quinta-feira, 18 de novembro de 2021

EUA/ONU e Fundação Gates doam 2,7 mil milhões para melhorar acesso a planeamento familiar

Bissau, 18 Nov 21(ANG) – As Nações Unidas e a Fundação Gates prometeram doar 3,1 mil milhões de dólares (2,7 mil milhões de euros) nos próximos cinco anos para que mulheres e raparigas em todo o mundo tenham acesso a planeamento familiar.

A parceria Family Planning 2030 (FP2030), que reúne governos, sociedade civil, organizações multilaterais, doadores, sector privado e comunidade científica para proteger os direitos reprodutivos das mulheres e raparigas, anunciou hoje o compromisso em comunicado.

Segundo a parceria, este compromisso financeiro foi alcançado num evento que marcou o lançamento de uma nova década do programa – a FP2020 foi lançada em 2012 – e resulta sobretudo das doações do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA, na sigla em inglês), que prometeu 1,7 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros) nos próximos quatro anos, e da Fundação Bill e Melinda Gates, que doará 1,4 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) ao longo dos próximos cinco anos.

A Federação Internacional para a Parentalidade Planeada (IPPF, na sigla em inglês) e a Fòs Feminista, uma plataforma internacional de organizações que defendem os direitos reprodutivos das mulheres e meninas, também se comprometeram com doações.

A FP2030 aplaude ainda compromissos assumidos por vários governos africanos, incluindo o Benim, o Burkina Faso, a Etiópia, a Guiné-Conacri, o Quénia, Madagáscar, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Togo e Uganda.

Segundo a FP2030, o número de actores comprometidos com os objectivos da parceria aumentou assim para 46.

Segundo o comunicado, o Burkina Faso comprometeu-se a garantir a disponibilidade e acesso a informação de qualidade sobre saúde reprodutiva e serviços adaptados às necessidades das adolescentes e jovens em 100% das unidades públicas de saúde até 2025, enquanto a Etiópia prometeu aumentar o financiamento para os serviços de planeamento familiar e definiu a meta de reduzir a gravidez adolescente de 12,5% para 7% até 2025 e para 3% até 2030.

A Guiné-Conacri comprometeu-se a aumentar substancialmente a disponibilidade, qualidade e acessibilidade dos serviços de planeamento familiar para alcançar que até 2023 estejam disponíveis em 90% das unidades de saúde públicas; o Quénia quer aumentar a taxa de prevalência do uso de contraceptivos modernos de 58% para 64% das mulheres casadas até 2030.

A Nigéria prometeu aumentar o financiamento do planeamento familiar, alocando um mínimo de 1% dos orçamentos nacional e estatal para a saúde para financiar o planeamento familiar até 2030.

A Tanzânia comprometeu-se a reduzir a taxa de gravidez adolescente de 27% para 20% até 2025 e a aumentar a taxa de prevalência do uso de contraceptivos modernos para todas as mulheres de 32% em 2019 para 47% até 2030; enquanto o Uganda prometeu alocar 10% dos recursos da saúde materno-infantil para os serviços de saúde reprodutiva adolescente até Julho de 2025 e a aumentar o uso de contraceptivos modernos de 30,4% em 2020 para 39,6% até 2025.

Desde o seu lançamento em 2012, sublinha-se no comunicado, a FP2020 contribuiu para aumentar o número de pessoas que usam contraceptivos em 60 milhões em nove anos, duplicando o número de utilizadores de contracepção moderna em 13 países de baixo rendimento, prevenindo mais de 121 milhões de gravidezes indesejadas, 21 milhões de abortos inseguros e 125.000 mortes maternas só em 2019.

No último relatório da parceria, divulgado no evento de lançamento da FP2030, a directora-executiva, Samukeliso Dube, e a presidente do conselho de administração da FP2030, Mereseini Vuniwaqa, classificam estes resultados como um “êxito enorme”, mas sublinham que não se pode “descansar” agora.

“Vimos o impacto da covid-19 no acesso às informações e serviços de planeamento familiar. Uma crise global como esta pandemia revela a fragilidade dos ganhos para as mulheres e as raparigas”, dizem.

“Acreditamos que o planeamento familiar é (…) a chave para reduzir as mortes maternas; é a diferença entre acabar a escola e entrar no casamento e gravidez precoce; pode desbloquear a prosperidade e a sobrevivência económica das mulheres. Sem planeamento familiar nunca alcançaremos a igualdade de género”, concluem.

Em 2022, a FP2030 vai abrir escritórios regionais em África, Ásia e na América Latina, devendo as localizações dos primeiros dois, ambos em África, ser anunciadas no início do próximo ano. ANG/Inforpress/Lusa

Inquérito/Estudantes de ensino  superior  apontam Domingos Simões Pereira e Biagué Nan Ntam como exemplos de liderança pública

Bissau 18 Nov 21 (ANG)- A Associação Nacional dos Inqueridores da Guiné-Bissau(ANIGB) públicou hoje resultados do inquerito da opinião dos estudantes das diferentes instituições do Ensino Superior  que concluiram que entre as figuras públicas avaliadas ,Domingos Simões Pereira, lider do PAIGC e Biagué Na Ntam, Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas como melhores em termos liderança pública.

