segunda-feira, 22 de julho de 2013

Agentes cabo-verdianos


Primeiro-ministro de Cabo Verde condena detenção em Bissau de polícias cabo-verdianos

Bissau, 22 Jul 13 (ANG) - O Ministro dos negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Delfim da Silva disse acreditar na resolução do caso dos dois agentes cabo-verdianos detidos no país sob acusação de espionagem e pediu para que o caso que considera de “circunscrito a uma ou duas pessoas” não seja “generalizado”.

O chefe da diplomacia guineense fez estas declarações no seu regresso este domingo da Cimeira da Comunidade Económica dos Estados da África ocidental (CEDEAO), que decorreu este fim de semana em Abuja, Nigéria.

Delfim da Silva respondia a questões colocadas pela imprensa sobre o assunto, que reconhece não dispor de informações suficientes, isso depois do Primeiro-ministro de Cabo Verde ter acusado as autoridades da Guiné-Bissau de “violação dos direitos humanos”, por detenção, há uma semana, em Bissau, de dois polícias cabo-verdianos.

José Maria Neves reafirma a tese oficial das autoridades da Praia, segundo a qual, estes agentes viajaram a Bissau, escoltando uma mulher guineense que, para além do fim da sua prisão, foi condenada a “uma pena assessoria de expulsão. Daí, segundo ele, a razão de ser acompanhada até as fronteiras da Guiné-Bissau.

Sobre a falta de uma comunicação prévia as autoridades de Bissau, o governante cabo-verdiano afirma que “não havia nenhuma necessidade” de o fazer.

“Ela é guineense, esteve na prisão e como a sua pena assessoria é de expulsão, tinha que ser escoltada até as fronteiras”, acrescentou.

O Primeiro-ministro foi mais longe, ao afirmar que “ninguém pode estar detido mais de 48 horas sem acusação” e a sua consequente apresentação as autoridades judiciais.

Na semana passada, as autoridades da Guiné-Bissau justificaram a detenção destes dois polícias de Cabo-Verde, com alegações de suspeita de espionagem. 

FIM/QC


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