terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Espanha


Diplomatas bolivianos vão ser expulsos em represália a decisão de governo interino
Bissau, 31 dez 19 (ANG) – As autoridades espanholas vão expulsar diplomatas bolivianos em represália a decisão do governo interino deste país.
A decisão foi tomada horas depois da presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, ter anunciado,  segunda-feira (30), que o país vai expulsar a embaixadora do México, María Teresa Mercado, a encarregada de Negócios da Espanha, Cristina Borreguero, e o cônsul da Espanha, Álvaro Fernández.
No fim de semana, segundo a Bolívia, pessoas identificadas como funcionários da embaixada da Espanha no país tentaram entrar de forma clandestina na residência diplomática do México em La Paz, onde estão refugiados membros do governo de Morales.
A chefe de Estado boliviana acusou os diplomatas de terem "desrespeitado gravemente a soberania e a dignidade do povo e do governo constitucional da Bolívia" e ordenou que eles "deixem o país em um prazo de 72 horas".
A medida foi respondida pela Espanha, que declarou três diplomatas bolivianos "persona non grata", em uma grave crise diplomática. A decisão foi divulgada em um comunicado oficial do governo.
Segundo o governo boliviano, o chefe de negócios e o cônsul chegaram à embaixada mexicana com agentes de segurança "encapuzados e supostamente armados", com o objetivo de evacuar o ex-ministro Juan Ramón Quintana, o braço direito de Morales desde que chegou ao poder em 2006. A chanceler boliviana, Karen Longaric, esclareceu nesta segunda-feira (30) que as expulsões "não implicam de forma alguma uma ruptura de relações diplomáticas", mas que agora os dois países devem nomear novos funcionários.
Na embaixada do México em La Paz, estão asilados nove ou dez funcionários do ex-presidente Morales, desde sua renúncia, ocorrida em 10 de novembro passado.
Entre eles, os ex-ministros Juan Ramón Quintana e Wilma Alanoca, procurados pela Justiça e alvos de mandados de prisão por delitos de insurreição e terrorismo. Outros estão sob investigação fiscal
Apos a expulsão de sua embaixadadora, o México denunciou uma decisão de “carácter político” e infrmou que a instruiu  a voltar para seu país.
 O México denunciou que sua residência sofre "assédio" e declarou que um sucessor assumirá temporariamente o cargo e as representações diplomáticas funcionarão normalmente.
O governo López Obrador havia aberto na semana passada a possibilidade de diálogo com a Bolívia, para tentar resolver os incidentes, mas as iniciativas não foram além das declarações bilaterais de boas intenções. A embaixada mexicana continuou sob forte vigilância policial nesta segunda-feira. A Espanha informou que enviará uma missão de investigação à Bolívia. Madri negou que a visita fosse para "facilitar a saída" dos funcionários de Morales e que, de qualquer forma, era uma visita "cortesia exclusiva".ANG/RFI/AFP

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