França/Diáspora guineense convoca manifestação contra envio de tropas da CEDEAO ao seu país
Bissau, 23 Fev 22 (ANG) - A "Voz da Diáspora guineense", uma organização de guineenses radicados em França, anunciou ontem a sua intenção de realizar uma manifestação no próximo dia 5 de Março em Paris, diante da embaixada do Gana, país que actualmente assume a presidência rotativa da CEDEAO.
Trata-se de
um protesto contra a decisão da CEDEAO de
enviar uma força de estabilização à Guiné-Bissau, na sequência do ataque contra
o palácio do governo guineense no passado dia 1 de Fevereiro.
"Nós, guineenses do estrangeiro, achamos não ser pertinente mais
uma força da CEDEAO na Guiné-Bissau, uma vez que não estamos em guerra, não
temos perigo nenhum e nós temos as nossas forças de Segurança que estão
preparadas para defender os interesses da Guiné-Bissau. Caso haja um pedido
formal, tem que seguir os trâmites legais, sem os quais vamos considerar
qualquer intervenção como sendo uma invasão da nossa soberania", começou por declarar Flávio Baticã Ferreira,
presidente da "Voz da Diáspora guineense".
"Há países com mais problemas do que a Guiné-Bissau, houve um
golpe de Estado na Guiné Conacri e recentemente no Burkina Faso, houve no Mali,
mas nunca enviaram, nunca aprontaram",
argumentou ainda o líder associativo referindo que é neste âmbito que
estão "a
convocar toda a Diáspora guineense, os africanos amigos da Guiné-Bissau e os
Europeus também para se juntarem no dia 5 de Março à frente da embaixada do
Gana em Paris, para poderem participar nesse 'não ao envio das forças da CEDEAO
à Guiné-Bissau”.
Segundo Baticâ Ferreira vai ser entregue nessa embaixada uma carta a
pedir não só o não-envio das forças militares para a Guiné-Bissau mas também
pedir à comunidade internacional para se criar uma comissão internacional para
poder investigar a alegada tentativa de golpe de Estado na Guiné-Bissau e dizer
também 'não' às perseguições e prisões arbitrárias na Guiné".
Esta iniciativa deverá acontecer uma
semana depois de a comunidade guineense de Portugal convocar igualmente uma
manifestação em Lisboa, no dia 28 de Fevereiro, para marcar o seu repúdio ao
que qualifica de "ingerência do Senegal, da CEDEAO e da União Africana,
presidida pelo Senegal nos assuntos internos da Guiné-Bissau". ANG/RFI
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