Falando numa conferência em nome do ANIGB na qual se fez a publicação  dos referidos resultados, João Vaz disse que foram selecionados 10 figuras públicas que mais aparecerem nas midias no passado més de Junho,tendo  os inqueridos solicitados  a responder seis perguntas a respeito dos escolhidos.

As figuras foram selecionadas, segundo ele, de acordo com a ordem alfabetica e são elas: Alberto Nanbeia ,Biagué Nan Ntam ,Braima Camará,Cipriano Cassamá,Domingos Simões Pereira ,Nuno Na Bian,Umaro Sissoco Embaló ,Victor Mandinga entre outros.

Dissse que  50 por cento  dos estudantes apontaram Domingos Simões Pereira e Biagué Na Ntam como  melhores em termos do desempenho das suas funções públicas.

 A maioria dos  inqueridos, segundo afirmou Vaz,escolheu o lider do PAIGC como a figura pública com quem gostavam mais de trabalhar.

De acordo com João Vaz os inqueridos criticaram negativamente o actual Chefe de Governo Nuno Nabiam e o actual Ministro da Economia, Plano e Integração Regional,Victor Mandinga em termos de exercícios das suas funções no aparelho do Estado ,frisando que a classe feminina é a que  mais desconhece as figuras públicas do país.  .

Vaz disse que fizeram igualmente questões  sobre o Chefe de Estado, isto é, se os inquiridos sabem quem é o  Presidente da República entre  três nomes a saber,José Mario Vaz,Umaro Sissoco Embaló e Domingos Simões Pereira , e que resultou que  1,6 por cento das inquiridas indicaram Domingos Simões Pereira como Presidente da República ,mas o resto acertou que é Umaro Sissoco Embaló.

“Como as figuras escolhidas são todos homens e questionamos aos estudantes se havia mulheres no país que podiam estar nesta lista e responderam positivamente tendo indicado 38 nomes dos quais foram  retirados  as 10 mais solicitadas a saber:Odete Semedo,Suzy Carla Barbosa,Adiatu Djalo Nandigna  ,Magda Robalo,Carmelita Pires ,Ruth Monteiro ,Silvina Tavares ,Manuela Mendes Lopes ,Adja Satu Camará e Nelvina Bareto.

De acordo com o João Vaz, o plano era  inquirir  500 estudantes, em dez instituições de ensino selecionados, ou seja 50 em cada escola sendo 25 homens e 25 mulheres o que não foi possível devido as borucracias em algumas instituições , o que fez com que se participasse   apenas 279 inqueridos .

Segundo Vaz, as escolas referenciadas são:Francisco Mendes (Tchico Té),Escola Nacional de Saúde (ENA),Universidade Lusófona da Guiné(ULG),Universidade Colinas de Boé,Universidade Jean Peaget e a Universidade Catolica da Guiné,  e disse que a  margem de erro neste trabalho é de 2 por cento.

A ANIGB foi criado em 2018 e  realizou actividades de inquérito nas eleiçoes legislativas passadas . ANG/MSC//SG



                    Golpe de Estado/Cartum viveu a  noite mais sangrenta

Bissau, 18 Nov 21 (ANG) - As forças de segurança sudanesas dispersaram hoje com gás lacrimogéneo dezenas de pessoas que continuavam a manifestar contra o golpe militar do passado dia 25 de Outubro, poucas horas depois da noite mais sangrenta desde que o general Abdel Fattah al-Burhane afastou por completo os civis do poder no Sudão.

Só na noite de quarta-feira a repressão das manifestações em Cartum provocou 15 mortos, fazendo ascender a 39 o número total de vítimas mortais, entre as quais 5 adolescentes, desde o golpe de 25 de Outubro, dia em que o general Abdel Fattah al-Burhane reassumiu sozinho o poder, dissolvendo os órgãos civis que tinham sido instalados no intuito de assegurar a transição rumo a eleições, depois da queda em 2019 do ex-presidente Omar el Beshir.

Esta quinta-feira, alguns manifestantes continuavam ainda concentrados no norte da capital onde tinham erguido barricadas, mas acabaram por ser dispersos pelo exército que disparou granadas lacrimogéneas contra eles.

Após três semanas de protestos, com a repressão do exército bem como cortes de telefone e de internet, a teia continuando alias perturbada hoje, a mobilização parece estar a diminuir.

Observadores notam que ainda no passado dia 30 de Outubro os manifestantes contavam-se em dezenas de milhares, mas ontem eram alguns milhares. Esta quinta-feira um novo apelo à desobediência civil transmitido por SMS acabou por não encontrar eco e a circulação retomou normalmente nas ruas de Cartum.

