quinta-feira, 3 de julho de 2014

Falta de infra-estruturas na origem da crise cultural no país, diz DG

Bissau, 03 de Jul. (ANG) – O Director – geral da cultura revelou hoje que a falta de infra-estruturas é que estaria na origem da crise cultural na Guiné-Bissau nomeadamente Museu e Biblioteca nacionais, Cinema, e locais para eventos culturais.

Em entrevista exclusiva a ANG, Manuel Taborda (Nelito) reconheceu que antes do conflito político militar de 7 de Junho de 2008 existia um Museu Etnográfico recheado de várias relíquias, mas que, com a guerra, foram roubadas.

 “Não temos lei sobre património cultural. Temos vários bens culturais, a maioria não está inventariada, classificada e muito menos filmados, para serem registados. Precisam de ser catalogados”, reclamou Manuel Taborda.

O DG da cultura informou terem elaborado leis que proíbem a pirataria e a violação dos direitos de autores e que foram entregues ao ministro da tutela, mas que entretanto não foi presente no Conselho de Ministros para discussão e, eventual, aprovação antes de subir para a ANP.

Acrescentou ainda que a direcção geral da cultura elaborou e produziu um catálogo para Museu Etnográfico, mas devido a falta de meios financeiro ficou por concluir. “Precisamos mostrar a geração vindoura o que existe de positivo na Guiné-Bissau.

Assim, Nelito Taborda exortou ao governo que em breve tomará posse para restituir o espaço em que actualmente decorrem as sessões do Conselho de Ministros para albergar o Museu Etnográfico Nacional.

 Manuel Taborda aconselhou o próximo executivo a investir na promoção de artistas plásticos e na literatura, particularmente e apelou-o a criar um prémio anual de incentivo para os autores.

“O prémio

 iria incentivar mais obras produzidas, pois a maioria de artistas plásticos, escultores, oleiros e tecelões trabalham por conta própria”, justificou.
ANG/JD/LPG/JAM

  




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