Covid-19/Vacina da Moderna renova
esperanças na luta contra a pandemia
Bissau,
17 Nov 20 (ANG) - As esperanças mundiais de vencer a
pandemia de covid-19 aumentaram segunda-feira depois de a empresa de
biotecnologia norte-americana Moderna ter anunciado que a sua vacina contra o
novo coronavírus demonstrou uma eficácia de 94,5%.
A notícia surge uma semana depois da
vacina concorrente da Pfizer e BioNTech ter sido apresentada como eficaz a 90%.
Também o centro de pesquisas estatal russo Gamaleya e o fundo soberano de
investimentos da Rússia reportaram 92% de eficácia para a sua vacina Sputnik V.
Os resultados da vacina da Moderna surgem
de um teste clínico de fase 3 com mais de 30.000 participantes. A empresa disse
esperar ter 20 milhões de doses prontas até ao final do ano.
A Organização Mundial da Saúde falou em
notícias "animadoras",
mas advertiu que faltam meses para uma disponibilidade generalizada
das vacinas e mostrou-se preocupada com o aumento dos casos em muitos
países. O director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, avisou que "uma vacina por si
só não acabará com a pandemia" e que "os países que estão a deixar que o vírus se
propague sem controlo estão a brincar com fogo".
Esta terça-feira, o número de infecções no
mundo pelo vírus SARS-CoV-2 superou os 55 milhões, enquanto o número de mortes
ultrapassou os 1,3 milhões, de acordo com dados da Universidade de Medicina
Johns Hopkins.
Os Estados Unidos são o país que lidera em
número de casos e mortes, 11,2 milhões e 247.220 óbitos. Depois, os países mais
afectados em número de infecções são a Índia com 8,8 milhões, Brasil com 5,8
milhões, França com mais de dois milhões, Rússia com 1,9 milhões e Espanha com
1,4 milhões.
Em óbitos, depois dos Estados Unidos, o
país mais afetado é o Brasil (166.014), seguido pela Índia (130.519), México
(98.861), Reino Unido (52.240), Itália (45.733 mortes), França (45.122), Irão
(41.979), Espanha (41.253) e Argentina (35.727), segundo o JHU.
Um outro balanço feito pela agência francesa AFP diz que a Covid-19 provocou pelo menos 1.319.561 mortos resultantes de mais de 54,4 milhões de casos de infecção em todo o mundo. ANG/RFI
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