A nível externo, também são poucas as reacções perante a chapa de chumbo que se abateu sobre o país, com a excepção da vice-secretária de Estado americana para os Assuntos Africanos, Molly Phee, que esta manhã condenou a "violência contra manifestantes pacíficos", enquanto o togolês Clément Voule, relator da ONU para a liberdade de associação, lançou um apelo para que "a comunidade internacional exerça pressões sobre o Sudão para pôr fim à repressão "

De referir que ainda ontem o chefe da diplomacia americana Antony Blinken, actualmente em digressão no continente africano, declarou que o país só voltaria a ter o apoio da comunidade internacional se a "legitimidade" do governo fosse restaurada.ANG/RFI

 

 

                          
                           Pão
/ Padeiros tradicionais retomam produção

Bissau,18 Nov 21 (ANG) – O Governo, através do Ministério de Comercio e Indústria assinou um acordo de príncipio, por um periodo indeterminado, com a Associação dos padeiros tradicionais da Guiné-Bissau(APT-GB) para a retoma da produção e comercialização de pão, tal como dantes, no valor de 150 e 200fcfa para o consumidor.

O acordo foi assinado quarta-feira, da parte do governo, pelo Inspector- geral do Comércio, Carlos Manuel Biaguê e o Diretor-geral da Industria Sulaimane Djaló, e pelo Presidente da Associação dos padeiros tradicionais, Braima Djaló.

O acordo determina que os associados da APT-GB devem alocar um mínimo de 50 por cento das suas produções, à confeção de pães para serem comercializados por 150 fcfa xof e o resto é destinado à confeção de pães a serem  vendidos ao preço unitário de 200 fcfa.

“ Sem o prejuízo do estipulado no ponto anterior, os Associados da ATP-GB,podem confecionar pães a serem comercializados por outros valores que não foram referidos acima, desde que o valor seja proporcional ao peso do pão”, indica o documento.

Segundo ficou decidido, o imcumprimento dos pontos do presente acordo, implica aplicação de medidadas administrativas conforme estipulado na lei.

O acordo põe fim  o impasse provocado pela paralisação de quatro dias na produção e comercialisação de pão tradiconal, em consequência das reivindicações para o  aumento do  preço  de pão da parte dos padeiros de 150 para 200 francos cfas e de 200 para 250 francos por cada pão.

Esses aumentos pretendidos pelos produtores de pão foram justificados com o aumento do preço de um saco da farinha de 50 kg de 22 mil para 23 mil francos cfas.

Em declarações à  imprensa, após assinatura do acordo, o Inspector-geral Carlos Manuel Biaguê agradeceu aos padeiros  e destacou que  o acordo  desbloqueou o impasse na produção e comercialização de pão tradicional .

O Director-geral da Industria Suleimane Djaló assegurou  que enquanto respresentes do Estado têm a missão de assegurar a dieta alimentar da população, mas também de criar condições para que os operadores economicos possam exercer a sua actividade de acordo com a  lei.

Afirmou que o interesse dos consumidores, dos padeiros e do próprio Estado vão ser garantidos, explicando que os interesses do Estado passa pela observância da pratica de higiene durante a produção de pão e até no local da sua comercialização.

Sulaimane Djaló prometeu trabalhar para que o preço do pão corresponda com o seu peso, indicando que, se  por exemplo,  um pão custar 200 fcfa o seu peso deve corresponder à 200 gramas e  assim sucessivamente.

O Presidente dos padeiros tradicoinais Braima Djaló garantiu que vão retomar a produção e comercialização de pão no  valor de 150 e 200 fcfa, mas com a redução do  tamanho. ANG/LPG//SG

 

 


Burquina Faso
/Novo balanço de 53 mortos num presumível ataque rebelde

Bissau, 18 Nov 21 (ANG) - Pelo menos 49 efectivos paramilitares e quatro civis foram mortos no ataque do passado domingo por suspeitos rebeldes num destacamento da guarda burkinabe em Inata, no norte do Burkina Faso, segundo um novo relatório divulgado quarta-feira pelo governo.

"Podemos estabelecer o seguinte balanço: 49 guardas mortos, quatro civis [mortos]. Felizmente, encontrámos 46 guardas", disse o porta-voz do executivo burkinabe, Ousseni Tamboura, no final do conselho de ministros.

Um balanço anterior, divulgado na passada segunda-feira, dava conta de que 28 elementos das forças de segurança e quatro civis tinham sido mortos.

O número de mortos hoje avançado pode ainda aumentar. O destacamento da guarda em Inata, uma cidade da região do Sahel próxima da fronteira com o Mali, integra cerca de 150 homens, de acordo com fontes locais.

O destacamento foi atacado no domingo por "um grande número de indivíduos armados", que se deslocaram "em várias 'pick-ups' e motos", segundo uma fonte de segurança que descreveu "longas trocas de fogo" entre os atacantes e os paramilitares.

Este foi um dos ataques mais mortíferos contra as forças de defesa e segurança burkinabes desde que o Burkina Faso começou a ser palco de ações 'jihadistas', há cerca de seis anos.

Tamboura anunciou ainda que o comandante das forças armadas no setor norte do país foi removido do posto após o ataque.

O Burkina Faso tem enfrentado ataques 'jihadistas' regulares e mortíferos desde 2015, particularmente nas regiões norte e leste do país, na chamada zona das "três fronteiras", com o Mali e o Níger, outros dois países igualmente afetados por operações frequentes de jihadistas armados.

