Primeiro-ministro de Cabo Verde condena
detenção em Bissau de polícias cabo-verdianos
Bissau,
22 Jul 13 (ANG) - O Ministro dos negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Delfim da Silva disse acreditar na resolução do caso dos dois agentes cabo-verdianos detidos no país sob acusação de espionagem e pediu para que o caso que considera de “circunscrito a uma ou duas pessoas” não seja “generalizado”.
Delfim da Silva respondia a questões colocadas pela imprensa sobre o assunto, que reconhece não dispor de informações suficientes, isso depois do Primeiro-ministro de Cabo Verde ter acusado as autoridades da
Guiné-Bissau de “violação dos direitos humanos”, por detenção, há uma semana,
em Bissau, de dois polícias cabo-verdianos.
José Maria Neves reafirma a tese oficial das autoridades da Praia, segundo a qual,
estes agentes viajaram a Bissau, escoltando uma mulher guineense que, para além
do fim da sua prisão, foi condenada a “uma pena assessoria de expulsão. Daí,
segundo ele, a razão de ser acompanhada até as fronteiras da Guiné-Bissau.
Sobre a falta de uma
comunicação prévia as autoridades de Bissau, o governante cabo-verdiano afirma
que “não havia nenhuma necessidade” de o fazer.
“Ela é guineense, esteve na
prisão e como a sua pena assessoria é de expulsão, tinha que ser escoltada até
as fronteiras”, acrescentou.
O Primeiro-ministro foi mais
longe, ao afirmar que “ninguém pode estar detido mais de 48 horas sem acusação”
e a sua consequente apresentação as autoridades judiciais.
Na semana passada, as
autoridades da Guiné-Bissau justificaram a detenção destes dois polícias de
Cabo-Verde, com alegações de suspeita de espionagem.
FIM/QC
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