Presidente Nhamajo discursa dia 26 deste mês
Bissau, 17 Set 13 (ANG) O
Presidente da República de Transição, Manuel Serifo Nhamajo discursa no dia 26
deste mês de Setembro na 68º Sessão de Assembleia Geral das Nações Unidas, em
Nova Iorque.
De acordo com Delfim da Silva, Serifo Nhamajo leva a
este encontro internacional, uma “mensagem forte” sobre a retoma do
funcionamento das sessões de Assembleia Nacional Popular e seus subsequentes actos de ratificação dos
instrumentos jurídicos que regem o período de transição, em curso no país, bem
como o aprovação do Programa e o
Orçamento Geral do Estado.
Segundo o chefe da diplomacia guineense, a ANP ratificou
a transição em curso na Guiné-Bissau ao “legitimar” o actual executivo de
transição.
Delfim da Silva ainda referiu que outro feito das autoridades de transição que,
Nhamajo irá informar na reunião magna das Nações Unidas, está ligado à marcação
das eleições gerais para 24 de Novembro deste ano e da resolução da CEDEAO que
estipula o fim do período de transição para 31 de Dezembro de 2013.
“Todo o mundo sabe
que a Guiné-Bissau não tem condições internas próprias para se arcar com os
custos das eleições. Por isso é que o Conselho da Segurança pede a Comunidade
internacional que comparticipe no financiamento do processo eleitoral” disse
Delfim da Silva para explicar as limitações financeiras do país.
Também nesta entrevista colectiva, o Ministro dos Negócios
Estrangeiros lamentou a não participação da Guiné-Bissau na Cimeira dos Chefes
de Polícia da CPLP, a decorrer em São Tomé e Príncipe, por alegada recusa de
concessão de visto de trânsito por parte da Embaixada de Portugal, em Bissau.
Fernando Delfim da Silva elogiou o papel da CEDEDAO,
desde o golpe de Estado, e , por outro lado, informou que o actual governo está
a diligenciar junto dos governantes angolanos para saber do paradeiro da
Jornalista guineense, Milócas Pereira, naquele país lusófono.
A Jornalista que trabalhava em Angola como docente universitário,
é dada como morta por alguns círculos, e há muito não se sabe do seu paradeiro.
Em Setembro de 2012 as autoridades de transição da Guiné-Bissau
foram impedidas de discursar no encontro anual da ONU, por nem se quer terem
sido escritas na programação da ONU como representantes do país na cerimónia.
E quando a
delegação chefiada pelo ex-Presidente da República Interino, Raimundo Pereira ,
afastado do poder pelo golpe militar de 12 de Abril de 2012, se preparava para
se intervir, a CEDEAO protestou e acabou-se por não permitir que nenhuma das
duas delegações guineenses se intervenha.
A Assembleia-geral das Nações Unidas que se reúne uma vez
por ano, em sessão ordinária, tem como atribuições nomeadamente, elaboração de
recomendações para a solução pacifica dos conflitos internacionais, eleição de
membros não permanentes do Conselho da Segurança e aprovação do orçamento desta
maior organização mundial, entre outros assuntos.
ANG /QC/SG
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