A violência, por vezes misturada com confrontos intercomunitários, matou até agora cerca de 2.000 pessoas e obrigou 1,4 milhões a fugir das suas casas.

Na terça-feira, várias centenas de pessoas participaram em manifestações em várias cidades do Burkina Faso para exigir a demissão do executivo devido à "incapacidade de impedir os ataques terroristas".

O ataque em Inata levou o governo burkinabe a declarar um luto nacional no país, entre a passada terça-feira e esta quinta-feira.ANG/Angop

 

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Mundial 2022/Selecionador nacional satisfeito com o 2º lugar  nas elimimatórias de qualificação  

Bissau, 17 Nov 21 (ANG) – O Selecionador Nacional de Futebol, Baciro Candé considerou de positiva  a participação da Guiné-Bissau  nas eliminatórias de apuramento para Mundial Qatar 2022.

Candé fez esta declaração no balanço da participação da Seleção de futebol guineense, esta quarta-feira, em Marrocos, antes do regresso da caravana para o país, e depois do empate, à zero bolas, na última partida, disputada no passado dia 15, segunda-feira, contra a sua congénere de Sudão.

“Eu estava com uma impressão negativa, quando ví o sorteio da fase do grupo da eliminatória onde figuravam  grandes potências, nomeadamente Marrocos,Guiné Conacri e Sudão, e a Guiné-Bissau, em termos de grandeza da superfície e populacional, ao nível da África, não se compara com nenhum desses países”, referiu.

Candé disse  que a participação foi positiva porque os Djurtus realizaram  seis jogos,  todos eles fora do país, devido ao impedimento, pela  FIFA, da utilização do Estádio 24 de Setembro.

“Cada  pessoa sente mais força na sua casa. A não utilização  do nosso Estádio nos três jogos marcados contribuiu, de um lado, para a nossa possição no Grupo. Podiamos  arrecadar os nove  pontos se jogávamos em casa para depois ir buscar só uma vitória fora para atingir os 12 pontos”, disse.

De acordo com o Candé, a seleção nacional conseguiu ocupar o 2º lugar com todo o mérito porque o país, os jogadores e todos os intervenientes da área trabalharam para isso.

Questionado sobre o que falhou para que o país não conseguisse  o seu objetivo que era de liderar o grupo I, Candé respondeu que, primeiro, foi o impedimento pela FIFA de utilização do Estádio Nacional.

 Sustentou  que o Estádio Nacional 24 de Setembro não foi o pior de todos os estádios.

Segundo Candé, os relvados do 24 de Setembro se encontram em melhores condições que os dos estádios da Guiné-Conacri e  do Sudão. Disse desconhecer  o critério adotado pela FIFA para impedir a utilização do Estádio Nacional.

 No grupo I de apuramento para o Mundial Qatar 2022, o Marrocos ocupa a primeira posição com 18 pontos, em seis jogos, seguido da Guiné-Bissau com seis pontos, na terceira posição ficou a Guiné Conacri com quatro pontos e no ultimo lugar, o Sudão com 2 pontos.ANG/DMG/ÂC//SG

    Uganda/Kampala  sob vigilância reforçada após duplo atentado

Bissau, 17 Nov 21(ANG) - A capital do Uganda, Kampala, teve hoje a sua vigilância reforçada, com ruas bloqueadas e postos de controlo e patrulhas armadas instalados nas ruas, um dia depois de um duplo atentado suicida reivindicado pelo grupo do Estado Islâmico (EI), que deixou quatro mortos e mais de 30 feridos.

As duas explosões ocorreram pela manhã, com tr
ês minutos de intervalo, perto do quartel-general da polícia e do Parlamento, no distrito financeiro e administrativo de Kampala.

"A segurança foi reforçada em Kampala e no seu entorno para garantir que a população esteja protegida de qualquer perigo", disse à AFP o porta-voz da polícia metropolitana da capital ugandesa, Like Owoyesigyire.

Durante a manhã, via-se muitos agentes da polícia e militares nas ruas de Kampala, assim como pontos de controlo em algumas avenidas, provocando engarrafamentos, observou um jornalista da AFP no local.

Os investigadores continuam a inspeccionar os locais dos ataques, que deixaram quatro mortos e 36 feridos, segundo as forças policiais. De acordo com a Cruz Vermelha do Uganda, a maioria dos feridos são agentes da polícia.

O primeiro ataque teve como alvo um posto de controlo próximo ao Comando Geral da polícia por um homem que carregava uma bomba numa mochila. No segundo, dois homens "disfarçados de mototáxis" deflagraram a sua carga explosiva, perto da entrada do Parlamento.

As forças de contra-terrorismo detiveram um quarto terrorista e "apreenderam um dispositivo explosivo caseiro não detonado da sua casa", relatou terça-feira a polícia.

A explosão perto das instalações da polícia destruiu janelas, e a outra, perto do Parlamento, incendiou veículos estacionados na área.

A polícia do Uganda atribuiu o duplo atentado de terça-feira (16) a um "grupo local ligado às ADF", as Forças Democráticas Aliadas, uma rebelião ativa no leste da vizinha República Democrática do Congo (RDC).

