segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Defesa e Segurança



Mais de mil novos mancebos distribuídos ao nível do país

Bissau, 04. 12. 17 (ANG) – Mil e cento e três novos mancebos estão sendo distribuídos, agora, para as diferentes unidades militares do pais, isso depois de no fim-de-semana terem jurado à Bandeira, informou a ANG um alto oficial que pediu anonimato.

A fonte não avançou a forma logística em que esta a processar-se a distribuição dos novos recrutas e em que numero estão sendo agrupados.

No entanto, na cerimónia de juramento, o Ministro da Defesa afirmou que com o acto, o processo da reforma no sector da Defesa e Segurança ganha uma nova dinâmica em prol da estabilidade política, da paz social e do desenvolvimento sustentável da Guiné-Bissau.

Para Eduardo Sanha, se a modernização das Forças Armadas é uma vertente importante no processo da reforma, a desmobilização e recrutamento dos soldados são componentes irreversíveis na personalização da classe castrense e na melhoria do seu desempenho.

“Se o processo da restruturação das Forças Armadas tem trazido ganhos consideráveis ao país, não podemos descurar que o seu redimensionamento vai contribuir na criação da capacidade interna, visando defender e proteger a nossa integridade territorial”, declarou o governante.

Aos novos militares, o Ministro da Defesa advertiu que “ser militar é muito mais que vestir uniforme e pegar na arma”. 

“Ser militar é estar integralmente disponível ao serviço do seu país, é ser um homem disciplinado, respeitador da hierarquia e da cadeia do comando”.

Por seu turno, o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas afirmou o acto serve para “testar o grau de respeito e de credibilidade que, ultimamente as Forças Armadas da Guiné-Bissau vem conquistando junto da sociedade e no mundo forra”.

Biaguê na Ntam pediu aos novos militares a respeitarem a Constituição da República, nomeadamente na defesa da independência, da soberania e da integridade territorial, na manutenção da segurança e ordem públicas, na reconstrução nacional, na obediência aos órgãos da soberania, no não exercício da actividade política, na defesa da legalidade democrática e na prevenção de crimes.

Entre os mil e cento e três mancebos, fazem parte alguns paramilitares da Guarda Nacional e dos Bombeiros Humanitários da Guiné-Bissau.

Durante a cerimónia de juramento, a título simbólico, um combatente da liberdade da pátria fez a entrega da sua arma a um novo militar que, na ocasião prometeu defender a integridade territorial da Guiné-Bissau.

Para além das autoridades militares e civis, também estiveram presentes no acto, o corpo diplomáticos residente, a força militar de ECOMIB no país e milhares de populares, sobretudos os familiares dos novos “homens da arma”.

O último recrutamento ocorreu no ano de 1992. 

ANG/QC/JAM

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