Presidente da ANP acusa chefe de Estado de estar a perseguir dirigentes do PAIGC
Bissau, 24 Jan 17 (ANG)
– O Presidente da Assambleia Nacional Popular (ANP), acusou segunda-feira o chefe
de Estado, José Mário Vaz, de estar a
perseguir alguns dirigentes de
Partido Africano da Independência da Guiné-Bissau e Cabo-verde (PAIGC).
“Mas somos os promotores
da chegada de José Mário Vaz à cadeira da presidência da República, por isso
jamais conseguirá derrotar-nos”, disse Cipriano Cassama.
De acordo com aquele
responsavel, uma das razões da ida do
PAIGC a Cassaca, é resgatar a memória dos falecidos combatentes, entre os quais
Amilcar Lopes Cabral, Nino Vieira, Canhe na Ntungué, Osvaldo Vieira, Carmem
Pereira.
Cassama exortou o José
Mário Vaz para por fim a instabilidade política que nos últimos tempos assola o
país.
“Vencemos as eleições
com a maioria absoluta e grupinhos de pessoas entendem que devem retirar o
poder ao PAIGC para atribui-lo ao Partido da Renovação Social (PRS). Não é
possível e jamais aceitaremos isso”, disse o líder do parlamento, acrescentado
que, por isso, apela a todos para manterem a confiança em Domingos Simões Pereira.
O Presidente da ANP referiu
que durante o mandato de Domingos Simões Pereira o governo era de inclusão
nacional , integrando alguns partidos
políticos entre os quais o Partido da Renovação Social (PRS), União Para
Mudança (UM), Partido da Nova Democracia (PND), Partido da Convergência
Democrática (PCD) e tudo era aprovado pela unanimidade no hemiciclo.
“O Programa de
governação apresentado pelo Presidente do PAIGC ao parlamento foi aprovado por unanimidade,
a construção da estrada Buba/Catió e demais accoes para o sul do país assim
como das outras regiões do país, foram igualmente aprovados por unanimidade*,
destacou.
Cipriano Cassama
sublinhou que foi com esta inclusão que se conquistou a confiança da Comunidade
Internacional, e que garantiu mais de
mil milhões e meio de dólares na mesa
redonda de Bruxelas.
*Derrubaram o governo
de Simões Pereira, a fim de impedir o sucesso da sua governação”,disse Cassama.
Aquele responsável
apelou ainda a Comunidade Internacional, a assumir as suas responsabilidade,
porque o PAIGC não quer ver mais o país a mergulhar em nenhum tipo de conflito.
“Durante o encontro de
Conacri participaram as parte envolvidas na crise, assim como a Comunidade
Internacional Por isso o que foi assinado lá, deve ser respeitado doa a quem
doer”, disse o presidente de ANP.
Cassama afirmou que o
governo tem o direito de mandar as seguranças para a ANP, mas exorta que tem
que ser com conhecimento do Presidente
da referida instituição, caso contrário, pode ser qualificado de intenção de
poder aprovar o seu programa.
Cipriano Cassama
terminou o discurso apelando o Presidente de PAIGC a prosseguir com os princípios
de Cassaca que é de pôr fim aos desvios de procedimentos e de fazer respeitar a
disciplina no seio de partido.
Entretanto em
representação do presidente do partido Assembleia de Povo Unido (APU-APGB),
Marciano Indi declarou que o seu partido está disposto a juntar esforços com o PAIGC
para desenvolver o país, a fim de tirar o povo guineense do sofrimento em que se encontra.
ANG/LLA/ÂCSG
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