Posteriormente, no entanto, o Estado Islâmico (EI) assumiu a responsabilidade pelos ataques, em nota publicada terça-feira no aplicativo de mensagens instantâneas Telegram. Nela, o EI anunciou que os ataques foram cometidos por três homens-bomba.

Este é o segundo atentado mortal no Uganda reivindicado pelo EI em poucas semanas. Em 23 de Outubro, o grupo já havia reivindicado a autoria de atentado a bomba num restaurante de Kampala. Nesta ocorrência, uma garçonete morreu e várias pessoas ficaram feridas.

Desde Abril de 2019, o EI assume a responsabilidade por alguns ataques cometidos pelas ADF, às quais se refere como a sua "Província da África Central" (Iscap, na sigla em inglês).

Em Março, os Estados Unidos incluíram as ADF à sua lista de "organizações terroristas" afiliadas ao EI.ANG/Angop

Dia das Forças Armadas/Ministro Botché enaltece papel das Forças de segurança na cobertura do evento

Bissau,17 Nov 21(ANG) – O ministro de Estado do Interior e da Ordem Pública, enalteceu hoje o papel desempenhado pelas instituições sob a sua tutela, na garantia da segurança durante as celebrações, em simultâneo, do Dia das Forças Armadas e da Independência Nacional do país, efectuadas terça-feira, dia 16 de Novembro.

“Durante o acto das celebrações das duas efemérides  fizeram um trabalho brilhante e marcante cujo o valor ninguém pode avaliar”, elogiou Botche Candé, durante a visita de agradecimento que efectuou hoje às Unidades da Polícia de Ordem Pública, da Brigada de Intervenção Rápida, da Gurda Nacional, Serviços de Proteção Civil e Bombeiros e de Polícia de Trânsito.

O governante disse que as referidas unidades levantaram, bem alto, a cara dos guineenses perante os convidados estrangeiros que vieram assistir as duas cerimónias.

“Vocês acalmaram os corações de todos os guineenses e souberam demonstrar, mais uma vez, as vossas capacidades de paramilitares e amor pela pátria de Amilcar Cabral”, regozijou.

O ministro do Interior disse igualmente que todos os convidados estrangeiros que estavam sentados na Bancava Vip do Estádio Nacional 24 de Setembro, incluindo os Presidentes do Senegal e da Libéria ficaram encantados com as demonstrações feitas pelas Forças de diferentes instituições que compõem o seu pelouro durante a Parada Para-Militar.

Botche Candé aconselhou as Forças das unidades visitadas  para não se enveredarem pelas vias que não coadunam com os seus princípios, sob pena de comprometerem as suas carreiras.

“Vocês serão os fututos responsáveis e substitutos de todos os generais e brigadeiros deste ministério”, disse.

Aquele responsável apelou aos seus agentes para continuarem a cumprir as orientações dos seus superiores hierárquicos.

 “Vocês devem continuar nessa senda porque entendemos que nos últimos dias, as pessoas estão numa jogada para  complicar as relações entre o Presidente da República e o Primeiro-ministro, e como eles não são Deus, não vão conseguir”, salientou.

Sobre a  informação que está a ser veiculada nos órgãos de comunicação social , segundo a qual , durante a cerimónia comemorativa do Dia das Forças Armadas e da Independència, o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló recusou cumprimentar o Primeiro-ministro Nuno Nabiam, o ministro do Interior disse que isso não corresponde a verdade.

“O Presidente da República, à sua chegada no Estádio 24 de Setembro a primeira pessoa que cumprimentou foi o Nuno Nabiam e na altura, a esposa do chefe do Governo não estava presente e quando Umaro Sissoco Embaló notou a presença da sua esposa dirigiu-se de novo para ela para a cumprimentar”, explicou.ANG/ÂC//SG

Media/China e Estados Unidos comprometem-se a diminuir restrições sobre jornalistas

Bissau, 17 Nov 21(ANG) – A China e os Estados Unidos concordaram em aliviar as restrições para trabalhadores de órgãos de comunicação social dos dois países, refletindo uma ligeira diminuição das tensões entre os dois lados.


O jornal oficial chinês em língua inglesa China Daily noticiou que o acordo foi alcançado antes da cimeira virtual de terça-feira entre o Presidente da China, Xi Jinping, e o homólogo dos Estados Unidos, Joe Biden.

Ao abrigo deste este acordo, os EUA vão emitir vistos de entradas múltiplas de um ano para trabalhadores de órgãos de comunicação social chineses e iniciarão imediatamente um processo para tratar de questões sobre a “duração das acreditações”, apontou o China Daily.

A China vai retribuir ao conceder tratamento igual aos jornalistas dos EUA, assim que as políticas norte-americanas entrarem em vigor, e ambos os lados vão emitir vistos para novos candidatos “com base nas leis e regulamentos relevantes”, acrescentou.

Em declarações à agência de notícias Associated Press (AP), o Departamento de Estado norte-americano disse que a China se comprometeu a emitir vistos para um grupo de jornalistas dos EUA “desde que sejam elegíveis, de acordo com todas as leis e regulamentos aplicáveis”.

