“Não há motivo para se comemorar 24 de Setembro”-diz funcionário do Ministério da Função Pública e
Reforma Administrativa
Bissau, 23
Set 15-(ANG)- Um funcionário do Ministério da Função Pública e Reforma
Administrativa considerou hoje que não
há motivo para os cidadãos guineenses comemorarem o 24 de
Setembro, dia da Independência nacional , “porque os objectivos traçados na Luta de Libertação Nacional(o
desenvolvimento do pais e melhoria das condições de vida das populações), não foram atingidos”.

Vieira Té
acrescentou que passados 42 anos nada de
concreto se fez no pais .
“A
Guiné-Bissau não é um estado independente, mas sim um estado dependente. O país
enfrenta muitos problemas político social e económico razão pela qual “dependemos
da ajuda externa”, disse.
Fatima Aurora Fonseca Mendes, de 55 anos de
idade, funcionária do Ministério da Educação disse que não há perspectivas para o pais
porque até hoje os direitos dos cidadãos estäo a
ser cada vez mais massacrados.
Fátima
Fonseca adiantou que é mais um aniversário para “nós guineenses pensarmos e reflectirmos sobre o
que queremos na realidade para o nosso
pais”.
Disse que ela
está descontente, triste e vergonhosa, “porque o direito do povo esta a ser desrespeitado em detrimento de interesses
pessoais .
Por seu
lado, o funcionário do Ministério da Economia e Finanças, Potchan Cá, de 43 anos de idade, considera que apesar da situação que o pais
vive, os guineenses devem comemorar a
festa de 24 de Setembro “porque é uma data histórica que assinalou a
independência da Guiné e Cabo-Verde”.
“Com
dinheiro ou sem dinheiro os guineenses devem comemorar
esta data histórica tão importante para o povo da Guiné-Bissau” ,considerou.
Potchan Cá
apela à todos os guineenses para se evitarem de“guerrinhas” e se unirem no
trabalho para o desenvolvimento do pais.
Cá sustentou
sem enumerar que apesar de o pais se ter
confrontado com problemas de varia ordem, algumas coisas importantes foram
feitas.
O parlamento
realiza quinta-feira uma sessão especial alusiva ao 24 de Setembro, dia da independência
nacional proclamada nas matas de Boé, no Leste da Guiné-Bissau em 1973, pelo
então presidente da Assembleia Nacional Popular, João Bernardo Vieira “Nino.
ANG/PFC/SG
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