terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Venezuela


     Grupo de Lima defende transição pacífica e apoiada na Constituição

Bissau, 26 fev 19 (ANG) - O Grupo de Lima, que se reuniu segunda-feira em Bogotá (Colômbia), reafirmou na resolução conjunta saída do encontro que a transição democrática na Venezuela tem de ser levada a cabo pelos cidadãos do país "pacificamente e apoiada na Constituição".
O Grupo de Lima "reitera a sua convicção de que a transição para a democracia deve ser conduzida pelos próprios venezuelanos pacificamente e em conformidade com a Constituição e o direito internacional, apoiada por meios políticos e diplomáticos, sem uso da força", de acordo com o texto final lido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros colombiano, Carlos Holmes Trujillo.
A declaração expressa "o direito de todos os venezuelanos a viver em democracia e liberdade" e reitera o seu apoio à realização de "eleições livres e justas, abertas à participação de todas as forças políticas, com acompanhamento e observação internacional, organizadas por uma autoridade eleitoral neutra e legitimamente constituída".
O documento enfatiza ainda que umas novas eleições democráticas "exigem a saída imediata de Nicolás Maduro (Presidente da Venezuela) e o cessar da usurpação, respeitando a autoridade constitucional da Assembleia Nacional e do presidente interino, Juan Guaidó".
O Grupo de Lima reuniu-se nesta segunda-feira em Bogotá com a presença do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, e de Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela há já um mês.
A reunião teve como objectivo "apertar o cerco diplomático" a Maduro, depois de falhada a tentativa, no sábado, de fazer entrar ajuda humanitária na Venezuela, tendo o dia ficado marcado por mortes, feridos e episódios de violência.
O Grupo de Lima também pediu ao Tribunal Penal Internacional que "tenha em consideração" a "grave situação da Venezuela e a negação de acesso a assistência humanitária, que constituiu um crime de lesa humanidade".
A resolução prevê também manter uma coordenação com os representantes do Governo de Guaidó, "tendo em vista o regresso da democracia e da reconstrução económica" da Venezuela.
O grupo apela ainda às Forças Armadas venezuelanas para que reconheça Guaidó como seu comandante supremo, exortando-as a que, "fiéis ao seu mandato constitucional de servir em exclusivo a nação e não uma pessoa ".
O discurso a defender uma solução pacífica e constitucional marcou as declarações de líderes políticos, sobretudo sul-americanos.
O Grupo de Lima - Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Guiana e Santa Lucia - foi criado em 2017, quando a Venezuela foi palco de violentas manifestações, que causaram 125 mortos.ANG/Angop

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