“Também vamos continuar a emitir vistos para jornalistas [chineses] que são elegíveis, de acordo com as leis dos EUA”, apontou a mesma fonte, citada pela AP.

A China também se comprometeu a aumentar o prazo de validade dos vistos dos jornalistas norte-americanos actualmente a trabalhar no país asiático, dos atuais 90 dias para um ano.

“Numa base recíproca, estamos comprometidos em aumentar a validade dos vistos emitidos para jornalistas da RPC [República Popular da China] para um ano também”, de acordo com o comunicado do Departamento de Estado.

Ambos os lados também vão oferecer vistos de entradas múltiplas, indicou.

No ano passado, os EUA cancelaram 20 vistos emitidos para funcionários de órgãos oficiais chineses e exigiram aos restantes um registo como agentes estrangeiros, entre outros regulamentos.

A China retaliou através da expulsão de jornalistas que trabalhavam para órgãos norte-americanos e restringiu severamente as condições para aqueles que continuaram a trabalhar no país.

O novo acordo surgiu como “resultado de mais de um ano de difíceis negociações sobre o tratamento dos órgãos de comunicação em ambos os países”, disse o China Daily.

O Departamento de Estado disse que permaneceu em consulta com os jornais afetados, bem como outros órgãos que enfrentam falta de pessoal devido às decisões do Governo chinês.

“Estamos gratos por os correspondentes poderem retornar à China para continuarem o trabalho. Congratulamo-nos com este progresso, mas vemo-lo apenas como um passo inicial”, apontou, em comunicado.

O Departamento de Estado acrescentou que vai continuar a trabalhar para expandir o acesso e melhorar condições para os órgãos norte-americanos e estrangeiros na China, onde enfrentam obstáculos consideráveis, incluindo interrogatórios pela polícia, assédio que os impede de trabalharem, ameaças pessoais e ações judiciais.

“Continuaremos a defender a liberdade de imprensa como um reflexo dos nossos valores democráticos”, afirmou o Departamento de Estado.ANG/Inforpress/Lusa



Ensino
/Presidente da CONAEGUIB lamenta celebração em contexto desfavoprável do Dia Internacional dos Estudantes

Bissau, 17 Nov 21 (ANG) – O Presidente da Confederação Nacional das Associações Estudantis da Guiné-Bissau (CONAEGUIB), Bacar Darame, lamentou hoje a celebração do Dia Internacional dos Estudantes, na Guiné-Bissau, num contexto que diz ser desfavorável e careterizada por funcionamento parcial do sistema educativo.

No ato da cerimônia, Bacar Darame ainda realçou as sucessivas e prologandas greves decretadas pelos sindicatos dos professores, e as considerou de desmotivador e provocador de elevadas taxas de  desistências nas escolas e “estrangulamento” do sistema educativo.

Segundo este responsável estudantil, o país não pode almejar o desenvolvimento sem um investimento no setor educativo porque este depende unicamente duma boa qualidade da educação e formação dos seus cidadãos.

Lamentou o fato de o país até então só dispor de uma única Universidade pública, que se depara com muitas dificuldades de funcionamento.

Darame exigiu que o Governo guineense investisse  de “forma ambiciosa” do setor educativo  primario ao superior, e em especial no ensino de formação técnica e profissional, para dar respostas aos desafios locais.

Este dirigente estudantil ainda exortou o governo a criação de  mecanismos   para acabar com as greves e outros problemas que têm afetado o setor educativo.

Darame evocou a falta de confiança dos pais e ecarregados da educação no sistema público do país para justificar a prefência às escolas privadas que agora se verifica, ao nivel nacional.

Para  o presidente da CONAEGUIB, o governo deve prestar  muita atenção ao crescimento do desemprego entre  jovens graduados oriundos do ensino superior local e estrangeiro, que  se encontram fora do mercado de trabalho.

No âmbito da celebração do dia Internacional de Estudantes, a CONAEGUIB promove encontros de reflexões com os estudantes, em diferentes centros escolares, durante dois dias, iniciando hoje para terminar amanhã, dia 18 de novembro.ANG/CP//ÂC//SG

 

 

      Covid-19/Europa é o único continente onde as mortes estão a aumentar

 Bissau, 17 Nov 21(ANG) – A Europa registou um aumento de 5% nas mortes por covid-19 na última semana, enquanto no resto dos continentes o número de óbitos permaneceu estável ou diminuiu, de acordo com o último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).


Segundo o documento, hoje publicado, na América, as mortes por esta causa diminuíram 3%, na região do Pacífico Ocidental – que inclui a China – caíram 5% e no Mediterrâneo Oriental 14%.

No Sul e no leste da Ásia, que inclui a Índia, as mortes no contexto da pandemia aumentaram 1% e em África subiram 3%.

Globalmente, foram registadas 50.000 mortes adicionais, de acordo com as notificações de todos os países recebidas pela OMS, um número que se manteve estável.

O número de infecções aumentou 6% globalmente. Por região, o aumento foi de 8% na Europa e na América, enquanto em África foram relatados menos 33% de casos.

O número de infecções em todo o mundo subiu para 252 milhões em 23 meses, desde que o vírus começou a circular intensamente na China.

