP, Cipriano Cassamá, os deputados da aliança Madem G15 / PRS reclamaram a inclusão na agenda dos trabalhos ,a eleição do 1º Secretário da Mesa,  lugar reivindicado pelo PRS, como condição “sine qua non” para a continuidade da Sessão.

O lugar reclamado já havia sido atribuído ao PAIGC, com recurso a aplicação do método Hont, que tem sido utilizado nas legislaturas anteriores para se definir a quem pertence o lugar de 1º secretário da mesa da ANP. 

A segunda sessão ordinária da X legislatura foi iniciada no passado dia 11 do corrente mês mas suspensa após hora e meia de trabalhos devido a discordância  dos dois partidos: o Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15) e o Partido da Renovação Social (PRS) face ao projeto da Ordem do Dia.

As duas formações que fazem oposição a maioria parlamentar  exigem que a agenda se resumisse em um ponto: eleição do segundo vice-presidente e do primeiro secretário da mesa da ANP.

A recusa por parte da maioria de satisfazer essa exigência motivou uma tentativa de invasão da mesa, obrigando ao presidente da ANP, Cipriano Cassamá,  a suspender a sessão.

Após a retoma da Sessão os deputados dos partidos que constituem a maioria parlamentar aprovaram em plenária a proposta da Ordem do Dia, tendo  colocado no primeiro ponto da agenda, a eleição do 2º Vice Presidente da Mesa da ANP, lugar que deve ser ocupado pelo Movimento para Alternância Democrática(Madem G15), deixando de fora o lugar do 1º Secretário  reivindicativo pelo PRS, com alegações de que  não  consta na proposta inicial de Agenda aprovada pela Comissão Permanente da ANP.

Na quarta-feira segundo dia dos trabalhos , as discussões na plenária ficaram marcadas por trocas de acusações entre os deputados das  bancadas rivais durante o chamado “Período Antes da Ordem do Dia” até que o Presidente do parlamento, Cipriano Cassamá deu por encerrada a Sessão.

O líder da Bancada Parlamentar do Partido da Renovação Social(PRS), Sola Inquilin disse que defende um reajustamento do projeto da Ordem do Dia, que passa  pela eleição do 1º Secretário e do 2º Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Nacional Popular, segundo disse, “em cumprimento da vontade manifestada pelo povo no passado dia 10 de Março”.

A 2ª Sessão Ordinária da X Legislatura agendou  a apresentação e discussão de 12 pontos, entre os quais se destacam    a eleição do segundo Vice-presidente da Mesa da Assembleia Nacional Popular.ANG/ÂC//SG

Sociedade


Celebrações do  Mês da Criança 
Bissau, 13 jun 19 (ANG) – A União Europeia, Fundação Fé e Cooperação(FEC) e seus parceiros assinalam o Mês da Criança(junho)com realizações de feiras de livro, ateliês infantís, workshops, entre outras actividades, em Bissau, Bafatá, Buba e Gabú.
Segundo um comunicado da União Europeia enviado à ANG ,o mês da criança é uma iniciativa da FEC, que pelo 5º ano consecutivo celebra e promove os direitos das crianças da Guiné-Bissau.
As celebrações inciadas no dia 7 de junho com a realização de um Ateliê “05 crianças,05 direitos”,prosseguiram esta quinta-feira com a realização, em Bafatá, de uma feira de livro e um ateliê infantil.
O Mês da Criança, segundo o comunicado, em celebração no ano de 30º aniversário da Convenção sobre os Direitos das Crainças, deve ser encerrado com a realização de uma Gala dos Direitos das Crianças no dia 28 , no Centro Cultural Franco-guineense, em Bissau. ANG//SG
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