Na Europa, a incidência de casos por 100.000 habitantes foi muito maior (230) do que em qualquer outra região. Na América, foi de 74 casos por 100.000 habitantes.

Os países com mais casos na última semana foram Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Reino Unido e Turquia.

A covid-19 provocou pelo menos 5.105.488 mortes em todo o mundo, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.ANG/Inforpress/Lusa

 

Politica/  Primeiro-ministro guineense ausente na reunião do Conselho de Estado

Bissau, 17 nov 21 (ANG) -  O porta voz do Conselho de Estado Fernando Delfim da Silva confirmou hoje  que o Primeiro ministro  Nuno Gomes Nabiam não participou na reunião do Conselho de Estado, convocada pelo Chefe de Estado guineense Umaro Sissoco Embalo, para analisar a actual situação politico e social do país.

Em declarações à imprensa, Fernando Delfim da Silva disse que o Presidente da República está preocupado com actual situação politica e social, por isso chamou os conselheiros para ouvir a opinião de cada membro sobre a situação.

De acordo com  o porta voz, cada conselheiro deu a sua opinião sobre a situação politica social vigente no país e agora cabe ao Chefe de Estado guineense Umaro Sissoco Embaló tomar medidas em função dos pareceres emitidos pelos Conselheiros do Estado.

Delfim da Silva sublinhou ser  um  encontro de rotina normal, “porque o Conselho de Estado” é um órgão consultivo do Presidente da Republica.

Instado a falar do que foi debatido de concreto na reunião que durou  pouco mais de duas horas, Delfim da Silva disse que não tem competência para revelar o que foi debatido e nem falar  das opiniões dos seus colegas em relação a actual situação politica no país.

O Presidente da República havia prometido anunciar esta quarta-feita a sua decisão sobre a situação politica e social do país caracterizada por um ambiente que analista consideram de “pouco amigável” entre ele o primeiro-ministro e entre a Presidência da República e o parlamento.

Com o gabinete do Primeiro-ministro está em causa a detenção de um avião  no aeroporto internacional de Bissau e com o parlamento as divergência gravitam a volta da revisão constitucional.

O referido avião aterrou-se no aeroporto de Bissau à pedido da Presidência da República, mas, por suspeitas de haver alguma ilegalidade, o Governo mandou instaurar uma investigação externa para se apurar as circunstâncias que levaram o aparelho a vir para Bissau .  ANG/LPG//SG

Financiamento/Cabo Verde acolhe em Dezembro Conferência Económica para África e Cimeira dos Chefes de Estado Africanos

Bissau, 17 Nov 21(ANG) – Cabo Verde acolhe de 02 a 04 de Dezembro a Conferência Económica para a África e uma Cimeira dos Chefes de Estados Africano, para debater o financiamento do desenvolvimento no continente, apurou hoje a Inforpress.

Co-organizado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), pela Comissão Económica da União Africana e pelo PNUD, com apoio das Nações Unidas e forte patrocínio do Governo de Cabo Verde e do Presidente da República, José Maria Neves, este evento será realizado na ilha do Sal e pretende-se que os resultados tenham impacto mundial.

Esta informação foi avançada à imprensa pelo vice-primeiro-ministro e ministro da Finanças, Olavo Correia, e pela coordenadora do Sistema das Nações Unidas, Ana Graça, à saída de um encontro com o Presidente da República que “já prontificou a dar toda a colaboração para que o colóquio seja um sucesso e que Cabo Verde continue a despontar como um espaço para grandes conferências internacionais”.

“Será um momento extraordinariamente importante e oportuno, sobretudo no contexto da pandemia da covid-19 e do pós-covid, para debatermos os desafios do financiamento do desenvolvimento em África. Debater como podemos mobilizar mais recursos endógenos, como podemos ter uma máquina fiscal mais moderna, mais eficiente e mais capaz de mobilizar os recursos que os nossos países precisam”, referiu Olavo Correia.

A Conferência, acrescentou, vai debater, igualmente, as formas de utilizar as novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) na modernização dos sistemas fiscais em África, assim como os métodos para a criação das condições para aumentar a base tributária africana, combatendo a fuga, a fraude e a evasão fiscal.

A Conferência, adiantou, vai ainda debater o módulo “como mobilizar os investimentos internacionais, públicos ou privados, para serem canalizados para o financiamento do desenvolvimento em África, face às novas modalidades que se abrem hoje no mundo, sobretudo tendo em conta a redução, cada vez mais, da ajuda pública, mais o aumento de janela de financiamento para o sector privado”.

O financiamento inclusivo foi apresentado à imprensa pelo governante como o terceiro pilar, por forma a descobrir formas de financiamento do desenvolvimento numa lógica de inclusão do ponto de vista social, regional, do género, baseada na sustentabilidade, numa economia verde, azul, digital e sustentável.

“Estamos no momento certo e será no lugar certo, em Cabo Verde, na ilha do Sal. Nós temos todo o orgulho em sediarmos essa conferência para que o continente africano possa debater os desafios do financiamento para os nossos países”, disse.

A importância da agenda dos países insulares, no âmbito do contexto da recuperação e resposta à pandemia, sobretudo no que Cabo Verde está a ter em termos de uma liderança regional no Atlântico, no Índico e no mar do Sul da China, insere-se ainda no trabalho desta conferência, que de acordo com Ana Graça, vai debater as soluções específicas para os Estados insulares.

Recordou que é uma discussão que está a ter lugar ao nível global, no seio das Nações Unidas, para que seja dada mais atenção ao financiamento e às questões das vulnerabilidades dos Estados insulares, assim como a nível regional.

Olavo Correia lembrou que esta conferência surge depois de Cabo Verde ter organizado conferências sobre o turismo e o clima o que, atestou, permite ao país fazer parte do debate que se vai realizar sobre questões relacionadas com o continente africano e o mundo. ANG/Inforpress

terça-feira, 16 de novembro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)


Dia das Forças Armadas
/Primeiro-ministro diz que qualquer guineense deve se sentir orgulhoso das Forças Armadas

Bissau, 16 Nov 21 (ANG) – O Primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabian disse que qualquer guineense deve se sentir orgulhoso das Forças Armadas devido o seu “trabalho árduo” feito para que o país consiga a sua soberania.

“Hoje temos soberania e independência. Sinto orgulho de ser guineense, e penso que qualquer cidadão deve sentir grato por este dia e esse árduo trabalho que as Forças Armadas fizeram para poder trazer a independência”, enalteceu.

Afirmou  que o governo está a esforçar para melhorar as condições das Forças Armadas.

Nabian lamentou que passados  48 anos da Independência o país está como está devido aos sucessivos conflitos que não o ajudaram a avançar como os da sub-região.

Disse que  que o governo está consciente desta situação e está a trabalhar afincadamente para levar a Guiné-Bissau a um desenvolvimento sustentável.

Questionado se as recentes declarações do Presidente da República em que afirma que, em qualquer momento, pode exonerar o primeiro-ministro,  não põem em causa a sua função, Nabian respondeu que ninguém veio para exercer a função do Estado  permanente.

“Ninguém veio para exercer função no Estado a  pensar que deve permanecer nela. Qualquer dia vou sair e outra pessoa vai assumir essa função do Primeiro-ministro, por isso, estou tranquilo”, disse.

Nuno Nabiam considera que  essa não é uma questão sobre a qual se deve falar agora, e sustenta que estão a trabalhar, e que tem uma  relação normal com o Presidente da República .

Ao responder aos jornalistas sobre uma investigação internacional pedido pelo seu gabinete sobre o avião retido no aeroporto, Nabiam reafirmou que o trabalho está a seguir o seu trâmite legal, frisando que quer sair desse processo com cabeça erguida.

“Essa é a questão que abalou o país inteiro. Queremos dignificar as instituições do Estado, portanto, existem pessoas a fazerem o trabalho segundo as normas e regras que estão a serem cumpridas”, disse Nabian, garantindo que quando o processo for concluido todo o mundo e o Povo vão saber qual é a verdade.

O palco da cerimónia da comemoração do Dia das Forças Armadas Revolucionária do Povo, Estádio 24 de Setembro estava repleto da população vestida, na sua maioria, de camisolas de cores da bandeira nacional.

O desfile militar de diferentes batalhões dos militar dos três ramos das Forças Armadas, Forças da Guarda Nacional, Brigada de Polícia de Trânsito e Serviço de Proteção Civil e Bombeiros marcaram o evento. ANG/DMG/ÂC//SG

  

Dia das Forças Armadas/Macky Sall anuncia  envio de médicos especialistas senegaleses para prestar serviços nos hospitais da Guiné-Bissau

Bissau, 16 Nov 21(ANG) – O Presidente senegalês prometeu hoje que vai  enviar um grupo 15  técnicos especialistas de saúde do seu país para prestar serviços nos hospitais da Guiné-Bissau.

Macky Sall que falava na cerimónia da inauguração da avenida batizada com seu nome, no trajecto que liga a Chapa de Bissau à Carracol, garantiu o aprofundamento da cooperação existente desde a luta armada até a data presente  entre os dois povos.

Sall que chegou na manhã de hoje ao país, para assistir as celebrações simultâneas do Dia da Forças Armadas e da Independência Nacional, agradeceu a hospitalidade, simpatia, amizade e fraternidade do povo guineense.

Por sua vez, o Chefe de Estado guineense Umaro Sissoco Embaló disse que o evento se realiza  no quadro das relações de cooperação e de amizade  entre a República da Guiné-Bissau e  do Senegal.

Acrescentou que o presidente senegalês não só ajudou na reabilitação da estrada mas que também  apoiou  o país noutros  domínios.

Sissoco Embaló referiu que foi o chefe de Estado senegalês   quem doou uma embarcação para a travessia do rio Farim, frisando que pediu-lhe ainda para doar mais uma  outra para colocar noutras localidades.

Na cerimónia de inauguração da Avenida Macky Sall estiveram presentes o presidente da Libéria George Weah, o primeiro-ministro da Guiné Conacri, ministro da defesa de Mauritânia, ministro da defesa de Gana e uma reprentação da  AREzKI, empresa  executou da obra. ANG/JD/ÂC//SG